Admito
que seja eu que esteja a ver mal a coisa. Ou então algo me está a
escapar. A verdade é que não consigo ver nada de positivo na queda
do governo. Não que tenha aquela malta em especial conta. Aliás,
quem tem a pachorra de me ler fará a justiça de reconhecer que
aprecio tanto a politica dos que ainda lá estão como a dos que por
lá passaram antes. Acontece é que não vejo alternativas credíveis.
Tenho
manifestas dificuldades em perceber os comportamentos eufóricos que
muitos exibem por aí. Mas que é que esta gente espera? Eleições,
para começar. Por mim, que até gosto de votar, não me parece mal.
Mas, e a seguir? Provavelmente ganha o PS. Os mesmos, não sei se se
recordam, que rebentaram com esta merda toda e que levaram o país à
bancarrota. Mas, e a seguir? Esturrar o dinheiro que continuamos a
não ter, certamente. Ou não. Porque os credores chateiam-se e não
põem cá mais pilim. Mas, sejamos e optimistas e consideremos que
nos autorizam a voltar à nossa antiga vidinha, e a seguir?
Nomeadamente quando chegar a altura de pagar o que devemos agora mais
aquilo que o PS – partindo do principio que cumpre o que anda a
prometer – vai gastar? Voltam as manifestações, as greves e uma
troika qualquer. Ou acham que não?!
São
estas e outras inquietações que não me deixam tranquilo. Isto
porque, mas se calhar sou eu que sou um gajo de pouca fé, não
acredito que o Partido Comunista ganhe as eleições. Se assim fosse
o sol brilharia para todos nós e teríamos amanhãs para cantar. E,
já agora, emprego para todos. Nem que fosse a fazer Trabants.







