sexta-feira, 31 de março de 2023

Créditos, plantas e algibeiras

1 – Ouvir o PCP ou o BE defender que deviam ser os lucros dos bancos a suportar o aumentos dos juros no crédito à habitação nem me parece assim uma ideia muito descabida. E, quem sabe, também capaz de agradar à banca. O que deixavam de ganhar nesses empréstimos ganhariam naqueles que fariam para a malta, com as poupanças obtidas na prestação da casa, pagar um crédito pessoal para ir de férias até à República Dominicana ou onde muito bem lhes apeteça.


2 – Um cavalheiro, daqueles que aparece em todas as televisões a defender tudo o que o governo faz ou deixa de fazer, sugeriu que os municípios passassem a dispor de uma “planta na hora” como contributo para minorar a crise na habitação. Risota geral entre os “tudólogos” e alegados especialistas especializados na especialidade. Para além dos gabinetes de arquitectura e gente que vive das burocracias que envolvem o processo de construção de uma habitação, não estou a ver quem possa ter motivos para discordar da ideia. Obviamente, pelas razões anteriormente expostas, nunca será posta em prática.


3 – Gostar de impostos altos – em especial daqueles que os outros pagam – é uma opção de vida tão boa e legitima como qualquer outra. Já dizer que a redução do IRS sobre as rendas é o Estado a meter dinheiro nos bolsos dos proprietário, como ando a ouvir desde ontem, é só parvo. Em matéria fiscal é sempre o Estado a meter as mãos nos bolsos dos cidadãos. Quem tiver dúvidas quanto a isso olhe para o recibo do vencimento.

quinta-feira, 30 de março de 2023

É uma vergonha!!!!

1 – Já dizia o outro que há quem use a palavra vergonha com demasiada frequência. Um gajo condenado por bater na mulher e acusado por vários outros crimes de diversa natureza, vir falar de vergonha por causa de umas cenas relacionadas com o pontapé na bola, nem um única vez devia usar tal palavra. Excepto, talvez, quando se vê ao espelho.


2 – Têm repetido até à exaustão que o afegão que provocou o terror em Lisboa não é terrorista. Já me convenceram. Estou, também, quase a acreditar que o senhor é um desgraçadinho relativamente ao qual devemos ter toda a compreensão, dado o seu infeliz percurso de vida. Quanto às vitimas ainda não perdi as esperança de ouvir alguém garantir que estavam mesmo a pedi-las. Não deve tardar.


3 – Começaram as fotografias às facturas dos supermercados. O que é bom para que possamos comparar os preços antes e após a entrada em vigor do “Iva zero”. Aguardo com expectativa imagens de facturas dos mercados tradicionais. Atendendo a que o número destes mercados é muito superior ao das grandes superfícies o numero de fotos será, seguramente, muito maior.

quarta-feira, 29 de março de 2023

Terroristas

1 – Um dia depois de um afegão ter morto duas mulheres à facada, surpreende-me a ausência de reacções por parte de alguns sectores da sociedade sempre tão solícitos a condenar a violência racista, machista e xenófoba. Podiam, ao menos, culpar a sociedade patriarcal afegã, ou isso. Mas não. Não passa de um destrambelhado, garantem. Está difícil a vida de terrorista em Portugal. Ninguém os leva a sério. A menos que se trate do Bruno de Carvalho ou de um estudante armado em gabarola. Aí sim, já se consegue aceder ao estatuto de aterrorizador.


2 – O IMT é um imposto municipal que incide sobre a aquisição de imóveis. O presidente da Câmara de Lisboa pretende isentar os jovens que adquiram casa na capital do pagamento deste tributo. A esquerda não deixa. Estranho nem é tanto a atitude dos esquerdistas. É que ainda exista uma ou outra pessoa decente a apoiar a esquerda.


3 – Segundo uma publicação de um apaniguado do segundo clube com mais adeptos na cidade do porto, nisto do campeonato do pontapé na bola, “ficar em segundo lugar é mais vantajoso do ponto de vista financeiro”. Se assim é não se entende porque se esfalfam a colocar permanentemente no palco mediático rumores acerca da alegada viciação dos jogos que permitiram ao Benfica sagrar-se campeão. Até deviam estar agradecidos.

terça-feira, 28 de março de 2023

Gatos, gansos e outras coincidências

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1 - Uma desavergonhada a “Senhora Dona Gata”. Agora deu-lhe para isto. São gatos aos magotes de volta da bichana, tudo a “querer afogar o ganso”. Temo o pior, dado que a bicha não está a seguir nenhum programa de planeamento familiar e as hormonas felinas estão em manifesta agitação. Tem tudo para correr mal, aquilo.


2 – Quarenta e quatro artigos a que o governo PS retirou o IVA. Quarenta e quatro. Este número lembra-me qualquer coisa. Deve ser a quantidade de vezes que buzinei à passagem por um edifício branco ali à entrada de Évora.


3 – Eu cá não sou de intrigas nem, tão-pouco, adepto de teorias da conspiração. Ainda menos serei suspeito de ter qualquer espécie de simpatia pelo governo. Mas, assim de repente, deu-me para desconfiar que esta onda de manifestações, greves e protestos que se verificam em Portugal e no resto da Europa é coisa para ter o dedo do Putin. Basta ver quem lidera por cá estas movimentações.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Que raio anda esta gente a fumar?!

1 – Afinal essa coisa do PIB não interessa nada. Só beneficia os ricos, garantem os apaniguados socialistas para justificar a vertiginosa queda do país no ranking da riqueza a nível europeu. Por outro lado, o acentuado crescimento da receita fiscal tem sido acompanhado por um significativo aumento da população em risco de pobreza. Não sou eu que o digo, que dessas coisas pouco sei, são as estatísticas. Mas, tal como o PIB não tem a ver com riqueza, impostos em excesso também não devem ter nada a ver com pobreza. São apenas coincidências.


2 – Há temas discutidos nas redes sociais que, um tempo depois, acabam na agenda política. Por acaso, certamente. Estou a seguir uma acessa discussão, a decorrer no Twitter, acerca da necessidade – vá lá saber-se porquê - de introduzir um imposto sobre as heranças, à semelhança do que já acontecerá em diversos países. Capitalistas, ocidentais e liberais como há quem se encarregue de sublinhar. Deve ser uma espécie de death flat tax...


3 – Parece que aos vegans até o odor da carne a grelhar causa incomodo. Devem ter umas ventas muito sensíveis, eles. Tanto que até haverá mesmo – na estranja, que essa idiotice ainda não chegou cá - quem equacione exigir a proibição dos churrascos ao ar livre. Influências da erva mal-passada.

domingo, 26 de março de 2023

Iva?! Zero...

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1 – Este, pelo menos até Outubro, poderá ter sido o último sábado em que no mercado cá da cidade foi aplicada a taxa de 6% à esmagadora maioria dos produtos aqui transacionados. A partir de Abril assistiremos a uma baixa generalizada dos preços. Um queijo que ontem comprei por 5€ passará a custar 4,72€. E quem diz um queijo, diz uma alface.


2 – A propósito da opção de baixar o IVA, em lugar do IRS, voltei a ouvir o mesmo argumento que ouvi vezes sem conta de cada vez que se coloca a questão dos municípios prescindirem de parte daquilo que lhes cabe no imposto sobre o rendimento. “Baixar o IRS não beneficiaria os mais pobres porque esses não pagam”. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, se ri à gargalhada de tanta estupidez. Agora imagine-se a risota da Felismina, uma jovem solteira e burguesa que ganha 800€ e desconta 32€ de IRS todos os meses. Bem feita. Os ricos que paguem a crise.


3 – Nas  redes sociais os fazedores de boas noticias, a soldo do PS, continuam a insistir que a lei do arrendamento coercivo existe desde 2014 e foi criada por essa dupla de malfeitores Passos e Cavaco. Coitados, são tão burros que nem a porra de uma frase básica sabem interpretar. Mas, deixando a ignorância de parte, convinha que nos esclarecessem por que raio o PS, em sete anos de governo nunca a aplicou. Ou melhor, deixem estar. A gente sabe porquê.

sábado, 25 de março de 2023

A lógica do investimento...é na batata!

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1 – O negócio da batata proporcionará um lucro de quinhentos por cento, segundo as contas dos especialistas na especialidade. Parece-me suficientemente motivador para agarrar numa enxada e começar a fazer pela vida.


2 – Em matéria de PIB per capita lá fomos ultrapassados por mais dois países de leste e, para o ano ou para o outro, mais um ou dois se seguirão. Não percebo a comichão que isto faz à malta de esquerda. Socorrem-se de todos os indicadores que podem para mostrar que somos muito mais felizes do que aqueles desgraçados. Pobretes, mas alegretes como proclamava o salazarismo. As parecenças entre os esquerdistas e os fachos são cada vez maiores...


3 – Costa é um mestre da ilusão. Convence o pessoal que está em guerra contra a grande distribuição e os proprietários, mas, afinal, é o seu maior aliado. A redução do iva aumentará ainda mais os lucros das grandes superfícies – e das pequenas, também – e os apoios aos inquilinos para pagamento das rendas irão inevitavelmente parar aos bolsos dos senhorios. Não é que as medidas sejam erradas. Errado é pretender iludir-nos.

sexta-feira, 24 de março de 2023

Invejas, ovos e aldrabices

1 – O pessoal de extrema-esquerda – que é como quem diz BE, PCP e outros esquerdalhos onde incluo muitos PS’s - quer ver a Europa a arder. Não é que acreditem que possa surgir algo melhor das cinzas, mas porque a sua ideologia se baseia no ódio e na inveja e nada causa mais incomodo do que ver que a região mais bem sucedida do mundo é capitalista e ocidental.


2 – Ovos de chocolate, mesmo de proporções assinaláveis, a dezoito euros no Continente – nos outros provavelmente também, que os merceeiros não são parvos – constituem motivo suficiente para indignação de muita gente. Injustificada, obviamente. É só não comprar. De resto, se mal pergunto, qual a necessidade de adquirir uma coisa daquelas?


3 – Segundo o PowerPoint do governo a anunciar as medidas de mitigação da crise inflacionária, em resultado do aumento de oitenta cêntimos diários no subsidio de refeição os funcionários públicos terão um acréscimo de dezoito euros mensais. Ou, nas contas mais detalhadas, dezassete euros e sessenta. O que corresponde a vinte e dois dias de trabalho. Situação que apenas ocorrerá em Agosto, se não tiver dias de férias para descontar. Não é que tenha especial significado, mas nem nestas pequenas coisas conseguem perder o hábito de mentir, deturpar e, em suma, ludibriar o pagode.

quinta-feira, 23 de março de 2023

Há que deixa-los em paz, com a sua ignorância...

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Num país de pantomineiros e aldrabões não pode constituir surpresa para ninguém que os representantes do povo digam mentiras. Num país de ignorantes não admira que os políticos manipulem a opinião pública como muito bem lhes apetece e, ainda menos pode causar espanto, que um imenso rebanho de nababos acredite piamente no que eles dizem.
A intervenção de ontem do primeiro ministro no parlamento representa o que de pior existe num político e, talvez, num ser humano. A capacidade de nos olhar nos olhos e mentir. Acreditar fica para cada um. Sem manipulações, a passagem da lei em vigor a que o senhor se referia e a proposta do governo em matéria de arrendamento ficam nas imagens acima. Perante elas, acreditar na criatura será somente uma questão de fé. Para não lhe chamar outra coisa.

quarta-feira, 22 de março de 2023

Lucro mau e lucro bom

1 – “Os lucros de uns são as pobreza de outros”, repete-se com demasiada frequência. Demagogia, radicalismo ideológico ou ignorância dão nisso. Não vou usar a mesma premissa e sugerir que usem igual lamento em relação às “margens de lucro” do Estado – IVA, IRS e outros – nem, tão pouco vou recordar que ninguém, em circunstância normais, vende a casa com prejuízo. É que, toda a gente sabe, esta coisa do lucro só é condenável se for dos outros.


2 – Curiosamente os mesmos que garantem que “os lucros de uns são as pobreza de outros” ficaram muito contentinhos com os lucros Caixa Geral de Depósitos e da TAP. Logo esses que, como qualquer burro percebe, nos fizeram mais pobres...


3 – Por falar em TAP... nacionaliza-la foi mais caro do que comprar um dos maiores bancos suíços. Alguém não sabe fazer negócios. Os mesmos que não gostam de lucros, provavelmente...

terça-feira, 21 de março de 2023

Discriminação selectiva

1 – Não posso chamar “preto” a um cidadão negro. Ai de mim que chame “cigano” a um cidadão de etnia cigana. É melhor nem me atrever a apelidar de “paneleiro” um desses cavalheiros a quem chamam agora homossexual. Se insistir nesta linguagem, com sorte, a malta do politicamente correcto desata a insultar-me e, com mais azar, um Observatório ou Comissão qualquer aplica-me uma multa. Já se chamar múmia a todos os idosos de quem não gosto, ninguém se aborrece. Modernices. Ou algo mais que não me apetece referir. Prefiro deixa-los em paz na sua ignorância.


2 – Um desses Observatórios veio também considerar que, no Carnaval, máscaras de cigano ou africano são um acto de racismo. Não há noticia, por enquanto, que homens vestidos de mulheres, ou o contrário, constituam uma espécie de sexismo ou outro “ismo” qualquer. Vá lá saber-se porquê. Talvez a medicina explique.


3 – Há muita gente que fica escandalizada por alguns comerciantes colocarem sapos de louça no interior dos estabelecimentos. O mesmo nível de indignação não acontece se a decoração envolver, por exemplo, louça das Caldas. Pelo contrário, até acham muita piada a esta última. O que, lamento, constitui uma clara discriminação no âmbito da louça decorativa. Os decoradores de interiores que se cuidem.

segunda-feira, 20 de março de 2023

Confinamento e fim do mundo. Isto anda tudo ligado...

1 – Se há coisa que aprecio neste governo é a capacidade de nos divertir. Podem não saber governar, mas, reconheça-se o mérito, encontrar todos os dias uma ideia, uma proposta, uma lei ou seja o que for para o anedotário nacional não constitui tarefa fácil. Contudo, eles conseguem. Nunca mudem socialistas, nós gostamos de vocês assim.


2 – Acredito que obrigar as populações rurais a ficar em casa nos dias de risco extremo de incêndio parece uma medida adequada aos urbanitas de esquerda. Proibir está-lhes no sangue e acham que, no campo, sair à rua é o equivalente a, na cidade, ir ao jardim. É este tipo de gente que até faz aquele juiz negacionista do covid, com um comportamento um bocadinho a tirar para o estranho, parecer uma pessoa sensata.


3 – Ando desde ontem a ler e a ouvir que Campo Maior fica perto do fim do mundo. Talvez sim. Dada a limitação dos meus conhecimentos em matéria de geografia nem vou duvidar de tais afirmações. Inquietante é que fiquei sem saber se é no sentido de quem vem ou de quem vai...

domingo, 19 de março de 2023

Risota, radares e rabos doridos.

1 – A professora, doutora, historiadora e sei lá que mais Raquel Varela é das pessoas que mais aprecio no contexto do comentário e análise política. É uma pessoa culta, inteligente e dotada de um notável brilhantismo ao nível da desenvoltura com que aborda qualquer tema. As opiniões da senhora fazem-me rir até às lágrimas. Aquela dos militares serem trabalhadores como os demais, defendendo a realização de plenários nos quartéis como forma de tomar decisões, é das melhores que lhe ouvi. Como seria bom viver num país onde fossem aplicadas as ideias da dra Varela. Provavelmente morríamos de tanto rir. Ou de fome.


2 – Segundo a imprensa do regime o Estado está, devido ao atraso na colocação de radares, a perder milhões de euros. Não percebo a lógica. Achava eu que isso dos radares seria destinado a prevenir acidentes e que o grande êxito da sua instalação seria as multas por excesso de velocidade tenderem para zero. Mas não. A boa noticia é que, devido a este atraso, os contribuintes pouparam milhões de euros.


3 – Passos Coelho e Cavaco Silva vão, de vez em quando, mandando os seus bitaites. Coisa que deixa muita gente incapaz de se sentar durante largos dias. Nomeadamente a intelectualidade bem pensante e a minoria ruidosa que não se lembra, ou nunca soube, como era o país antes das maiorias absolutas do segundo.

sexta-feira, 17 de março de 2023

As ervilhas da crise

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Nem de propósito. No dia em que as ervilhas entraram na discussão parlamentar fizemos a primeira colheita na agricultura da crise. Diz que estão a ser vendidas a cinco euros e quarenta o quilo numa grande superfície. Provavelmente a culpa da exorbitância do preço será da inflação. Consequência da guerra, dos combustíveis, da ganância dos merceeiros, da esperteza dos produtores ou do que mais quiserem. Tudo coisas capazes de fazer disparar o preço de qualquer produto. Inclusivé das ervilhas. Por mim, que até gosto de deitar contas à vida, não estou a ver nenhum custo associado à sua produção que tenha subido relativamente ao ano passado. Contudo, se as fosse vender, vendia-as ao dobro do preço. É que, como diz o gajo das alfaces, não sou mais parvo que os outros. Quando muito seria tão especulador quanto eles.

quinta-feira, 16 de março de 2023

E, contudo, eles também votam...

1 – Os sindicatos do sector estão, outra vez, a exigir o encerramento do comércio aos domingos e feriados. A reivindicação é antiga e, entre outros fundamentos, invoca o direito ao descanso dos trabalhadores do ramo. Dos que sobrarem, que os restantes terão imenso tempo para descansar também nos outros dias da semana.


2 – Centros comerciais e demais antros do consumo encerrados ao domingo não me parece má ideia. Mas há que ser ambicioso. Não devemos ficar por aí. Nomeadamente quando a família é usada como argumento. Até porque ela é importante para todos. Assim, para além do comércio, igualmente a restauração, órgãos de comunicação social, postos de combustível, transportes, actividades desportivas profissionais, cinemas, concertos, teatros e tudo o resto à excepção da saúde, segurança e defesa nacional deve estar fechado aos domingos e feriados. Que isto a igualdade, também no âmbito do ripanço, é uma coisa muito bonita.


3 – É alarmante a quantidade de gente que expressa nas redes sociais – ao vivo e a cores, também – o desejo de ver implodir o sistema financeiro global. Não é que essas opiniões tenham qualquer relevância. Vozes de burro não chegam ao céu e essas são tão rasteiras como aqueles que as proferem. O único problema é que esses indigentes mentais também votam.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Raspadinhas

1 – A raspadinha é um vicio com o qual muitos idosos esturram as reformas, ficando depois sem dinheiro para as necessidades mesmo necessárias. Atentas ao problema, já há autarquias dispostas a intervir. Se não desconfio das intenções – boas, obviamente – duvido da eficácia. Isto não vai lá com sensibilização. Melhor seria comprar o stock de raspadinhas postas à venda no respectivo concelho, juntar os velhinhos numa mega-festarola onde raspariam gratuitamente aquilo tudo e no fim distribuir de forma equitativa os ganhos por todos os idosos residentes. Ficava toda a gente feliz.


2 – Não são apenas os jogos de azar a “rapar” a reformas. Aquelas moçoilas oriundas de outras paragens, especialmente da América do sul, também dão uma ajuda. Mas, ao que se sabe, não consta que as autarquias se tenham debruçado sobre esta adição. E, se calhar, bem. Que isto, suspeito, ainda há-de aparecer um qualquer especialista a garantir que até se trata de uma terapia adequada à promoção de um envelhecimento activo, ou isso.


3 – Por falar em raspadinhas, idosos e moçoilas sul-americanas lembrei-me de um velhote que encontrei em inúmeras ocasiões num café cá da terra a comprar essas cenas. Mesmo vendo os cartões no expositor à frente do seu nariz, perguntava invariavelmente à vendedora: “têm a raspadinha?”. Já morreu. Atendendo ao olhar fulminante com que a moçoila, sul-americana, lhe respondia só me admira que tenha sido de morte natural.

terça-feira, 14 de março de 2023

Poluidores, comunistas e outros manhosos

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1 – Onde andam os activistas ambientais quando precisamos deles? Não aparecem, é um clássico. Este chasso anda a poluir a cidade sem que uma qualquer Greta desta vida se amarre a uma roda e ponha fim a esta poluição. Devem estar ocupadas a protestar contra a desflorestação da Amazónia e as eólicas que matam os passarinhos.


2 – Há quem acuse o governo de práticas comunistas a propósito das propostas do executivo para a habitação por este pretender deitar a mão às casas que os legítimos donos têm legitimamente desocupadas. Uma injustiça. Coisa de comunas seria mandar os reformados que moram em Lisboa para as suas casas na “província”. E ainda pagar-lhes pela que deixavam livre, melhorando assim as parcas reformas que auferem. Isso é que era um governo amigo dos pobres, como os comunas.


3 – Por causa da subida dos rendimentos mais baixos nunca tão pouca gente recebeu o Rendimento Social de Inserção. Mais gente menos pobre parece uma boa noticia. Só que não. A numenklatura precisa de pobres a quem possa distribuir esmola e vai tratar de alterar as formulas de atribuição do RSI. Ou, então, perceberam finalmente que o salário mínimo na nossa economia, por mais que o aumentem, valerá sempre o mesmo. Ou menos, com esta inflação manhosa.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Os anjos também cagam?

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1 – Um destes vistosos montes de merda, obra de um qualquer anjo de quatro patas, pode ser apreciado em todo o seu esplendor em qualquer rua de qualquer cidade. Para isso contribui uma estirpe de gente que se acha no direito de torturar um animal, obrigando-o a viver entre quatro paredes, bem como, ao não recolher os dejectos, de impor o seu comportamento absolutamente badalhoco aos restantes cidadãos. Multas, impostos e reprovação social é do que estas criaturas precisam. Ou de um par de murros nos cornos.


2 – Por mais que a população recalcitre não há muito que um governo possa fazer para travar a escalada dos preços. Daí que, para dar a impressão que faz alguma coisa, vái criar um observatório para o qual irá recrutar umas quantas criaturas a quem será atribuída a função de observar. Para além do cartão do partido, ver bem ao longe deverá estar entre os restantes requisitos exigidos para o desempenho da função...


3 – Tal como o BE, o PCP e possivelmente o PS, também o Chega propõe limites à margem de lucro dos bens alimentares. Talvez, até, vote a favor das propostas daqueles partidos quando as mesmas forem discutidas no parlamento. A inquietante questão que se coloca – mais, urge ver esclarecida – é se alguma daquelas forças politicas aceita o voto do Chega nas suas propostas. Se sim, é deveras preocupante. Uma cena capaz de fazer perigar a democracia, ao que tenho ouvido dizer.

domingo, 12 de março de 2023

Azelhices

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1 – Desde a recuperação desta entrada na cidade que, num evidente desrespeito por quem anda a pé, nenhum dos muitos pinos que foram derrubados pelos automobilistas mais azelhas foi reposto pelos serviços da autarquia. Hoje foi mais um deitado abaixo. Se o “protocolo” habitual for cumprido, os diligentes serviços municipais amanhã tratarão de repor a calçada e recolher o pino. Quanto aos peões que se lixem. Encolham-se e encostem à parede. O que é uma chatice. Está toda cagada.

2 – Diz que haverá restaurantes a sugerir que o cliente dê gorjeta ao empregado que lhe prestou o serviço pelo qual pagou o preço previamente estipulado. Caso para a ASAE intervir, parece-me. É que isto, no âmbito da gratificação, ou há moralidade ou comem todos. Senão ainda acabamos a dar gorjeta à menina da caixa no supermercado.


3 – No tempo do Passos o SNS funcionava tão mal, mas tão mal, que os bebés nasciam em ambulâncias. A coisa era tão má, mas tão má, que ao ministro da saúde chamavam o dr. Morte. Agora os bebés nascem em Uber’s. Não digo chamar nomes ao ministro, mas, ao menos, já ia uma grandolada.

sábado, 11 de março de 2023

Comidos de cebolada

1 - O apoio de Portugal à resistência ucraniana terá custado, até agora, quarenta e quatro euros a cada português. Há quem refile e privilegie o discurso hipócrita da paz e mais o diabo a quatro. Leia-se, para abreviar, rendição da Ucrânia. É o preço a pagar pela liberdade. Bem menor, ainda assim, do que aquilo que já pagámos pela especulação que daí resultou.


2 – O aumento do preço dos bens alimentares tem suscitado ataques à grande distribuição, acusando as grandes superfícies de ganhos exagerados e de margens de lucro exorbitantes. Com razão, provavelmente. Ao mesmo tempo ilibam-se os produtores e pequenos comerciantes de eventuais responsabilidades nesta carestia. Pois. Como se a ganância fosse exclusiva da malta que usa gravata. O gajo das alfaces é um excelente exemplo. Ou o das cebolas. As da agricultura da crise, por exemplo, são da colheita passada e se as fosse vender hoje no mercado cá da terra a dois euros e vinte o quilo, não seria certamente um especulador. Apenas mais uma vitima do grande capital.


3 – Para Manuela Ferreira Leite o Alentejo é uma região “morta e sem vida”. Não diria tanto. Está, ainda, ligado à máquina. À máquina do Estado, no caso. A pouca população que resta é praticamente toda dependente do Estado. Directamente – é tudo reformado, empregado da Câmara ou vive de apoios sociais – ou indirectamente, porque trabalha em instituições ou empresas que sobrevivem graças aos primeiros e/ou subsídios do Estado. Lamentavelmente a senhora em causa, que até foi deputada eleita pelo distrito de Évora,  nada fez para alterar isso. Nem isso, nem outra coisa. Que me lembre nunca a vi por cá. 

quinta-feira, 9 de março de 2023

Merceeiros, pantomineiros e badalhocas

1 – Os ovos do campo no mercado cá da terra – vendidos ao público directamente pelo produtor, saliente-se – são, em alguns casos, vendidos a quatro euros a dúzia. Um aumento de quase cem por cento face ao preço de um ano atrás. Para além da ganância das criaturas e da mais que evidente especulação, apenas vejo uma razão para os fulanos os venderem por aquele valor. A parvoíce de quem os compra. Ah, e não sei se tinha escrito, são produtores.

2 – As redes sociais estão invadidas por perfis que se multiplicam a publicar “boas noticias” e a tentar reescrever a história. Mesmo a mais recente. Ou, talvez seja mais acertado, a tentar fazer-nos de parvo. A idiotice chega ao ponto de pretenderem que acreditemos que foi Passos Coelho quem chamou a troika. Idiotice ou, se calhar, desespero. Mas têm de se esforçar mais. Até o Francisco J. Marques consegue ser mais convincente nas suas permanentes investidas contra o vermelho.


3 – Uma mulher, gestora de topo – um daqueles lugares onde chegam tão poucas mulheres que até querem estabelecer quotas – foi despedida de uma empresa publica. Foi substituída por um homem, por decisão de outros dois. Todos brancos e, possivelmente, heterossexuais. Ontem, dia da mulher, não houve feminista, activista ou empoderada que protestasse contra isto. Estranho.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Economia, contas e greves. Tudo paralelo.

1 – A fazer fé nos números hoje divulgados a economia paralela representará cerca de cinquenta mil milhões de euros. O suficiente, acrescentam, para pagar cinco anos de vencimentos à função pública. Não sei como fizeram o cálculo, mas no Orçamento de Estado para 2023 estão previstos mais de dezoito mil milhões para despesas com pessoal. Vão ver o Medina enganou-se nas contas.

2 – Existe uma mania qualquer que leva umas quantas criaturas a acreditar que o dinheiro que circula no país pertence ao Estado. Mesmo que não existisse economia paralela, apenas uma pequena parte desses tais cinquenta mil milhões entrariam nos cofres do Tesouro sob a forma de impostos. Verdade que outros também não sairiam, nomeadamente em prestações sociais. O que era uma chatice. Acabava-se a clientela, a política da caridade com o dinheiro dos outros e, se calhar, muitos empregos públicos e privados de quem vive à conta disso.


3 – Os trabalhadores dos bares dos comboios entraram em greve. A piada faz-se sozinha...Não sei o que reivindicam, mas acredito que tenham razão. O que, coitados, quase lhes faltava era a ocasião para fazer greve.

terça-feira, 7 de março de 2023

Citações

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1 – A insistência desta gente que trabalha no sector, tem informação privilegiada sobre o mesmo e tem conhecimentos acerca do assunto, em falar sobre habitação, começa a ser irritante. Isto nada como ouvir os que nada sabem, mas que pensam saber tudo, para ficar a saber alguma coisa.




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2 – Como se não bastassem os pastores, agora temos também as pastoras. Deve ser essa coisa do empoderamento, ou lá o que é. Uma espécie de feminismo católico, se calhar. Que isto cada empoderada tem a sua “panca”. A esta, contra todas as expectativas, deu-lhe para fazer o elogio do ejaculador precoce.


3 – Ainda sou do tempo em que os socialistas citavam Mário Soares a propósito de tudo e, principalmente, de nada. Nos últimos anos é coisa cada vez mais rara. A bem dizer nem me lembro da última vez em que ouvi alguém do PS citar o defunto e carismático líder. Deve ter sido antes de terem tirado o socialismo da gaveta.

segunda-feira, 6 de março de 2023

Pobres coitados

1 – “Os portugueses virem a ser minoria no futuro é bom, vão finalmente entender o que nós pessoas racializadas sentimos”, declara uma senhora, dirigente do BE e vereadora na Câmara de Lisboa. Nem sabia que a senhora em causa é “racializada”, seja o que for que isso quer dizer. Ou será que nas suas funções, políticas e autárquicas, age e decide em função da “raça”? Se sim parece-me perigoso. Eventualmente, até, capaz de configurar algo assim do tipo criminoso, ou isso.

2 – O eventual regresso de Passos Coelho está deixar muita gente com nervoso miudinho, alarmada com as malfeitorias que o homem terá feito durante a sua governação. Compreendo e, em parte, até posso subscrever uma ou outra preocupação. O que não compreendo são as razões que os levam a preferir o Partido Socialista. Era suposto o PS ter melhorado a educação e não há aulas há três meses. Ir melhorar a ferrovia e, afinal, não só os comboios não andam como até na Ucrânia circulam mais do que cá. Melhorar o SNS e, vai-se ver, as urgências estão fechadas em todo o lado. A TAP, com eles, seria pública e prestaria um serviço muito melhor e, três mil milhões depois, vai ser privatizada outra vez. Parece-me óbvio que o melhor para todos é o PS parar de tentar melhorar seja o que for...


3 – Os portugueses não gostam dos ricos. Nem, tão-pouco, daqueles que têm um pouco mais do que eles. Das três uma. Ou é daquela coisa da tradição católica de ver a pobreza como uma virtude, dos resquícios do Estado-novo que promovia a pobreza na sua propaganda ou, prefiro esta última, é apenas inveja. Mas, se odeiam tanto a riqueza, por que raio gastam diariamente tantos milhões em jogos de azar na tentativa de ficarem ricos? Pobres coitados.

domingo, 5 de março de 2023

O que faz falta é incluir a malta

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1 – As coisas que esta malta modernaça inventa. Não chegava ser um bebedouro novo, eficiente, moderno, que cumpra todas as normas e padrões de higiene e de segurança. De conforto, vá. Nah...tinha de ser inclusivo. Pouco, ainda assim. A comunidade LGBT não foi incluída. Dali não jorram Licores, Ginginhas, Bagaços nem Tequillas.



2 – Compreendo o drama da autora do texto, coitada. Só estou à espera de voltar a encontrar o sindicalista que, na campanha eleitoral para as legislativas, foi ao meu local de trabalho apelar ao voto nos partidos de esquerda, com o argumento que “não podemos correr o risco de perder o que tanto nos custou a reconquistar”. Terei um especial gozo em esfregar-lhe isto nas trombas.


3 – Dizem as más línguas que o governo vai pressionar as autarquias do PS a executar, de forma rápida e incisiva, a legislação sobre habitação que será aprovada um destes dias. A ser verdade é uma maneira de ficarmos já a saber quais são os autarcas socialistas que não pensam concorrer a novo mandato.

sábado, 4 de março de 2023

O Estado a que isto chegou

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1 – O Estado não aprecia quem faz pela vida. Detesta quem poupa e quem tem algo de seu. Este é só mais um sinal que não vale a pena ser previdente e ter preocupações com os dias que estão para vir. O que interessa são os amanhãs que cantam. A mensagem socialista não podia ser mais clara. Não poupem, endividem-se e esturrem tudo o que têm mais o que não têm. O Estado-paizinho está para vos ajudar. À custa das poupanças dos outros, obviamente.


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2 – Os especialistas que defendem o imposto sucessório serão especializados em que especialidade? Inveja, provavelmente. Nunca como nos últimos anos se retirou tanto dinheiro à sociedade para enfiar no Estado e o resultado desse confisco é o que se vê. Já temos o Estado-ladrão, não precisamos do Estado-herdeiro.


3 – Pedro Nuno Santos tem uma legião de admiradores dentro e fora do PS que fará dele, mais tarde ou mais cedo secretário-geral daquele partido e, também, primeiro-ministro. O homem, recorde-se, foi nos últimos anos responsável pela TAP, CP e Habitação. Um bom currículo, convenhamos. E, principalmente, uma boa amostra do que nos espera.

sexta-feira, 3 de março de 2023

Xenofobia selectiva, nervoso miudinho e idiotas entusiasmados

1 – Vi ontem, no canal público de televisão, uma reportagem sobre norte-americanos a viver em Lisboa onde foi, explicitamente, manifestada a inquietação e evidenciado o profundo desagrado – choque, foi a expressão usada - por estes cidadãos usufruírem de todos os serviços públicos, nomeadamente do SNS, sem que paguem impostos ao nível dos portugueses. Não vou apreciar a bondade ou a injustiça das medidas que permitem esta situação. Limito-me apenas imaginar o que seria se o mesmo fosse dito acerca dos migrantes de outras origens que, para além da saúde, gozam de outros apoios da segurança social sem que, por não trabalharem, efectuem qualquer desconto ou contribuição. Ou, nem é preciso ir tão longe, de portugueses que fazem disso modo de vida.

2 – Por mais que tentem disfarçar e, até, garantam que o eventual regresso de Passos Coelho à liderança do PSD seria uma óptima noticia para António Costa que assim ganharia facilmente as eleições, o que me parece é que esse hipotético retorno provoca um evidente nervoso miudinho à esquerda. Por mais que lhes custe eles ainda se lembram que foi Passos Coelho que derrotou o PS nas legislativas de 2015. Provavelmente esse cenário não se repetiria. O voto útil no Partido Socialista levaria a uma bipolarização de tal ordem que BE e PCP seriam varridos do parlamento. Só por isso já valia a pena o regresso do homem.


3 – Em consequência do mirabolante lucro de 843 milhões de euros, a CGD irá entregar ao Estado cerca de 352 milhões. Motivo mais do que justificado para o gáudio dos entusiastas daquela tese do “nacionalizar tudo, até as tabernas” manifestado sob a forma de comentários do tipo “Estão a ver? E queriam vocês, seus fachos, privatizar aquilo...”. Ora, sendo grande parte dessa receita do Estado proveniente das comissões cobradas, parece-me legitimo concluir que estamos perante mais uma descarada roubalheira fiscal sob a forma de dividendos. Estão a ver, seus idiotas, para que serve uma banco público? Para cobrar impostos, se ainda não tinham percebido.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Direitos convenientes e outras alegações

1 – Ao que é noticiado o antigo ministro Manuel Pinho terá admitido que fugiu ao fisco, mas que está arrependido dessa sua fuga. Não o critico na parte da tentativa, pelos vistos fracassada, de se escapulir à voracidade fiscal. Todos os que podem fazem o mesmo. E bem, que isto em matéria de fiscalidade tenho dificuldade em perceber quem é o “ladrão” e quem é o “policia”.

2 – O que a mesma criatura não admite é a parte da corrupção. Nega peremptoriamente e apresenta uma testemunha acima de qualquer suspeita para corroborar a sua inocência. José Sócrates, um homem que topa um corrupto mal o vê. Tudo isto alegadamente, claro.


3 – Não há direitos absolutos, nem sequer o direito à vida. Partindo deste curioso ponto de vista, uma minoria ruidosa inventou um rebuscado conceito sobre o direito à propriedade segundo o qual outros direitos, nomeadamente o direito à habitação, se sobrepõem ao primeiro. Se calhar, digo eu, não será muito boa ideia ir por esse campo da sobreposição. É que, por exemplo, o direito à greve também não é um direito absoluto que se possa sobrepor a outros. Nomeadamente o direito ao trabalho, ao ensino, à livre circulação ou o direito à prestação de um serviço pelo qual já se pagou.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Traumas e angústias

1 – Segundo o “Público”, um jornal muito dado a causas cosmopolitas e modernaças, terá sido descoberta mais uma espécie entre a fauna urbana. Os vegansexuais. Uns tipos/tipas/tip@s/tipes/etc e tal, para os quais “beijar alguém que acabou de ingerir um pedaço de animal seria angustiante”. Cada maluco com a sua angústia. Já outro, em tempos, proclamou que “beijar uma mulher que fuma é como lamber um cinzeiro”. Por esclarecer está se ambos ficam angustiados caso um cão que acabou de lamber os tomates lhes dê uma lambidela nas fuças.

2 – Diz que por causa dessa coisa dos “Metadados”, ou lá o que é não pode ser usado como prova um sinal de telemóvel que coloca o criminoso no local do crime à hora a que o mesmo foi cometido. Isso ou algo mais ou menos parecido. A ser assim, o mesmo principio deve ser aplicado às multas por excesso de velocidade. Não têm nada que me multar por um radar colocar o meu carro aquela hora e aquela velocidade que o radar captou.


3 – O segundo clube com mais adeptos na cidade do Porto ficou traumatizado por a arbitragem do seu último jogo não lhe ter sido tão favorável como habitualmente. Ninguém os avisou que aquilo foi uma espécie de demonstração de como seriam os jogos daquela equipa, na primeira liga, se apitados por árbitros relativamente sérios.