
“Alentejo não tem sombra
Senão a que vem do céu
Chega-te aqui Maria
Para a sombra do meu chapéu”
Nesta rua, que deve ter para aí uns duzentos metros, não existe uma única árvore no espaço público. É uma mania que, desde há muito, existe por estas paragens. Quem tem poderes de decisão sobre esta matéria deve achar que assim é que é bonito, agradável para passear e sem obstáculos que nos impeçam de visualizar as deslumbrantes paisagens alentejanas. A logística que envolveria o arvoredo, desde a plantação até à manutenção, constituiria, presumo, um problema de monta que justificará esta desolação paisagística. Nomeadamente ao nível da mão-de-obra que seria necessária e que, desconfio, não existirá em quantidade suficiente.
Mas nem tudo é mau. Não temos árvores, mas temos placa toponímica. O que é bom. Nomeadamente para os carteiros. Pena é que dê pouca sombra.















