terça-feira, 30 de junho de 2020

Manifestação de tolerância, civismo e democracia...

No meio da manifestação do Chega, no sábado passado, estava um individuo com uma bandeira colorida associada a essa coisa das actividades sexuais alternativas. Ali, especado, em plena avenida e bem no meio dos manifestantes que iam desfilando. Sem que ninguém, segundo relatos insuspeitos, o maltratasse ou evidenciasse intenções de o afastar do local.


Apesar dos elogios que o contra-manifestante tem recebido nas redes sociais, não me parece que tenha sido grande ideia. Por um lado, pela comparação - legitima e que qualquer um pode fazer - com o que eventualmente aconteceria se na outra manifestação contra o racismo um adepto do Chega tivesse tido a mesma ideia e, por outro, por desmentir a convicção que se pretende transmitir de que a malta daquela agremiação é uma trupe de intolerantes, arruaceiros e fascistas do piorio. Veremos se, com aquela atitude, não foi dar argumentos a favor do Ventura...


Seja como for e independentemente das opções políticas, pessoais ou outras que o levaram a tomar aquela atitude, reconheça-se que para fazer o que ele fez é preciso tomates. Sem ofensa.

2 comentários:

  1. Anónimo3:41 p.m.

    O contra manifestante seria uma pessoa errada no lugar errado? Pobre homem, de que lhe valeu ter tomates!?
    Já o chefe do Chega, o que dá a cara, parece tentar que acreditem nele e nas coisas que defende. Como privatizar tudo o que mexa.
    Haja pachorra!!!

    Cumprimentos, caro KK.
    Ass: O António

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  2. Aos votantes do Chega - que é como quem diz, as pessoas a quem ouço dizer que votaram ou vão votar no Chega - pouco importam as contradições do Ventura ou o que está escrito no programa do partido dele. Basta-lhe que ele diga em voz alta o que muitos pensam mas mal podem dizer em voz baixa.

    Cumprimentos, caro António.

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