domingo, 7 de junho de 2020

Quem defende o desconfinamento é fascista? Bom, depende...

Se há coisa que me deixa completamente fora de mim e com os níveis de irritabilidade capazes de estourem a escala de qualquer “irritometro” é alguém, fora da minha área profissional, colocar sistematicamente em causa o meu trabalho ou a maneira como o organizo. Daí que as medidas preconizadas pelos técnicos de saúde e implementadas pelos políticos no combate ao vírus chinês, não me tenham suscitado grandes reservas. Eles lá saberão. Foi para isso que estudaram, ocorreu-me na altura.


Hoje continuo a pensar assim. Algum bom motivo haverá para cafés, restaurantes, esplanadas e afins terem sido encerradas ou, como agora, abrirem com fortíssimas restrições. Mesmo que não aglomerem mais do que vinte ou trinta gatos pingados. Para não falar de gente mandada para casa durante semanas, só porque trabalhava num espaço onde se aglomerava uma multidão de mais duas ou três pessoas. Um perigo, parece. Percebo, também, que jogos de futebol ou de outra modalidade qualquer representem uma ameaça inusitada à saúde pública. Tal como ir à praia. Diz que se juntar muita gente na areia aquilo é do piorio. Acredito, igualmente, na perigosidade que seria para o bem estar – nomeadamente do boi – se fosse autorizada a realização de touradas.


É por tudo isso que percebo o incomodo por causa das aglomerações de gente autorizadas noutros países. Refiro-me, naturalmente, ao Brasil e aos EUA cujos presidentes devem, segundo alguns, ser acusados de crime contra a humanidade por rejeitarem a política de confinamento. Surpreende-me, até, que ainda não tenham convocado uma manifestação a exigir a condenação desses dois tratantes. Sim, que isto não se pode ser complacente com gente que promove, permite ou tolera ajuntamentos. Dizem os especialistas da especialidade e eu, obviamente, acredito.

4 comentários:

  1. Anónimo1:25 p.m.

    Muito sinceramente acho que andam todos - especialistas e OMS incluídos - aos bonés.

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  2. E podia acrescentar outras...prender os velhinhos nos lares é bom, impedir velhinhos de famílias infectadas de sair à rua se morarem em bairros sociais é mau. Coisa de fascista, até.

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  3. Anónimo1:25 p.m.

    Esta malta não sabe se há-se c**@r ou dar corda aos sapatos!
    O pior é que nos metem medo com aquela coisa das teorias de conspiração que não ajudam em coisa nenhuma.

    Vamos lá ver: quando isto passar, acordem-me, pode ser?


    Cumprimentos e votos de boa semana, caro KK.
    Ass: O António

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  4. Receio que a soneca seja prolongada, caro António.

    Cumprimentos.

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