domingo, 25 de outubro de 2015

Esta proposta eleitoral do PCP parece-me um caso de estimulação precoce...

Não sei se os entusiastas da maioria de esquerda leram com atenção – ou apenas na diagonal, vá – o programa eleitoral dos comunistas. Propõem-se os camaradas, entre outras coisinhas boas, estimular a poupança dos portugueses. Ora de estímulos quase todos gostamos e, ainda que o estimulo envolva apenas a area da poupança, não há quem não goste de se sentir estimulado.


O pior é que a vontade comunista de dar estímulos ao pagode acaba mais ou menos a meio da página 37 do dito programa comunóide. Também ela, a página, perto do meio do citado conjunto de intenções do PCP. Aí se prevê a criação de um imposto, com uma taxa de 0,5%, que incidirá sobre quem possua património mobiliário superior a cem mil euros. Ou seja, estimular sim, mas só até certo ponto. Pode igualmente dizer-se que o estimulo se vai demasiado depressa...

sábado, 24 de outubro de 2015

O que a malta se vai divertir...

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Cavaco, por muito que lhe custe, terá mesmo de nomear o derrotado Costa como chefe de um governo composto, ou apoiado, pelos perdedores das eleições. Passos e Portas não estarão dispostos, segundo alguns círculos próximos da coligação, a manterem-se num governo de gestão. A ideia será, no parlamento, CDS e PSD votarem contra tudo e mais alguma coisa proposta pelo governo, deixando assim o PS nas mãos do PCP e do BE. Vai ser bonita a festa, pá.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Tudo é relativo. Mas há coisas mais relativas do que outras.

Leio e ouço com frequência que o país está numa espécie de emergência social. Pode ser que sim. Mas tendo a desconfiar que isso da emergência é capaz de ser manifestamente exagerado. Nomeadamente quando os exemplos apontados vão num sentido bastante diferente daquilo que por aí se vai vendo.


Atente-se no caso dos reformados. Uma “classe” que, vá lá saber-se porquê, é permanentemente apontada como a principal vitima da pretensa malvadez do governo. Admito que, como quase todos os portugueses, tenham fundados motivos de queixa das opções de quem governa. Convém, contudo, relativizar as coisas. Se consultarmos as páginas pessoais no Facebook de muitos reformados, os lamentos que lá vão deixando relativamente aos alegados maus tratos governativos de que estão a ser alvo, não são compatíveis com as numerosas fotografias de convívios gastronómicos, viagens, cruzeiros e outros eventos manifestamente dispendiosos onde constantemente marcam presença. Nada, obviamente, tenho a ver com isso. Acho até muitíssimo bem que pratiquem essas actividades e todas as outras que lhes dê na real gana. O que me desagrada é que se queixem da miséria para onde foram atirados quando, se calhar, estão a gozar de privilégios que nenhuma geração teve antes e que, a seguir, mais nenhuma terá.

Cavaco mau...

A esquerda ficou histérica com a decisão do Cavaco. Nada de surpreendente. Apenas incoerência, como quase sempre. Para a malta da esquerdalha o Costa governar, mesmo amplamente derrotado nas eleições, é legítimo. E, perante a lei vigente, de facto é. O Presidente equacionar manter em gestão um governo que não passe no parlamento, embora legítimo perante a lei em vigor, não é. Coisas…

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Alguém que lhe diga para pôr mais tabaco naquilo...

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Ainda mal tinha acabado de escrever o post de ontem - vaticinando tempos divertidos à conta do futuro governo dos perdedores - e já Catarina Martins, a pequenota de olhos esbugalhados e olhar alucinado, revelava ao mundo as preocupações que o seu partido pretende ver reflectidas no programa de governo dos derrotados nas eleições. Ficámos assim a saber que a anulação das recentes alterações à lei do aborto e um problema qualquer relativo às parelhas do mesmo sexo, constituem as preocupações maiores da pequena líder.


Compreendo que a criatura pretenda satisfazer o seu eleitorado. Fica-lhe bem. O que já não me parece tão acertado é tornar as problemáticas relacionadas com as partes pudibundas a prioridade da acção governativa. É divertido, todos damos umas boas gargalhadas à conta disso mas, que diabo, é capaz de haver um ou outro assunto um bocadinho mais importante a tratar. Não sei, digo eu. Que, assim de repente e por comparação, até já começo a achar aquilo da educação de adultos, que inviabilizou o acordo do PS com os PAF's, uma coisa de extrema importância.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Já vi este filme...

A ideia de um governo à esquerda, constituído pelos derrotados das ultimas eleições, começa a agradar-me. É que isto de ser governado por comunistas e radicais de extrema-esquerda não é coisa que muitos europeus ocidentais já tenham vivenciado. Por cá os portugueses com menos de cinquenta anos nem sonham o divertimento que constitui ver o país gerido por essa malta. Por mim – que já vi este filme na versão a preto e branco – começo a estar em pulgas para assistir a esta nova reprise da tramóia. Vai ser divertido, isso garanto. E, sem pretender ser spolier, deve durar mais ou menos o mesmo tempo da outra vez e o final também não deverá ser substancialmente diferente.


Presumo que as diferenças estarão nos personagens. Todos eles mais cultos e com melhor aspecto que os originais. Desde os principais aos secundários. E, até mesmo, os figurantes apesar de igualmente parvos são um pouco melhor apessoados e menos brutamontes. Desta vez não haverá Libórios a organizar barricadas nem a disparar sobre automóveis. O resto vai ser igual. Uma comédia patética que rebenta com o orçamento mas que se revela um fracasso de bilheteira.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Consultei o programa do PAN e não encontrei nada sobre isto...

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Parece-me perfeitamente normal que muitos considerem o animal de estimação que têm em casa como mais um membro da família. É lá com eles. Cada um sabe de si e do grau de parentesco que o liga ao bicho com que coabita. O que não se me afigura muito dentro da normalidade é que, em situações como as da foto, os extremosos donos finjam que nem conhecem o animal. É, também por isto, que continuo sem perceber se é o cão que é da família deles ou eles é que são da família do cão.

sábado, 17 de outubro de 2015

E o coiso do PCP não é um anti-democrata primário?!

Jerónimo abdica de tudo e mais um par de botas só para ver o PS no governo. Quem não partilha dessa vontade é, na opinião do aprendiz de grande lider, um anti-comunista primário. Sim, é mesmo isso que sou. Anti-comunista. Primário, secundário ou o que ele quiser. E com muito orgulho. Por mim prefiro a democracia.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Que façam um longo caminho até ao socialismo...e não voltem!

Começo a ficar sem paciência para a cambada de comentadores da treta que pululam pelas televisões e para as conversas acerca de quem deve ou não governar. Menos ainda para os exercícios parvos, geralmente reveladores de elevado grau de demência, dos que procuram demonstrar que quem perdeu as eleições, afinal, as ganhou. Vão todos bardamerda. Decidam-se mazé a formar governo e a dar um rumo a isto. Num país a sério vinte e quatro ou quarenta e oito horas após as eleições os governos estão em funções. A bem dizer nem só nos países a sério é assim. Até naqueles onde a bandalheira é apenas relativa estas coisas são feitas mais depressa.


Já estou por tudo. Só para deixar de os ouvir. Constituam lá o vosso governo socialista-comuno-bloquista. Só espero que não me decepcionem. Comecem a tratar da reforma agrária nos campos do sul, a construir o TVG, o novo aeroporto de Lisboa, a terceira ponte sobre o Tejo e a dividir o país em regiões administrativas. E, já agora, não se esqueçam de regulamentar o trabalho sexual e enquadrar os respectivos profissionais num quadro legal que os proteja na sua actividade. E, também, os faça pagar impostos. Ah, e comecem a caminhar para o socialismo. Sem parar, de preferência. Ou, se pararem que seja quando estejam bem longe...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dar a volta à lei.

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Obrigado pela troika ou motivado apenas por questões ideológicas, o governo que agora cessa funções adoptou medidas sem qualquer sentido. Inúteis, mesmo. Quando não, até, contraproducentes relativamente ao que, imagina-se, seria o objectivo das mesmas.


A redução dos feriados ou o aumento do horário de trabalho na função pública para quarenta horas semanais constituem apenas dois exemplos de politica reles, feita por políticos sem qualidade e que, no caso do horário, apenas agrada aos que defendem o quanto pior melhor relativamente aos funcionários públicos.


Neste último tema, o poder local, como acontece com tudo o que é lei que belisque os seus interesses, tratou de dar à volta à questão. Municípios houve que ignoraram liminarmente a medida sem que daí, saliente-se, tenha vindo mal ao mundo ou sanção a quem assim decidiu. Outros – muitos, ao que parece – trataram de assinar acordos que permitem a laboração nos moldes do horário anteriormente vigente.


Há, finalmente, um terceiro grupo. Os que preferem não fazer acordos e manter as quarenta horas. Tudo a bem, diz, dos seus trabalhadores. Que assim têm a oportunidade de complementar o parco salário através das horas extraordinárias que generosamente lhes são pagas. Sortudos os funcionários que, por via deste acréscimo salarial, podem melhorar o seu nível de vida, pagar a prestação do carro, fazer aquela viagem ou, simplesmente, esturrar o graveto naquilo que mais lhes aprouver. Não é que conheça autarquias onde isto aconteça, mas tenho ouvido falar que lá para o norte é muito frequente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ganharam uma vez...Tantas quanto o PCP e mais uma que o BE!

 


 


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Mesmo não apreciando as suas qualidades enquanto politico estou preocupado com o até agora Secretário-geral, Presidente, Chefe, Supremo líder ou lá o como se chama o cargo desempenhado por Garcia Pereira no MRPP. Diz que a restante camaradagem o suspendeu por, alegam, manifesta incompetência. Lá terão as suas razões. Mas, ainda assim, oxalá a coisa não descambe e acabem a acusar o homem de traição. Ou, pior, de ser um traidor incompetente.


De facto um gajo que disputa eleições há quarenta anos e nunca conseguiu ser eleito não parece ser lá muito competente. Mas, se calhar os mais novos já não se recordam e será por isso que pretendem correr com o senhor, o MRPP já fez parte do grupo de vencedores de uma eleição. Mas vencedores daqueles à séria. Não como estes que agora garantem ter ganho apesar de terem levado uma coça em toda a linha. Nem, tão pouco, como aqueles que também gritam vitórias eleitorais ainda que apenas consigam dez por cento dos votos. O MRPP fez parte dos que apoiaram a candidatura de Ramalho Eanes na sua primeira eleição como Presidente da República e, portanto, também pode reivindicar vitória.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Até aborrece de tão inteligente que é...

Também eu, feito alarve, tratei de encomendar a tal tomada da EDP. Aquela que, garante a publicidade, é inteligente e tudo. Presumo que seja verdade. Será até uma sumidade no âmbito da eficiência energética e possuidora de uma genialidade sem par no que toca a controlar o consumo dos aparelhos em stand-by. Mas, para o uso que pretendia dar-lhe, a mim bastava que fosse tão parva como as outras. Ou, vá, ligeiramente menos dotada de inteligência. Daquelas onde a gente liga o que tem a ligar e a corrente flui normalmente. Sem interrupções nem cortes indesejados. Coisa para a qual o artefacto em causa parece não estar destinado. Ou muito me engano ou está aqui, está ali. No lixo. Chinesices!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Não há refugiados grátis!

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Ah, pois é! Pensavam que isso era assim, à pála. De borliú, vá. Vinham para cá refugiados aos magotes e a malta não pagava nada... Isto é como os almoços, não há refugiados grátis!

domingo, 11 de outubro de 2015

Corrida à máquina dos votos...

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A história continua, sistematicamente, a repetir-se. Autarcas a guerrear - e a babarem-se – pelos fundos comunitários. Como se as “Casas da Cultura”, os “Patrimónios Mundiais”, os “Centros Interpretativos” e outras modernices, tão do agrado de certas elites, de oportunistas armados em intelectual e de simples chicos espertos com tendências para visionários fossem generosas ofertas dos Deuses.


Mas é disto que o povo gosta. Depois queixam-se que pagam muitos impostos, são vitimas de cortes orçamentais, austeridade e essas coisas. E quando a conta chega, não faltam artigos de opinião – falada e escrita - a argumentar que a culpa é dos ignorantes que votam nos partidos da direita. Todos os burros o dizem. E escrevem.


 

sábado, 10 de outubro de 2015

O Benfica não foi campeão a época passada!

Afinal, também nisto do futebol, temos andado todos a ser enganados. O Benfica não é o maior clube português. Nem, sequer, é o actual campeão do pontapé na bola. Porto e Sporting juntos têm mais sócios, mais títulos e na última época os pontos dos dois somados ultrapassam em muito os conquistados pelo Glorioso. Que, visto assim, até já não é tão glorioso quanto isso.

A caminho do socialismo. Outra vez.

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Primeiro não acreditavam nas sondagens. Não me preocupei. Também a mim não me parecia que a derrota da esquerda fosse assim tão significativa.


Depois não acreditaram no resultado das eleições. Nada que me causasse grande preocupação. A esquerda tem esta estranha tendência para achar que ganha sempre.


Agora querem formar governo. Comecei a ficar preocupado. De repente lembrei-me daqueles tempos em que a esquerda esteve no poder e em que chegou a pensar levar portugueses para o Campo Pequeno. E não, não era para assistirem a nenhuma tourada...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A sorte é que o país real não lhes liga nenhuma...

Só para ver se eu entendo. Se numa parelha de paneleiros um é o auto intitulado marido o outro é, necessariamente, o quê? Assim de repente e na falta de melhor conceito será “a” esposa, parece-me. Ou, recorrendo a um dito popular no âmbito casamenteiro, a “eleita”. Daí não perceber a histeria que se apoderou do país do Facebook e de outras instâncias minoritárias mas que, vá lá perceber-se porquê, acham ter o direito de regulamentar os limites da liberdade de expressão ou daquilo com que se pode brincar.


Para essa cambada de javardolas pode-se chamar ladrão, corrupto ou coisa pior aos políticos ainda que a maioria sejam cidadãos exemplares. Contar anedotas ridicularizando os habitantes de uma determinada região do país também é coisa que não suscita criticas a ninguém. Já fazer uma graçola sobre gente que – muito legitimamente, pois isso é lá com eles – tem tendências sexuais diferentes da generalidade das pessoas é que não pode ser. Porquê?! Será que não são iguais aos outros? Ou será que tem alguma coisa a ver com aquilo que me ensinaram em pequeno para não “fazer-pouco” dos doentes, dos aleijados ou dos malucos?!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ratas de sacristia

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Sacrilégio! Blasfémia! Hereges! Então não sabem que com o sagrado não se brinca nem, muito menos, se fazem piadolas?! É mais ou menos esta a narrativa – andava há tempos para escrever isto - das novas ratas da imensa sacristia em que se tornou a nossa sociedade. As santidades é que agora são outras. Já não estão pregadas em cruzes nem expostas em altares. Pavoneiam-se por aí, têm gostos esquisitos e, quais supremos lideres de uma qualquer democracia patriótica, ai de quem ousar zombar deles ou proferir a seu respeito um dichote mais sarcástico. Nojento!


 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vem aí a verdadeira troika?

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Chapelada. Não vejo outra forma de qualificar a eventual coligação PS-PCP-BE. Assim uma espécie de vitória na secretaria após, cada um deles, ter levado uma coça dentro do campo. A tramóia até pode ter cobertura constitucional. Pode, também, argumentar-se que o conjunto daqueles partidos recolheu o maior número de votos expressos. Pode isso tudo. Não pode é afirmar-se, sem fintar a verdade, que foi esse o projecto escolhido pelo eleitorado. Pelo contrário. O que se pode argumentar, com uma assinalável dose de certeza, é que caso se tivessem apresentado a eleições em coligação a votação que obteriam estaria muito longe de ser aquela. Mais. A maioria dos votantes do PS não se revêem nessa hipotética troika. Nem tão pouco os do Partido Comunista.


Tenho, apesar de tudo, uma enorme expectativa relativamente a este cenário. Nomeadamente em ver como vai ser justificado este acordo por algumas criaturas e, quando a coisa começar a azedar nas ruas, como será defendido o eventual governo dessa estranha coligação. Vai ser uma fartote de rir. Terá imensa piada ver, cá na minha terra, destacados dirigentes e militantes locais de PS e PCP que toda a vida se odiaram – em termos políticos e muitas vezes não só - do mesmo lado da barricada e a defenderam a mesma dama. Só por isso já valia a pena ver essa troika no poder...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

As eleições não se ganham no Facebook

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Parte do país está em negação. Nunca equacionou que a coligação pudesse vencer as eleições e, desde domingo à noite, não faz outra coisa que mal dizer os portugueses que optaram por confiar o seu voto aos vencedores. Um lamentável exercício de falta de cultura democrática, de arrogância, de ausência de civismo, de educação e, também, de notória indigência mental.


Por muito que custe a esse pagode existe vida e existe gente fora do Facebook. Pessoas que, como eles, fazem as suas opções politicas. Que – não me interessa se mal ou bem – estão de acordo com o caminho que o governo escolheu para conduzir o país. Gente que, por pensar diferente, não é ignorante. Fez as suas opções, votou e o quadrado onde assinalou a sua intenção de voto foi o que recolheu mais cruzinhas. É a vida. De outra vez calhará a outros.


O curioso é que muita dessa gente que agora usa os maiores impropérios para ofender os votantes do PAF, gosta de citar Voltaire – Jorge Jesus também podia ter dito algo parecido – recitando aquele chavão do “não concordo com o que dizes mas defendo até à morte o direito de o dizeres”. Por aquilo que vejo, ouço e leio parece que esta vontade de sucumbir defendendo o direito à discordância não se aplica naquela coisa da liberdade de voto, ou lá o que é.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A importância do copo menstrual

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Como era de esperar as eleições trouxeram poucas novidades. Só uma a bem dizer. Aquela coisa do Pessoas-Natureza-Animais ou lá o que é. Contra as expectativas quase gerais conseguiram enfiar um deputado no Parlamento. Ainda bem que uns quantos portugueses introduziram na urna o seu voto com a cruzinha inserida no quadrado fronteiro ao símbolo do PAN e, assim, contribuíram para tornar mais animada a programação do canal televisivo AR TV.


Só hoje fui ler as linhas programáticas com que se coze aquela nova força politica. Fiquei, reconheço, manifestamente agradado. Deparei com uma panóplia de intenções geralmente boas – as minhas preferidas – e que depois de beber umas bejecas até era capaz de subscrever. Destaco aquela dos copos menstruais. Não estando, naturalmente, habilitado a pronunciar-me quanto às vantagens ou desvantagens do bem reutilizável em causa, saliento apenas a pertinência da questão. Ainda bem que alguém trouxe a menstruação para o debate politico. Era, admitamos, o tema fracturante que faltava.

domingo, 4 de outubro de 2015

Mais umas horas e isso passa...

O desespero é tanto, mas mesmo tanto, que não resistem a apelar ao voto. Ainda que de forma subtil. Ou que lhes parece a eles subtil. Caricaturas, frases feitas palermas e idiotices diversas ilustram hoje muitos “murais” do fuçasbook. Tempo perdido. Se querem ainda influenciar o sentido de voto de alguém vão a uma casa de banho pública, limpem o cú ao programa eleitoral e escrevam na parede uma palavra de ordem a apelar ao voto. É capaz de produzir mais efeito e ninguém fica a saber que andam a fazer figuras tristes.

sábado, 3 de outubro de 2015

Motivos de reflexão

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Mas para que raio serve este revolver? Quem pode estar interessado na sua compra? Que utilização pode um eventual comprador – ou compradora – dar aquela coisa? Que espécie de tara levou alguém a transformá-lo naquilo? Será que alguma vez foi utilizado num assalto? Ou, sei lá, noutra qualquer actividade lúdica? Terá sido com o seu precioso auxilio que os auto-rádios mudaram de lugar? Tudo questões deveras inquietantes. Apropriadas para um dia de reflexão acerca das promessas – falaciosas ou não – que ouvimos e lemos nos últimos dias.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O advogado do diabo

Com o fim da campanha a aproximar-se os apelos ao voto tornam-se cada vez mais patéticos. Nomeadamente entre os socialistas que, desde há muito, contavam com uma vitória tranquila e absoluta. Compreendo o que estão a sentir. Deve ser, a confirmar-se no Domingo à noite a vitória da coligação, mais ou menos o que eu senti quando um obscuro jogador de futebol, dois minutos depois da hora, deitou por terra os meus sonhas de festejar mais um titulo do Glorioso. É a vida, já dizia o outro.


Mas voltando aos momentos patéticos. Costa auto proclamou-se o advogado dos fracos e oprimidos. Pois. Deve ser deve. Cá para mim é mais uma causa perdida...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Poupanças

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Não tenho grandes preocupações com o ambiente e detesto ambientalistas. Nomeadamente aqueles – quase todos – que insistem em considerar a preservação de uma rabaça ou de um carrapato mais importantes do que a melhoria da qualidade de vida de uma qualquer pessoa. Sou, no entanto, um entusiasta das energias alternativas. Deve ser por ter a mania de fazer contas. E por, ao contrário da generalidade dos portugueses, ter a minha carteira em elevada consideração.


A mais recente aquisição neste domínio, embora já com uns meses, foi um painel para produção de energia. O resultado da poupança energética pode facilmente ser apreciado no gráfico acima. Mais de vinte e dois por cento da energia consumida foi gratuita e, por dia, cerca de sete horas o consumo da energia fornecida pela rede é meramente residual. Mas, reitero, o ambiente foi a última causa que pesou na decisão de compra. Mas isso sou eu que, se calhar, faço mais pelo ambiente do que a maioria dos ambientalistas.


 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sondagens que valem o que valem

Há reacções a isto das sondagens que me conseguem deixar ainda mais perplexo que o seu próprio resultado. Argumentam alguns experts que os estudos baseados em entrevistas telefónicas – telefone fixo, no caso - desvirtuam a análise influenciando, dizem, o resultado da coligação de direita. Por acaso também acho. Principalmente se os ditos inquéritos forem feitos em horário laboral. Neste caso os sondados serão, maioritariamente, reformados e desempregados. Dois grupos sociais onde, segundo os que desconfiam das sondagens, o descontentamento com o governo será maior. Ora se, ainda assim, o PAF tem uma vantagem de meia dúzia de pontos percentuais é, de facto, caso para desconfiar. Outra hipótese é o país dos comentadores, jornaleiros e intelectualidade urbano-deprimida pouco ter a ver com o país real. Mas isso já não é novo. Tem sido, pelo menos nestes últimos quarenta e um anos, quase sempre assim.

domingo, 27 de setembro de 2015

Pelo sim pelo não chamar-lhe-ia Mau-mé-mé...

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Adoptar um porco como animal de estimação e chamar-lhe, sei lá, Maomé ou outro nome qualquer como Bin Laden, Mustafa ou Abdul é coisa que, nesta ditadura do politicamente correcto, ainda é admissível?! Ou terei de lhe chamar Cavaco, Pinto da Costa ou Jesus (Jorge ou Cristo, tanto faz)para toda a gente achar imensa piada?!


 


O texto abaixo, publicado no Blasfémias.net, é capaz conter a resposta...


 


Desde o 11/Setembro que aprendemos todos, que existe uma certa cultura/religião que não podemos ofender, caso contrário arriscamos ser mortos e a culpa será inteiramente nossa. Assim, para vivermos sem medo e receio só temos que fazer o seguinte: calar a nossa religião, calar a nossa liberdade de expressão, calar a nossa capacidade critica…em suma viver numa auto censura permanente com medo de hostilizar os militantes da dita cultura/religião, que os lideres ocidentais nos juram a pés juntos ser a mais pacifica e bela de todas...”

sábado, 26 de setembro de 2015

Arrepios

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Arrepios. É, garante António Costa, o que os portugueses sentem perante a perspectiva da coligação de direita ganhar as eleições. Talvez sim. Ou talvez não. Depende. Nomeadamente daquilo que arrepia cada um. Palhaços sem graça, pântanos e um país de horrores – tudo coisas que associo a socialistas - causam-me muito mais arrepios.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Um mau comunicador estraga sempre uma boa ideia...

Custa-me a acreditar que António Costa e a sua trupe consigam perder as eleições. Se isso acontecer será um caso de estudo. Algo que servirá de exemplo durante muitos anos sempre que se pretenda demonstrar o que não deve fazer um politico, um partido ou uma candidatura que, de facto, pretenda ser eleito. Nomeadamente quando o adversário é daqueles a quem até o Pato Donald dava uma coça.


Aquilo é cada tiro cada melro. A começar pela tralha que gravita à volta do homem. Gente que cada vez que abre a boca convence cem eleitores a votar noutro partido. Qualquer que ele seja. Depois a maneira de comunicar. Absolutamente incapaz de transmitir uma ideia com clareza, de forma convincente e que faça os ouvintes acreditar que a proposta é séria, exequível e justa.


Veja-se, a titulo de exemplo, aquela coisa das prestações não contributivas ficarem sujeitas à condição de recurso. Uma excelente intenção e, acrescente-se, uma medida da mais elementar justiça. No entanto até mete dó a incapacidade - ou o medo, talvez - dos socialistas explicarem isto de forma a que o eleitorado perceba. Teria a sua piada se uma boa proposta, como esta é, fosse um dos principais motivos para a derrota do seu proponente. Ou, talvez, apenas revelador da qualidade do eleitorado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Os europeus é que têm a culpa. Não tinham nada de estar enterrados ali!

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Acho desde sempre que esta história da migração em massa de muçulmanos para a Europa vai acabar mal. Para nós, nomeadamente. Ou, pelo menos, para aqueles que tiverem o azar de viver no tempo em que eles já tenham islamizado o velho continente. O que, felizmente, não vai ser o meu caso.


Parece enraizada em certas mentes a ideia que a Europa tem a obrigação de acolher toda a gente. Pior, que deve tolerar todos os seus usos e costumes ainda que estes esbarrem de frente com todas as tradições europeias ou mesmo que afrontem os nossos princípios pacifistas. Parece até estarmos dispostos a abdicar deles só para mostrarmos a nossa tolerância face à ausência de princípios dos que chegam.


Ver gente acampada em cemitérios, sentada ou a caminhar por cima de sepulturas - para mais estando num país estrangeiro - é coisa que me choca. Mas, presumo, isso deve ser defeito meu. Será, provavelmente, algo absolutamente normal – tal como deixar um rasto de imundície por onde vão passando – para as pessoas oriundas daquelas paragens. Perto deste pagode os habitantes cá do resort são um modelo de urbanidade.