Percebo a indignação dos chamados lesados do Bes. Ou lesionados, como dizem alguns jornalistas. O que tenho dificuldade em entender é que, de entre todos os que já se pronunciaram publicamente, nenhum tenha percebido que estava a investir num negócio de risco. Se a esmagadora maioria não terá obrigação de perceber grande coisa destes assuntos que envolvem o meio financeiro, o que não deixa de me fazer espécie é que nenhum deles tenha suspeitado da elevada remuneração oferecida pelos alegados depósitos. Ora, como toda a gente sabe, quando a esmola é grande o pobre desconfia. Ou devia. O que, atendendo à idade avançada de quase todos os envolvidos, não deixa de ser estranho não ter acontecido.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Animais!
Ao ler o que se vai escrevendo acerca de qualquer assunto que envolva bichos, mal tratados ou não, sinto uma imensa saudade do tempo em que os animais não escreviam. O que não foi assim há tanto tempo. Basta recuar à época em que qualquer matarruano não se julgava um intelectual. Hoje é possível encontrar pérolas do mais fino recorte literário sempre que o tema é bicheza. Opiniões de gente que coloca os animais muito, mas mesmo muito, acima de qualquer pessoa. Por mim só espero que se um dia necessitarem de uma transfusão encontrem um animal com sangue compatível.
domingo, 9 de agosto de 2015
Oferta de emprego
Agora que, segundo as últimas noticias, o homem se demitiu, estou a ponderar a possibilidade de contratar o director de campanha do Partido Socialista. Para fazer o trabalho que tenho para lhe oferecer não encontrarei, de certeza, ninguém mais competente. Preciso, urgentemente, de um director de segurança para o meu quintal. A passarada come tudo o que por aqui tento produzir. E o pior é que estou a ficar sem ideias para pôr cobro a estes ataques aéreos. Ele será, de certeza, a solução para isto. Diz que é cada tiro, cada melro...
sábado, 8 de agosto de 2015
Sugestão para outro cartaz
Não sei, nem me interessa grande coisa, quem tem razão nessa polémica que por aí anda acerca do desemprego. Sei apenas que se trata de um drama para quem está nessa situação e que constitui um problema antigo, como se pode constatar nesta capa do “Público” de 18 de Agosto de 2010, para o qual não existem soluções milagrosas.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Porque parece que muitos já esqueceram...
Existem marcas do passado que, por mais que o tempo as desgaste ou sucessivas camadas de tinta as tentem disfarçar, jamais se apagam. No caso, a comparação será manifestamente exagerada. Quem a escreveu, contudo, lá saberá porque o fez. Se calhar estaria a pensar num professor com nome de alfaia agrícola, numa directora regional mal apessoada ou em imensos acontecimentos que, durante seis anos, alegadamente terão ocorrido nos mais variados corredores do diversos poderes...
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
"Bem-aventurados os jovens, pois eles herdarão a divida pública". Se, entretanto, não se forem todos embora.
Uma autarquia tem, façamos um suponhamos, cem funcionários que trabalham, cada um, trinta e cinco horas semanais. Três mil e quinhentas horas, portanto. Para cumprir promessas feitas em tempo de eleições, ajeitar uns quantos afilhados, recompensar a malta que andou a segurar o pau da bandeira durante a campanha ou resolver problemas de algumas pessoinhas deliberou recrutar mais dez funcionários. Seguindo o raciocínio anterior teríamos mais trezentas e cinquenta horas de serviço em prol da qualidade de vida da população. Número exacto que os autarcas, na sua imensa sabedoria, determinaram como essencial para prestar um serviço público de qualidade.
O pior é que não pode. O governo não autoriza. A dita autarquia - seja ela qual for, mas suspeito que será lá para o norte – apenas está autorizada a proceder ao recrutamento de mais pessoal se cada um dos seus actuais cem trabalhadores assegurar um horário de quarenta horas. Logo, no seu conjunto, a servir a população do concelho durante mais quinhentas horas. Cumprida esta premissa, aí sim, estará garantida a autorização governamental para a contratação dos tais dez novos funcionários. Que irão, logo que contratados, laborar quatrocentas horas por semana para o bem-estar dos contribuintes lá do sitio. Ou seja, o governo só autoriza e a autarquia apenas contrata quando os tais trabalhadores que está autorizada a contratar já não fazem falta nenhuma.
Trata-se, acho eu, de uma questão inquietante. Reveladora, também, do desvario que vai na cabecinha de quem manda alguma coisa neste país. O pior é que isso reflecte-se directamente nas nossas algibeiras. Ou então sou eu que não percebo nada disto. Hipótese que, obviamente, não descarto.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Paranóicos!
Começa a ser preocupante a paranóia em relação aos animais. As histórias sucedem-se e, em cada uma, a apreciação feita por uma franja significativa da população é mais radical que na anterior. Tudo devidamente amplificado pela comunicação social e pelas novas tecnologias a que qualquer matarruano tem acesso.
A vida de um animal e de uma pessoa são colocados no mesmo patamar. Chega-se a exigir – pasme-se – a pena de morte para o idiota que matou um leão numa caçada em África. Quando cães atacam e mutilam pessoas defende-se o animal e culpa-se o ser humano. Se alguém ousa manifestar o seu desagrado pela presença próxima de bichos de estimação em locais onde o seu acesso não é permitido, é ferozmente atacado como se o prevaricador fosse ele e não as bestas dos donos dos animais. Pior do que isso. Começa a ser problemático emitir opiniões contrárias a este estado de coisas. Ameaças e insultos é o que espera quem se atreve a contrariar o pensamento vigente. A mim foi coisa que nunca me incomodou. Pelo contrário. Ainda que, obviamente, a minha opinião não interesse a ninguém, nem represente outros interesses que não os meus, jamais me calarei.
Nos próximos posts, se me apetecer, voltarei ao tema. Se possível abrilhantados com com exemplos do que escrevi acima. Com nomes e fotos. Só porque sim.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Vá, ide, perguntai ao António Costa o que tem contra os funcionários públicos.
Bolas, bolas, bolas! Logo a única promessa socialista – entre aquelas mais conhecidas - com que me sentia tentado a concordar não vai, afinal, trazer-me qualquer beneficio. Refiro-me aquela coisa da redução da TSU. Que, pensava eu e pelos vistos quase toda a gente, seria aplicável igualmente aos descontos dos funcionários públicos para a CGA. Pois diz que não. Mas isso, caso o PS ganhe e avance com a ideia, ainda vai ser assunto para o Tribunal Constitucional decidir. É que, assim de repente, não estou a ver a equidade entre dois funcionários públicos que ganhando exactamente o mesmo descontam valores diferentes...
Tendo a concordar com esta proposta socialista não pelo facto de achar que, dali, vai resultar algo de bom para a economia, o crescimento do PIB ou outros chavões quaisquer. A minha concordância – ainda que hesitante – tem mais a ver com a ausência de utilidade da contribuição que faço para o sistema de pensões. No pequeno universo da entidade pública onde laboro, no tempo onde a reforma era igual ao último vencimento, não chegam os dedos dos pés e das mãos para contar os casos de todos os que foram promovidos a escassos meses de se aposentaram para, assim, gozarem de uma pensão substancialmente superior. Prática muito comum, à época. Ora se a contribuição dos actuais trabalhadores serve para manter intocáveis essas reformas e se os futuros reformados apenas auferirão, com sorte, uma pensão equivalente a um terço do seu vencimento, só alguém com um espírito ultra-mega-hiper altruísta concordará em continuar a privar-se de uma parte substancial do rendimento. Que, no caso, nem é para dar aos pobres e necessitados.
domingo, 2 de agosto de 2015
Telhado ecológico
Depois do aquecimento de água através da energia solar também, desde esta semana, cá por casa já se produz electricidade. Pouca, diga-se. Apenas a suficiente para manter a funcionar, durante as horas em que o sol incide no painel, os equipamentos que estão permanentemente ligados à corrente. Que isto de fornecer energia de borla à rede não é coisa que me assista. Nem a minha veia de ecologista é assim tão forte. Estou, reconheço, muito mais preocupado com a carteira.
sábado, 1 de agosto de 2015
Vantagens de um Estado social fraquinho
Admito que exista uma explicação muito lógica para esta coisa dos migrantes. Eu é que tenho alguma dificuldade em a entender. Não percebo por que raio quer aquela gente entrar a todo o custo na Europa. Nem, menos entendo ainda, a sua fixação pelo Reino Unido. Faz-me espécie que aquele pagode, muçulmanos na sua esmagadora maioria, não prefira antes emigrar para a Arábia Saudita ou para os reinos ali à volta onde o dinheiro jorra das areias,
Parece-me pouco plausível que procurem o Ocidente que tanto criticam, cujo modo de vida abominam e onde insistem em manter os costumes selváticos que trazem dos países de origem. Atendendo às suas crenças, a adaptação seria muito mais fácil, o problema da integração não se colocaria, jamais seriam vitimas de discriminação ou racismo, teriam um nível de vida substancialmente superior e os sacrifícios suportados para chegar ao seu “el dorado” seriam incomensuravelmente menores. Também as criticas aos governos europeus, por não acolher todos os que demandam a Europa, se afiguram manifestamente desajustadas. O alvo deviam ser os países árabes desenvolvidos e ricos que desprezam toda esta gente.
O modelo de Estado social britânico é, provavelmente, a razão deste fluxo migratório. Gerações sucessivas vivem à conta dos contribuintes, sem conhecer o conceito de trabalhar para viver, e isso é motivo mais do que suficiente para atrair multidões de pobres, mandriões e trapaceiros diversos. É por isso que não nos procuram. Mesmo os que a “solidariedade” traz até cá, zarpam assim que podem. E ainda bem. Felizmente o nosso Estado social é pobrezinho.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Estacionamento tuga
Perfeito. Melhor é impossível. Não fora o pequeno pormenor – coisa sem importância, diga-se – daquilo ser o passeio. Local por onde os peões têm a absurda mania de circular. Ou, pelo menos, tentar fazê-lo. Neste caso só se mudarem para o outro lado. Isto se nenhum outro pacóvio se lembrar de fazer o mesmo no sentido contrário...
quinta-feira, 30 de julho de 2015
“Perus à roda do monte”. Diria maliciosamente alguém cujo nome não será revelado...
Não é que pretenda chocar os amiguinhos dos animais. Nada disso. Mas as coisas são como são. E ainda bem. Neste caso não se tratam de perus de estimação a fazer a sua ronda higiénica matinal. São mesmo perús à séria. Daqueles que lá para o Natal - uns quantos, a julgar pelo porte, mais cedo até - se transformarão num magnifico assado. Ou noutra iguaria igualmente deliciosa. A menos que alguns desses patetas que agora por aí abundam façam uma campanha para os salvar. Teria a sua piada, admito.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
E, já agora, por que não de automóvel eléctrico?
Depois do ministro Crato achar que era capaz de ser boa ideia que os alunos fossem de bicicleta para a escola, parece ter chegado a vez de alguém, no governo, pretender alargar o conceito aos funcionários públicos nas suas deslocações para o trabalho.
Conclui-se daqui que temos um governo formado por gente preocupada com o ambiente. Embora isso já o soubéssemos desde aquela ideia parva de taxar os sacos de plástico. Ou, então, que aquilo não é bem um governo. É mais um grupo de galhofeiros que se juntam uma vez por semana para mandar umas piadolas.
Como a minha atenção não tem estado muito virada para a actualidade noticiosa desconheço se António Costa já reagiu. Mas se não o fez, não deve tardar. É gajo para, no mínimo, prometer que, se ganhar as eleições, atribui a cada português um subsidio para aquisição de uma bicicleta. Medida que, obviamente, potenciará o crescimento do PIB em, pelo menos, 5%. Ou mais. Já quanto ao Jerónimo pareceu-me ouvi-lo a protestar contra o descaramento do goverrrrrrrrrno que, com isto das bicicletas, vai favorecer descaradamente as grandes empresas do ramo velocipédico. A coisa promete..
terça-feira, 28 de julho de 2015
Excentricidades, ou lá o que chamam agora a isso...
Partilho da opinião dos que garantem que os cortes no serviço nacional de saúde tiveram um efeito nefasto na saúde – principalmente na falta dela – dos portugueses. Salta à vista que assim foi. E continua a ser. Há excêntricos à solta por todo o lado. E não. Não me estou a referir ao pessoal do Bloco de Esquerda, dos apoiantes do Sócrates, dos gajos do SOS Racismo, dos defensores dos caracóis ou dos que acreditam nas promessas do António Costa. Refiro-me apenas aos senhores da fotografia.
domingo, 26 de julho de 2015
A estupidez devia ser taxada...
Apreciamos a rebaldaria, admiramos o chico esperto e detestamos o rigor. Somos assim, enquanto povo. Não há nada a fazer. Por mim gosto de ser o labrego da barraca que o imbecil que escreveu este comentário retrata. Com uma pequena nuance. Estou-me nas tintas para o Audi. Não gosto é de pagar impostos. Coisa que o javardola que se diz de férias na Grécia, provavelmente, nem sabe o que é. Que fique por lá. Patetas destes não fazem cá falta nenhuma.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Gaba-te cesto...
Não me surpreende que seja mais ou menos esta a ideia que os comunistas têm de si próprios. São, como sabemos, seres perfeitos, dotados de inteligência superior, sensíveis, amantes da paz, da democracia, respeitadores da opinião alheia e conhecedores de todas as soluções para tornar a humanidade feliz.
Gosto especialmente daquela parte do “comunista está disposto a dar a vida pelos outros”. Não fosse aquilo dos muitos milhões de mortos às mãos de regimes comunistas e até era coisa para dar vontade de rir. Mas, desconfio, que na versão comunista da história, todas essas vitimas – ainda que não soubessem - eram comunistas que deram a sua vida pelos outros...
quarta-feira, 22 de julho de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
Eles, com os computadores, sabem tudo da nossa vida...Portanto, se calhar, é melhor voltar ao papel. Por causa disso da privacidade, ou lá o que é.
Repugna-me a ideia – com muitos seguidores, diga-se – de o Estado ser o paizinho de todos nós. Aquela entidade de que não gostamos nada quando toca a pagar impostos, mas que adoramos quando se lembra de regulamentar todos os aspectos da nossa vidinha. Por mais comezinhos que sejam. Ou parvos, por assim dizer.
Hoje chegou a vez do Estado, através do seu braço judicial, determinar que os pais não podem colocar fotografias dos filhos nas redes sociais. Não é que o assunto me importe. Não quero saber. O que me inquieta é a quase unanimidade no apoio a esta ideia. Abana-se o chocalho sem que se questione o alcance da decisão. Que será nulo porque, obviamente, ninguém vai ligar. Se fosse levada a sério, teríamos, por exemplo, um pai babado impedido de partilhar com o mundo uma foto do filho que, qual Messi em ponto ainda mais pequeno, acabou de marcar um grande golo num jogo do campeonato de benjamins aqui do distrito. Já, em contrapartida, o clube e eventualmente toda a comunicação social ou os adeptos presentes podiam fazê-lo.
Não discuto essa coisa da privacidade. Não existe, por mais que haja quem pense o contrário, portanto nem vale a pena perder tempo com ela. É por isso que decisões destas servem de pouco. Só para fazer ruído. Ou para nos fazer rir.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Yo no soy perezoso...
Considero-me um gajo com razoável sentido de humor. Não gosto é de anedotas de alentejanos nem de outros dichotes que, enquanto alentejano, me catalogam como preguiçoso inveterado e outros atributos ainda piores. Não tenho grandes dúvidas que, em muitas circunstâncias, se em lugar de “alentejano” se escrevesse “preto”, “cigano” ou “homossexual” o SOS Racismo e todas as comissões de defesa dos direitos das minorias que por aí existem não teriam mãos para instaurar tantos processos. Assim, como por enquanto ainda não é politicamente incorrecto gozar com os alentejanos, o pagode vai rindo alarvemente.
É por isso que esta “conversa”, numa caixa de comentários de um jornal, me parece profundamente racista. A ironia da coisa é que o gajo que se esfalfa a defender os ciganos não hesita em recorrer ao mesmo nível de argumentos do que aqueles que considera racistas...Parece-me ser urgente uma campanha com alentejanos fofinhos a garantirem que não são preguiçosos! Talvez ajude a mudar mentalidades tacanhas.
domingo, 19 de julho de 2015
Também sou muito mentiroso...
Admiro a paciência daqueles gajos que passam horas de volta do automóvel. Lavam, limpam o pó, aspiram, dão-lhe brilho e sei lá que mais. Coisas típicas de gajo. Que nisso elas, as gajas, não alinham. E fazem muito bem. A mim também é cena que não me assiste. Embora, salvo numa ou noutra rara ocasião, nunca chegue ao ponto de deixar o meio de transporte ficar “bronzeado”...
sábado, 18 de julho de 2015
O inimigo generoso. Bonzinho, até.
O semanário Expresso dedica esta semana uma página inteira ao tema do momento cá na terrinha. Os ciganos das Quintinhas. O titulo da noticia, puxado para a primeira página, não podia ser mais infeliz. Ao contrário do sugerido os ciganos não estão em guerra com a autarquia. Pelo menos ninguém parece ter dado por isso. Nem faria, aliás, qualquer sentido que estivessem a guerrear com quem generosamente lhes fornece água e electricidade à descrição – gastam toda a que conseguirem e, presumo, deve ser muita – e os deixa ocupar, gratuita e ilegalmente, um terreno que é propriedade do Município.
O que faltou na dita reportagem, provavelmente por condicionalismos de espaço e de tempo, foi ouvir os vizinhos daquela comunidade. Aqueles que vêm os seus quintais assaltados, os animais maltratados, os bens vandalizados, as casas apedrejadas, os dejectos projectados para dentro dos seus muros, os que são vitimas de agressões e, enfim, aqueles que vivem prisioneiros dentro das suas casas sem, sequer, poder abrir uma janela. Todos eles serão, quiçá, uns racistas e xenófobos da pior espécie mas, ainda assim, as suas experiências de vida eram capazes de ter algum interesse. Mais que não fosse pela fantástica imaginação que parecem possuir e a invulgar capacidade de inventar histórias...
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Facekini, ou lá o que é...
E o facekini? Diz que ainda não chegou às nossas praias e piscinas mas, desconfio, não tardará. É uma coisa assim a atirar para o esquisito, que se enfia pelos cornos abaixo e que tapa as trombas por completo protegendo-as do sol. Dizem que serve para isso. E, se calhar, terá outras utilidades, também. Assim do tipo passar mais ou menos incógnito ou ter mais espaço no areal só para si. Aquilo, realmente, afasta qualquer um.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
E se os levassem para casa?
(Imagem JN online)
Sabe-se do desprezo que os defensores de certas causas manifestam pelos interesses das populações. Temos, por estes dias, assistido a isso mesmo aqui na terrinha. Mas o mal é geral. Hoje foi a vez dos defensores dos animais levarem dezenas de cães para a porta de uma câmara municipal onde, ao que é relatado, os amarraram. Foi a forma de protesto que lhes pareceu mais adequada por o executivo lá do sitio ter recuado na intenção de autorizar a construção de um canil. Parece que os moradores da zona onde o mesmo ia ser construído não gostaram da ideia. Coisa de difícil entendimento para os amiguinhos da bicharada que, suponho, deverão morar longe.
Procedeu bem a autarquia ao levar em consideração as preocupações dos seus munícipes. Uma minoria de activistas – seja lá do que for - não pode impor a sua vontade à generalidade da população. Isso é o que tem acontecido a nível nacional e os resultados estão à vista com a tragédia social a que estamos a assistir. A todos os níveis. Não apenas nisso da crise.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Racista?! Quem diz é quem é.
(Imagem recebida por email)
Lamentáveis os comentários que alguns patetas – felizmente poucos – têm arrotado acerca dos incidentes na piscina de Estremoz. Não sabem o que se passou e desconhecem em absoluto a realidade local mas, ainda assim, não se coíbem de tecer comentários alarves atacando os habitantes e autoridades locais. Melhor seria que apresentassem soluções. Para a piscina, para os moradores da envolvente das Quintinhas, para os clientes do Continente, para as crianças que frequentam as escolas e, em suma, para os que têm sido vitimas das criaturas em causa.
Há também um ou outro que, tendo conhecimento do problema, insiste em manifestar uma espécie de superioridade moral. Que ninguém lhe reconhece, diga-se. Lembram, antes, aquele soldado todo garboso que acredita ser o único a marchar com o passo certo.
E não. Não há cá eles e nós. Mas que não somos TODOS iguais, lá isso não somos.
terça-feira, 14 de julho de 2015
A courgette da crise
Há muito que não tenho noticias dos “novos agricultores”. Aqueles que, cheios de entusiasmo, abraçaram a moda de cultivar espaços cedidos pelas autarquias em nome de um alegado combate à crise. Presumo que a esmagadora tenha encerrado a actividade.
Por mim nunca fui de alinhar em modas. Nem, tão pouco, apreciador de lides agrícolas. Reconheço, até, que é das coisas que mais urticaria me causa. Fico-me, portanto, pelo quintal da crise. Uma coisa em ponto pequeno. Pouco mais, digamos, que agricultura de vaso. A produção essa, como não podia deixar de ser, é igualmente diminuta. É o caso das courgettes. Ou, melhor escrevendo, “da” courgete. Da crise. Que, já agora, não entre em recessão!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
domingo, 12 de julho de 2015
Pelo fim da discriminação dos incontinentes fecais!
Entre alguma intelectualidade mais esquerdalha está a fazer imensa comichão o facto da entrada nas piscinas cá do sitio ter sido vedada aos moradores do resort na sequência de, alegadamente, lá terem arreado o calhau. “Ah e tal por um não podem pagar todos” tem sido o argumento mais utilizado pelos defensores da liberdade de uns quantos continuarem a cagar na mesma água onde outros se banham.
Admito que têm alguma razão. Nas piscinas cobertas – em todas – nomeadamente quando os utentes são petizes de tenra idade, sucede de vez em quando o mesmo problema e, nem por isso, a criançada é proibida de usufruir dos benefícios da natação. Daí que me surpreenda que esses intelectuais, dotados como se sabe de um nível de inteligência imensamente superior ao comum dos mortais e capazes de produzir ideias como ninguém, não se tenham lembrado de uma solução que a todos agrade e que é usada nestas circunstâncias.
Em lugar de fazer queixinhas ou embirrar com quem tem coragem de tomar decisões, podiam propor medidas alternativas. Como, por exemplo, sugerir que aos ditos frequentadores incontinentes fecais fossem – como às crianças pequenas, pois o grau de desenvolvimento intelectual é mais ou menos o mesmo - distribuídas fraldas. Ou, às gajas que vão para a água vestidas para não lhes verem as carnes, fatos de banho islâmicos. Tudo gratuitamente, claro. Por causa dos trocos. Não vão os pobrezinhos pagar com notas de cem ou quinhentos euros...
sábado, 11 de julho de 2015
E por falar em rebentar com isto de vez...
A PAF – belo nome, sem dúvida, para um coligação que pretende gerir os destinos do país – quer aumentar as pensões o salário mínimo e alargar a atribuição do abono de família a mais contribuintes. Não é que ache mal. A questão é saber se há – ou não, como nos têm garantido – dinheiro para isso. É que pedir empréstimos para fazer face a este tipo de encargos não me parece boa politica. Mas isso sou eu, que jamais pediria um empréstimo ao banco para pagar o ordenado da empregada doméstica ou ir molhar o rabo à Republicana Dominicana.
O ovo nem sempre está no cú da galinha
As SAD's de Porto, Sporting e Benfica lançaram recentemente no mercado – esse malvado – mais um empréstimo obrigacionista com juros bastante simpáticos. A ideia, a julgar por aquilo que se tem lido e ouvido neste defeso futebolístico, é comprar jogadores e treinadores para as suas principais equipas. Ou seja, investir e promover uma politica de “crescimento”. À semelhança, aliás, do que muitos defendem como essencial para o país.
Estão, portanto, os principais emblemas desportivos a trilhar o caminho certo. Aquele que sábios e, a julgar pelo que ouço e vejo por escrito por aí, a maioria da população consideram ser a alternativa a seguir.
O problema, desconfio, vai ser se a bola teimar em não entrar na baliza adversária, se o árbitro não marcar aquele penalty que toda a gente viu ou se os jogadores não renderem aquilo que se esperava deles. Sem vitórias os adeptos não vão ao estádio, os craques não se valorizam e, em suma, o investimento não gera retorno. Que é como quem diz, não há “crescimento” para ninguém.
Presumo que não sejam bancos franceses e alemães, nem os tais “fundos-abutre” a comprar toda a emissão. O mais certo é a maioria do capital emitido ficar nas mãos de aforradores que pretendem rentabilizar as suas poupanças. Se, no final, não houver graveto para reembolsar os investidores podem as SAD's fazer uma espécie de renegociação da divida. Assim do tipo só pagar cinquenta por cento do capital investido. Todos, certamente, aplaudiríamos a ideia. É, afinal, o que andamos a defender há anos.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Com o Costa a mandar o povo vai-se lixar. Com "F" grande.
Promessas, promessas e mais promessas. A isso se resumiu a presença de António Costa na TVI. Conta, para concretizar tudo o que promete, com uma taxa de crescimento como há muito não se vê por estas paragens nem, actualmente, em mais nenhum país da zona euro. É, presumo, uma questão de fé. Dele e de quem nele acredita. Quanto a isso pouco há a fazer, cada um acredita no que quer. Por mim, que acredito mais em factos do que em promessas, fiquei ainda mais convicto de que com o Costa no poder o povo vai-se fo***.