sexta-feira, 17 de abril de 2015

Não pago, não pago e não pago!

Assegurava um ambientalista, presença habitual no espaço televisivo matinal, que despejar o lixo nos contentores sem estar devidamente acondicionado em sacos de plástico é um procedimento errado. Aconselhava, por consequência, que da lista de compras que levamos para o supermercado constasse sempre a aquisição dos sacos adequados para o efeito. De plástico, acrescentava. São estas coisas que me confundem as ideias. Não me dão sacos para, assim, proteger o ambiente. Mas devo comprá-los para proteger o dito ambiente. Ou seja, a protecção ambiental está garantida se eu pagar. Não percebo. Mas não faz mal. E, pelo sim pelo não, não pago!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O dinheiro, nisto da natalidade, soa-me a outra coisa...

Um fartote de rir as propostas em discussão no parlamento para fomentar a natalidade. Próprias de quem vive num mundo que apenas raramente coincide com a realidade. E esta assegura-nos que os jovens casais não querem ter filhos em número suficiente que assegure a substituição de gerações. Têm outras prioridades. Legitimas, admito, das quais eles próprios serão as primeiras vitimas.


Já que estamos em maré de discutir ideias parvas, podiam ter proposto uma taxa de valores exorbitantes para abranger diversas situações potencialmente “culpadas” pelo fraco ímpeto reprodutivo do pessoal. A posse de cães, o consumo de electricidade a partir das dez da noite, as viagens ao estrangeiro ou os contraceptivos, por exemplo. São, aceito facilmente, propostas com pouco sentido. Ao nível das apresentadas pelos partidos, portanto. Só que muito mais baratas para o contribuinte.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Só mostrou a cueca...

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Uma gaja atacou hoje a sede do BCE. Sem armas. Apenas guinchou. Para gáudio, presumo eu, do segurança que teve qualquer coisa jeitosa para apalpar. Lamentavelmente a tipa não se despiu. Nem, ao menos, mostrou as mamocas aos banqueiros europeus. Já não há activistas como antigamente, é o que é.

Consequências da fiscalidade verde

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Esta é daquelas noticias que não constituem novidade para ninguém. Excepto, talvez, para os políticos que decidiram inventar mais um imposto, ecologistas e outras pessoas que vivem numa espécie de realidade paralela. Estava-se mesmo a ver que poucos seriam os que passavam a comprar sacos para o lixo e que as consequências da inexistência de sacos grátis iam ser as que mostra o recorte que acima publico. E, por enquanto, ainda existem locais onde os sacos são à borla e quem tenha um stock apreciável em casa...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Baterias para que vos quero...

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Deve ser um novo negócio. Daqueles que dinâmicos empreendedores empreendem para dar a volta à crise. Ao mesmo tempo, também, uma oportunidade para quem tenha em casa baterias que não "funconam" se livrar delas. É que se em casa uma bateria que não "funcona" não serve para nada, pode sempre dar jeito a quem a saiba pôr a "funconar". Seja isso o que fôr. Que eu cá não sou de intrigas nem gosto de tirar conclusões precipitadas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tralha

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Desta panóplia de instrumentos, expostos para venda numa feira de velharias, hesito quanto ao mais inútil. Questiono-me, até, sobre a espécie de loucura consumista momentânea pode levar um normal e pacato cidadão a abrir – e muito – os cordões à bolsa para adquirir qualquer um destes itens.


O aviso para ter cuidado com os pés faz, quanto a mim, todo o sentido. Dá mesmo vontade de dar um pontapé naquela tralha...

domingo, 12 de abril de 2015

Facturas - Campanha de desinformação em curso.

Desde a implementação das medidas que incentivam os consumidores a pedir factura que se assiste a uma campanha descarada – a soldo de interesses que não são difíceis de adivinhar – contra esses incentivos. Tudo serve. Desde os custos astronómicos, absolutamente insuportáveis mesmo, com que teria de lidar quem tivesse o tremendo azar de lhe sair o carro sorteado pelas finanças até outras mais recentes e que envolvem penhoras fiscais.


Cada um será tão parvo quanto lhe apetecer e acreditará no que quiser. Há quem acredite no Pai Natal, na inocência do Sócrates ou que o Sporting ainda pode ser campeão. Nada disso muda a realidade. E, no caso das facturas, a realidade é que se não pedirmos factura daquilo que consumimos pagaremos muito mais impostos. Directa ou indirectamente. O resto são conversas da velha à soalheira.

A mania que esta gente tem de abandonar coisas junto ao resort...

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Ao que se diz uma quantidade assinalável de coisas alegadamente sumidas de diversos locais, nomeadamente aqui da zona, aparecem nas cercanias do Continente cá do sitio. Tratar-se-á, estou em crer e nada me leva a pensar o contrário, de uma inexplicável coincidência. Nada mais do que isso. A menos que queiramos entrar no domínio da especulação e atribuamos estas alegadas deslocações de objectos a alguém com poderes no âmbito da telecinesia. Mas se calhar é melhor não. Ao que parece a ciência divide-se quanto a isso.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Só boas ideias...ou não!


Não sei se percebi bem mas, em boa verdade, isso também não interessa nada. Julgo ter ouvido por aí que, tendo em vista fomentar a natalidade, o PSD vai propor – e se os sociais democratas propõem é quase certa a aprovação – que os funcionários públicos possam trabalhar meio-tempo, recebendo sessenta por cento do vencimento, para assim terem mais disponibilidade para a procriação.


É, façam o favor de reconhecer, uma medida genial. Daquelas que mata dois coelhos de uma só cajadada. Por um lado reduz a despesa e, por outro, o pagode fica com mais tempo para tratar se reproduzir. A medida, especialmente boa no caso em que os dois sejam funcionários públicos, é igualmente prazenteira mesmo quanto apenas um membro do casal trabalha na função pública. Este, indo para casa mais cedo, sempre pode ir adiantando as coisas de modos que quando o outro chegar é só tratar daquilo que é realmente importante.


Para os cépticos, os que estão sempre do contra e aqueles que acham não ser isto que vai estimular o pessoal a fazer mais filhos, deixo o exemplo do concelho onde resido. Um dos mais envelhecidos do país, com a autarquia local a constituir a principal empregadora e uma daquelas em que os funcionários municipais têm de cumprir o horário de quarenta horas. Se isto não está tudo ligado...


 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Enganem-me que eu gosto...

Na comunicação social nacional e regional têm surgido nos últimos dias noticias que referem uma queda, mais significativa nuns casos do que noutros, do número de trabalhadores das autarquias. Isto em consequência das restrições às despesas com pessoal impostas pelo acordo com a troika.



Para uns a noticia é boa, para outros nem por isso. Depende, claro, do ponto de vista de quem analisa os dados. Por mim estou como dizia um saudoso professor. “Não é boa nem é má. É uma merda”. Na esmagadora maioria das autarquias a despesa corrente primária cresceu e o número de pessoas que, directa e indirectamente, são pagas pelos orçamentos municipais também. Basta ver o site onde são publicados os contratos públicos e o portal autárquico para, facilmente, se perceber a dimensão da marosca.



Neste aspecto, tal como noutros, o país andou a fingir que cumpria aquilo a que se comprometeu. Tratou-se, apenas, de maquilhar os números para troika ver. Coisa em que “semos” mesmo bons. E fê-lo tão bem, mas tão bem, que até se convenceu a si próprio. Vamos ver se da próxima – que não deve tardar mais que uma legislatura socialista - os conseguimos voltar a enganar.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Nem parece socialista...


Começa bem o novo Presidente da Câmara de Lisboa. A intenção, reiterada na cerimónia de tomada de posse, de fazer com que o município lisboeta passe a pagar a pronto pagamento aos fornecedores, revela que o senhor é adepto das boas contas e do rigor na gestão dos dinheiros públicos. Coisa rara nos autarcas e quase inédita entre os socialistas. Deve ser, num e noutro caso, a exceção que confirma as regras.


 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quatro anos de troika


Quatro anos já decorreram desde a chegada da troika. Da analise da sucessão de acontecimentos, de então até ao presente, apenas uma interpretação muito rebuscada permitirá concluir pelo sucesso da intervenção externa.


Como sempre acontece nestas ocasiões em que se assinala uma data qualquer, a comunicação social desata a fazer balanços. E a ouvir populares, também. Que, como é hábito, dizem coisas. Importantes, quase sempre, embora mais não sejam que a repetição do que ouviram antes na televisão. Uma das mais repetidas foi a convicção que os reformados foram os mais penalizados pela austeridade. Não estou, assim de repente, a perceber porquê. Só se for por, finalmente e após tantos anos de discriminação, o IRS que incide sobre as pensões, apesar de ainda inferior, já estar quase ao nível do que suporta quem trabalha. Coisa que, parece-me, é da mais elementar justiça social.


Outros, inquiridos sobre o que tinha mudado nas respectivas vidas, lamentavam-se pelas viagens que deixaram de fazer e pelas refeições fora que já não fazem. Preocupações capazes de levar qualquer um ao desespero, convenhamos. Tadinhos. Se foi por aí que foram atingidos mais valia estarem calados. Assim quase parece que estão a gozar, tal como muitos reformados queixosos, com aqueles que realmente são vitimas disto tudo. E esses, digam as estatísticas o que disserem, não são poucos.


 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

As queixinhas do costume


Queixam-se os senhores da industria hoteleira que estão em crise. Motivada, ao que asseguram, pela elevada taxa de IVA que incide sobre aquela actividade. Assim de repente, como já muitas vezes escrevi neste blogue, acho muito curiosa esta opinião. Primeiro, por o imposto ser pago pelos consumidores e não pelos empresários. Segundo, porque não acredito no argumento que caso a taxa de IVA aplicável fosse reduzida, os preços iriam baixar. Temos exemplos de sobra, neste e noutros negócios, que nada disso é verdade. Terceiro, veja-se o exemplo do preço do café. Varia, na maioria dos estabelecimentos situados fora das chamadas zonas turísticas, entre os cinquenta e os setenta e cinco cêntimos. Ora não acreditando que os primeiros estejam a perder dinheiro...É coisa, digo eu, para haver aqui uma certa especulaçãozinha. Nada de surpreendente para quem ainda se lembra do que foi o regabofe neste sector com a entrada em circulação do euro.


 

Isso da lista VIP, ou lá o que é, não se aplica no Facecoiso?!


Isto do pagode andar indignado com essa coisa da lista VIP do fisco e do alegado acesso descontrolado a toda a espécie de dados pessoais por parte da administração pública é, parece-me, uma cena um bocado parva. Própria, diga-se, de gente ainda mais parva.


Não há gajo ou gaja, velho ou novo, letrado ou burro que nem asno, que não coloque tudo e mais um par de botas no Facebook. Desde o que confeccionam para o almoço até ao que mastigam ao jantar. Sabe-se, a cada momento, o que estão a fazer e com quem. Partilham, com quem queira ver, fotografias dos cães, gatos, filhos, netos, passeatas e tudo o que mais lhes dá na real gana. Fazem questão que todos saibamos tudo acerca da vida deles, mesmo que isso não nos interesse absolutamente nada. Apenas aquilo que realmente nos importa – que é saber se nos andam a enganar em termos fiscais e com isso nos obrigam a pagar mais impostos – é que não querem que se saiba. Pois temos pena. Habituem-se. Isto é como dizia uma cigana em certa ocasião: “Eles com os computadores sabem tudo da nossa vida”.


 

domingo, 5 de abril de 2015

Estacionamento tuga

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Pouco – nada, a bem dizer – haverá para acrescentar ao muito que já escrevi nos posts da série “estacionamento tuga”. Há de tudo para todos os gostos. Este, como muito outros tugas, faz questão de ser do contra. Aposto que se o estacionamento fosse em espinha, de certeza que estacionava paralelamente ao passeio...


 

sábado, 4 de abril de 2015

Há que receber os extraterrestres de forma digna...


Há anos que faço a sugestão que urge construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Já nem sei há quantos mas, de certeza, que são muitos. Agora, finalmente, alguém propôs algo mais ou menos parecido. A construção de uma embaixada para receber extraterrestres em Portugal. Parece que a proposta já foi formalizada junto do governo e até haverá dinheiro para a sua edificação.


Apesar de todas as condições aparentemente favoráveis, tenho receio que ela não mereça grande crédito por parte dos nossos governantes. Teria sido muito mais avisado ter apresentado esta ideia a um qualquer autarca ansioso por investimentos no seu concelho. Quase todos ficariam entusiasmados com a ideia. E depois até podiam aplicar aquela coisa da taxa turística...


 

Já foste tarde!

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Tive este Clio cerca de cinco anos. Até ao Verão passado. Apesar dos mais de oitenta mil quilómetros que percorremos juntos não guardo saudades. Nos últimos meses de convivência a nossa relação foi atribulada. Começou com o motor de arranque a entregar a alma ao criador, no caso deste reboque, mesmo na véspera de uma passeata há muito programada e atingiu o ponto culminante, dois ou três meses depois, com o motor todo escaqueirado, no verdadeiro sentido do termo, quando parado num semáforo em plena capital. Coisas que, convenhamos, em nada contribuem para criar um sentimento de nostalgia quando entregamos a chave do carrito ao seu novo dono. Pelo contrário. Ao invés de outros que tive antes, foi com alivio que virei as costas a este.


Poucas semanas antes tinham-lhe roubado os quatro tampões. Os de origem. Mas, como há coincidências para lá de lixadas, quando procurava adquirir outros a um preço módico numa superfície comercial da especialidade, deparo com uma nota de vinte euros entre um monte de “embelezadores de rodas”. Que, diga-se, estavam em promoção. Quando me lembrei que um dos ditos tampões estava partido, quase fiquei agradecido ao ladrãozeco...





 


 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Morangos há muitos...palerma!

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Enquanto os morangueiros da crise, espalhados cá pelo quintal qual erva daninha, não iniciam o seu ciclo produtivo vamos consumindo esta espécie de morangos que, apesar da marca, aparentam bom aspecto. Ainda que me causem alguma desconfiança. Mesmo não sendo daqueles tão inchados como essa malta que anda aí pelos ginásios e a tomar produtos esquisitos que fazem aumentar umas coisas e diminuir outras. Uns palermas, também.


 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Isto anda tudo ligado...

 


O autarca-mor do município onde se deu a explosão, que segundo os relatos chegados à província se terá ouvido até na capital e deixou muita gente em polvorosa, ter como apelido “Pólvora” é uma coincidência fantástica. Pelo sim – muito mais do que pelo não – era capaz não ser de todo despropositado que a protecção civil divulgasse a lista de todos os autarcas e respectivos concelhos...Não é por nada, mas eu ficava mais descansado.


 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Coima ecológica

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Presumo que depositar o lixo exactamente no sitio onde um aviso ameaçador informa que o não deve fazer tenha constituído, julgar pelo conteúdo depositado, um acto de rebeldia juvenil tardia. Quiçá de protesto pelo valor da coima aplicável. Eventualmente, até, de provocação. Ou simplesmente a criatura quis foi livrar-se dos restos e ir à sua vida. Nunca o saberemos. Nem, a bem dizer, queremos saber.


 


 

terça-feira, 31 de março de 2015

É só fumaça...

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Por breves momentos cheguei a temer que o Estádio da Luz estivesse de novo a arder. Do lado contrário, desta vez. Mas não. Isso era quase uma impossibilidade. A lagartagem, enquanto claque organizada, não estava por perto.


O motivo para o elevado nível de fumo na atmosfera circundante era bem mais pacifico. Tratava-se, tão somente, de um adepto que ia fumando umas cenas enquanto a jogatana não se iniciava. Coisas que, fossem lá o que fossem, fumegavam mais que um comboio a vapor.


 


 

Burros borraram o Sátiro

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A figura pode até nem ser particularmente simpática. Isso, no entanto não justifica actos de vandalismo. Meninos rabinos a pintar coisas sempre houve e, de certeza, sempre haverá. Podiam era direccionar a veia artística noutras direcções. As paredes do quarto, por exemplo. Assim não tinham de partilhar connosco a notória falta de jeito que evidenciam para a pintura. É que isso de satirizar não é para todos e os autores desta borrada apenas conseguiram mostrar que são burros. Sem ofensa para os asnos.


 

segunda-feira, 30 de março de 2015

E uma estátua a homenagear a mãezinha, não?!

 


Regularmente a comunicação social vai-nos dando conta de obras que, na opinião dos autores das noticias ou das reportagens, são consideradas inúteis, desprovidas de sentido e que constituem exemplos flagrantes de desperdício de dinheiro. Quase sempre com razão. E, também, quase sempre naquilo a que os lisboetas têm a mania de chamar província.


Para encontrar obras parvas e maneiras idiotas de esturrar a pouca riqueza que por cá se vai produzindo não é preciso sair de Lisboa. Da civilização, portanto. É que parvos e esturradores há em todo o lado. Inclusive na capital. Onde, até, por força da maior concentração de pessoas, os pacóvios e esbanjadores terão de ser, forçosamente, em numero substancialmente mais elevado do que no resto do país.


Isto a propósito da edificação em Lisboa de uma estátua de homenagem ao corredor. Nada mais apropriado. Siga-se outra que homenageie quem caminha. Outra a quem ande de bicicleta. Mais outra aos que se deslocam de trotineta. Skate, até. O limite é a imaginação. Coisa que não escasseia a quem não tem problemas em gastar o que não lhe custa a ganhar.


 

sábado, 28 de março de 2015

Sacos de plástico continuam grátis!!! (E ainda bem)

 


Continuo a achar que o imposto sobre os sacos de plástico é uma parvoíce. Mas, reconheço, a minha é uma posição que não reúne muitos adeptos. Pelo contrário. A maioria parece concordar e - confesso o meu espanto – esta medida tem até defensores tão acérrimos quanto improváveis.


Hoje encontrei um deles. Uma, no caso. Foi no mercado semanal, onde os vendedores continuam a oferecer os sacos, que ocorreu a cena que descrevo:


 


Vendedor, dirigindo-se à Maria que acabava de adquirir produtos hortícolas em quantidade superior à expectável - Veja lá se quer um saquinho...


 


Maria – Pois... se calhar é melhor, já não tenho onde acondicionar a alface...


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Sacos?! Está a dar sacos?! Não pode. É proibido!


 


Enquanto Maria e Vendedor ignoram liminarmente a criatura, Eu a pensar baixinho – Cala-te senhora idosa, agora apelidada de sénior, filha de um marido encornado e de uma senhora que provavelmente prestava serviços remunerados de índole sexual.


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Fazem-se as leis e ninguém as cumpre. Por isso é que este país não avança...


 


Eu, novamente a pensar baixinho – Tem razão a senhora... e se ficou assim por causa do saco nem quero imaginar como vai ficar quando o homem não lhe passar factura.


 


Sim, porque DE CERTEZA pediu factura...





 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Merda de cão

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Isto é coisa que não falta no meu bairro. Nem nos outros. Da minha cidade e de todas as outras. É o resultado de existirem cada vez mais bichos a partilhar o mesmo espaço que os seres humanos em zonas urbanas. Acho amoroso ter um cão. Ou um gato. Mas não consigo entender que animais e pessoas partilhem uma habitação. Tive, enquanto vivi no campo, dezenas deles. Nenhum se atrevia a colocar uma pata dentro de casa. Ficavam no quintal ou andavam por onde muito bem lhes apetecia. Na cidade não acho jeito nenhum a isso.


Permitir isto em plena via pública é coisa que me revolta mesmo à séria. Que queiram ser pouco asseados dentro de casa é lá com eles. Na rua é com todos.


 

Populares...


Gosto de ouvir os populares a quem é dada oportunidade de dizer umas coisas para o microfone que lhes puseram à frente da boca. Por mais que haja quem deprecia a sua opinião, para mim, ela constitui uma fonte inesgotável de conhecimento. Ou, como alguém escreveu em tempos, “por mais comprida que seja a fita de um gravador nela não caberá a sabedoria popular”.


Isto a propósito do que proclamava ontem para uma reportagem televisiva, num mercado da Madeira, um peixeiro lá da ilha. Garantia o senhor que até à hora em que falava só tinha feito quinze euros, enquanto antes – antes do euro, provavelmente - já teria ganho setenta contos. Trezentos e cinquenta euros, portanto. Significa que, por essa época, o senhor ganharia o equivalente a sete mil euros por mês.


Solidarizo-me, naturalmente, com o popular. E com todos os que, tal como ele, sofreram tão dramática redução de rendimentos. Há, apenas, duas coisas que me inquietam. A primeira, tão intensa actividade económica não se ter traduzido em riqueza. A segunda. os impostos cobrados não corresponderem ao nível de ganhos que quase todos os comerciantes juram ter tido nesses, pelos vistos, saudosos tempos. Mas isto sou eu, que tenho a mania de dar importância às conversas dos populares...


 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pombos

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Cá a terrinha, como quase todas as outras sejam grandes ou pequenas, está cheia de pombos. O que não surpreende. Os gajos reproduzem-se como o caraças e, para ajudar à festa, há sempre uns javardões a tratar de os alimentar. Devem-lhes achar muita graça, eles. Ou, coitados, pensam que estão a fazer uma boa acção. Se a isso juntarmos a habitual e tão característica inércia das autoridades que deviam tratar disto e não tratam, temos a javardice perfeita.


 


 


 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Cada bala mata um...pelo menos!

 


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Vá lá saber-se porquê existe sempre gente disposta a viajar para países de onde a maior parte dos que lá vivem querem sair a qualquer custo. A Tunísia não será disso o melhor exemplo mas, ainda assim e até pelos acontecimentos mais recentes, talvez não seja o melhor destino turístico do momento. Quiçá por isso, as passeatas para aquele país do norte de África estão em promoção. Uma campanha que, por preços relativamente módicos, pretende aliciar os portugueses mais endinheirados e de espírito aventureiro – gente capaz de cumprir ambas as premissas é coisa que não falta – a passar uma semana em Djerba. Escusava era de se chamar Pim, pam, PUM...


 

Não tenho conta no BES...mas também voto.

O governo socialista obrigou os portugueses a pagar as ocorrências, chamemos-lhe assim, do BPN. Se, na época, ainda estivesse no poleiro o BES também teria sido salvo. Essa coisa da mão que lava a outra falaria mais alto e, por esta altura, estaríamos todos a suportar as tropelias daquele parceiro da Santíssima Trindade.


Ainda assim não é seguro que não o tenhamos de fazer. Para já o Partido Socialista afiança que, quando recuperar o poder, tratará de reembolsar os chamados titulares de papel comercial do GES. À conta dos nossos impostos, obviamente. Nada de surpreendente, pois esturrar o dinheiro dos contribuintes é o que os xuxas fazem melhor.


De realçar que os alegados vigarizados nunca pediram que fosse o Estado a ressarci-los. Exigiram – e muito bem – que quem abusou da sua ingenuidade, ganância ou desconhecimento, conforme os casos, se responsabilize pelo seu dinheiro. Não se percebe, por isso, a necessidade que o Presidente do PS sentiu de dar mais um tiro no pé. Há coisas que nem a proximidade das eleições justificam.

terça-feira, 24 de março de 2015

Ai aguenta, aguenta...

Os socráticos são pessoas de fé. Acreditam na inocência do seu ídolo e, até os que duvidam dela, desculpam-no. Outros afiançam que mesmo tendo escorrido uns milhões para os bolsos do engenheiro isso não será – a ter ocorrido - especialmente preocupante. Não terá sido, alegam, coisa que financeiramente os tenha afetado. Ao contrário do que tem feito o actual governo, concluem parvamente.


Esta admiração e este raciocínio, ainda que parvo, têm alguma lógica. Quem os desenvolve é, na sua maioria, reformado e gente que no reinado do prisioneiro quarenta e quatro não foi afectada pelas medidas de austeridade então tomadas. Poucos, de entre esses, se importaram que o abono de família tivesse sido roubado a quem ganhava a fantástica soma de oitocentos euros e o aumento dos impostos tivessem atacado os bolsos de quem trabalha.


Claro que quando os cortes lhes bateram à porta tudo mudou de figura. O outro que nada lhes tirou é que era bom e os que cortaram a todos é que são umas bestas. São desabafos desta natureza intercalados com relatos de cruzeiros, jantaradas e passeatas diversas pela estranja, que me levam a concluir que o gajo do “aguenta, aguenta” afinal tinha razão.