Quatro anos já decorreram desde a chegada da troika. Da analise da sucessão de acontecimentos, de então até ao presente, apenas uma interpretação muito rebuscada permitirá concluir pelo sucesso da intervenção externa.
Como sempre acontece nestas ocasiões em que se assinala uma data qualquer, a comunicação social desata a fazer balanços. E a ouvir populares, também. Que, como é hábito, dizem coisas. Importantes, quase sempre, embora mais não sejam que a repetição do que ouviram antes na televisão. Uma das mais repetidas foi a convicção que os reformados foram os mais penalizados pela austeridade. Não estou, assim de repente, a perceber porquê. Só se for por, finalmente e após tantos anos de discriminação, o IRS que incide sobre as pensões, apesar de ainda inferior, já estar quase ao nível do que suporta quem trabalha. Coisa que, parece-me, é da mais elementar justiça social.
Outros, inquiridos sobre o que tinha mudado nas respectivas vidas, lamentavam-se pelas viagens que deixaram de fazer e pelas refeições fora que já não fazem. Preocupações capazes de levar qualquer um ao desespero, convenhamos. Tadinhos. Se foi por aí que foram atingidos mais valia estarem calados. Assim quase parece que estão a gozar, tal como muitos reformados queixosos, com aqueles que realmente são vitimas disto tudo. E esses, digam as estatísticas o que disserem, não são poucos.
Só é pena que os cortes não sejam feitos por igual a toda a gente mas são necessários, que se há-de fazer. Agora, certos comentários de algumas pessoas eram mesmo dispensáveis.
ResponderEliminarHá comentários e comentários e sobretudo se forem feitos para a caixinha mágica, então varia como sei lá eu!
ResponderEliminarA meu ver os reformados foram bem penalizados com a crise. Diria muitos e muitos, quer pelos cortes, quer pelo retorno dos filhos e respectivas famílias à casa mãe devido ao que sabemos.
Foi preciso arrumar a casa, mas a verdadeira "arrumação não foi feita" e os grandes tubarões continuam livres e com vidas muito boas. Já para não falar da entrada em massa de "gente tãooooooooo inteligente" para altos cargos, por exemplo Segurança Social que por mera coincidência são todos do PSD e do CDS. A cunha, a velha cunha...voltou e o meu balanço de 4 anos...é que voltámos à estaca zero e para mim as estatísticas estão bem longe da dura realidade no ou do terreno.
Um resto de bom dia
Os ricos safam-se sempre. E quanto aos comentários...isto é um país de gente muito opinativa!
ResponderEliminarPenalizados todos fomos. Os reformados tinham era vantagens ao nível de IRS - a tabela de retenção era cerca de metade - que quem trabalha não tinha.
ResponderEliminarQuanto ao resto...tudo é relativo e dava pano para mangas. Os que não são reformados também têm os filhos a cargo e enfim, muitas outras coisas....
Se afectou os reformados ou não não sei agora o que sei é que nos restaurantes, cafés e pastelarias os reformados estão sempre em maioria...O mesmo para excursões, cruzeiros e outros divertimentos "baratos".
ResponderEliminarIsso é porque têm muito tempo livre...Mas ainda bem que o podem fazer, não precisam é de se estar sempre a queixar de quanto são "roubados". Trata-se de uma geração que tem direitos - e bem, diga-se - que as próximas gerações só terão em sonhos.
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