Na comunicação social nacional e regional têm surgido nos últimos dias noticias que referem uma queda, mais significativa nuns casos do que noutros, do número de trabalhadores das autarquias. Isto em consequência das restrições às despesas com pessoal impostas pelo acordo com a troika.
Para uns a noticia é boa, para outros nem por isso. Depende, claro, do ponto de vista de quem analisa os dados. Por mim estou como dizia um saudoso professor. “Não é boa nem é má. É uma merda”. Na esmagadora maioria das autarquias a despesa corrente primária cresceu e o número de pessoas que, directa e indirectamente, são pagas pelos orçamentos municipais também. Basta ver o site onde são publicados os contratos públicos e o portal autárquico para, facilmente, se perceber a dimensão da marosca.
Neste aspecto, tal como noutros, o país andou a fingir que cumpria aquilo a que se comprometeu. Tratou-se, apenas, de maquilhar os números para troika ver. Coisa em que “semos” mesmo bons. E fê-lo tão bem, mas tão bem, que até se convenceu a si próprio. Vamos ver se da próxima – que não deve tardar mais que uma legislatura socialista - os conseguimos voltar a enganar.
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