A
política internacional não é assunto que se inclua no top 100 das
minhas preocupações. Daí que, confesso, não esteja
particularmente bem informado acerca do conflito que envolve a
Ucrânia e a Rússia. Mas, presumo, deve ser coisa importante. Isto a
creditar no que se tem escrito em alguns blogues situados mais à
esquerda do panorama blogosférico nacional. Nesses espaços é
latente o entusiasmo com as
actividades, alegadamente heróicas
e anti-fascistas, das forças pró-russas e, simultaneamente, um ódio
visceral para com o lado ucraniano. Nazis da pior espécie, ao que
relatam.
Por
mais que me esforce não consigo descortinar motivos para qualquer
destes sentimentos. Nomeadamente no que se refere ao apreço
demonstrado perante o novo expansionismo russo. Acredito que queiram
ver ali uma espécie de renascimento dos ideais comunistas de outros
tempos. Esqueçam lá isso. A
União Soviética não volta. Por
mais difícil de aceitar que tal facto seja para
uns quantos saudosistas do império do mal. O
Putin pode estar ansioso por alargar as suas
fronteiras, mas gosta tanto de comunistas como eu
do Sócrates ou do Passos Coelho. Provavelmente
um pouco menos, até. E os
russos que habitam as ex-repúblicas soviéticas apenas querem uma
vida - daquela ao estilo
ocidental e capitalista - melhor do que a
que os países onde vivem têm para lhes oferecer. De comunismo ficou
a imensa maioria mais que farta.




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