sexta-feira, 26 de julho de 2013

Espanha vai nacionalizar o Sol...

Ao contrário do que julgávamos o Sol quando nasce, afinal, não é para todos. Literalmente. Em Espanha – para já, porque certamente não faltará quem pretenda seguir o mesmo modelo – o astro rei vai ser nacionalizado. O governo espanhol prepara-se para criar legislação que visa taxar a energia gerada e consumida no mesmo edifício. Ou seja, quem investiu nas energias alternativas pensando em poupar uns cobres vai, caso esta ideia brilhante se concretize, gastar ainda mais dinheiro do que se recorrer ao consumo através da rede eléctrica. Mais vinte sete por cento, ao que adiantam algumas estimativas. E se fizer a coisa à surrelfa sujeita-se a uma multa que pode ir até aos trinta milhões de euros. A ideia, assumida pelos governantes espanhóis, é proteger as empresas do sector eléctrico, coitadas, precavendo uma provável desestabilizarão do mercado da energia por utilização excessiva desta forma de geração. Que é como quem diz, evitar que os lucros das empresas do ramo diminuam.
Pouco me surpreende se por cá, mais dia menos dia, alguém num momento de rara sagacidade tiver ideia semelhante. Ou, quiçá, até pior. Um imposto sobre a electricidade gerada a partir da energia solar ainda é capaz de ser pouco. Há que ir mais longe. Porque não fazer o mesmo relativamente aos painéis para aquecimento de água, para compensar as empresas de gás?! Ou, melhor, sobre a utilização de estendais para secar a roupa? Os fabricantes de secadores iam ficar satisfeitos. E, num rasgo de ousadia, que tal taxar a malta que por nas praia, piscina, no quintal ou mesmo na rua, se farta de trabalhar para o bronze? Um imposto sobre o bronzeado é que era!
O rol de hipóteses parece infindável. Portanto, com um pouco de imaginação, teremos o problema das contas dos Estados resolvidos num ápice e os accionistas de um incontável numero de empresas todos contentinhos. E isto é apenas o começo. Certamente se seguirá o vento, a chuva e o ar que respiramos.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eleições?! Bom, também há quem acredite no pai natal...

Que o PS queira antecipar as eleições legislativas ainda percebo. Pretendem voltar as meter as mãos no pote e, mesmo com a Alemanha a mandar nisto, acalentam a esperança de conseguir enganar a Merkel e poder continuar a esturrar dinheiro à força toda. Coisa que, obviamente, não vai ser possível. O que já não percebo é a insistência de comunistas e bloquistas em quererem, também eles, ir às urnas mais cedo. Terão, pelo menos quero acreditar nisso, inteligência suficiente para perceberem que, na melhor das hipóteses, ganharão dois ou três deputados e que a sua capacidade de influenciar seja o que for se manterá exactamente igual à que têm agora. Ou seja, para eles e para os portugueses em geral, nada mudará com eleições antecipadas, adiadas ou mesmo sem elas. Podem mudar as varejas mas o resto continuará igual.
Fora dos partidos, entre os cidadãos normais, não falta também quem reclame por eleições. Ingenuamente acreditam que isso mudará o rumo do país ou que, pelo menos, atenuará o nível das malfeitorias que estes javardolas nos andam a fazer. Desengane-se quem assim pensa. Não temos, enquanto país, dinheiro nem autonomia para decidir seja o que for acerca do nosso futuro. Mas estamos em estado de negação e recusamos-nos a aceitar que isso seja verdade. Deve ser esse o motivo porque nos preparamos para colocar outra vez no poleiro aqueles que, ainda há pouco tempo, achávamos insuportáveis. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Autárquicas 2013


As eleições autárquicas constituem, a cada quatro anos, um momento ímpar. No campo da galhofa, nomeadamente. No caso de hoje – o Barreiro – menos mal que os autores do cartaz não exigem a mudança...

terça-feira, 23 de julho de 2013

Noticias do mais interessante que há...


Se me é difícil entender a histeria dos ingleses por causa do nascimento do filho de uns príncipes quaisquer, a importância que por cá os órgãos de comunicação social pretendem dar ao real rebento provoca-me náuseas. A principal vitima da irritação que estas parvoíces me causam tem sido, de tanto uso, o comando da televisão. Se a saga continua por muito mais tempo o desgraçado é capaz de vir a sofrer danos irreparáveis. É que não se pode. Tudo, desde a gravidez da gaja até ao peso do gaiato, serve de notícia. O pior é que, desconfio, a coisa tenderá a piorar. Pelo menos enquanto não se souber o nome do catraio, se dorme bem, se mama melhor e mais um infindável rol de informações que contribuem tanto para a nossa felicidade como a chuva que cai por esta altura, ou noutra qualquer, em Cabul.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Há que tomar providências...

A sentença que condena a ministra Cristas e o também ministro Álvaro, ao pagamento de uma multa diária na ordem dos quarenta e três euros até que as obras de umas estradas no Baixo Alentejo estejam concluídas, ou repostas as condições anteriores, é, no mínimo, sui generis. Por muitas razões que outros, melhor capacitados para o fazer do que eu, certamente se encarregarão de escalpelizar.
Por mim, podia divagar sobre a falta de dinheiro para concretizar qualquer uma das opções determinadas pela sentença. Ou estranhar que quem avançou para a realização das obras, mesmo sabendo que não havia dinheiro para as fazer, não tenha merecido igual condenação. Mas isso sou eu, que não percebo nada dessas coisas da justiça nem espero que alguém dessa área entenda alguma coisa de números.
Perante esta decisão judicial, o que me apetece – e se tivesse jeito para isso já a estava a fazer – é, também, meter uma providência cautelar. É que isto de repor as condições anteriores não se pode apenas aplicar a obras paradas. Deve, igualmente, aplicar-se às nossas vidas. Se a circulação nas vias em causa é agora um tormento causado pelas decisões do governo, a nossa vida não o é menos por causa de outras decisões do mesmo governo. Que os impostos regressem aos valores anteriormente cobrados. Que tudo o que nos foi tirado seja reposto. Não há dinheiro para isso?! Não interessa. Se não há, faz-se. Não se pode fazer? Quem disse? Mete-se uma providência cautelar para acabar com essa proibição parva. Então não querem lá ver...

domingo, 21 de julho de 2013

Pomba doida


Deve ter sido uma aterragem de emergência. Ou, antes, causada por um assunto que não podia esperar mais. Longe do ninho e na falta de melhor, o vaso deve ter surgido a esta pomba – de “corrida”, embora isso não se perceba na foto – como um último recurso. Má escolha. Ou talvez não, porque desconheço o desfecho da aventura.

sábado, 20 de julho de 2013

Não percebo!

Acabo de ouvir o secretário geral do partido socialista defender, num tom inflamado, que quando chegar ao governo criará legislação que permita à banca pagar directamente aos fornecedores do Estado. Resolverá assim, diz ele, os problemas de liquidez de muitas empresas enquanto para a divida pública a operação tem um efeito nulo porque, garantiu, trata-se “apenas” - aspas minhas – de substituir divida a fornecedores por divida à banca.
Apesar de, aparentemente, a ideia não ser das piores, suscita-me umas quantas questões. A primeira tem a ver com essa coisa dos juros, ou lá o que é, que os bancos costumam cobrar nestas ocasiões. O que me faz recordar, quase de imediato, certas criticas que à esquerda se fazem aquilo a que chamam negociatas entre o estado e a banca e que, por norma, servem de argumento para tudo e mais qualquer coisa. Por outro lado esta intenção envolve, à boa maneira de mau pagador, empurrar o problema para a frente. Ou seja, pagar a divida de hoje a longo prazo para continuar a gastar no imediato. Parece-me, se não estou enganado, que foi mais ou menos isso que nos fez ficar nesta tragédia.
Por último, esta proposta, a não ser que eu não perceba mesmo nada disto, revela uma incoerência sem limites do senhor Seguro. A menos que já tenha deixado cair a promessa feita aos autarcas de revogar a lei dos compromissos mal chegue ao poleiro. É que esta lei tem precisamente por finalidade acabar com os pagamentos em atraso por parte do Estado... 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O morango da crise


Os morangos são, por esta altura do ano, das raras plantas que sobrevivem no meu quintal. Poucos, ainda assim. É por isso que a colheita deste exemplar de proporções épicas constitui facto digno de ser relatado ao mundo. Nomeadamente aos leitores deste blogue, com quem faço questão de partilhar estas coisas. Estes pequenos acontecimentos, entenda-se. Porque quanto ao morango vou comê-lo eu. Se me despachar, claro.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Os figos da crise


A produção das figueiras lá da propriedade é, este ano, bastante razoável. A juntar a isso há igualmente a salientar a aparente diminuição das investidas das forças terrestres que, por norma nesta altura do ano, se encontravam particularmente activas na zona. Já no que respeita aos ataques aéreos está tudo na mesma. Os patifes dos pássaros gostam mesmo de figos!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Semáforo stressado


Qualquer equipamento é susceptível de avariar. Hoje calhou a este. Deu-lhe o amok e ficou assim. Com o laranja e o verde sempre ligados. Se isto fosse uma daquelas cidades com muito movimento seria imprescindível um policia sinaleiro. Ou, se por aqui houvesse gente com espírito empreendedor, um gajo a controlar a sinalização alternada no interior das “portas”. A troco de uma moedinha, claro.

domingo, 14 de julho de 2013

Boas contas

Dados recentemente divulgados revelam que, no espaço de apenas um ano, os municípios nacionais reduziram o total da divida autárquica em mais de mil milhões de euros. Ainda que neste número possam eventualmente estar contidos alguns esquemas contabilísticos destinados a mascarar as contas, a verdade é que este resultado, mesmo assim, é digno de registo e merecedor de uma palavra de apreço relativamente aos autarcas. Convém lembrar que no mesmo período as receitas municipais tiveram uma quebra bastante acentuada, o que valoriza ainda mais os resultados obtidos. De realçar, também, que esta diminuição do endividamento, apesar das circunstâncias, não prejudicou os serviços que são prestados às populações nem pôs em causa, que se saiba, o funcionamento de nenhuma autarquia.
Pode argumentar-se que o facto de muitos funcionários municipais não terem recebido os subsídios de férias e natal contribuiu para esta diminuição da divida. Verdade que sim. Mas isso não foi o factor decisivo. A melhoria das contas deve-se, no essencial, a dois factores: Por um lado uma gestão bastante mais rigorosa do que vinha acontecendo motivada pela pressão dos credores através da generalização do recurso a meios de cobrança muito mais persuasivos, chamemos-lhe assim. O segundo factor, não menos importante, foi a implementação da Lei dos compromissos e pagamentos em atraso. Terá sido, também, graças a esta lei, apenas ignorada por 26 dos 308 municípios, que responsabiliza criminal, civil e financeira dos eleitos e dirigentes municipais, que se conseguiu operar este pequeno milagre. Deve ser por isso que o Totó Inseguro já prometeu acabar com ela mal chegue ao poder...

sábado, 13 de julho de 2013

Que bonita está a minha rua!


Testemunhas oculares garantem que o mastim que adoptou este sitio como espaço de eleição para largar as suas monumentais cagadas – os vestígios do anterior alivio ainda são bem visíveis - tem como dono um militar da GNR na situação de reforma. Mas há também quem garanta que é propriedade de uma professora primária aposentada. Ou de ambos, sabe-se lá. Por mim, que não presenciei a ocorrência, não posso afiançar que assim seja. Desconfio é que isto tem tudo para correr mal. Os populares ouvidos no local parecem estar furiosos e, até, capazes de fazer...coisas.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Eles não sabem...nem sonham!

É costume olhar-se, especialmente em altura de eleições, para as promessas dos autarcas ou para a maneira como estes esturraram o dinheiro ao longo do(s) mandato(s). Esta perspectiva, ainda que também usada aqui no Kruzes, parece manifestamente redutora. Embora sejam eles que administram os recursos e tomam as decisões, afinal foi para isso que foram eleitos, também se afigura de todo o interesse analisar as críticas que vão sendo tecidas por aqueles que se vão candidatar e pelos que não se candidatam mas que gostavam de ser candidatos se houvesse alguém que se arriscasse a candidatá-los.
A esmagadora maioria dos reparos à actuação dos executivos em funções – vindas da parte de potenciais ou putativos candidatos – envolvem a falta de investimento. Por mais que se gaste, parece que não falta quem ache que ainda é pouco. Atente-se nalguns exemplos. O país vive numa permanente overdose de cultura, basta ver os sites dos municípios ou a publicidade a eventos de toda a espécie em que se tropeça permanentemente, mas, ainda assim, acham que é pouco. Constroem-se escolas por todo o lado, mesmo onde não existem crianças – é uma festa, como dizia a outra – mas, apesar disso, querem mais. Ainda que se tenham construído piscinas, pavilhões, parques de feiras e exposições, casas de cultura, multiusos, rotundas e estradas nos lugares mais inóspitos, para esta gente tudo isso continua a ser pouco. E o rol podia continuar...
Ao ler as declarações de muitos candidatos - ou candidatos a candidatos ou não candidatos desgostosos por não serem candidatos – fico com a sensação que se trata de pessoas que chegaram recentemente a Portugal vindas directamente de um local qualquer onde não chega informação sobre o país. Ou, então, são gastadores compulsivos a divagar acerca do que fariam se pusessem as mãos no pote. Seja num ou noutro caso eles parecem não saber – nem sonhar – que, tal dizia o gajo que estuda em Paris, o mundo mudou e que isso do gastar hoje e pagar quando calhar já não é coisa deste mundo. A menos que estejam ansiosos por ir fazer companhia ao Isaltino.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Patifarias

Que Portugal é um país de corruptos, vigaristas e trafulhas será apenas novidade para – e mesmo assim não tenho certezas absolutas quanto a isso – um ou outro habitante das profundezas da selva ou de qualquer outro lugar remoto onde não cheguem as noticias cá da pocilga. Neste âmbito temos, alegadamente, de tudo. Desde casos que movimentam milhões aos montes, como o BPN e outros parecidos, até aos que, por comparação, envolvem apenas uns trocos. Assim tipo baixas por doença, subsidio de desemprego ou rendimento mínimo. Diria que neste campo da trafulhice em geral, e da fraude em particular, somos uns verdadeiros especialistas. Nós e os que, vindos de outros países, assimilam num ápice os nossos vastos conhecimentos nestas matérias e aproveitam as fragilidades, sempre muito convenientes, dos nossos serviços públicos.
Um dos domínios em que nos especializamos desde há muitos anos foram os chamados casamentos brancos. Aqueles em que, a troco de dinheiro, alguém casa com um estrangeiro para que este tenha acesso a certos direitos apenas reservados a cidadãos nacionais. A marosca teve alguma notoriedade quando envolvia futebolistas. Hoje estará mais direccionada para desenrascar – outra coisa em que somos especialmente bons – a rapaziada oriunda do espaço extra-comunitário. Nomeadamente a mourama. Os tais que odeiam a sociedade ocidental mas que sabem tirar partido dos apoios sociais que esta distribui de forma generosa e indiscriminada.
Uma das fraudes que aparenta revelar um crescimento acentuado é o casamento de velhotes com mulheres substancialmente mais novas. De nacionalidade brasileira, muitas deles. A ideia será, para além de enquanto o gajo for vivo viverem à conta dele, beneficiarem da pensão de sobrevivência quando o idoso bater a bota. O que significa que o Estado poderá suportar os encargos referentes a um beneficiário - entre o tempo que esteve reformado mais o tempo de vida da beneficiária da pensão de sobrevivência – durante cinquenta, setenta ou mesmo mais anos. Isto se não estiver muito enganado na idade de certos “casais” que encontro nos supermercados da cidade a abastecer a despensa. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O fogaréu do costume


Domingo, pelas onze da manhã, esta fumarada erguia-se sobre a cidade. Vinha, claro está, do sitio do costume. Sinal de que o almoço no resort deve ter metido grelhados. 
Não, não se trata do novo tema de estimação do Kruzes. A sucessão de posts envolvendo incêndios ou coisas potencialmente incendiáveis é apenas mera coincidência. Nada mais do que isso. 

domingo, 7 de julho de 2013

"Eles" são sempre os mesmos. Mas alguns não sabem.

A propósito do post de ontem – ainda que vagamente, porque a relação não é grande – lembrei-me de uma entrevista a um popular transmitida durante uma reportagem televisiva acerca de um incêndio qualquer que estava a ocorrer na altura. Saliente-se, a talhe de foice, que nesta altura do ano os populares fartam-se de opinar. Ele é sobre os fogos, o calor ou o bem que se está na praia.
Mas, voltando à vaca fria, dizia o popular da tal entrevista que tinha ardido uma enorme extensão de terreno. Lamentava o acontecido mas, acrescentou, um pinhal ali da zona até devia era ter ido todo à vida. Ter ficado todo queimado, portanto. Pensei de imediato que o espaço em causa fosse de algum inimigo do nosso popular. Ou, pior, que a casa da sogra ficasse lá no meio. Mas não. De imediato o homem esclareceu que o dono era o Estado e que devia ter ardido tudo para “eles” aprenderem.
Aguardo com alguma expectativa a próxima entrevista a Paulo Portas. Nomeadamente o que terá para dizer acerca dos 1,2 mil milhões euros, só em aumento de juros da divida, que custou a sua mais recente birra. Não dirá, com toda a certeza o óbvio, que “eles” pagam isso. Mas lá que mostra o mesmo desprezo por “eles” que o tal popular, lá isso mostra. 

sábado, 6 de julho de 2013

Corta, corta!


Fui um destes dias alertado pela GNR – de forma simpática, sublinhe-se - para a necessidade de proceder ao corte dos pastos lá na propriedade, de forma a precaver a ocorrência de incêndios. E muitíssimo bem. Porque, apesar de se tratar de um descampado no meio de nenhures, nada como prevenir as chatices antes que aconteçam.
Pena é que a jurisdição daquela força militar não se estenda a todo o território e fique, ao que parece, do lado de fora dos perímetros urbanos. Sim, porque estou em crer que se assim fosse o proprietário deste olival, mesmo colado a um bairro residencial – o meu, só por acaso - teria recebido idêntico aviso. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quem foi o morador de Estremoz que perdeu estes objectos?



Este monumental monte de merda de cão podia ser apreciado hoje manhã na minha rua. O que causou, vá lá saber-se porquê, um elevado nível de aborrecimento ao morador na casa junto à qual um dos mastins residentes nas cercanias evacuou este vistoso conjunto de cagalhões. Ficou, digamos, assim a atirar para o indignado. Com tudo e com todos, dada a frequência com que a cena – as cagadas, portanto – se repete. Num estado de evidente irritabilidade prometeu, não sei é se terá coragem para isso, aparecer numa reunião de câmara para protestar contra esta praga que assola o bairro. Não sei se será grande ideia. Mas, enfim, cada um lá sabe quanto do seu tempo está disposto a desperdiçar. Espero é que não leve as provas...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sapos e aviões. Não necessariamente por esta ordem.

Vá lá entender-se esta gente. Antes refilavam porque passavam sobre as nossas cabeças aviões americanos carregados de terroristas, transportados à surrelfa depois de capturados ilegalmente. Era, pelo menos, o que afiançavam uns quantos auto proclamados defensores dos direitos humanos. Agora estão aborrecidos porque alguém, do governo ou outra autoridade qualquer, não permitiu que o nosso espaço aéreo fosse cruzado por um aeroplano suspeito de transportar um passageiro clandestino. Bolas, que esta gente é chata!
Por falar em chatos. Continuam alguns a pedir eleições antecipadas. Que o Tótó Inseguro o faça até compreendo. O lugar dá-lhe jeito, não se ganha mal e ainda pode arranjar colocação para os amigos, companheiros, camaradas e outros palhaços. Mas que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda também o façam é que já me parece uma coisa assim a atirar para o parvo. Para que querem eles a porra das eleições?! Só se for para voltarem a colocar no poder os mesmos que derrubaram há dois anos atrás. Devem estar arrependidos, eles. Tenho esperança de ainda os ver a tapar a cara do Sócrates no boletim de voto e a pôr a cruz no quadradinho em frente. Depois de engolido o sapo da ordem, claro.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Revolução?! É pá não chateiem...

Estranhamente nas últimas semanas – meses, talvez – tem-se falado muito e escrito ainda mais, acerca de uma tal revolução que o povo desejará. Basta estar atento a algumas palavras de ordem berradas por manifestantes mal apessoados, ouvir opiniões proferidas na televisão ou na rádio e ler os muitos artigos de opinião escritos em blogues considerados de referência. E já nem digo essa parede de casa de banho pública dos tempos modernos que dá pelo nome de facebook. Aí, então, é bacorada atrás de bacorada.
Não sei ao certo – nem ao incerto, como me apraz dizer – é que revolução têm em mente. Nem a que povo, o que estará mortinho por tal desiderato revolucionário, se referem eles. Nah...O povo não quer revolução nenhuma. Quer é dinheiro pró carro novo, para férias na estranja, para umas petiscaradas ou, pelo menos, para a bucha. Ah, e isso, de trabalho ou lá o que é. Revolução?! São tretas de intelectuais merdosos que, como dizia o camarada Jerónimo e muito bem embora noutro contexto, sabem lá o que é a vida!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Festejam o quê?!

Admito que seja eu que esteja a ver mal a coisa. Ou então algo me está a escapar. A verdade é que não consigo ver nada de positivo na queda do governo. Não que tenha aquela malta em especial conta. Aliás, quem tem a pachorra de me ler fará a justiça de reconhecer que aprecio tanto a politica dos que ainda lá estão como a dos que por lá passaram antes. Acontece é que não vejo alternativas credíveis.
Tenho manifestas dificuldades em perceber os comportamentos eufóricos que muitos exibem por aí. Mas que é que esta gente espera? Eleições, para começar. Por mim, que até gosto de votar, não me parece mal. Mas, e a seguir? Provavelmente ganha o PS. Os mesmos, não sei se se recordam, que rebentaram com esta merda toda e que levaram o país à bancarrota. Mas, e a seguir? Esturrar o dinheiro que continuamos a não ter, certamente. Ou não. Porque os credores chateiam-se e não põem cá mais pilim. Mas, sejamos e optimistas e consideremos que nos autorizam a voltar à nossa antiga vidinha, e a seguir? Nomeadamente quando chegar a altura de pagar o que devemos agora mais aquilo que o PS – partindo do principio que cumpre o que anda a prometer – vai gastar? Voltam as manifestações, as greves e uma troika qualquer. Ou acham que não?!
São estas e outras inquietações que não me deixam tranquilo. Isto porque, mas se calhar sou eu que sou um gajo de pouca fé, não acredito que o Partido Comunista ganhe as eleições. Se assim fosse o sol brilharia para todos nós e teríamos amanhãs para cantar. E, já agora, emprego para todos. Nem que fosse a fazer Trabants. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Parem lá com isso de querer derrubar o sinal, pá!


Este sinal de transito é um chato. Um impertinente, vá. Sempre ali, ao virar da curva, a aborrecer quem tem pressa. A impor – bom, isso de impor é uma força de expressão – a paragem a quem com ele dá de trombas. Está mesmo a pedi-las, em suma. É por isso muito bem feito que de vez em quando o queiram deitar abaixo. Desconfio que um destes dias ainda vai fazer companhia à parabólica que está do outro lado do muro...

Eles "andem" aí...


Ficou por estes dias a saber-se que os americanos andam a espiar o que fazemos cá pela Europa. Ele é ler-nos o e-mail, escutarem o que dizemos ao telefone, bisbilhotarem o que fazemos na Internet e sabe-se lá que mais. Diz até que esconderam uns microfones para ouvirem o que dizem os lideres europeus. Coitados. Deve ser um aborrecimento para os gajos que têm de escutar as conversas dessa malta...
De inicio ainda pensei que fosse invenção de um tal Edward Snowden. Uma coisa assim tipo vingança por ter sido um trabalhador precário. Uma forma de protesto contra as leis cada vez mais selvagens que vigoram no mundo laboral, digamos. Mas não. É mesmo verdade. Eles andam por aí a meter o nariz nas nossas vidas. E não se pense que é só nos lugares importantes lá da Europa. Nada disso. Estão por todo o lado. Se não, o que faz esta antena parabólica, camuflada entre as ervas secas, mesmo junto às muralhas cá do burgo? Ah, pois é...

domingo, 30 de junho de 2013

Dividas das autarquias do distrito de Évora

Nos sites dos municípios a divulgação de eventos culturais, festas, espectáculos de toda a ordem ou as actividades em prol da população em que o respectivo presidente está envolvido, são tudo matérias merecedoras de especial destaque. Já a informação relativa à maneira como é aplicado o dinheiro dos munícipes e contribuintes em geral, é outra conversa. Apesar de ser de publicação obrigatória, a informação disponível é, quase sempre, difícil de descobrir, em muitos casos desactualizada e, não raras vezes, nem sequer é disponibilizada.
Apesar das dificuldades descritas pode constatar-se que os catorze municípios do distrito de Évora tinham em 31 de Dezembro de 2011, no seu conjunto, uma divida total – banca e fornecedores – de 193,9 milhões de euros. Pode, até, nem parecer muito. A menos que comecemos a pensar em dividir este valor pelos 167.434 habitantes...
Os dados referentes a 2012 não são, por enquanto, conhecidos na sua totalidade. Cinco municípios, apesar de terem as contas apreciadas desde Abril, não tiveram até hoje tempo para as publicitar no respectivo sitio da Internet. Ou então esconderam-nas tão bem que não as consigo localizar. Os valores em divida, ao que tudo indica, ainda que se mantenham demasiado elevados, irão ficar abaixo dos apurados em 2011. O que, no seu conjunto, é de louvar.
Dos municípios que já divulgaram os resultados o destaque, pela positiva, para Estremoz, com uma redução da divida em 22,4% e, pela negativa, para o Alandroal que viu, no espaço de um ano, o valor da divida subir de 19,6 para 20,2 milhões de euros.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Não suporto piquetes de greve. Seja lá isso o que for.

Nunca percebi muito bem a legitimidade – e sublinho legitimidade - de um piquete de greve. Que é o que chamam a um grupo de gajos - por vezes também há gajas – estrategicamente colocados à entrada de uma fábrica, estaleiro ou seja lá o que for. Nem, sequer, entendo a permissividade e a tolerância com que são tratados por quem tem como obrigação manter a ordem e assegurar a liberdade de circulação daqueles que, mesmo em dia de greve, pretendem trabalhar.
Tem esta malta – a dos tais piquetes – a intenção de intimidar aqueles que escolheram outra opção. Coisa que a mim, mas se calhar é algum problema meu, parece muito pouco coincidente com o conceito de democracia e nada respeitadora dos princípios da livre escolha em que assenta a sociedade em que todos – ou, pelo menos, a esmagadora maioria – pretende viver. Verdade que o pessoal dos piquetes é, também ele, livre de escolher as suas opções. Mas, que é que querem, faz-me espécie que não optem por aproveitar o dia de greve para ficar na cama até mais tarde em lugar de ir aborrecer quem apenas quer trabalhar.
A patética tentativa de evitar a saída de autocarros da carris, que pode ser apreciado num vídeo amplamente divulgado na net, é por demais evidente que era na caminha que deviam estar os elementos do piquete de greve. Uns quantos deitaram-se no chão, provavelmente cheios de sono, e necessitaram mesmo da ajuda dos agentes da autoridade para se levantar. Outros perguntavam insistentemente, enquanto a policia os afastava para abrir caminho à passagem dos autocarros, porque é que os estavam a empurrar. Era, digo eu, para não serem atropelados. Ou então porque não saíram quando os agentes amavelmente lhes solicitaram que evacuassem a área. 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O pantomineiro, afinal, devo ser eu.

Parece-me ter ouvido dizer que existem funcionários públicos em excesso. Seria, ao que me pareceu ouvir, na área administrativa que o número de empregados do Estado estaria especialmente inflacionado face às necessidades da administração e à capacidade desta em suportar os custos salariais com tão elevada quantidade de gente. Ao que suponho ter ouvido, o governo estará a preparar-se para colocar no olho da rua – requalificação, mobilidade, ou lá o que é que agora chamam ao acto de despedir – umas quantas dezenas de milhares de funcionários. De que, como faz questão de salientar, não precisa para assegurar o regular funcionamento dos serviços.
Mas tudo isto, presumo, devo ter sido eu a sonhar. Ou então por, a maior parte dos dias, apenas ouvir as noticias de manhã. Quando estou naquela fase em não tenho a certeza se ainda estou a dormir ou já estou acordado. Isto porque, depois, ao longo do dia, a realidade encarrega-se de provar o contrário. Neste caso mostra-me claramente que ando a ouvir mal, a deturpar as noticias e, quiçá, a pregar pantominices a quem me quer ouvir ou ler. O governo não pretende, afinal, despedir ninguém. Como, igualmente, não existem funcionários a mais. Bem pelo contrário, precisamos é de mais pessoal. Veja-se o caso de um organismo público que, na ausência de recursos próprios, tem recorrer a uma empresa de trabalho temporário para dar conta do recado. Ou do serviço.
Situações desta natureza ocorrem com inusitada frequência nos mais insuspeitos organismos da administração pública. Contratam-se empresas de trabalho temporário a preços exorbitantes que, por sua vez, pagam uma miséria aos trabalhadores que recrutam. Podia perguntar-me o que é feito da diferença entre o muito que o Estado paga a mais do que pagava antes e o que o novo trabalhador recebe a menos do que aquele que lá estava. Poder, podia. Mas era uma pergunta desnecessária.

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Cão do presidente da Câmara vai ao cabeleireiro no carro oficial"


Estou que nem posso. Faltam-me as palavras para formular considerações jocosas, ou mesmo de outra natureza, acerca de uma revelação como esta. Isto, claro, partindo do principio que a noticia é verdadeira. É que até a mim me custa a acreditar!

domingo, 23 de junho de 2013

A culpa não é de quem não paga. É de quem não compra...Ou a teoria socialista para o crescimento.

O secretário geral do partido socialista garantiu aos autarcas socialistas que, logo que chegue ao poder, tratará de revogar a lei dos compromissos. Presumo que a audiência tenha exultado. Para os portugueses essa é, ainda que a maioria nem saiba do que se trata, uma péssima noticia.
A lei em causa pretende, no essencial, limitar os gastos das administrações públicas obrigando-as a só comprar quando têm dinheiro para pagar nos noventa dias seguintes. A ideia é que os pagamentos em atraso não cresçam e que o Estado passe a cumprir os seus compromissos dentro de um prazo aceitável. E, em determinadas circunstâncias, mesmo os três meses previstos ainda parecem constituir um espaço de tempo demasiado dilatado.
Ora nada disto interessa a quem sempre se habitou a governar gastando o que tem e o que não tem, a comprar hoje e a pagar quando calhar e, em suma, a esturrar dinheiro como se não houvesse amanhã. O que, qualquer parvo sabe, terá sempre como consequência num futuro mais ou menos próximo a destruição de emprego e da economia.
Também foi assim que nos habituamos a ser governados. Daí que nos preparemos para trazer de volta ao governo a bandalheira socialista. É disso que gostamos e é apenas assim que sabemos viver. Um dia, quando tivermos mesmo a sério de pagar a conta, alguém o fará em nosso lugar. Achamos nós. 

sábado, 22 de junho de 2013

Bicha


Esta jibóia – anaconda, quase – terá sido atropelada mortalmente quando tentava atravessar a estrada. Ou então morreu de outra maneira qualquer. O que não me tranquiliza é saber que estas bichas se passeiam pelas redondezas.   

Nem com passadeira lá vamos!

A deposição em aterro do lixo que produzimos custa anualmente aos cofres dos municípios muitos milhões de euros. Esta factura podia ser significativamente reduzida se, em lugar de jogar tudo para o contentor, fosse feita por cada um de nós uma adequada separação dos resíduos domésticos. Ou seja, sempre que um material reciclável não é depositado num ecoponto estamos todos a pagar por isso. Daí a importância de estender a passadeira à reciclagem. Que é como quem diz à poupança.
Mas estas coisas interessam muito pouco a eleitos e eleitores. A uns não dão votos e a outros – pensam eles – não custa dinheiro. Importante mesmo é lamentar que não nos deixem continuar a fazer a vidinha de sempre. Que, achamos nós, alguém há-de continuar a pagar.