segunda-feira, 6 de julho de 2026

Jornalismo de 4 patas ( e não estou a falar de cães)

 


O que pode fazer quando o seu filho tem quatro patas?” é a inquietante pergunta da SIC Notícias. Depende, é a resposta que me ocorre. Quando isso acontece, há que reconhecer, o problema é de extrema gravidade. Ir ao médico talvez seja a melhor opção.

Partindo do princípio que o rebento não padece de nenhuma malformação congénita, o problema centrar-se-á no progenitor ou progenitora que o pariu. Assim sendo, deverá procurar um especialista em oftalmologia. A visão dupla, na maior parte das circunstâncias, é reversível. Se não resultar e continuar a ver um quadrúpede, pedir ao médico assistente um ajuste na medicação pode solucionar o problema. Se a maleita persistir, o melhor mesmo será consultar um psiquiatra. Ou, se calhar, talvez seja melhor começar logo por esta última opção.

Numa outra publicação na mesma rede social, o mesmo canal de televisão gabava-se de, no mês findo, ter sido o mais visto dos canais de notícias. Não admira. O mundo está um lugar estranho, Portugal não foge a esta tendência e, com jornalismo deste, a coisa só piora.

A suprema ironia disto é que neste canal – e nos outros também – levam o tempo a condenar as “fake news”, a desinformação e o perigo das redes sociais. Das duas, três: estão a dar o exemplo dos perigos que assinalam nas suas emissões, assim tipo “estão a ver o que queremos dizer quando alertamos para a perigosidade da Internet?” ou são indigentes ao nível do intelecto. Malucos, portanto.

10 comentários:

  1. O poço não tem fundo. Quando se pensa que lá chegamos, afinal ainda há margem para descer.

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    1. Já o outro garantia não haver limites para a estupidez humana.

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  2. Tratar bem os animais sempre fiz ,agora fico indignada quando tratam como se fossem humanos e dormirem com eles. Também fico fula com os nomes que lhes dão!
    Subscrevo tudo o que dizes!
    Beijos e um bom dia!

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    1. A sociedade ocidental está doente e vai falecer muito mais cedo do que tarde. O seu falecimento não será uma coisa bonita de se ver, mas o que presenciamos agora também não é...

      Cumprimentos

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  3. E qual terá sido a resposta que a SIC deu à pergunta que ela própria formula?
    Só por curiosidade, claro.
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. Não sei, mas hei-de procurar. Até tenho medo do que vou encontrar...

      Cumprimentos, caro António.

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    2. Desisti de encontrar a resposta. Aquilo é um podcast do Paulo Baldaia, um dos jornalistas mais repugnantes, tendenciosos e detestaveis jornalistas que, não se sabe ao certo porquê, tem mais palco na tv. Ou melhor, sabe. É por ser xuxa.

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    3. Paulo Baldaia? O cretino do jornalixo!

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  4. Gosto de animais de 4 patas, sejam felinos ou caninos.
    Só que nesta minha maneira de gostar não incluo «mariquices». Os animais, contrariamente às pessoas, têm um sentido apurado que lhes permite saber quem é amigo ou apenas gosta de aparentar.
    Já tive cães e agora tenho só um gato. Por sinal muito piegas e lamechas, só está bem a roçar-se pelas minas pernas. Detesto isso e ele - o espertalhão - sabe que eu sei o que ele quer. Boa comidinha, claro!
    Este vai morrer por aqui de velhice. Foi castrado e sei que fugir atrás das gatas, como fez o Malhado, não vai fazer.
    Tive tanta pena de ver que os meses passavam e ele não aparecia...
    Vagueava pelo quintal, mas se me visse sair ia atrás de mim.
    Um dia entrei numa loja sem que ele se apercebesse e seguiu em frente.
    Quando saí perguntei a uns idosos que estavam na conversa sentados num banco, se não tinham visto passar um gato com manchas amarelas e brancas - Que sim, tinham visto, sim senhora! - Sem dar mais um passo, gritei a plenos pulmões: "Malhado, ó Malhado"! Em milésimos de segundo ele apareceu, esbaforido, deixando os velhotes de queixo caído.
    Todos os meus amigos de 4 patas me conheciam só pela voz.
    No entanto, nunca andei com nenhum deles ao colo. A veterinária disse-me que era puro instinto isso deles saberem que jamais lhes faria mal.
    Em suma: confiavam em mim! Não posso evitar sentir os olhos marejados.
    Há lá algo mais bonito do que saber que os animais em nós confiam?
    Só os humanos desconfiam de tudo. Falta-lhes instinto...

    Cumprimentos!

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    1. Também gosto de cães e gatos e só deixei de ter depois de vir morar para a cidade. Aqui, apesar do quintal, não dá.

      Cumprimentos

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