Os lamentos por causa da exiguidade do salário mínimo nacional têm o condão de me aborrecer. “Vamoláver”, então o SMN anda a aumentar bastante mais do que a remuneração mediana há não sei quantos anos e, ainda assim, continua a ser indigno?! A partir de que valor é que passará, nas sábias palavras da CGTP, a ser digno? O SMN numa economia como a portuguesa, por mais que o governo o aumente, continuará sempre a valer o mesmo. A sua acentuada subida dos últimos anos apenas serviu para desvalorizar o salário médio e, em lugar do efeito pretendido de melhorar a vida de quem ganha o SMN, para aumentar o número de pobres. Ou vulneráveis, como agora se diz no linguajar politicamente correcto da moda. Nunca como agora tanta gente recebeu apoios sociais para tudo, de toda a espécie e oriundos das mais diversas fontes. Se necessitar da caridade do Estado não é ser pobre, então há que rever o conceito de pobreza.
sexta-feira, 30 de junho de 2023
quinta-feira, 29 de junho de 2023
Ó Sol és a minha crença...

Espanha, que tal como nós sofre as agruras da canícula, proibiu o trabalho ao ar livre nos dias de calor extremo. Uma parvoíce que, espero, não seja replicada por cá. Se for terão muita gente a protestar contra a decisão. A começar pelos ambientalistas, que protestarão por a medida não se aplicar ao trabalho dentro de portas. Nesses dias, argumentarão, o uso intensivo de aparelhos de ar condicionado prejudicará ainda mais o ambiente. Depois os trabalhadores. Provavelmente não lhes agradará a ideia de ficar sem ordenado nem, ainda mais provável, sem os biscates que o chamado horário de Verão lhes permite fazer no pós-laboral. Finalmente todos nós. Parar o país durante dois ou três meses por ano terá um custo significativo que alguém terá de pagar. E nem é preciso ser dado a cenas de bruxaria para saber a quem vai ser apresentada a conta.
Como declaração de interesses… sei o que é trabalhar nessas condições. Passei três Verões a trabalhar alcatroamento de estradas, das oito da manhã às seis da tarde, no Alentejo e grande parte desse tempo no meio de nenhures, onde não haviam arvores ou qualquer outra coisa que fizesse sombra. E, apesar do calor que – pasme-se – já se fazia sentir à época, não derreti. Isto no tempo em que os jovens se queriam ter dinheiro para gastar no que lhes desse na realíssima gana não pediam aos papás. Até porque não adiantava, eles também não tinham.
Este é apenas mais um sinal da chegada ao poder das florezinhas de estufa. Gente que, como diria a minha avó, não sabe o que “custa amar a Deus”. Logo com pouca predisposição para o trabalho e a quem tudo serve de pretexto para não bulir uma palha. De Verão é o calor, de Inverno será o frio, depois o vento ou a geada. Já ir à praia nos dias em que a actividade laboral ao ar livre é proibida não constitui qualquer problema. O Sol, aí, não faz mal nenhum. Mas lixam-se, que nesses dias não há bolinhas… ah, pois é.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Se os manifestantes trabalhassem, o Costa gorvernasse e a Largarde deixasse a inflação em paz...
Mais um dia de greves e manifestações da CGTP. É, entre outras coisas, o habitual desde o fim da geringonça. As reivindicações também são as do costume. Aumentos de ordenado e cenas assim. Tudo menos a redução de impostos. Essa parte não os aflige. Por mim, enquanto não incluírem a luta contra o assalto fiscal ao bolso de quem trabalha, não os consigo levar a sério. Têm apenas o meu desprezo.
A Lagarde, por sua vez, continua a achar o contrário. Para ela essa coisa de aumentar ordenados e dar apoios sociais apenas serve para aumentar a inflação. A continuar assim a coitada da senhora não tem outro remédio senão continuar a subir os juros. O que levará, quase de certeza, o PCP a mandar os seus prosélitos para as manifestações e fará com que o Costa continue a distribuir dinheiro generosamente.
Enquanto isso os portugueses continuarão a fazer a vidinha do costume, incapazes de adaptar o consumo à actual realidade. Ou seja a esturrar o que têm, mais o que não têm, naquilo em que sempre esturraram. A restauração mantêm-se em alta, os espaços de diversão continuam cheios, as férias na estranja não são para prescindir e os carrinhos de supermercado continuam atafulhados dos mesmos produtos de sempre. Ainda bem que assim é. Não precisam é de ser piegas, como dizia o outro.
terça-feira, 27 de junho de 2023
"Volta para a tua terra é ofensivo"? Depende...
Uns quantos nómadas digitais queixaram-se das condições de vida no país, nomeadamente em Lisboa. Tudo demasiado caro, come-se mal e a população não nutre por eles especial simpatia são, entre outras, as principais queixas. A reacção não se fez esperar e foi a óbvia. Vão para a vossa terra, responderam nas redes sociais inúmeros portugueses. A óbvia, digo eu, porque para mim quem não está bem muda-se. No entanto a ausência de reacção das mais variadas “associações”, “observatórios”, “comissões” e intelectualidade variada, que habitualmente se abespinham sempre que essa coisa de regressar à terra de origem é sugerida a alguém, deixa-me perplexo. Será que estamos perante uma forma de intolerância valorizável? Quiçá uma xenofobia do bem, até. Ou a recomendação de voltar para a respectiva terra apenas é considerada ofensa – um crime, quase – em função da cor da pele ou da distância a que fica o país de origem? Se calhar, sim. O que é intolerável, convenhamos.
domingo, 25 de junho de 2023
Abaixo o pequeno capital!

Mas querem, ao certo – mesmo ao incerto também serve – referendar o quê? Que qualquer cidadão, num momento de aborrecimento ou apenas porque sim, faça um cartaz e vá para a rua reivindicar o que lhe dê na realíssima gana não tem mal nenhum. Antes pelo contrário. È o exercício de um direito legitimo, por maior que seja a excentricidade da reivindicação. Eu é que sou curioso e gosto de saber o que propõem os meus concidadãos no sentido de melhorar a vida de todos. Manias.
No caso trata-se do cartaz de um movimento, supostamente apartidário, que pretende a realização de um referendo local em Lisboa. As perguntas a referendar ainda ninguém sabe quais serão - diz que estão em período de recolha de propostas – mas na página do movimento o alvo escolhido, identificado como principal responsável pela falta de habitação, é o alojamento local. Já quanto aos hotéis de grandes cadeias internacionais, que também ocupam prédios e isso, nem uma palavra. Cá para mim são fachos, ou direitolas. O que, hoje em dia, é a mesma coisa. Gente que prefere atacar quem ganha a vida e se esfola a trabalhar nesse sector e prefere deixar em paz o grande capital, só pode ser da direita mais reaccionária. E bafienta, já se me escapava. Não tarda, ainda estão a culpar os quase oitocentos mil imigrantes, que por cá aportaram, pela falta de casas acessíveis à bolsa dos portugueses. Ou, vá, a pretender referendar se devemos aceitar ou não a vinda de outros tantos que, ao que tudo indica, também irão precisar de casa para morar. Não me admirava, que dessa direita xenófoba espera-se tudo.
sexta-feira, 23 de junho de 2023
As beldroegas da crise


Lá pela agricultura da crise já é tempo de aparecerem as beldroegas. Há quem não goste e considere que são uma praga. Nada mais errado, embora nasçam espontaneamente. Fazem uma sopa fantástica e constituem um prato típico aqui do Alentejo, o que significa que é bom. E falo apenas no âmbito da comezaina porque, diz, a beldroega terá inúmeras propriedades que favorecem a saúde, nomeadamente da pele, ossos, olhos e sistemas imunológico e cardiovascular. Mas destas últimas cenas não sei nada. Talvez sim, talvez não. Confirmo é são mesmo boas e quem não as come não sabe o que perde. Estas têm a vantagem acrescida de serem completamente grátis. Para mim. Numa loja on-line estão a ser vendidas a sete euros o quilo e um prato delas, num dos restaurantes finórios cá da terra, deve ser igualmente carote. É a vida, a inflação, a ganância ou tudo junto.
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Foge, se puderes...
Segundo os especialistas da especialidade, a economia paralela rondará os trinta e cinco por cento do produto Interno Bruto. Por um lado parece-me uma boa noticia. Significa que o governo não consegue pôr a mão numa parte da riqueza produzida no país. O dinheiro, por mais que uns quantos pensem o contrário, não é do Estado. É de quem se esforça para o ganhar. O lado mau é apenas esse número não ser significativamente mais elevado. A carga fiscal assumiu proporções de tal ordem que isto só não dá para o torto por o governo ter conseguido criar uma clivagem entre os portugueses. A metade que não paga IRS devido às manigâncias da tabela, não percebe o crime – sim, crime, que roubar ainda é um acto criminoso - que está a ser cometido sobre a outra metade. Daí que, em consequência desta incompreensão e da completa burrice que em matéria financeira afecta grande parte da população, o governo tenha sempre margem politica para manter este esbulho.
Os impostos que daqui resultariam, no dizer dos especialistas especialmente especializados nesta especialidade, dariam para o Estado fazer coisas. Muitas, garantem. Apesar de não ter especialização em nenhuma espécie de especialidade, não acredito que desse para muita coisa. Daria, quanto muito, para as mesmas. Até porque não estou a ver como é que conseguem demonstrar que, dentro da legalidade fiscal, estas actividades gerariam a mesma riqueza. Provavelmente sem elas o Estado teria de gastar muitíssimo mais em apoios sociais e outras esmolas que tais. O que, parece óbvio, ainda tornaria as contas públicas mais insustentáveis.
Por fim uma questão para qual não vejo resposta. Se quem trabalha sem receber ordenado, apenas a troco de cama, mesa e roupa lavada é escravo, alguém que fica sem trinta, quarenta ou cinquenta por cento do seu salário e, da parte restante, ainda tem de pagar esses itens, é o quê? Meio-escravo? Fica dúvida.
quarta-feira, 21 de junho de 2023
Mulheres de armas
Sou do tempo em que eram raras as mulheres em cargos governativos. Tão poucas que havia quem jurasse por todos os santinhos – nomeadamente Marx, Lenine e outros – que se as mulheres mandassem no mundo existiriam muito menos guerras. Para os mais optimistas – ou feministas, dependendo do ponto de vista – quiçá até acabassem as querelas a envolver meios bélicos e a paz reinasse no mundo. Nunca, como agora, existiram tantas mulheres no poder. Bastantes, por acaso ou não, no cargo de ministras da Defesa. As guerras, no entanto, são mais que muitas. Será apenas coincidência, que não sou gajo muito dado a teorias da conspiração. A única teoria que cai por terra é a dos visionários cheios de certezas quanto ao pacifismo feminino e à capacidade das mulheres em resolver as divergências através do diálogo.
terça-feira, 20 de junho de 2023
Nacionalizem o Sol, pá!
Há uns anos instalar um painel solar para produção de electricidade pareceu-me uma boa ideia. Produzir a própria energia – uma parte, pelo menos – contribuir para proteger o ambiente e, principalmente, reduzir a conta da luz eram os motivos que se propagandeavam para levar o pagode a optar pela energia solar. Até porque o Sol quando nasce é para todos e, excepção aos dias nublados, a poupança que o astro-rei proporciona também.
Mas isto, como tudo na vida, para uns ganharem outros terão de perder. E nisto, como no resto, o Estado nunca fica perdedor. Vai daí inventou as taxas, taxinhas, tarifas e tarifinhas que pagamos na conta da luz. O desgraçado do painel que tenho no telhado, apesar do calor que habitualmente se faz sentir por estas bandas, não consegue produzir energia que compense o saque fiscal que mensalmente me chega a casa disfarçado de factura. Desgraçadamente ainda não existe tecnologia que também produza impostos. E se houvesse inventariam um imposto qualquer para lhe aplicar.
segunda-feira, 19 de junho de 2023
O conceito da noticia aplicado à facada

Mai’nada, que essa cena do rigor informativo, de esclarecer cabalmente o leitor, o ouvinte ou o telespectador nunca foi grande ideia. Nem coisa apreciada por ditaduras, diga-se. Até porque, está provado cientificamente, o excesso de informação não é nada bom e é, até, capaz de suscitar problemas de vária ordem. Não confundir, obviamente, estas práticas com actividades censórias. Isto é tudo para o nosso bem.
Lamentavelmente esta maneira adequada de reportar os acontecimentos nem sempre é respeitada. Ainda no outro dia uns agitadores quaisquer armados em jornalistas – inflitrados da extrema-direita, quase de certeza – levaram o dia a esclarecerem exaustivamente que o tipo que atacou crianças com uma faca, num parque em França, é cristão. Assim de repente não estou a ver porque, ao contrário do habitual, não terão respeitado as recomendações emanadas superiormente. Se calhar tem a ver com aquilo que, parece, se aprende nas escolas de jornalismo acerca do conceito de notícia. Só é notícia quando é o homem a morder o cão…
Para o ano vai ao Marquês festejar o 39 com o Ventura...
1 – O primeiro-ministro terá ido ver um jogo de futebol utilizando, alegadamente, meios do Estado. Não sei do que se admiram. O dinheiro dos contribuintes é do Estado e o Estado faz com esse dinheiro o que muito bem entender. Nomeadamente ir à bola.
2 – Ainda sou do tempo em que causava indignação generalizada a ida de governantes ao Estádio da Luz. Dizia-se que a proximidade de políticos a gente pouco dada à seriedade não seria benéfica para a credibilidade dos primeiros. Agora tais actividades apenas são criticáveis se o espectador não for do PS e uma das equipas em jogo for o Benfica.
3 – De ora em diante o discurso demagógico e repetido até à exaustão por António Costa, acerca de uma eventual aliança do PSD com o Chega, passa ser ainda mais ridículo. Quem vai à bola com um dos líderes mais extremistas e radicais de direita não terá muita boca para falar acerca dessas coisas.
sábado, 17 de junho de 2023
Xenofobia do bem
Acho piada ao embevecimento demonstrado pela imprensa do regime relativamente ao surto migratório oriundo da Ásia que estará, ao que dizem, a repovoar o Alentejo e torná-lo mais multicultural do que nunca. Circunstâncias que, antevêem, proporcionarão um futuro idílico à região.
Sendo a desertificação humana e o envelhecimento da população o principal problema do Alentejo, a vinda de estrangeiros será sempre positiva. No entanto a mesma imprensa de Lisboa e outros “fazedores” de opinião que por aí pululam, sempre tão empenhados em promover a diversidade, o multiculturalismo e mais uns quantos conceitos manhosos que gostam de inventar não demonstram o mesmo entusiasmo quando os estrangeiros provêem de outras origens mais tradicionais, chamemos-lhe assim. Espanhóis que compram as terras improdutivas, chineses, franceses, britânicos, russos ou brasileiros endinheirados que estão a comprar casas e a mudar-se ou passar parte significativa do ano por estas bandas são, frequentemente, apontados por aquela malta da capital como potenciais descaracterizadores da região alentejana. Gente para quem o turbante é muito mais valorizável do que o sombrero. Complexos de inferioridade mal resolvidos, é o que é.
segunda-feira, 12 de junho de 2023
A batata ilógica

A minha experiência em matéria de agricultura é escassa. Ou, por outras palavras, não percebo nada disto. Sei, ainda assim, que se semear batatas existe uma probabilidade bastante elevada de colher batatas. Foi com essa expectativa que semeei batatas. E, juro, eram mesmo batatas. Presumo por isso que estas plantas estejam a desenvolver batatas. No solo, obviamente. Aquilo que ostentam pendurado do caule não sei o que é. Nunca vi. Posso até garantir, como já dizia alguém cujo nome agora não me ocorre, que “nunca tal eu houvera visto”.

Já framboesas vejo todos os dias, em número razoável, de boa qualidade e sem esquisitices. Não era grande apreciador, mas estou-lhe a tomar o gosto. Esta foi a colheita do dia. Já foram. Amanhã há mais.
domingo, 11 de junho de 2023
Habituem-se...

Tenho muito pouca simpatia pela “luta” dos professores ou por qualquer outra peleja, de qualquer outra natureza, que para atingir os seus objectivos prejudique pessoas que nada têm a ver com as causas em questão. No entanto, ainda detesto bastante mais a horda de virgens ofendidas que anda desde ontem a rasgar as vestes de indignação pelos cartazes que foram exibidos ao primeiro-ministro. Confesso-me incrédulo com tanta hipocrisia e selectividade no âmbito da condenação do protesto. São os mesmos que não se indignaram com as orelhas de burro do ministro Gaspar, o coelho enforcado numa recepção ao Passos e que chamam anão ao Marques Mendes e múmia ao Cavaco. Só para recordar alguns exemplos mais mediáticos, que quem vasculhar bem a memória encontrará muitos mais. Parece licito concluir que, para esta gentinha, quando se trata de insultar alguém da direita é liberdade de expressão e quando o insulto é dirigido a alguém de esquerda é má educação, falta de respeito pelas instituições do Estado e, até, racismo.
Os cartazes em causa, mais do que uma questão de racismo, remetem para o “Triunfo dos porcos”. Pese toda a má-educação patenteada pelos manifestantes, não podiam estar mais de acordo com a realidade actual da política portuguesa. Só mesmo os alienados do socialismo ou quem não conhece a obra de George Orwell pode achar o contrário.
Para aqueles que ainda acreditam no discurso sobre o perigo que constituiria o retorno da direita ao poder, está aqui um óptimo exemplo para reflexão. Esqueçam essa coisa de confrontar os governantes. A liberdade é muito bonita e muito querida da esquerda, mas só quando não a molesta.
sábado, 10 de junho de 2023
A inveja devia pagar imposto

Os portugueses são muito isto. Uns invejosos. E parvos, também. Não raras vezes as duas coisas. Não valorizam o esforço, não apreciam o mérito e consideram que qualquer um que tenha alguma coisa de seu a conseguiu por acaso ou de forma ilícita. Raramente lhes ocorre que há muita gente que poupa, arrisca e investe. E depois, naturalmente, obtém o esperado e merecido proveito. Outras opções de vida, como viajar, gastar o que se ganha em jantaradas, nos copos, em gajas ou noutra coisa qualquer que lhes dê na realíssima gana são absolutamente legitimas. Muito populares entre entre nós, reconheço. Mas ainda assim não dá o direito aos muitos que as praticam de quase apelidar de criminoso quem não segue esse rumo.
Depois há aquela coisa da “distribuição da riqueza”. Qual é a riqueza que pretendem distribuir? A dos outros? Parece-me, atendendo à brutalidade da carga fiscal e à generosidade dos apoios sociais, que no âmbito da distribuição não deve haver motivo para queixumes. Os ordenados são baixos e a parte que cabe ao trabalho na riqueza produzida não é suficiente? Arranjem um segundo emprego. Com a falta de mão de obra que se verifica não deve ser difícil. Há muita gente a fazê-lo, não se queixam e alguns, vejam só, até conseguem tornar-se senhorios...
sexta-feira, 9 de junho de 2023
Pairam sombras sobre os direitos da mulheres
“As forças de direita estão à espreita nas sombras para retirar direitos às mulheres”, escreve hoje num jornal uma criatura com as ideias notoriamente afectadas por um problema qualquer para o qual apenas a medicina terá explicação. Não é a única. Pelo contrário, essa é uma tese muito popular à esquerda.
Não vai ser preciso a direita sair da sombra ou chegar ao poder para as mulheres verem regredir os seus direitos e a sua liberdade limitada ou colocada em causa. A substituição da população local por outra, com outras regras e outros princípios de vida, tratarão do assunto. As mulheres residentes nalgumas localidades do sudoeste alentejano explicam isso melhor do que eu.
Obviamente que o país precisa da imigração e, seguramente, ainda haverá trabalho para muitos mais. Mas a esquerda apenas quer alguns. Nomeadamente aqueles que são oriundos de países onde as mulheres não têm direitos. Aos americanos, suecos, franceses e ocidentais em geral, a esquerda quer fechar a porta. Às claras. Sem ponta de vergonha na puta da cara. Se querem encher o país de gente para quem a mulher é um ser inferior, sem direitos, estão à espera do quê? Depois a culpa é da direita...isto é com cada maluca!
quinta-feira, 8 de junho de 2023
Pinocada inconsequente

Afinal as noticias aqui adiantadas acerca de uma eventual gravidez da Senhora Dona Gata foram manifestamente exageradas. Deve andar a tomar a pílula às escondidas ou para aí fez uma IVG. Pelos vistos era só gordura. O que não admira, dado o seu apetite. Já aprendeu que apenas tem direito a comida para gato, pela qual é absolutamente louca, depois de esvaziar o prato.
Seja como for, a bichana anda outra vez toda assanhada. Aquilo é, como diria a minha avó, para o “muito e para o bem feito”. Bom, nesta última parte, esperemos que não e que tanta “pinocada” não tenha consequências.
terça-feira, 6 de junho de 2023
Estigmatizaçãozinha da boa...
“Família numerosa agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias numerosas. Acho mal. Até conheço uma ou outra família composta por um relativamente elevado número de elementos e todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias. Até porque, para o caso, parece irrelevante a quantidade de pessoas que integram o agregado familiar.
“Família de suecos agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias suecas. Acho mal. Até conheço uma ou outra família composta por elementos daquela nacionalidade e todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias. Até porque, para o caso, parece irrelevante a nacionalidade das pessoas que integram o agregado familiar.
“Família agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias. Acho mal. Até conheço muitas famílias e, tirando uma ou outra, todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias e grupos de pessoas sem qualquer relacionamento entre si. Até porque, para o caso, parece irrelevante o grau de parentesco entre os agressores.
Percebo que a “Pide” do politicamente correcto e da linguagem inclusiva não permita que as noticias sejam dadas de forma esclarecedora e que, em algumas circunstâncias, acabem por provocar equívocos. Se calhar o melhor seria noticiar que a agressão teria sido perpetrada por criaturas, manifestamente exaltadas, com elevado défice de urbanidade, notória falta de respeito pelos demais e reduzida capacidade para viver em sociedade. Ficávamos na mesma, não estigmatizam ninguém e, melhor ainda, não faziam figura de parvos.
domingo, 4 de junho de 2023
Piada certificada
Isto dos certificados de aforro é uma das polémicas com mais piada dos últimos tempos. A oposição à esquerda está contra a redução da taxa de juro com que o Estado remunera os aforradores, enquanto a oposição à direita mantém o silêncio. Mas apoia, que a gente sabe. O pessoal de esquerda, invejoso por natureza, também está de acordo. O de direita, por sua vez, está contra. Ou seja, as bases não estão em sintonia com as cúpulas. O que, neste caso, só confirma aquilo que todos sabemos. As pessoas preocupam-se é com a carteira. A sua, o que é legitimo, e a dos outros, o que é parvo.
E depois há os especialistas especializados na especialidade que, na sua imensa maioria e quase todos conotados com a direita, defendem esta medida do governo por consideram insustentável que o país pague 3,5% para se financiar. Podiam ser rigorosos, são apenas 2,52% pois o resto é IRS que fica logo nos cofres do Estado. Não sei se nos mercados externos, por igual prazo, se arranja quem empreste mais barato. Mesmo admitindo que sim, há que ter em conta que essa divida será paga ao estrangeiro enquanto os juros do CA’s seriam gastos, pagariam impostos e gerariam riqueza cá dentro. Coisa que pouco importará a essa malta. Tal como o pessoal do governo estão é preocupados com o futuro da sua carteira e, para isso, há que não aborrecer os senhores da banca.
sábado, 3 de junho de 2023
Certificados de aforro
Justificar a decisão do governo de reduzir a taxa de remuneração das novas subscrições de certificados com uma boa gestão da divida pública é dizer o óbvio. Muito melhor seria, desse ponto de vista, o Tesouro financiar-se a taxa zero ou negativa. Dizer que é necessário reduzir os custos da divida do Estado faz todo o sentido. Concluir que o bem-estar económico dos cidadãos é um obstáculo ao bem-estar financeiro do Estado, também.
Só que temos sempre aquela coisa de à mulher de César não bastar ser séria. Tem, também, de parecer. E nisto, como em quase tudo o resto, seriedade é algo que não parece existir. Parece, isso sim, mais um favor à banca. Ou uma contrapartida por causa das comissões que, poucos dias antes, ficou proibida de cobrar. Daqui por uns tempos veremos. Nomeadamente quando gente do actual governo – ou da oposição à direita, que está calada que nem um rato – começar a integrar as administrações dos mais diversos bancos.
Estou farto de ler e ouvir que o Estado não pode, nem deve, intervir e obrigar a banca a subir os juros que paga aos depositantes nem a baixar o que cobra a quem lhe deve. Apesar de acérrimo defensor da não ingerência do Estado no mercado, abro uma excepção no que toca ao sector bancário. Se interveio quando foi preciso salva-lo da falência, então agora em defesa dos contribuintes, pode e deve intervir. Mas claro que não o faz. Quando o mercado funciona a favor das pessoas o governo, em defesa de outros interesses, não o deixa funcionar.
Finalmente uma palavrinha para aqueles que, como já li hoje, acham que se ainda há dinheiro para colocar em certificados de aforro, então também ainda há margem para aumentar os impostos. Seus burros, o rendimento gerado pelos CA’s paga vinte e oito por cento de imposto. Logo quanto menor for o juro, menor será o imposto arrecadado. Ou seja menor será a receita que alimenta as vossas prestações sociais, também conhecidas por remuneração da preguiça.
sexta-feira, 2 de junho de 2023
Agricultura e outras crises

1 – A candidata podemita à Comunidade Autonómica de Madrid prometia, entre outras coisas fantásticas, baixar o valor das rendas de casa. Levou uma coça de todo o tamanho. Das duas, uma. Ou as rendas não estão assim tão caras ou, então, os inquilinos são uma escassa minoria. Será que os políticos portugueses estão a par do que se passa ali ao lado? Se calhar deviam.
2 – “Temos a geração de políticos mais bem preparada dos últimos anos em Portugal”, proclama um jovem socialista eleito chefe de uma organização que agrupa jovens socialistas. Acredito que os níveis de preparação sejam extremamente elevados. Azar o nosso é que nenhum está no activo. Devem ter-se lesionado todos no treino.

3 – A agricultura da crise não está, este ano, a correr da melhor forma. Primeiro as favas tiveram um lamentável acidente de percurso, depois o patife surripiou os alhos e agora são as pragas. O feijão está neste triste estado. Provavelmente vai acabar por sucumbir ao ataque desta bicheza que nem sei identificar, quanto mais como exterminar. Se é que, mesmo sabendo, o posso fazer. É que isto até para manobrar um borrifador parece que é preciso carta.
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Meliantes, activistas e outros pantomineiros
1 – Agora são os sacos de plástico leve. Aqueles que se usam para o pão, batatas e afins. Tudo taxado. Não é que ache mal. Há que salvar o planeta e isso, mas temos de ir mais longe em matéria de salvamento planetário. Não devem ficar de fora coisas como, por exemplo, as embalagens de plástico em que são vendidas a manteiga, o leite, o queijo fresco ou a pizza. Entre outros, que a lista só se esgota com a imaginação.
2 – Diz que anda por aí um grupo de meliantes a esvaziar os pneus aos automóveis. Activistas climáticos, como lhes chama a comunicação social. O que significa que podem fazer tudo o que lhes dê na realíssima gana porque, tratando-se de activismo, toda a delinquência é perdoada. Esta, já alguém disse sem se rir, nem pode ser considerada crime. O dono do veiculo vandalizado, caso corra estes filhos da puta à bordoada, será um perigoso fascista que deverá ser exemplarmente punido. Depois indignem-se com a votação do Chega…
3 – Uma vida boa é, ao que consta, o novo lema do Bloco de Esquerda. Assim de repente afigura-se uma ideia suficientemente motivadora. Convém é saber como se pretende lá chegar. É que, já me garantia a minha avó, quem anda na boa vida nunca terá uma vida boa. Isso é coisa que dá muito trabalho.