
Provavelmente as empoderadas, feministas, esganiçadas diversas e esquerdistas em geral já terão reagido ao anuncio da entrada no mercado de uma espécie de Uber apenas para mulheres. Não dei por nada, mas isso dever-se-á, tão somente, ao meu desconhecimento. Imagino que, por esta altura, já abundem comunicados das mais variadas organizações e “colectivos” de esquerda a manifestar indignação e a prometer lutar contra esta iniciativa de negócio – mais uma manigância do capitalismo – claramente discriminatória e, quiçá, atentatória da dignidade das mulheres. Inconstitucional, na certa, por discriminar clientes em função do sexo.
Isto, claro, sou eu na galhofa. Acredito que não tenham feito nem, quase de certeza, farão nenhuma critica a este novo modelo de negócio. De resto, esta iniciativa empresarial apenas vem dar-lhes razão. É mais um beneficio do enriquecimento cultural que, segundo eles, a imigração nos proporciona. Outros se seguirão. Carruagens de comboio só para mulheres ou uso de vestes e adpoção de comportamentos cuja exuberância não suscitem “manifestações de interesse” por parte do imigrantes oriundos de países com culturas medievais. Daqueles que toda a fauna mencionada no inicio do texto acha que nos tornam mais ricos.
Por mim apenas lamento que tenhamos chegado até aqui. Não foi para isto que fizeram o 25 de Abril. Pena que aqueles que a propósito de tudo – e, principalmente, de nada – andam sempre a guinchar “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” não percebam que este é o verdadeiro fascismo. Pior, que o defendam.









