António Costa é um gajo esperto. Um espertalhão daqueles a quem vulgarmente apelidamos de chico-esperto. Toda a sua carreira politica, mais do que à elevada inteligência que certamente possuirá, se deve à sua Chico-espertice. Ontem, por exemplo, no debate da moção de censura que os seus aliados de ocasião fizeram o favor de levar a debate, tirou da cartola uma frase que deixou os comentadores e outros patetas perto do êxtase. “Se a oposição à direita não se entende para censurar o governo, como é que se há-de entender para governar”, proclamou a criatura. A tirada, admito, é bem esgalhada. Embora, vinda do tipo que repete não sei quantas vezes por dia que o país e a democracia correm perigo se o PSD se aliar ao Chega para formar governo, não mereça grande credibilidade e suscite as mais sérias reservas ao nível da coerência. Perante esta afirmação categórica do primeiro-ministro podemos ficar descansados quanto a isso de futuras alianças PSD-Chega. Não vamos correr esse risco. Palavra de socialista. Vale o que vale – e pelo que se vê vale muito pouco – mas, digo eu, deve ser suficiente para definitivamente afastar esta questão da agenda politico-mediática. Ficará muito mal aos cartilheiros do regime se continuarem a insistir no neste argumento contra o PSD depois de ontem António Costa ter morto definitivamente este “papão”. A menos que não acreditem na palavra do líder. Ele próprio, provavelmente, também não acredita.
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
domingo, 17 de setembro de 2023
Presidente das t(r)etas
Não acho piada nenhuma ao Marcelo. “Ainda apanha uma gripe. Já viu bem esse decote?” ou “será que a cadeira aguenta?!” são apenas as últimas tiradas infelizes do tipo que ocupa a presidência da Republica. Pode haver quem lhe ache graça. Por mim dispenso estas piadolas a atirar para o javardote em que o Marcelo parece especialista. Mas, estranhamente, não vejo por aí grande indignação. Mesmo as feministas, sempre prontas a refilar por tudo e por nada, pouco se importaram com os dichotes parvos dirigidos a mulheres pelo presidente.
O irónico da coisa é o gajo que passa a vida a ser filmado e a deixar-se fotografar em cuecas, vir agora mandar bitaites alarves a propósito de um decote mais ou menos generoso. E, pior ainda, sugerir que a gripe não é transmitida por um vírus, mas contraída por causa do frio. Já nem digo que o cavalheiro – é uma força de expressão, obviamente – devia pedir desculpa pelas alarvidades. Bastava-me apenas que se portasse como um adulto. Embora isso, reconheço, o tornasse manifestamente impopular. Os portugueses estão demasiado infantilizados para apreciarem quem fala a sério.
sábado, 16 de setembro de 2023
Comparar o incomparável
Cada vez que o Cavaco abre a boca o PS entra em sobressalto. Pânico, diria. E o pânico não é bom conselheiro. Esse estado de espírito leva-nos, quase sempre, a fazer disparates. Ou, no caso, a dizê-los. O melhor, nestas circunstâncias, seria ficar calado. Mas não conseguem. Toldados pelo ódio que têm ao homem, motivado pela raiva de nunca terem tido no período pós-Cavaquismo um líder que sequer lhe chegue aos calcanhares, os socialistas desatam a dizer baboseiras sempre que Cavaco Silva diz ou escreve alguma coisa. Desta vez pretendem comparar resultados da governação de então com a actual. Mais ou menos a mesma coisa que comparar o cú com a feira de Borba. Ao que parece para os lados da Rússia diz-se que, por lá, o passado é muito imprevisível. Por cá há quem queira que também seja. Provavelmente até irão conseguir reescrever a história e enganar muitos parolos. Mas, lá bem no fundo, eles sabem que são umas nulidades quando comparados com os governos de Cavaco e isso doí-lhes. Coitados, por comparação não passam de uns zeros. À esquerda.
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Crises há muitas, seus palermas!
Parece que a pobreza não pára de aumentar e que as famílias a passar dificuldades serão cada vez em maior número. Coisa que, tanto quanto me recordo, acontece de forma sistemática pelo menos desde o início da década de oitenta do seculo passado, altura em que comecei a ter de me governar pelos meios próprios meios e que, por consequência, passei a ficar mais atento a estes fenómenos.
O conceito de crise é muito relativo, vai variando ao longo dos tempos e as diferentes gerações encaram-no de modo absolutamente diverso. Para os meus avós crise era não ter nada para comer. Passar fome, mesmo, pois nessa altura não havia banco alimentar nem outra coisa que lhes valesse. Para os meus pais crise era comer açordas sem azeite ou dividir um pão e uma sardinha pela família toda. E, normalmente, eram muitos nessa altura. Para mim crise era apenas comer frango aos domingos, peru no Natal, borrego pela Pascoa e no resto do ano açorda, sopas de tomate ou migas. Para a actual geração crise é não ter dinheiro para ir a restaurantes, viajar pelo mundo, comprar o telemóvel topo de gama ou morar no centro cidade. Ou melhor, o dinheiro não chegar para pagar os créditos que contrai para financiar tudo isso.
Não vou, só porque não me apetece, fazer juízos de valor acerca das prioridades de cada um. Até porque, seguramente, as sopas alentejanas com que me alimentaram eram de muito melhor qualidade do que a comida que as vitimas da actual crise encomendam pela Glovo.
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Prioridades modernaças

Um adulto e uma criança – pai e filho – ficaram gravemente feridos após serem atingidos por um raio quando, durante uma trovoada, procuraram proteger-se da chuva debaixo de uma árvore. Não sei o que ensinam hoje aos gaiatos, mas noutros tempos era das primeiras coisas que ensinavam na escola primária a nunca fazer. Embora, muito provavelmente, por essa altura da vida de uma criança esse conhecimento já tivesse sido transmitido pelos pais. Mas isso era no tempo em que os progenitores perdiam o seu tempo a ensinar coisas parvas aos filhos como, por exemplo, evitar a proximidade do arvoredo quando troveja. Há muito que parvoíces dessas devem, também, ter sido retiradas dos currículos escolares. Não há tempo para essas minudências. Ensinar que um menino pode ser menina, ou o contrário, se assim lhe apetecer é que é importante e valorizável. Não salva vidas, mas serve para manter entretidas as clientelas mais abichanadas, ou o raio que os parta.
domingo, 10 de setembro de 2023
Finórios e a gata finada
1- Subtrair cinco mil euros a quem tem um rendimento médio e distribuir mil euros por cinco indivíduos que ganham – ou declaram – o salário mínimo, apesar do SMN ser cada vez mais próximo do mediano, pode fazer perder um voto mas faz ganhar cinco. Há quem lhe chame redistribuição da riqueza. Prefiro chamar-lhe “umas das formulas encontradas pelo partido socialista para se perpetuar no poder”. A outra, uma espécie de plano B, é o Chega. Perante tão refinada arte de governar será difícil encontrar oposição à altura.
2 - Pedir crédito para comprar carro é das piores decisões, a nível financeiro, que podemos tomar. Ainda assim, nos ultimos meses, os portugueses pediram emprestados aos bancos sete milhões de euros. Por dia. Para além de não sabermos fazer contas, não gostamos de andar a pé e adoramos fazer figura de rico, que isto não é qualquer popó que nos serve. Para ajudar há também aquela coisa de, em grande parte do país, não existirem transportes públicos...

3 – A Senhora Dona Gata desapareceu. Não é avistada já lá vão três dias. Terá, provavelmente, entregue a sua alma de gata ao criador. Partiu precocemente, coitada, pois ainda era uma jovem bichana. Teria, talvez, uns cinco ou seis anos. Perdeu seis vidas e meia, a infeliz.
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Pedras (quase) preciosas

Por mais rebuscada que seja, alguma razão haverá para os sacos de carvão vegetal incluírem no seu conteúdo um significativo número de pedras. Numa embalagem de cinco quilos, da qual apenas gastei um pouco mais de metade, já encontrei estas todas. Cerca de meio quilo. Sem contar com as mais pequenas que, no decorrer do processo de queima, foram caindo pelas ranhuras do grelhador. Assim como não quer a coisa a quantidade de calhaus deve andar pelos dez por cento. Provavelmente tive azar e calhou-me o carvão da base do monte. Ou, então, é estratégia para manter a margem de lucro. Não se aumenta o preço nem diminui a embalagem, mas metem-se umas pedras. Preciosas, estas ideias.
terça-feira, 5 de setembro de 2023
É uma opinião!

“Pessoas tristes votam PS”. É uma opinião. Demasiado radical e que não corresponderá de todo à realidade, convenhamos. O que sabemos, por experiência própria e comprovada por dezenas de anos de governação, é que o resultado desse voto nos conduz a esta vil tristeza. Para alguns, obviamente. Para outros, os que aos milhares pelo país inteiro vão chupando na teta do Estado socialista, o voto no PS causa uma alegria inusitada. É a vida. Ou como diria o grande camarada Arnaldo Matos, “isto é tudo um putedo”.
domingo, 3 de setembro de 2023
Trafulhices
1 - Diz que o governo vai construir uma residência universitária em Anadia. O que, sem dúvida, constitui uma excelente iniciativa no âmbito do alojamento daquela malta que para seguir o ensino superior tem de sair da morada habitual. Parece-me bem, reitero, excepto naquela parte da universidades relativamente próximas ficarem a mais de meia hora de viagem. O que, convenhamos, nem é coisa por aí além. Daí que cada vez perceba menos a insistência do mesmo governo que coloca os estudantes de Coimbra e de Aveiro em Anadia, em pretender garantir a toda gente o direito a morar no centro de Lisboa. Não bastava assegurar apenas o direito a habitar no Barreiro ou Vila Franca de Xira? Até mesmo, vá, na Ericeira?! Bom, pensando bem neste último sitio é melhor não. Aquilo, desde há uns tempos, é um lugar um bocado mal frequentado.
2 – Não sei a que propósito – calhando, nenhum – veio-me à ideia uma frase que li numa rede social onde o autor se refere a alguém como “o maior trafulha que o nosso país já conheceu depois do maior trafulha que o país pensava ter conhecido”. De quem é que estará a falar?
3 – Por falar em trafulhas. Apesar do tempo que ainda falta para as próximas eleições autárquicas, já vão surgindo nomes de putativos candidatos. Nem todos, obviamente, serão trafulhas. Um ou outro não será. Alguns até gostam tanto, mas tanto, das respectivas terras que querem passar a maior parte do seu tempo de vida adulta a governá-las. Eles lá sabem porquê. E nós também.
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
Empatia, muita empatia...até chateia tanta empatia.
1 – Um conhecido figurão, em entrevista divulgada numa revista de publicação semanal, assegura que fica doente quando fala de dinheiro. Já somos dois. Acontece-me sempre o mesmo quando me lembro o que gente como esta tem custado à metade dos portugueses que pagam impostos.
2 – Garantem alguns especialistas em comportamentos empáticos que os portugueses não sentem empatia pelos mais vulneráveis. Pode ser que assim seja, mas convém não generalizar. Desconfio que a esmagadora maioria dos portugueses que trabalham, quando olham para o recibo de vencimento ou para a Declaração anual de IRS, até ficam espantados com tanta empatia.
3 – Em Janeiro do próximo ano entrarão em vigor mais umas quantas taxinhas. Garantida já está aquela sobre as embalagens de alumínio do take away. Em estudo estará também a introdução de outras sobre as mais diversas embalagens. Talvez seja desta vez que, aproveitando esta onda dos impostos verdes e fofinhos que ninguém se chateia por pagar, comecem a taxar os preservativos. A receita podia servir para financiar políticas de apoio à natalidade, ou isso.
quarta-feira, 30 de agosto de 2023
Deve ser sido o estagiário...

Admito que os meus dotes como pintor não são grande coisa. Se evidenciasse aptidões para essa arte seria um profissional da pintura ou, pelo menos, um curioso que uma vez por outra ganharia uns cobres a fazer daqueles biscates em que a malta não desconta IRS nem se relaciona com o fisco a nenhum outro nível. Mas não, a minha queda para a pintura em geral e recuperação de paredes degradados em particular, é muito limitada. Daí que trate apenas das pinturas cá de casa. Como sou o dono da obra e simultaneamente o gajo que pinta, não tenho como reclamar da qualidade - ou falta dela – do trabalho efectuado. O que nunca fiz, jamais faria e, confesso, nunca tinha visto é um trabalho como este, que uma equipa de alegados pintores fez neste muro. Está ali um lindo serviço, sim senhor. Uma bela merda, por assim dizer.
terça-feira, 29 de agosto de 2023
Coincidências que não o são
1 - O congelamento das rendas é uma das medidas mais frequentemente exigidas pela esquerda como forma de travar a chamada especulação e combater a alegada crise da habitação. Salazar também pensava assim e o resultado desse congelamento é por demais conhecido. Mas, segundo aqueles que entendem ser esse o caminho, desta vez é que vai resultar. Esta “solução” comum entre a esquerda e o salazarismo é tudo menos coincidência. É mais história, pelo que nem surpreende muito. Explica, isso sim, a razão por que a figura de Salazar ainda é tão admirada por tanta gente.
2 – O beijo que envolveu o presidente da Federação e a capitã da selecção espanhola de futebol continua a dar que falar. Mais do que a conquista do título mundial, as negociatas para a formação do governo ou a incapacidade de uma ministra e líder do Sumar em entender – já nem digo responder - uma pergunta básica formulada em inglês. Curiosamente a língua só se lhe soltou para dissertar sobre a desigualdade salarial entre mulheres e homens no futebol. Mas, assegurou, a ACT lá do sítio irá intervir no sentido de corrigir essa situação. Resta saber se ela quer que as mulheres ganhem tanto como os futebolistas do Real Madrid ou do Celta de Vigo. E, dentre estes, os craques da equipa ou os que normalmente ficam de fora da convocatória.
3 – Começa a ser demasiado extensa a quantidade de assuntos que não podem ser noticiados. Em nome não se sabe ao certo do quê, mas de certeza que será para o nosso bem. Esquecem-se, no entanto, estes novos censores que o mundo mudou e hoje tudo se sabe. Mesmo que o acontecimento que nunca aconteceu tenha acontecido do outro lado do mundo.
segunda-feira, 28 de agosto de 2023
A cama está feita...

Ao fotografar esta cena ocorreram-me várias ideias. A primeira é que a cidade é habitada por inúmeras bestas a quem falta a mais elementar noção quanto à maneira como devemos tratar o muito lixo que produzimos. Depois lembrei-me que podia constituir, também, uma alegoria à alegada crise da habitação e tratar-se de alguém que, coitado, na falta de um tecto teve de optar por dormir ao relento. Por fim, entre outras menos relevantes, ocorreu-me um dos muitos sábios conselhos da minha avó. Dizia-me com frequência: “Deitar-te-às na cama que fizeres”. Pois. Acaba por acontecer a todos. Já outros se deitaram em camas parecidas, feitas por aqueles que, se calhar, se vão deitar nestas...
domingo, 27 de agosto de 2023
Agricultura da crise



Devido às condições climatéricas, às pragas ou seja lá ao que for esta não tem sido uma temporada particularmente profícua no âmbito da agricultura da crise. A “joia da coroa” serão mesmo os pimentos. Ao contrário, curiosamente, do que tem acontecido em anos anteriores em que esta espécie hortícola se recusava a medrar lá pelo quintal. Hoje foi dia de mais uma colheita e, salvo alguma ocorrência indesejável, outras se seguirão. Estes e outros que foram colhidos ao longo da semana, já passaram pelas brasas. Sorte a deles. Nem todos se podem gabar de passar pelas brasas desta vida...
sábado, 26 de agosto de 2023
Arquitontices

Qualquer especialista especializado na especialidade encontrará muitos e bons motivos para justificar o inusitado estilo aquitetónico do centro comercial de Évora. Nomeadamente para a ideia peregrina da cobertura da zona da restauração ser uma espécie de tenda árabe. Deve ser uma tentativa de homenagem aos invasores que há uns tempos ocuparam estas paragens. Aquilo, mal comparado e para se perceber a aberração que constitui, é como se fosse um terraço cercado por quatro paredes com uma lona por cima para proteger do sol e da chuva. Isto na zona mais quente do país e, também, onde no Inverno as temperaturas mais descem. Que um qualquer qualquer arquitonto tenha tido a ideia, ou lhe tenham pago para a ter, ainda percebo. Que o dono da obra, por ser árabe ou apreciar o formato, pretendesse fazer um edifício naquele estilo, até compreendo. O que me é difícil entender é como é que o município e demais entidades envolvidas na apreciação do projecto aprovam e licenciam uma coisas daquelas. A insustentabilidade energética deve ser algo para lá do inimaginável, tal será o consumo de energia necessário para manter frequentável o espaço destinado à restauração. De Inverno nem os inúmeros aquecedores a gás, espalhados por todo o lado, conseguem proporcionar um ambiente minimamente confortável e no Verão nem se dá pela existência de ar condicionado. Refeiçoar ali é um martírio. Daí que pouca gente o faça e, ao contrário da generalidade dos espaços desta natureza, a disponibilidade de mesas mesmo nos horários mais procurados seja sempre muito elevada. Vejo, no entanto, uma ou outra vantagem. De Inverno não é preciso esperar que a sopa arrefeça. O percurso entre o balcão e a mesa é mais do que suficiente para arrefecer uma sopa quase a ferver. No Verão, para quem aguentar a temperatura ambiente, pode-se degustar tranquilamente uma refeição que, por mais tempo que se demore, a comida nunca fica esfria. O pior são os gelados, mas também não se pode ter tudo.
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
Esquemas manhosos. Ou socialistas, dá igual.

Há muito que Espanha se transformou num manicómio em auto-gestão. E só tende a piorar. Depois de imitar o que por cá se fez em termos de coligações pós-eleitorais, o PSOE vai ainda mais longe. Empresta deputados seus a outro partido, para que este receba mais dinheiro do Estado, em troca do apoio ao governo que pretende formar. Sem ganhar as eleições, recorde-se. Ou seja, não se limita a não respeitar as escolhas dos espanhóis como, pior ainda, desrespeita os seus próprios eleitores. Lá para 2025, se não for antes, talvez o Costa ou outro qualquer que mande naquilo em que se transformou o PS, faça o mesmo para se manter no poleiro. Tudo para evitar que esses patifes da extrema-direita cheguem perto do poder, certamente irão usar como justificação de tão manhosa actuação. Mal por mal e apesar de achar que entre essa malta venha o diabo e escolha, ainda prefiro o javardo que antes das eleições diz logo ao que vai.
quarta-feira, 23 de agosto de 2023
Chega de discriminaçãozinha do bem.
Diz que o Chega está novamente a contas com os juízes do Tribunal Constitucional. Parece que aquilo, segundo o douto entendimento daqueles especialistas na especialidade, padece de múltiplas e variadas ilegalidades. De tal maneira que poderá estar, até, em causa a participação daquela força politica nas eleições regionais da Madeira.Também, segundo consta, haverá mais um recurso, petição ou lá que for no sentido de solicitar à justiça a ilegalização daquele partido politico. Só más noticias para o Partido Socialista, portanto.
Num vídeo que circula na Internet, provavelmente resultado de algum programa de rádio ou televisão, alguns “artistas” do regime, adeptos confessos das causas LGTBTurbo, questionam-se entre si sobre a forma como reagiriam se um filho seu lhes dissesse que iria votar no Chega. A resposta das ditas figurinhas é óbvia e compreensível. É mais ou menos a mesma que a de qualquer pai ou mãe teria se um filho lhe dissesse que anda a arrecadar a costeleta. Mas aí já seria homofobia. Assim, vindo destes patetas, é apenas discriminaçãozinha do bem.
terça-feira, 22 de agosto de 2023
Opções, prioridades e outras endrominações
Contrariando a sabedoria popular, o governo garante--nos que todos podemos morar na praça. Eles estão lá para nos assegurar esse direito. E quando, como é óbvio, a realidade se encarregar de mostrar aos crédulos que tal é impossível, porque a vida é mesmo assim e sempre assim será, a culpa vai ser de todos menos dos pantomineiros que andam a endrominar os mais fracos de sentido que ainda acreditam nas patranhas propaladas por aquela gente. Embora isso não faça diferença nenhuma. O pagode continuará a votar neles, pois está convencido que apenas aquela maralha foi ungida para governar.
Com veto presidencial ou sem veto presidencial, com ou sem alterações ao projecto vetado, o “Mais Habitação” pouco mudará ao panorama actual. Podem pintar aquilo das cores que quiserem, mas fazer uma reforma do sector habitacional hostilizando uma parte dos intervenientes – que, por sinal, até são a maioria – para além de nada resolver, não augura nada de bom. Como o passado já demonstrou e o futuro se encarregará de confirmar.
O envolvimento dos municípios na resolução - previsto e bem, na lei – do problema da habitação devia ser o centro de toda a discussão. Por mais que alguns sustentem o contrário há capacidade na administração local para contribuir de forma decisiva para, pelo menos, minorar o problema. É tudo uma questão de opções, de prioridades e, principalmente, mudar o foco das festas e dos subsídios para algo útil e que melhore a vida dos respectivos munícipes.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
A idade da estupidez

Parece estar em curso, à escala global, uma espécie de concurso de disparates destinado a premiar quem consiga ter a ideia mais parva. A cada dia os concorrentes dando aso à sua idiotice e, com inusitada frequência, chego a admitir que está encontrado o vencedor. Mas não. Logo de seguida surge outro maluco com uma ideia ainda mais maluca do que todas as outras ideias, já suficientemente malucas, que tinham sido dadas a conhecer. A sorte é que, passadas umas horas, já ninguém se lembra destes desgraçados nem das suas infelizes ideias.
Desta vez foi um “perito em sexualidade” que veio defender que os pais devem pedir permissão aos filhos antes de lhes mudar a fralda. Nem desconfio de que tipo de peritagens trata uma criatura - ou criaturo, criature ou lá o que seja com que o vivente se identifique – especialista nesta especialidade, mas se for alguma coisa que envolva crianças já devia estar atrás das grades.Declarações deste teor podem, num primeiro momento, ter piada. Perdem-na toda ao segundo olhar. Isto é gente perigosa que, por motivos de segurança, devia usar açaimo.
sábado, 19 de agosto de 2023
De ir às lágrimas...

1 – Pois tem. O cultivo da cebola e de tudo o resto. Desde que deixou de ser necessário trabalhar para angariar o sustento e o Estado passou a garantir a subsistência de toda a gente, cultivar seja o que fôr deixou de ser uma actividade interessante do ponto de vista económico. Pelo menos enquanto metade dos portugueses conseguirem alimentar a outra metade.
2 – A discussão sobre os impostos, nomeadamente o IRS, não suscita o interesse da opinião pública. Grande parte não paga e entre os pagantes a maioria não percebe patavina do assunto. Há também os idiotas úteis. Aqueles que garantem que reduzir os impostos colocaria em causa o estado social. Um argumento tão estúpido e risível que até eles desmontam quando repetem vezes sem conta que Passos Coelho foi o autor da maior subida de impostos de todo o sempre e, também, o carrasco do estado social.
3 – Há, ainda, os que reiteradamente enchem a boca com os “mais vulneráveis” que pouco, ou nada, beneficiam de uma redução do IRS. Para esses já nem tenho paciência. Quando, por causa do esbulho fiscal, a esmagadora maioria dos jovens qualificados emigrarem, a economia paralela cresça desmesuradamente e mais gente ponha o dinheiro ao largo talvez percebam que os seus queridos “vulneráveis” sempre ganham alguma coisa se os que contribuem para manter a sua vidinha de vulnerável pagarem menos.
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
Agricultura da crise


Por causa da chamada crise da habitação, a questão da propriedade voltou a suscitar discussões mais ou menos animadas, artigos de opinião e a ser debatida de uma maneira que eu supunha ter ficado enterrada pelos finais da década de setenta do século passado. Cuidava eu, na minha imensa ignorância, que em democracia esse seria um tema consensualmente aceite. Parece que não. Há quem ache que a propriedade não é para aquilo que os seus legítimos donos entenderem fazer com ela, mas antes para estar ao serviço do país. Sendo isso o que for. Ou, melhor, o que quem assim pensa quiser que seja.
De certa forma esta gente diverte-me. Cobiçam as casas dos outros e manifestam uma imensa vontade de nelas habitar – provavelmente de borla ou, quando muito, ao preço que determinarem como justo – mas não invejam, por exemplo, as terras que há por aí ao abandono. Bem que podiam aplicar o mesmo principio aos terrenos abandonados e, até, reivindicarem o direito a utiliza-los para produzirem os seus próprios alimentos. Podiam, sei lá, plantar cebolas, pimentão e tomate. Já dava para as saladas e isso. A chatice é que dá trabalho, coisa de que a maioria desse pagode não é especialmente apreciador.
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Há que tratar da elevação na politica
Não percebo a surpresa por um município dos arredores da capital gastar para cima de um dinheirão em almoços de trabalho. É sinal que se trabalha muito, que se pagam as contas e apoia a restauração. Tudo bons indicadores, portanto. O que tenho mais dificuldade em entender é que os eleitores do concelho com maior índice de literacia do país insistam em votar no Isaltino. Deve ser por actualmente de qualquer burro se fazer um doutor.
Também em relação à ementa que, alegadamente, é servida aos comensais a quem o município paga a refeição, não se me afigura que existam motivos para as criticas que têm sido feitas. Diz que o menu incluirá - entre outras iguarias - lagosta, lavagante, ostras, sapateira e leitão. Tudo em abundância e regado com pinga caríssima, ao que se relata. E daí? Não vão querer que um autarca decida sobre os destinos do seu concelho malnutrido ou com a barriga a dar horas, pois não? Até porque, toda a gente sabe, as grandes decisões politicas deste país são tomadas após almoços ou jantares abundantemente regados. Ou, pelo menos, parece.
O que não me parece muito bem é que estes manjares tenham incluído, ao que foi divulgado, aquela coisa do saké afrodisíaco, ou lá o que é. Admito que um politico até possa decidir melhor com um grãozinho na asa, mas de pau feito o nível decisório será seguramente menos elevado.
quarta-feira, 16 de agosto de 2023
Engordar gulosos
1 - Diz que há restaurantes que cobram uma taxa quando os comensais partilham a sobremesa. Não conhecia esta prática, mas sendo por mais conhecido o espírito empreendedor da maioria dos tasqueiros não me surpreende que o façam. Qualquer dia vão também cobrar pela utilização da cadeira, pelo açúcar do café ou pelo número de vezes que o empregado se desloca à mesa. Mais, mas isso já fazem, a sugestão da gorjeta. Tudo sujeito à taxa legal de iva, suponho. O tal imposto que eles alegam pagar, mas que sai do nosso bolso.
2 – Leio que alguém do PS terá declarado – provavelmente depois de almoço – que “o governo de António Costa já baixou e vai continuar a baixar os impostos”. Por mais piadolas que se possam fazer acerca desta declaração, convenhamos, nenhuma teria tanta graça...
3 – Não fossem as redes sociais e nunca imaginaríamos a quantidade de malucos que andam por aí. Hoje um saiu-se com esta: “Impressionante como o capitalismo financeiro consegue produzir mais desigualdade que o esclavagismo, feudalismo e colonialismo respectivamente”. Impressionante, de facto. Fiquei visivelmente impressionado com tanta desigualdade. Já o comunismo foi o que criou mais igualdade. Milhões e milhões de pobres. Mortos, muitos deles. Mas iguais.
segunda-feira, 14 de agosto de 2023
Poltrões, camarões e outros aldrabões
1 –O facto de não ser de esquerda não me impede de reconhecer a genialidade, magnificência e importância das suas causas. Provoca-me um orgulho imenso ver que não são a fome – de que se morre em Lisboa, ao que se diz – a educação, os transportes, a saúde, a desertificação do interior ou os impostos brutais a que os trabalhadores estão sujeitos. Nada disso. Para a esquerda o problema é o nome de uma ponte para peões e bicicletas nos arrabaldes de Lisboa. Isso sim, é que é uma causa nobre e de evidente relevância para os portugueses.
2 – Os consumidores, segundo o que está a ser amplamente noticiado, estarão a comprar mais camarão e cerveja do que antes. Não admira. Nunca como agora o Estado – incluindo as autarquias locais distribuiu tantos apoios sociais. Isto anda tudo ligado.
3 – Diz que o preço médio, para arrendamento, de um T1 em Lisboa é de 2500 euros. Uma busca naquele que é considerado o maior portal imobiliário, devolve o resultado de 508 T1’s para arrendar na capital. Dos quais 33 até 1000 euros, 421 até 2000 e apenas 46 por 2500 euros ou mais. A média, como é óbvio, ficará significativamente abaixo do valor anunciado. Ainda assim é muito caro? É, mas lá por isso não precisam de ser aldabrões.
domingo, 13 de agosto de 2023
Transmalucofóbicos

1 – Perante a dificuldade em encontrar vaga para deixar os pirralhos numa creche, a extrema-direita quer que os casais que trabalham tenham prioridade na atribuição dessas vagas em detrimento dos subsidio-dependentes ou daqueles que, por razões culturais, não são apreciadores de actividades que envolvam essa coisa de trabalhar. Um vergonha! Há que combater este discurso de ódio, racista, fascista, xenófobo, homofóbico, transfóbico e claustrofóbico que discrimina os mais vulneráveis e que visa privilegiar descaradamente uma determinada classe. A dos trabalhadores, no caso. Esses traidores que colaboram com o sistema capitalista e heteropatriarcal que pretende perpetuar a opressão do povo através do trabalho.
2 – Por falar em transfóbicos. No caso se “orientarem” com uma gaja que depois de uma análise mais detalhada vierem a confirmar que é um gajo, não podem voltar atrás. Desenrasquem-se como puderem, mas têm de ir até ao fim. Caso contrário, diz que a criatura terá fundamentadas razões para vos acusar de transfobia e, aí, estão lixados. Está tudo maluco? Ná...é só o novo normal.
3 – A propósito de malucos. A vaga de calor – igualmente conhecida por Verão – constitui, segundo os especialistas na especialidade, um dos factores para o encarecimento da gasóleo e da gasolina. Menos mal que, lá para Outubro, o arrefecimento irá contribui para a queda de preço.
sábado, 12 de agosto de 2023
Vergonha...

Há quarenta e oito anos a edição da revista Time ostentava esta capa que nos devia fazer corar de vergonha. Todo este tempo depois ainda há quem tenha saudade desses tempos. Embora poucos, que a maior parte já quinou e dos que restam quase todos perceberam o logro em que estiveram prestes a cair. Um ou outro mais pateta continua a acreditar que aquele teria sido o caminho. Não os censuro. O obscurantismo era enorme e a propaganda comunista maior ainda. De lamentar é que, apesar de tudo o que aquela tríade representava ter falhado redondamente em todo o lado, de ter destruído o tecido produtivo do país e de quase ter provocado uma guerra civil sejam hoje cada vez mais os que se revêem em princípios parecidos aos que aqueles três tristes idiotas nos tentaram impingir. Felizmente, nessa altura, no Partido Socialista primavam os valores da liberdade e da democracia. Hoje apenas os do oportunismo. Daí que não me surpreenda muito se, daqui por meia-dúzia de anos, aquela revista nos volte a dedicar uma capa parecida. Desta vez com a fotografia do próximo líder do PS.
sexta-feira, 11 de agosto de 2023
"Se o povo tudo produz, ao povo tudo pertence"

Outra vez?! Porra, pá que estes gajos são chatos. Mas o dinheiro é do Estado? Tirou como, se nunca lá esteve? Podiam, quanto muito, dizer “que o trabalho não declarado retira ao Estado a possibilidade de arrecadar três mil e quinhentos milhões de euros em impostos anuais”. E, mesmo assim, podia nem ser verdade. Quanto de todo esse trabalho não declarado seria realizado se estivesse sujeito à gula do Estado? Algum, provavelmente, não seria. Que isto nem toda a gente está disposta a trabalhar apenas para aquecer.
Não me canso de repetir que, perante tamanha voracidade fiscal, fugir aos impostos é perfeitamente legitimo. Tanto como resistir a quem nos quer roubar a carteira ou nos assalta a casa. O assalto, ainda que legitimado pela lei, não deixa de ser imoral. Claro que há sempre aqueles, cegos pela ideologia ou pelo amor ao governo, que acham que os impostos são baixos, que existe margem para os aumentar e que insultam – ou tentam, coitados – quem pensa o contrário. Criaturas a quem, por norma, o dinheiro não custa a ganhar ou que são beneficiários líquidos do sistema.
quinta-feira, 10 de agosto de 2023
Rufias e figurões
1 - Sérgio Conceição, o macambuzio que orienta um clube de futebol sedeado no Porto, foi expulso durante a futebolada de ontem. O que, como sabe toda a gente que se interessa pelo assunto, não constitui novidade. Novidade é quando ele consegue não ser mandado embora. Mas desta vez foi diferente. O homem não quis sair. “Não saio”, dizia ele com os habituais bons modos. Fez-me lembrar aqueles inquilinos a quem os senhorios querem pôr na rua e os gajos acham que lhes foi atribuído um qualquer direito divino a estar ali.
2 – Por falar em figuras tristes. Luís Montenegro garantiu que não formará governo caso não ganhe as eleições. Ou seja, não alinha em geringonças de direita. Prefere entregar o país a um tipo com Pedro Nuno Santos. Por mim está apresentado. Nem vou estar com divagações acerca de alianças ou de perigos imaginários. Limito-me a recordar a quem me lê que Itália é capaz de ser lugar muito melhor para morar do que a Venezuela.
3 – Um homem que passeava um cão foi vítima de uma tentativa de assalto. O canito, em defesa do dono, mordeu o assaltante. Que, entretanto, foi buscar reforços. Mais uns dez da sua laia. Todos juntos, os valentes, malharam o bicho e esfaquearam o homem. Parece que o assaltante – um não europeu, que é uma espécie que agora anda muito por aí – terá ficado em prisão preventiva. Desconfio que se a história não envolvesse a agressão a um animal, quem tinha chatices era o assaltado…
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Deixa arder
A estratégia do Partido Socialista para o combate aos incêndios faz lembrar aquele gajo que nem f*** nem sai de cima. Não apaga o fogo nem deixa apagar. E, pior, ainda transforma os bombeiros em mirones.
Não discuto a genialidade desta inovadora e sui generis maneira de enfrentar o problema. Nem irei recalcitrar tão sábia decisão se, por azar, estiver um dia na posição dos desgraçados que são ameaçados de prisão por defenderem do lume aquilo que lhes custou a ganhar. Nessas circunstâncias lutaria na justiça, até ao último cêntimo ou derradeiro folego, para ser muitissimo bem indemnizado por aquilo que o Estado não defendeu nem deixou defender.
Desconheço como eventualmente se processarão essas eventuais indemnizações. Mas muito mau será se calcularem os estragos apenas pelo valor patrimonial. Parece-me óbvio que terá de ser pelo custo de reposição. No mínimo, já que do valor sentimental não quer saber quem se limita a deixar a arder.
terça-feira, 8 de agosto de 2023
Larica e aromas refrescantes
1 - Um auto proclamado humorista garantia um dia destes que havia gente a morrer de fome em Lisboa. Instado a indicar o local exacto onde estavam pessoas a falecer por inaninação, preferiu divagar sobre generalidades. No que, diga-se, foi acompanhado por outro tipo que também tem a mania que tem graça. Não existindo apoios sociais, o falecimento por falta de ingestão de alimentos seria o destino destes e de muitos outros humoristas do regime se tivessem de viver das suas piadolas.
2 – O desemprego jovem continua a constituir uma preocupação para o governo. Tanto que até inventa cenas destinadas a promover o regresso daqueles que emigraram, incentivos à contratação e outras ideias igualmente geniais. Se a esquerda, fofinha e bem cheirosa, revertesse aquela medida do tempo do governo da direita bafienta, que aumentou a idade da reforma, desconfio que a dimensão do problema diminuía substancialmente. Com os velhos a trabalhar, como é que querem que haja empregos para os jovens?!
3 – Tenho visto muita gente a contestar o número de pessoas presentes no espaço à beira rio onde esteve o Papa. Não sei, nem me interessa nada, se lá esteve ou não o tal milhão e meio. Mas olhando para o milhão que esteve presente numa manifestação no Terreiro do Paço ou para os duzentos mil que já estiveram na pracinha em frente ao Parlamento, acredito que até possam ter estado no local da dita missa para aí uns vinte milhões…