
Parece que nos últimos dias terão sido mais que muitos os que se fixaram no Alentejo para escapar ao vírus chinês. Os “montes” dos ricaços – ou falidos, que nisto como noutras coisas a doutrina diverge – desertos durante quase todo o ano estarão agora habitados e, segundo alguns relatos, nos supermercados da região o sotaque alentejano já não é predominante.
Uma atitude sensata, admito. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Não vou, portanto, alinhar naquela treta – muito partilhada nas redes sociais – que os desaconselha vivamente a viajar para cá e, ainda que não declaradamente, lhes sugere que zarpem mas é daqui para fora. Nada disso. Por mim são muito bem-vindos.
Tenho, no entanto, uma má noticia. Ainda que o tal Covid-19 tenha por aqui uma taxa de incidência menor que noutras zonas, se olharmos para as estatísticas o Alentejo é a região do país onde se verificam mais óbitos. Por cada cem mil habitantes, no mês de Janeiro, quinaram 146,73. Verdade que isso dos rácios vale o que vale...mas nunca fiando.









