quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O orçamento da bicharada

Ao contrário de outros anos, não tenho ligado nenhuma ao orçamento do Estado que, por estes dias, anda a ser discutido e aprovado no Parlamento. Não terei perdido grande coisa, ao que se diz. Um circo em torno da descida do IVA – que serviu para esconder, à custa do ruído que provocou, mais um enorme aumento de impostos – e pouco mais.


Quem está muito contente são os amigalhaços dos animais. Com aquilo do iva das touradas, nomeadamente. Agora que os bilhetes são à taxa máxima o touro sofre muito menos. Já quase não sente as bandarilhas no lombo, aposto.


Quanto à restante bicharada, não sei que benefícios lhes reserva este OE. Mas, pouco me espanta, se passar a considerar os animais de companhia como parte integrante do agregado familiar para efeitos do IRS, se o SNS comparticipar o preço dos medicamentos para os bichos e, espero que alguém tenha pensado disso, alargar o âmbito das baixas médicas a quem necessita cuidar do seu bichinho quando este fica enfermo.


Há, também, mais uma quantidade de impostos novos e aumento noutros. Como aquele sobre a carne. Que é, justificam, para a malta comer menos. É desta que vou engordar um porco no quintal. Sempre estou para ver quem é o alarve que se vai atrever a vir cobrar este tributo ridiculo.

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