domingo, 9 de fevereiro de 2020

Remate kruzado

Não percebo nada de bola. É por isso que me sinto tão à vontade para dissertar acerca do jogo de ontem. Aquele que envolveu uns quantos arruaceiros, dentro e fora do campo, mais uma quantidade de gente empenhada em manter a competitividade do campeonato. Aquilo teve de tudo. Antes, durante e depois do jogo. Menos futebol. Disso é que não vi nada. Apenas pancadaria e cenas parvas antes da partida, profissionais a praticar a arte errada durante a contenda e, depois, uns quantos patetas a comentar algo completamente diferente daquilo que a realização televisiva me mostrou.


O futebol é uma guerra. A norte sabe-se disso. E pratica-se com todo o empenho. Desde os bonecos na auto-estrada, às bolas de golfe nos estádios e a qualquer cena esquisita que faz certos praticantes da modalidade ver a canela do adversário – inimigo, para eles – estender-se até ao pescoço. Esta postura, ou lá o que é, às vezes resulta. O pior é a ressaca. Belenenses e Famalicão que o digam. Quanto ao FCP logo se vê para a semana.


Depois há os árbitros e aquela malta que pugna pela cena da competitividade. O SLB ontem, obviamente, não podia ganhar aquele jogo. A agremiação cuja claque apoia a equipa com impropérios aos adversários – coisa que deve ser única no mundo e que só revela a pequenez da instituição – jamais podia ficar a dez pontos do primeiro lugar. Estava-se mesmo a ver o que ia sair dali. Até eu adivinhei. Foram, à pala disso, os €€€€ mais fáceis de sempre de ganhar no Placard...

2 comentários:

  1. Não vi nem ouvi nada mas pelo que contas não passa mais do mesmo...o futebol já foi um belo desporto hoje é motivo para tudo que é nefasto.

    Abraços

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  2. O futebol é uma guerra. E não é de hoje, é desde o final dos anos oitenta. Não é por acaso que para meter o Benfica dentro do estádo do ladrão é quase necessária uma operação militar. Por mim, que até nem gosto de violência, enquanto o Glorioso não fizer exactamente o mesmo que faz o fcp nunca irá a lado nenhum. Serão sempre comidos que nem passarinhos!

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