É pá, deixem ao menos secar a tinta!!!
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Os autocarros são do povo, pá!
Fonte: Expresso
Usar meios públicos para satisfazer fins e interesses privados de uns quantos deve ser a nova versão daquela coisa da apropriação colectiva dos meios de produção. Ou de transporte, no caso.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Caça-promoções
Diz que duas famílias se envolveram em pancadaria, numa grande superfície comercial, quando duas crianças disputavam o mesmo brinquedo. Deve ser, digo eu, mais um sinal de retoma da economia. Um facto revelador, quiçá, do crescimento do poder de compra da população. A juntar a muitos outros a que assistimos diariamente. Como, por exemplo, num supermercado cá do sitio onde quase tudo o que pode ser consumido na restauração desaparece num ápice das prateleiras. Neste caso não consta que tenha havido recurso ao tabefe para levar a última garrafa. Desconfio, até, que o primeiro taberneiro a chegar as levou todas. E depois ainda têm a lata de andar por aí com a lamuria disso da crise e tal...
domingo, 8 de novembro de 2015
Enganaram-se na formula. Só pode. Ou então vão pôr um radar em cada esquina...
Presumo que a esmagadora maioria dos que exultam de felicidade com a coligação das esquerdas já se tenha dado ao trabalho de ler o programa do governo que vão apoiar. Se sim e, apesar de o terem lido, continuam a acreditar que a solução governativa encontrada não nos vai atirar, a médio prazo, para mais uma bancarrota, então, são qualquer coisa mais do que apenas ingénuos ou idealistas.
Ali, no tal programa, o PS propõe-se fazer um enorme aumento da despesa – não sei quantificar mas serão, seguramente, largos milhares de milhões de euros – e uma colossal diminuição da receita. Mantendo, garantem, o desvio orçamental dentro das margens do tratado. Acredito que os autores disto saibam fazer contas. Suponho, até, que usem o excel – ou o calc, vá - para calcular estas coisas. Desconfio é que se enganaram nas formulas.
A menos que estejam confiantes no espírito transgressor, na tendência acelera dos portugueses e na receita que possam obter com a colocação de um radar em cada esquina. Com aquilo do SINCRO deve ser só facturar.
sábado, 7 de novembro de 2015
Chegaram os primeiros refugiados
Bem - vindos! Mas alguém que avise uma das senhoras refugiadas que, em Portugal, o Carnaval é só lá para Fevereiro...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Vai ser bonita a festa, pá...O pior será a ressaca!
Acredito que a concretização do acordo de governo entre os partidos derrotados nas últimas eleições constitua, para muitos dos que neles votaram, a concretização de uma espécie de sonho. Nada que me incomode. Embora tenha a certeza, mais do que absoluta, que este sonho de alguns acabará num imenso pesadelo para todos. Mas cada um acredita no que quer e se existe quem acredite que os pastorinhos viram uma senhora a pairar sobre uma azinheira, também não me surpreende que uns quantos possam estar convencidos da bondade das politicas que advirão da existência de um governo desta natureza.
Estou mesmo em crer que, daqui por vinte ou trinta anos, haverá quem faça questão de recordar o governo onde estiveram o BE e o PCP como um dos melhores de sempre. Tal como, já hoje, há quem não se canse de garantir ter sido a governação de Vasco Gonçalves a melhor de todos os tempos. Claro que, no presente, quem tem o discernimento suficiente para analisar o passado sabe a que nos conduziu o desvario daquele general. E sabe, igualmente, onde no futuro vai ter o percurso que estes novos “companheiros”, “camaradas” ou lá como se vão tratar eles vão percorrer. Sabe, também, quem vai apanhar as canas. Mas, até lá, que venham os foguetes.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
A culpa não é deles. É dos idiotas que lhes deram o voto...
O PAN - essa coisa a quem uns quantos palermas entregaram o seu voto, mesmo sem conhecer o que os gajos querem mas apenas porque lá pelo meio fala em animais – parece que andou a mandar umas bocas contra a praça de touros cá da terra e a defender o fim do voo da águia Vitória no estádio do GLORIOSO. Em relação ao touril aqui do burgo ainda percebo. Eu também não gosto daquilo. Não pelas mesmas razões dos esparveirados do PAN, mas porque, enquanto contribuinte, entendo que o dinheiro público – europeu ou nacional – deve ser aplicado em investimento útil. Se os aficionados querem touradas, que as paguem. Desde as arenas aos bois.
Já quanto à Vitória a coisa muda de figura. O PAN que vá marrar para outro lado. Deixem lá o bicharoco em paz. Eles que proíbam os cães e gatos enclausurados em apartamentos onde mal se podem mexer, os pássaros presos em gaiolas, os peixinhos nos aquários e as aranhas metidas em caixinhas minúsculas. Ou, melhor, eles que continuem mas é a divertir-nos com aquela coisa dos copos...
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Olha quem ganhou a raspadinha!

Fontes geralmente bem informadas garantiram-me ter visto António Costa à porta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Estava, assegura quem alegadamente o terá avistado, visivelmente perturbado. Parece que o Departamento de jogos teria liminarmente recusado pagar-lhe o prémio obtido nesta raspadinha...
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Valha-lhe um burro aos coices!
Óbvio que, naquilo das cheias em Albufeira, o Ministro teve um discurso patético. Numa coisa tem, no entanto, toda a razão. Podiam os comerciantes ter um seguro que lhes garantisse uma indemnização pelo prejuízo sofrido. Afinal o homem não fez mais do que recordar aquela coisa da malta só se lembrar de Santa Bárbara quando fazem trovões. Era, se calhar, a referência que mais lógica teria feito em todo aquele discurso a atirar para o religioso.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Avante Kamarada!
O PCP, garante Jerónimo, só aprovará no parlamento medidas boas para os trabalhadores. Fico contente. Embora ache que o líder comunista não trabalha há tanto tempo que, quase de certeza, já nem sabe o que é bom, ou não, para quem tem de labutar para ganhar a vida. Daí que, apesar do contentamento, fique ligeiramente desconfiado com a garantia.
Mesmo entre o eleitorado comunista é capaz de não haver muita gente ainda a bulir. São poucos, estão velhos e, provavelmente, os jovens que por lá andam também devem ser atingidos por essa praga do desemprego. Daí que, se calhar, por lá a experiência acerca do que é ou não prazenteiro para os que trabalham também não seja muita.
Depois é aquela mania de pretender saber o que é bom para os outros. Se a esmagadora maioria dos eleitores não aprecia as suas teses, por que raio aquele partido se arroga no direito de achar que sabe o que é bom para o eleitorado? Não sei porquê fazem lembrar os padres. Não casam mas fartam-se de dar conselhos sobre o casamento...
domingo, 1 de novembro de 2015
Devo ser um "especista", eu... O que, presumo, será crime um dia destes.
O que está hoje a indignar os profissionais da indignação que operam no facebook – uma espécie de brigada do politicamente correcto – é o caso da morte, devido a electrocussão, de um canito no passeio marítimo de Oeiras em consequência de uma avaria num foco luminoso instalado no pavimento. Chocante esta morte. Até porque podia dar-se o azar de ter sido uma pessoa. Tudo o que vem a seguir é que se dispensa. Nomeadamente o discurso que equipara os animais às pessoas, tornam-os quase humanos e enxovalhando todos os que têm a lucidez de recordar aos mais fanáticos da causa animal – uma imensa trupe de urbano deprimidos - que os bichos não podem ter os mesmos direitos nem a sua existência valer o mesmo que a vida humana.
É o multiculturalismo...
A socialista Câmara de Lisboa prepara-se para esturrar três milhões de euros na construção de uma nova mesquita. Andarei, muito provavelmente, a dispersar a minha atenção por outras cenas igualmente rocambolescas – também elas, curiosamente, protagonizadas pelos xuxas – para ainda não ter dado conta de nenhum movimento de indignação contra este escandaloso esbanjamento de dinheiro público. Se o há não dei por nada. Nem, sequer, um grupelho qualquer de intelectuais a manifestarem o seu asco à promiscuidade entre o poder e a religião. Algo assim, sei lá, do tipo daquilo que fizeram por causa dos crucifixos. Ou, vá, um protestozito ao nível daqueles que apelam ao fim do financiamento público às touradas e correlativos. Mas não, ninguém protesta. Nem, tão pouco, acham isto uma espécie de má despesa pública. Deve por isso da mesquita ser uma coisa assim a atirar para o multiculturalismo. O que, como se sabe, é algo que dá ares de inteligente até ao maior burro.
sábado, 31 de outubro de 2015
Estranho conceito de democracia...
Bastou um grupo de três indivíduos, cada um por si, ter a ideia de sugerir a realização de uma manifestação em frente à Assembleia da República contra um eventual governo de esquerda, para deixar os comunistas e outros esquerdalhos à beira de um ataque de nervos. Pelos vistos a rua é da esquerda. O direito ao protesto é da esquerda. O direito à liberdade de expressão só pode ser exercido se for para exprimir opiniões favoráveis à esquerda. Apenas a esquerda se pode manifestar nas ruas. Tem o exclusivo, devem achar as criaturas. Era assim em setenta e cinco. Pelos vistos querem que assim continue em dois mil e quinze. E isto ainda sem estarem no governo...
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Há silêncios que valem por mil palavras
Mário Soares é um gajo que gosta de dizer coisas. Daí que seja mais do que estranho o silêncio a que se remeteu desde o dia 4 de Outubro. Deve ter perdido o pio. Ou, o mais provável, estar em choque. Não é para menos. Mas lá que o silêncio do homem é ensurdecedor, lá isso é.
Costa, a serpente.
Toda a gente já reconheceu que o actual impasse na vida politica portuguesa se deve a uma birra do individuo que chefia o PS. O homem – em termos políticos, evidentemente – não presta. O seu percurso fala por si. Mas não o culpo em exclusivo a ele. Todos os que viram – ou, apesar de tudo, ainda veem - ali um Messias, uma espécie de salvador da pátria, também são culpados. Em termos pessoais o senhor até pode ser uma jóia de criatura mas politicamente não vale nada. É pior do que as cobras. Daqueles que nem a história julgará. Não vai lá ter lugar. Terá, isso sim, um lugar destacado no anedotário nacional.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Refeições, fruta e transferências bancárias.
Acho mal – do pior, mesmo – isso das ofertas aos árbitros. Inclua o rol do ofertório canetas, camisolas, fruta, refeições ou apenas uma bebida num bar qualquer. Ou, até, coisas de menor importância como depósitos em dinheiro nas contas bancárias dos homens da arbitragem. Estou, portanto, do lado dos indignados que exigem a descida de divisão dos clubes ofertantes. E a despromoção não seria para a segunda divisão. Iam era direitinhos para os distritais.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Convicções, ilusões e alguns parvalhões
Admito que exista muita gente satisfeita com a perspectiva de existir no país, quarenta anos depois, um governo que envolva os comunistas e os radicais de esquerda. Uns por convicção, outros por ilusão e mais uns quantos pela expectativa de ver no que dá. Respeito todos eles. Por achar que a experiência vai outra vez correr muito mal discordo em absoluto mas, reitero, reconheço que têm todo o direito a estar do lado errado.
O que já não aceito, nem muito menos respeito, são os anormais de merda – ou umas bestas do caraças, para ser mais simpático – que andam por essa Internet fora com aquela treta do “Costa, Catarina e Jerónimo 4ever”, “para sempre” ou outra idiotice qualquer que envolva a enternização daquela trupe no poder. Gente que, a julgar pelo slogan, gosta pouco de democracia. Ou, então, é simplesmente parva.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Koisas que m'atormentam
Sim, nós sabemos que os comunistas já não comem - mas alguma vez comeram? - criancinhas ao pequeno almoço. E eles, os comunistas, sabem?
Estes estudiosos dão-me azia
Estudos há muitos e para todos os gostos. Ou desgostos, depende. Agora é sobre os enchidos e as carnes em geral. Diz que são prejudiciais à saúde. É provável que sim. Se eles, os sábios, o dizem não serei eu a duvidar. Mesmo acreditando nos estudiosos não será por isso que vou passar a comer tofu. Nem virar vegetariano. Até porque o ar que respiramos, desconfio, também nos deve estar a matar e, mesmo assim, vou esforçar-me por continuar a respirar.
Outro estudo qualquer garantirá que a esmagadora maioria dos óbitos acontece na cama. É, por mais voltas que se lhe dê, o sitio onde quase toda a gente falece. Surpreendentemente todos continuam a deitar-se sem qualquer preocupação perante este dado estatístico incontornável. Depois queixem-se. Se puderem.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
domingo, 25 de outubro de 2015
Esta proposta eleitoral do PCP parece-me um caso de estimulação precoce...
Não sei se os entusiastas da maioria de esquerda leram com atenção – ou apenas na diagonal, vá – o programa eleitoral dos comunistas. Propõem-se os camaradas, entre outras coisinhas boas, estimular a poupança dos portugueses. Ora de estímulos quase todos gostamos e, ainda que o estimulo envolva apenas a area da poupança, não há quem não goste de se sentir estimulado.
O pior é que a vontade comunista de dar estímulos ao pagode acaba mais ou menos a meio da página 37 do dito programa comunóide. Também ela, a página, perto do meio do citado conjunto de intenções do PCP. Aí se prevê a criação de um imposto, com uma taxa de 0,5%, que incidirá sobre quem possua património mobiliário superior a cem mil euros. Ou seja, estimular sim, mas só até certo ponto. Pode igualmente dizer-se que o estimulo se vai demasiado depressa...
sábado, 24 de outubro de 2015
O que a malta se vai divertir...
Cavaco, por muito que lhe custe, terá mesmo de nomear o derrotado Costa como chefe de um governo composto, ou apoiado, pelos perdedores das eleições. Passos e Portas não estarão dispostos, segundo alguns círculos próximos da coligação, a manterem-se num governo de gestão. A ideia será, no parlamento, CDS e PSD votarem contra tudo e mais alguma coisa proposta pelo governo, deixando assim o PS nas mãos do PCP e do BE. Vai ser bonita a festa, pá.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Tudo é relativo. Mas há coisas mais relativas do que outras.
Leio e ouço com frequência que o país está numa espécie de emergência social. Pode ser que sim. Mas tendo a desconfiar que isso da emergência é capaz de ser manifestamente exagerado. Nomeadamente quando os exemplos apontados vão num sentido bastante diferente daquilo que por aí se vai vendo.
Atente-se no caso dos reformados. Uma “classe” que, vá lá saber-se porquê, é permanentemente apontada como a principal vitima da pretensa malvadez do governo. Admito que, como quase todos os portugueses, tenham fundados motivos de queixa das opções de quem governa. Convém, contudo, relativizar as coisas. Se consultarmos as páginas pessoais no Facebook de muitos reformados, os lamentos que lá vão deixando relativamente aos alegados maus tratos governativos de que estão a ser alvo, não são compatíveis com as numerosas fotografias de convívios gastronómicos, viagens, cruzeiros e outros eventos manifestamente dispendiosos onde constantemente marcam presença. Nada, obviamente, tenho a ver com isso. Acho até muitíssimo bem que pratiquem essas actividades e todas as outras que lhes dê na real gana. O que me desagrada é que se queixem da miséria para onde foram atirados quando, se calhar, estão a gozar de privilégios que nenhuma geração teve antes e que, a seguir, mais nenhuma terá.
Cavaco mau...
A esquerda ficou histérica com a decisão do Cavaco. Nada de surpreendente. Apenas incoerência, como quase sempre. Para a malta da esquerdalha o Costa governar, mesmo amplamente derrotado nas eleições, é legítimo. E, perante a lei vigente, de facto é. O Presidente equacionar manter em gestão um governo que não passe no parlamento, embora legítimo perante a lei em vigor, não é. Coisas…
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Alguém que lhe diga para pôr mais tabaco naquilo...
Ainda mal tinha acabado de escrever o post de ontem - vaticinando tempos divertidos à conta do futuro governo dos perdedores - e já Catarina Martins, a pequenota de olhos esbugalhados e olhar alucinado, revelava ao mundo as preocupações que o seu partido pretende ver reflectidas no programa de governo dos derrotados nas eleições. Ficámos assim a saber que a anulação das recentes alterações à lei do aborto e um problema qualquer relativo às parelhas do mesmo sexo, constituem as preocupações maiores da pequena líder.
Compreendo que a criatura pretenda satisfazer o seu eleitorado. Fica-lhe bem. O que já não me parece tão acertado é tornar as problemáticas relacionadas com as partes pudibundas a prioridade da acção governativa. É divertido, todos damos umas boas gargalhadas à conta disso mas, que diabo, é capaz de haver um ou outro assunto um bocadinho mais importante a tratar. Não sei, digo eu. Que, assim de repente e por comparação, até já começo a achar aquilo da educação de adultos, que inviabilizou o acordo do PS com os PAF's, uma coisa de extrema importância.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Já vi este filme...
A ideia de um governo à esquerda, constituído pelos derrotados das ultimas eleições, começa a agradar-me. É que isto de ser governado por comunistas e radicais de extrema-esquerda não é coisa que muitos europeus ocidentais já tenham vivenciado. Por cá os portugueses com menos de cinquenta anos nem sonham o divertimento que constitui ver o país gerido por essa malta. Por mim – que já vi este filme na versão a preto e branco – começo a estar em pulgas para assistir a esta nova reprise da tramóia. Vai ser divertido, isso garanto. E, sem pretender ser spolier, deve durar mais ou menos o mesmo tempo da outra vez e o final também não deverá ser substancialmente diferente.
Presumo que as diferenças estarão nos personagens. Todos eles mais cultos e com melhor aspecto que os originais. Desde os principais aos secundários. E, até mesmo, os figurantes apesar de igualmente parvos são um pouco melhor apessoados e menos brutamontes. Desta vez não haverá Libórios a organizar barricadas nem a disparar sobre automóveis. O resto vai ser igual. Uma comédia patética que rebenta com o orçamento mas que se revela um fracasso de bilheteira.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Consultei o programa do PAN e não encontrei nada sobre isto...
Parece-me perfeitamente normal que muitos considerem o animal de estimação que têm em casa como mais um membro da família. É lá com eles. Cada um sabe de si e do grau de parentesco que o liga ao bicho com que coabita. O que não se me afigura muito dentro da normalidade é que, em situações como as da foto, os extremosos donos finjam que nem conhecem o animal. É, também por isto, que continuo sem perceber se é o cão que é da família deles ou eles é que são da família do cão.
sábado, 17 de outubro de 2015
E o coiso do PCP não é um anti-democrata primário?!
Jerónimo abdica de tudo e mais um par de botas só para ver o PS no governo. Quem não partilha dessa vontade é, na opinião do aprendiz de grande lider, um anti-comunista primário. Sim, é mesmo isso que sou. Anti-comunista. Primário, secundário ou o que ele quiser. E com muito orgulho. Por mim prefiro a democracia.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Que façam um longo caminho até ao socialismo...e não voltem!
Começo a ficar sem paciência para a cambada de comentadores da treta que pululam pelas televisões e para as conversas acerca de quem deve ou não governar. Menos ainda para os exercícios parvos, geralmente reveladores de elevado grau de demência, dos que procuram demonstrar que quem perdeu as eleições, afinal, as ganhou. Vão todos bardamerda. Decidam-se mazé a formar governo e a dar um rumo a isto. Num país a sério vinte e quatro ou quarenta e oito horas após as eleições os governos estão em funções. A bem dizer nem só nos países a sério é assim. Até naqueles onde a bandalheira é apenas relativa estas coisas são feitas mais depressa.
Já estou por tudo. Só para deixar de os ouvir. Constituam lá o vosso governo socialista-comuno-bloquista. Só espero que não me decepcionem. Comecem a tratar da reforma agrária nos campos do sul, a construir o TVG, o novo aeroporto de Lisboa, a terceira ponte sobre o Tejo e a dividir o país em regiões administrativas. E, já agora, não se esqueçam de regulamentar o trabalho sexual e enquadrar os respectivos profissionais num quadro legal que os proteja na sua actividade. E, também, os faça pagar impostos. Ah, e comecem a caminhar para o socialismo. Sem parar, de preferência. Ou, se pararem que seja quando estejam bem longe...
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Dar a volta à lei.
Obrigado pela troika ou motivado apenas por questões ideológicas, o governo que agora cessa funções adoptou medidas sem qualquer sentido. Inúteis, mesmo. Quando não, até, contraproducentes relativamente ao que, imagina-se, seria o objectivo das mesmas.
A redução dos feriados ou o aumento do horário de trabalho na função pública para quarenta horas semanais constituem apenas dois exemplos de politica reles, feita por políticos sem qualidade e que, no caso do horário, apenas agrada aos que defendem o quanto pior melhor relativamente aos funcionários públicos.
Neste último tema, o poder local, como acontece com tudo o que é lei que belisque os seus interesses, tratou de dar à volta à questão. Municípios houve que ignoraram liminarmente a medida sem que daí, saliente-se, tenha vindo mal ao mundo ou sanção a quem assim decidiu. Outros – muitos, ao que parece – trataram de assinar acordos que permitem a laboração nos moldes do horário anteriormente vigente.
Há, finalmente, um terceiro grupo. Os que preferem não fazer acordos e manter as quarenta horas. Tudo a bem, diz, dos seus trabalhadores. Que assim têm a oportunidade de complementar o parco salário através das horas extraordinárias que generosamente lhes são pagas. Sortudos os funcionários que, por via deste acréscimo salarial, podem melhorar o seu nível de vida, pagar a prestação do carro, fazer aquela viagem ou, simplesmente, esturrar o graveto naquilo que mais lhes aprouver. Não é que conheça autarquias onde isto aconteça, mas tenho ouvido falar que lá para o norte é muito frequente.