terça-feira, 24 de março de 2015

Cofres cheios...de dividas!

Como é possível não perceber que continua a não haver dinheiro nos cofres e que aquilo que por lá abunda são dividas?! Admito que pessoas iletradas idealizem cofres a transbordar de notas. Mas que alguém minimamente informado pense assim já é coisa difícil de conceber.


Parece-me redundante que os socialistas andem por aí a pregar a necessidade de repartir o conteúdo dos cofres, alegadamente a abarrotar de dinheiro, por velhinhos despojados das suas reformas, criancinhas esfomeadas, desempregados desesperados por um emprego e cidadãos, tramados pelas políticas socráticas, em geral. Pode, admito, parecer uma ideia altruísta. O pior, para nosso mal, é que já foi posta em prática. O recheio dos cofres há muito que foi repartido. Por todos nós. E estamos a pagar por isso. Só não percebe quem, cego por paixões políticas, não quer ver.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Nem se trata de uma vitória moral. Foi uma goleada!

Opiniões há muitas. Cada um tem direito à sua e, por mais parva que esta se revele e menos adesão à realidade que demonstre possuir, tem todo o direito a expressá-la. Até porque pode contribuir, como muitas vezes acontece, para nos divertir.


É o caso do autor de um blogue onde, por acaso, fui parar. Defende o ilustre pensador – português, diga-se - a rebuscada tese que o PS francês obteve ontem uma importante vitória eleitoral. Isto porque, sustenta, quem ganhou foi outro “partido republicano” - seja o que for que isso significa – e não a Frente Nacional da senhora Le Pen.


A criatura não percebe que os socialistas franceses tiveram uma derrota humilhante. Pode, naturalmente, ficar contente por um partido não ganhar. Mas isso não transforma os restantes derrotados em vitoriosos. Nem este tipo de pensamento me causa grande surpresa. Afinal socialistas a ver coisas que mais ninguém vê não faltam por aí...

domingo, 22 de março de 2015

Já vi este filme várias vezes...com o Benfica no papel principal.

É sobejamente conhecida a penúria financeira em que vivem os clubes portugueses. Todos. Grandes e pequenos. Por isso até eu, que não sou de intrigas, fico abismado com a repentina liquidez de tesouraria que permite a agremiações sem dinheiro para mandar cantar um ceguinho duplicar ou triplicar os prémios de jogo em caso de vitória se o adversário for o Benfica.


Recorde-se, aos mais distraídos, que os jogadores de futebol são profissionais. Ganhar faz parte do seu trabalho e uma vitória vale sempre três pontos. Seja contra o Glorioso ou outra equipa qualquer. Não me parece, por isso, que aumentar a recompensa nestas circunstâncias abone muito em favor do profissionalismo de jogadores e treinadores dessas agremiações.


E sim, estou ligeiramente indisposto com o resultado de ontem. Mas, se estivesse no lugar de quem arranjou a massa para pagar o prémio de jogo aos jogadores do Rio Ave ainda estaria muitíssimo mais. Foi dinheiro jogado fora. Para ganhar ao Benfica deste Sábado a promessa de uma bifana teria chegado como incentivo.

Com vinagre também se apanham moscas

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Não sei em que se baseia a crença popular quando decreta que não é com vinagre que se apanham moscas. Pois eu garanto que é. Moscas, mosquitos e outros esvoaçantes. Basta misturar um pouco de açúcar e é vê-los mergulhar em direcção à mistela previamente engarrafada. Donde, naturalmente, já não regressam.


 


 


 

sábado, 21 de março de 2015

Debaixo da ponte



Comovente a reportagem de uma televisão que nos deu a conhecer o drama de dois amigos que sobrevivem debaixo de uma ponte nos arredores de Lisboa. Motivou, como sempre acontece nestas circunstâncias, uma onda de solidariedade para com os dois homens. O que mais me intriga nesta história é que o cidadão cubano, protagonista da infeliz aventura, não manifestou, em nenhum momento, vontade regressar ao seu país onde, com toda a certeza, viveria feliz e o Estado zelaria pelo seu bem-estar. Não lhe deve ter ocorrido. Ou então, mal por mal, prefere ser livre.


 


 


 

Arte inútil

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Assim à primeira vista não estou a ver o objectivo de revestir árvores e mobiliário urbano com estas coisas. Deve ser uma espécie de arte. Ou uma mania qualquer. O que é, diga-se, mais ou menos o mesmo.


Boa ideia era fazer almofadas para os bancos. Seria juntar o útil ao confortável e continuava a ser arte.


 

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto

Mudança

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

terça-feira, 17 de março de 2015

Deve ser tudo rico...

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Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.


Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.


Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos.


 


 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Diz o roto ao nu...

António Costa sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. O Presidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e em mais um rol infindável de acusações que queira fazer ao primeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem com acontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece, por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçam não abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos. Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

Diz o roto ao nu...

AntónioCosta sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. OPresidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e emmais um rol infindável de acusações que queira fazer aoprimeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem comacontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece,por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçamnão abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos.Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Desemprego verde

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Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.


Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


 

Desemprego verde

Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.
Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


domingo, 15 de março de 2015

Não vendo!


O sector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido ao crescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que se verificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possa começar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o que já foi. E ainda bem.

Vai havendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo, o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. A procura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisar publicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

Não vendo!


Osector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido aocrescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que severificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possacomeçar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o quejá foi. E ainda bem.

Vaihavendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo,o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. Aprocura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisarpublicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

sábado, 14 de março de 2015

A culpa (também) é do PREC!

 

Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.

Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.

 

A culpa (também) é do PREC!

 


Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.


Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.


 

Desenrasquem-se, pá!

Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o rabiosque ao seu rebento.

Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!

Desenrasquem-se, pá!

 


Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o cagueiro ao seu rebento.


Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!


 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Diz que foi uma espécie de greve

Hoje foi dia de greve na função pública. Presumo que a adesão, na perspectiva dos sindicatos, ronde uns avassaladores cento e dezanove por cento. Já na óptica do governo os funcionários que hoje faltaram ao trabalho não foram mais que dois. Ou três, se entretanto tiver morrido algum que ainda não tenha sido abatido ao efectivo.
O habitual, portanto. Embora os hábitos tenham mudado. E muito. As greves de hoje nada têm a ver com as de outros tempos. Nos anos seguintes ao vinte cinco do A e até aos anos noventa era predominantemente no sul, em particular no Alentejo, que os seus efeitos se faziam sentir. Agora, a julgar pelas noticias, é no litoral e também a norte que as greves terão uma maior adesão. Por cá não se dá por nada.
Entretanto tudo vai continuar como antes. Mário Nogueira vai, daqui a pouco, dizer coisas a que ninguém liga. Jerónimo de Sousa vai manifestar a sua solidariedade com a luta heróica dos trabalhadores e, mais uma vez, exigir a demissão do goverrrrrrrrno. Já António Costa garantirá que não pode anunciar medidas mas que, quando governar, vai satisfazer todas as pretensões de toda gente. Deve ser por isso que os alentejanos já não fazem greve...