sexta-feira, 11 de abril de 2014

Transparência sim, mas só se não puser em causa as amplas liberdades e garantias duramente conquistadas com o 25 de Abril pelos corruptos e outros criminosos

Já se sabia que isso de reproduzir publicamente informação publicada em sites oficiais e, supostamente, destinada a ser do conhecimento publico, pode ser considerado crime. De difamação ou de outra coisa qualquer que esteja mais à mão de quem tem poder para decidir se determinado comportamento é, ou não, criminoso. Sendo assim essa coisa da transparência não tem utilidade nenhuma. Mais vale, portanto, fechar todos os portais oficiais onde se publicam os actos da administração e, com isso, poupar o dinheiro do contribuinte. Se é para ninguém poder dizer nada acerca do que lá está exposto à vista de todos, então para que servem?! É por estas e por outras – mas principalmente por estas – que concordo com a malta da esquerda quando garantem que este país está a voltar aos tempos de antes do 25 do A. Só que a ditadura agora não é de direita nem de esquerda. É a do politicamente correcto e das amplas garantias constitucionalmente consagradas aos cidadãos. Por mais corruptos e criminosos que sejam. Daaassssssss.

PS – Não me apetece mencionar casos concretos. São conhecidos uns quantos. Quem tiver paciência e curiosidade que os procure no Google.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Não, não acho bem isso de aumentar o salário mínimo.

Quem tem a paciência de me ler com alguma regularidade sabe que sou contra os baixos salários, os cortes, os impostos elevados e todas essas coisas que contribuem para um fraco poder de compra e uma baixa qualidade de vida. No entanto, pela forma como se pretende implementar a medida, não concordo com o aumento do salário mínimo nacional. Não agora. Não nestas circunstâncias.
Será uma opção muito popular. Melhorar o rendimento de quem ganha menos é uma coisa simpática. Mas tomar decisões motivadas pela emoção não é boa ideia. Principalmente quando, como é o caso, em causa estão questões relacionadas com dinheiro. Daí que o estranho consenso que rodeia este assunto não deixe de me surpreender. É que, não sei se alguém ainda se recorda, há pouco mais de três meses foram feitos cortes brutais nos ordenados e, mais dia menos dia, o cenário vai repetir-se. Em vencimentos, recorde-se, a partir de seiscentos e setenta e cinco euros. Pouco acima, portanto, daquilo que agora pretendem aumentar. Parece, mas pelos vistos é só a mim, que é capaz de existir aqui alguma inconsistência...
Há, depois, outra questão provocada pelo aumento do SMN que ninguém discute. O aumento da despesa pública que alguém vai ter de pagar. É que no Estado existe muita gente com vencimentos entre os quatrocentos e oitenta e cinco e os quinhentos ou quinhentos e quinze euros que se pretendem como novo valor do SMN. Que, naturalmente, terão de ver as suas remunerações actualizadas. 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Direitos de passagem?! Ninguém me paga nem tão pouco pediu licença!



Não gosto de pagar impostos. É uma coisa que me aborrece. Uns mais que outros, é certo. Por que se em relação ao IRS ou ao IVA, por menos que se goste, a razão da sua existência é evidente, outros há que não lembram a ninguém. Ou melhor, lembram à corja que nos governa. Estes, os que estiveram antes e os outros antes deles.
Para além do IMI, a que fiz referência noutro post, a TMDP – taxa Municipal dos Direitos de Passagem – que pagamos na factura dos serviços de telecomunicações, constitui outro exemplo da indigência intelectual de quem nos tem governado. Nem está em causa a quantia. É ridículo – não passa de uns cêntimos por mês – e para as autarquias, que são as destinatárias finais desta receita, representa um valor residual nos respectivos orçamentos. A teoria que presidiu à criação desta taxa é que é absolutamente estúpida. Atente-se nisto. Os cabos passam sobre o meu quintal e podem, até, causar-me algum tipo de estorvo mas, ainda assim, eu é que pago a taxa. Não devia ser ao contrário? Eles a pagarem-me a mim por utilização do meu espaço aéreo? 

domingo, 6 de abril de 2014

Isto sim é que um assunto fracturante. Atrevo-me a dizer polifracturante, até.

Uma estação de televisão emitiu ontem uma reportagem acerca de uma família – constelação familiar, como se autodenominam – poliamorosa. Ou seja, um grupo de pessoas que vivem juntas ou se juntam de vez em quando, fornicam umas com as outras e que têm liberdade e consentimento da alegada família para fornicar com quem muito bem lhes apetecer. Pertença ou não ao alegado grupo familiar poliamoroso.
Pode, assim à primeira vista, parecer confuso. Mas não. Aparentemente a coisa funciona. E, acrescento, afigura-se-me que no actual contexto este modo de vida pode contribuir de forma decisiva para a melhoria da situação social, económica e financeira do país. Como e porquê? É só pensar um pouco, começar a fazer contas e as respostas surgirão naturalmente de tão evidentes que são.
Também no plano jurídico esta deve ser uma prioridade para os nossos legisladores. Uma nova causa fracturante, mesmo. Nomeadamente para o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista. De resto se dois paneleiros podem casar e, um dias destes, adoptar crianças, não encontro nenhuma explicação racional para que um gajo e quatro gajas não possam fazer o mesmo. Ou três gajos e duas gajas. Ou cinco gajas, oito gajos e três paneleiros. Tudo ao molho, claro. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

É a facturazinha do IUC e do IMI que acabei de pagar, se faz favor.

Março foi o mês de pagar o IUC. O selo do carro, como o pagode lhe continua a chamar. Abril vai ser o IMI. Que, lamento desapontar os autarcas que me lêem, é o imposto mais estúpido que existe em Portugal e seguramente – digo-o com assumido desconhecimento de causa – dos mais idiotas que existirão por esse planeta fora. O imóvel, coitado, está ali sem fazer estorvo a ninguém – aliás, se fizesse não seria licenciado – não está a consumir recursos públicos, ocupa um espaço privado, mas, ainda sim, tem de pagar imposto. Elevadíssimo, por sinal. É, portanto, uma refinada roubalheira. Contra a qual, estranhamente, não vejo ninguém protestar. Ao contrário do que fazem certos bandos organizados acerca de outras questões menores. Nem vejo os indignados das redes sociais – leia-se Fuçasbook – manifestar a mais viva repulsa contra este gamanço de que quase todos somos vitimas. Devem estar muito ocupados a destilar indignação por o fisco ir sortear carros. Isso sim um problema realmente importante, como todos sabemos.
A propósito – e porque isto anda tudo ligado - será que a Autoridade Tributária vai emitir factura do IUC e do IMI?!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sei o que fizeste na legislatura passada

António José Seguro não é um líder carismático. Está, até, muito longe disso. Mas tem ideias. Muitas, mesmo. Geralmente dispendiosas, como quase todas as ideias que provêem de qualquer socialista que se preze. Mas o homem, reconheça-se, está muito mais comedido do que os seus antecessores. Não promete acabar com os pobres nem criar empregos aos milhares. Fica-se pela intenção de, no espaço de uma legislatura – a sua – acabar com os sem-abrigo. Apesar de ser ainda desconhecido o método a utilizar para concretizar tão voluntariosa e ciclópica tarefa, presumo que a coisa envolva a distribuição massiva de abrigos a quem não os tem.  Destes, provavelmente. Doutros nem ele acredita que seja capaz.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Às tantas ficaram em casa a ver gajas nuas na internet...

Havia ontem quem lamentasse que uma manifestação de reformados não tenha tido mais do que meia dúzia de participantes - parece que eram mesmo seis – quando pelo facebook teriam sido mais de sete mil os que manifestaram intenção de ir para a rua protestar contra o corte nas reformas e essas coisas. Terá sido, provavelmente, a chuva que caiu copiosamente sobre Lisboa a grande responsável pela fraca mobilização. Ou, se calhar, um conjunto de outras coisas que agora não vêm ao caso.
O que vem ao caso é isso do facecoiso. Faz-me confusão, o que é que querem. Por que raio sete mil almas, com idade para ter juízo, foram enganar os organizadores do protesto?! Pior. Talvez tenham até provocado alterações na agenda do Jerónimo, da Catarina e de outros figurões sempre prontos a aparecer nestas coisas para expressar o quanto estão solidários com quem se manifesta. Não se faz. O mundo está perdido. 

domingo, 30 de março de 2014

Arranjem lá outra coisa para se indignarem...



(imagem descaradamente roubada a um gajo que a publicou na internet)

Parece-me um bocadinho a atirar para o estranho a indignação e o espanto que leio por aí a propósito de alguns beneficiários do RSI perderem aquela prestação social por terem mais de cem mil euros no banco. A ver se nos entendemos. Onde é que está a admiração que certa malta que recebe o “Rendimentuuu” possa ter depósitos desse valor? Não percebo. Se eles são vistos a chegar às estações dos correios ou aos bancos montados em “bombas” topo de gama, caras como o caraças só em manutenção, é óbvio que têm de ter dinheiro aos montes. Qual é a dúvida?! Até os que se indignam com estas coisas sabem isso...

sábado, 29 de março de 2014

E do Volvo V60 da TVI, ninguém diz nada?!

Um programa televisivo, daqueles popularuchos de domingo à tarde, vai sortear um carro de luxo. Para o pagode se candidatar a tão fantástico prémio basta telefonar e pronto, fica desde logo habilitado a ganhar o carrão. De salientar que a candidatura, que é como quem diz a chamada telefónica habilitante, custa sessenta cêntimos. Mais IVA, acho eu.
Presumo que o negócio seja, para a TVI, um fiasco. Duvido que alguém concorra. Os jornais e os activistas do Facecoiso já devem, por esta altura, estar a promover uma campanha de esclarecimento da opinião pública acerca dos avultados custos anuais de manutenção da viatura a sortear. É que nisto de contas, como bem sabemos, os tugas são especialistas. Do melhor que há.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Tal cão, tal dono.


Quando ouço alguém dizer que ao seu bichinho de estimação só falta falar, por norma, acredito. Mesmo sem conhecer o animal. Nem é preciso. Sabendo que a certos donos só falta andar com as quatro patas no chão, convenço-me com facilidade, por comparação, que qualquer canito pode discursar fluentemente. Quiçá, até, escrever. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

E contudo eles votam...


Sou, em termos estatísticos, católico. Mas ainda bem que é apenas nessa coisa da estatística. É que se fosse à séria, daqueles mesmo praticantes, seria minha obrigação ir todos os anos a Fátima a pé em sinal de reconhecimento por Deus não me ter atribuído o impressionante nível de imbecilidade que profusamente distribuiu entre uma quantidade significativa de portugueses. O grau de estupidez que por aí se vai vendo é tanto que talvez não fosse suficiente uma simples deslocação em marcha acelerada. A forma de manifestar todo o meu agradecimento teria de ser ao pé-coxinho ou de recuas. Exemplos? Bom, talvez os seguintes sejam suficientes... Mas se não forem arranjam-se mais.

(Tudo isto a propósito do sorteio dos carros do fisco!)











terça-feira, 25 de março de 2014

E se os credores, esses malandros, formos nós?!


Obviamente que não questiono a sapiência, quanto a esta matéria, dos setenta e quatro subscritores do manifesto a pedir a reestruturação da divida. Saberão, naturalmente, muito mais dessas coisas do que eu. Até porque, à beira dessa gente, não passo de um iletrado. Há, no entanto, algo que me incomoda. Me atormenta, digamos. Parte significativa da divida está nas mãos de bancos nacionais ou a operar no país, da segurança social e de muitos portugueses que investiram as suas poupanças em certificados na esperança de algum retorno que lhes compense o que lhes está a ser roubado pelo cortes nas reformas e vencimentos. Daí me parecer que esta malta estará a querer arranjar mais uns quantos BPN's e acabar de vez com as economias dos portugueses. Digo eu, que não percebo nada disto e que acredito não ser o pagode que subscreve estes manifestos parvo de todo. Embora, assim de repente, quase pareça...

segunda-feira, 24 de março de 2014

E não se arranja um sistema de multas assim tipo via verde?


Construir uma avenida em linha recta quase a perder de vista, com um piso fantástico e depois obrigar os condutores a circular no máximo à estonteante velocidade de cinquenta quilómetros por hora, constitui uma maldade ainda maior que o arruamento. Uma provocação, quase. Está bem, pronto, é a lei que não deixa andar mais depressa dentro das localidades mas, porra pá, estão mesmo a pedi-las. Ás velocidades, claro. Se é para andar devagar mais valia uma vereda toda manhosa. Sempre ficava mais barata aos contribuintes. 

domingo, 23 de março de 2014

É fazer a conta...

Diz que os portugueses bebem, em média 2,5 cafés por dia. Setenta e três por cento dos quais em cafés, restaurantes, pastelarias e espeluncas congéneres. Admitamos que o estudo está correcto. Para simplificar as contas admitamos também os portugueses são exactamente nove milhões e meio. No final do dia teremos bebido qualquer coisa como vinte e três milhões setecentos e cinquenta mil cafés. Dos quais, os tais setenta e três por cento, em cafés, restaurantes, pastelarias e espeluncas congéneres. O que dará o simpático número de dezassete milhões trezentos e trinta e sete mil e quinhentos cafés beberricados, nos tais estabelecimentos.
Para a coisa não assumir contornos ainda mais aterradores e tornarmos os números mais redondos, vamos presumir que dez por cento são oferta da casa. Serão, assim, vendidos dezasseis milhões de cafés por dia. Dos quais, atendendo ao que se constata, talvez sejam facturados sessenta por cento. Acreditemos, generosamente, que sim. O que dá seis milhões e quatrocentos mil por facturar. A, vá, sessenta cêntimos cada um. Valor que inclui onze cêntimos de IVA. Significará isto que ficarão, todos os dias, setecentos e quatro mil euros de impostos por entregar ao Estado. Duzentos e cinquenta e seis milhões e novecentos e sessenta mil euros, ao fim de um ano.
Perante estes números hesito em continuar a culpar o Parvus Coelho, o Sócrates, o Cavaco ou a Merkel. Até mesmo o Rendeiro ou o Gonçalves me parecem uns meninos na arte do “desenrascanço”. Se calhar, perante estes dados, os verdadeiros culpados serão outros...

sábado, 22 de março de 2014

De boas intenções...


A intenção governativa, veiculada pelo secretario de estado do desenvolvimento regional, de limitar o acesso ao próximo pacote de apoios comunitários às autarquias endividadas, parece do mais elementar bom senso. Faz, até, confusão como é que ainda ninguém se tinha lembrado disso. Provocará, de certeza, muita brotoeja entre os autarcas caloteiros, esbanjadores de recursos públicos por vocação e amados pelos eleitores por isso mesmo. Será precisa muita coragem para concretizar a medida, porque o lobi autárquico vai-lhes cair em cima. Mas há que tê-la. Se outros, antes, já a tivessem tido talvez não tivéssemos chegado a este triste estado. E se ainda não for desta o mais provável é um dia destes irem-nos aos bolsos outra vez para pagar mais uma porrada de “investimentos” inúteis, despropositados e que pouco mais servem do que para encher o ego de alguns à custa do esvaziamento das carteiras de todos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

É o medo que guarda a vinha...e não falta quem queira que tenhamos medo!

Num artigo publicado aqui há atrasado no jornal Expresso era abordada a postura dos portugueses perante o sorteio de automóveis pelo fisco e se isso os motivava ou não a pedir factura com número de contribuinte. Haverá, segundo o articulista, dois tipos de consumidores. Os “NIFomaníacos” e os “NIFóbicos”. Ainda segundo o autor do artigo os primeiros são os que pedem factura de tudo o que compram e os segundos aqueles que se recusam a pedir factura por medo de ver a vida exposta aos olhos do fisco.
Desconheço se o objectivo do articulista era ou não divertir os seus leitores. Por mim achei-lhe piada. Depreciar a atitude cívica de quem pede factura só merece mesmo uma risada. De escárnio, no caso. Ou de dó perante tanta alarvidade. Propagandear argumentos ridículos acerca do pretenso “Big Brother” em que potencialmente se transformará este processo é, também, motivo mais que suficiente para umas quantas sonoras gargalhadas. Ainda que mais contidas, porque desde pequeno que me ensinaram a não rir dos pobres de espírito ou dos que sofrem de algum retardo.
Que ao cidadão comum surjam dúvidas e receios acerca deste assunto pode, até, ser tolerável. Agora que um jornalista – alguém com um nível de conhecimentos, supostamente, acima da média – não contribua para as desmistificar é que já me parece risível. Podia, ao menos, ter esclarecido que sim, o fisco fica a saber onde um incauto cidadão jantou. Mas se pagar com cartão o banco também. Ou, se pagar em dinheiro, em que ATM fez o levantamento. Tal como o Belmiro e os seus parceiros sabem o que comemos, o que bebemos, o que vestimos e, para os que usam preservativos, a frequência com que se enrolam com a patroa. É que, como se lamentava em certa ocasião uma cigana, eles com os computadores sabem tudo da nossa vida. Mesmo sem factura.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O drama... o horror... a tragédia... o roubo... o IMI!

Um antigo primeiro-ministro, conhecido pela manifesta incompetência com que governou o país, disse em determinada altura que a Sisa era o imposto mais estúpido do mundo. Era capaz de, nessa apreciação, ter acertado. Hoje a Sisa já não existe. Ou melhor, mudou de nome. Chama-se IMT e é, basicamente, a mesma coisa.
No campo dos impostos sobre o património temos também o IMI. O imposto mais injusto que se conhece. O roubo transformado em algo legal. Tudo o que se quiser no domínio da injustiça e do saque aos nossos bolsos. Agravado, mais uma vez, este ano. No meu caso em cerca de sessenta por cento. A nota de liquidação já disponível no portal da Autoridade Tributária e quem se quiser aborrecer à conta de uma surpresa desagradável pode dar uma espreitadela para confirmar a dimensão da roubalheira.
O pior é que o produto do saque tem vai ter um fim triste. Esturrado ao desbarato, como quase todos os outros impostos. O que significa, mais tarde ou mais cedo, a invenção de um novo tributo. Mais estúpido, mais injusto e, provavelmente, mais parvo. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Afinal o tamanho importa?


Ganhar a vida a tirar a roupa – a própria, não a de outrem – é uma actividade tão nobre como outra qualquer. Desde que existam parvos e parvas em número suficiente dispostos a pagar para ver alguém despojar-se dos trapos que tem em cima, não me parece que se trate de algo condenável. E digo parvos porque não encontro nada mais simpático para chamar a alguém de vinte, quarenta ou sessenta anos que pague para ver outra pessoa a despir-se. Mesmo que a coisa envolva contornos de alguma excentricidade. Como um anão, por exemplo. Embora, talvez, isso da excentricidade no caso não se aplique muito e evolua antes para alguma espécie de demência.

domingo, 16 de março de 2014

"O privado funciona muito melhor que o público". Sim, se tivermos um mandarete...

Por razões que não vêm ao caso, os últimos dias foram ocupados a tratar de questões burocráticas. O calvário burocrático envolveu deslocações a repartições públicas, bancos, correios e, lojas que tratam de assuntos de empresas que já não têm delegação cá na terra. Tudo locais que evito como a mourama o toucinho.
A minha experiência a lidar, do lado de cá, com a burocracia não é grande. Mas, surpresa das surpresas, nos diversos organismos públicos onde me desloquei encontrei gente simpática, atenciosa e um serviço desburocratizado. De excelência, diria. O pior – e, confesso, mais surpreendente – foi o contacto com os privados a que tive de recorrer. Filas intermináveis, quase terceiro mundistas, um número de “colaboradores” manifestamente insuficiente para tanta procura e – suprema surpresa - uma burocracia que já não se usa. Nem na administração pública. Uma lástima, em suma. Mas que recomendo vivamente a todos os que andam por aí a pregar a tal reforma do Estado. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Pagar e morrer é a última coisa que se faz na vida. Não necessariamente por esta ordem...


É um lugar comum dizer-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas este é um dos casos em que tal expressão se aplica na plenitude. Até porque não tenho tempo para escrever mais nada. Preciso de ali renegociar uma divida. Aproveitando a onda, vou tentar convencer um credor a quem devo cem euros a aceitar oitenta e damos o caso por encerrado. Entretanto, como continuo à rasca e já que vou falar com ele, peço-lhe mais cinquenta e, quando calhar, pago-lhe. Ou renegoceio, sei lá.   

quarta-feira, 12 de março de 2014

Ganhem juízo, pá!

Diz a imprensa de hoje que Sócrates irá participar na campanha para as eleições europeias. Este facto, a revelar-se verdadeiro, constituirá uma excelente noticia para Passos Coelho e deixará, por outro lado, António José Seguro à beira de um ataque de nervos. E também de perder o lugar seja qual for o resultado eleitoral. Que, presumo, será o objectivo do ex-primeiro ministro e de toda a ala socrática.
Verdade que o individuo que mais contribuiu para rebentar com as contas públicas e que iniciou o saque aos bolsos dos portugueses, continua a desfrutar de enorme popularidade entre os ignorantes, alguns carreiristas do partido e todos os que vivem do esbanjamento desenfreado a que chamam investimento público. Admito, por por isso, que o partido socialista ganhe alguma coisa com a presença do homem na campanha. O que não ganha, de certeza absoluta, é credibilidade.
Existe também a hipótese da reaparição da criatura provocar em muita gente a vontade de o voltar a castigar eleitoralmente. Pela minha parte - e acredito que muitos pensem da mesma maneira – desde que tomei conhecimento da noticia já decidi que, afinal, não me vou abster.

terça-feira, 11 de março de 2014

Isto é um país de ricos. Ou de parvos, não sei ao certo.


Talvez por não ser rico, ao contrário da generalidade dos que se andam para aí a queixar da crise, insisto em pedir factura das despesas que faço. Nomeadamente quando adquiro bens ou serviços em que posso deduzir no IRS quinze por cento do IVA suportado. Daí que seja frequente deparar-me com situações mais ou menos estranhas. Ou, apenas, relativamente esquisitas. Este será, eventualmente, mais um caso. No estabelecimento em questão a impressora das facturas serve apenas de enfeite. Não funciona. Por avaria ou outra coisa qualquer. Mas nem precisava de lá estar. Ninguém, mas mesmo ninguém, pede factura. Talvez por isso me tenha sido emitida - sem qualquer reservas, diga-se - esta coisa. Vamos ver se, como espero, vale cinco cêntimos de beneficio fiscal. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jornalismo de sarjeta

Num tempo só relativamente distante a comunicação social indignava-se por algumas funcionárias de um grande hospital terem, alegadamente, aproveitado a sua condição de trabalhadoras da instituição para, não menos alegadamente, tratar de melhorar a aparências das mamocas à pala.
Mais recentemente foi amplamente noticiado que umas quantas funcionárias públicas mais hirsutas andariam a fazer a depilação à conta da ADSE. Uma fraude, bramaram. Uma vergonha, mesmo, isso de tirar pêlos à conta dos contribuintes. Apesar de – o que, obviamente, não desculpabiliza este comportamento - o sistema de saúde seja pago pelos seus beneficiários e não pelos contribuintes em geral.
Soube um dia destes, igualmente pela comunicação social, que uma freguesia do Porto fornece gratuitamente – ou paga, não sei ao certo – serviço de cabeleireiro às eleitoras idosas da sua área de circunscrição. Não vou, porque não me apetece, fazer grandes considerandos acerca desta forma de esturrar dinheiro. Ou de angariar votos com o dinheiro de todos nós. Prefiro salientar que esta medida não foi apresentada em tom indignado, nem pretendeu promover a indignação dos restantes portugueses que não desfrutam deste serviço. Pelo contrário. Foi apresentada como uma medida boa. Fofinha, quase. Coisas do jornalismo merdoso que vamos tendo. 

sábado, 8 de março de 2014

Apontar é sempre feio

Tal como em muitas outras localidades, também por cá, amanhã vai voltar a ser dia de desfile carnavalesco. A chuva não permitiu a saída dos alegados foliões no domingo anterior e, vai daí, o pessoal volta a desfilar uma semana depois. Mesmo fora de época. Sopas depois de almoço, como sabiamente diria a minha avó.
Percebo muito pouco destes carnavais. É, diria, daquelas coisas que se tivesse de elaborar uma lista de interesses – assim tipo top dez - era capaz de figurar em centésimo vigésimo nono. Deve ser por isso que não achei grande piada ao último desfile. Nomeadamente a este grupo de caçadores. Pensava eu que ainda se ensinava às criancinhas que, seja em que circunstância for, uma arma, mesmo de brincar, nunca se aponta a ninguém. Pelos vistos já não é assim. Por mim, seja ou não Carnaval, continuo a levar a mal.  

quarta-feira, 5 de março de 2014

Emigrante ajuda a identificar gorduras do estado


Segundo Fernando Tordo, um dos mais mediáticos emigrantes portugueses, as autarquias são o grande empregador dos artistas em Portugal. Nada que o país não suspeitasse. Ou pelo menos parte dele. O governo é que ainda não deve ter dado por nada. Acabar com essa pouca-vergonha – muita, no caso – devia constituir uma prioridade governativa. Mas não. Reduzir vencimentos e aumentar impostos é muito mais fácil. Com a vantagem de não ter de aturar autarcas ciosos da autonomia do poder local. Ou lá o que é que chamam a isso de esturrar dinheiro à tripa-forra.

terça-feira, 4 de março de 2014

Pontualidade?! Hummm...


A pontualidade nunca foi uma característica de que os portugueses se pudessem orgulhar. Mas isso está a mudar. Pode até dizer-se que estamos a investir no sentido de proceder a uma mudança nesse comportamento. Há que chegar a tempo - ao trabalho, nomeadamente – e partir a horas. Usando as mais modernas e actualizadas tecnologias. Um bocadinho caras, também. Principalmente para um Município que até precisou de se socorrer do PAEL por, alegadamente, não ser lá muito pontual a pagar as contas.

domingo, 2 de março de 2014

Cuidado com a carteira, vem aí o IRS!

Este será, provavelmente, o melhor simulador para a declaração de IRS pago em 2013 a entregar em 2014. Trata-se de uma folha de cálculo muito bem elaborada e actualizada de acordo com o enorme aumento de impostos.
Pena que não funcione na sua plenitude em software livre. No LibreOffice, por exemplo, nem todas as suas funcionalidades estão disponíveis. O que não impede, mesmo assim, que o calc – a alternativa gratuita e legal ao excel – lhe diga quanto é que tem a pagar. Reitero, a pagar, porque isso de alguns receberem um reembolso trata-se apenas da devolução do que já tinham pago em excesso. Ninguém, mas mesmo ninguém, recebe IRS. 

sábado, 1 de março de 2014

Cortem-se os ordenados que a festa não pode parar!

Isto, dito assim por um idiota qualquer, era coisa para motivar, à esquerda, uma onda de indignação contra o autor da tirada. Tratando-se de um insuspeito comunista a declaração vai, junto dos correlegionários, merecer a maior compreensão e servir para, mais à direita, os defensores destas politicas nos garantirem que este é o caminho. “Se até os comunistas dizem” será, de certeza, algo que hoje se irá ler por aí. Por mim, seja quem for a manifestar esta ideia, estou contra. E, acredito, não estou sozinho. Mesmo entre os comunistas – provavelmente a começar pelo meu amigo Luís – não faltará quem rejeite esta teoria.
Mantenho o que escrevo desde tempos imemoriais. Não precisamos de espremer quem trabalha. O que, indiscutivelmente, é necessário é rigor na gestão e na distribuição dos dinheiros públicos. Coisa que não houve antes nem há agora. Nem haverá num futuro próximo. A julgar pelas movimentações a que vamos assistindo, logo que a troika passe a Badajoz os clientes do pote tratarão de recuperar o tempo perdido.
Um município – até mais, mas para exemplo chega um - da região é o retrato fiel do que se tem passado no país e da relação inconciliável que mantemos com o rigor. Esturrou dinheiro muito para lá das capacidades que tinha para o pagar. Quem o dirigiu terá – alegadamente, convém sublinhar - praticado actos, amplamente difundidos pela comunicação social, que arrasaram as finanças da autarquia mas, ainda assim, a festa continuou. O rigor foi sempre um conceito desconhecido por aquelas bandas. Mas um dia destes todas contas terão de ser pagas. Por nós. Consta que os actuais dirigentes até já esperam ansiosamente que um fundo de apoio aos municípios endividados, a constituir com uma parte do IMI que vamos pagar lá para Abril, lhes pague as dividas. Bonito! Que se cortem os ordenados porque a festa não pode parar!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Olha...Este blogue fez anos!

Nem dei por isso – é o que dá não ligar nenhuma a essa coisa das datas – mas este blogue fez sete anos na semana passada. Isto na versão blogspot, porque desde Maio de 2005 que o Kruzes, antes alojado no Sapo, anda por aqui a postar opiniões irrelevantes nem sempre – quase nunca, vá – devidamente fundamentadas.
Não faço analises do que foram os anos que passaram. Nunca os fiz noutras ocasiões em que, por acaso, me lembrei da data de nascimento do KK e também não é agora que as vou fazer. Ficam apenas duas notas. A primeira para salientar que, ao contrário do que alegadamente terá acontecido com outros, nunca ninguém exerceu qualquer tipo de pressão em função das muitas criticas que ao longo deste tempo por aqui fui deixando. A outra para lamentar que apenas pessoas de fracos recursos intelectuais – daquelas que nem dão para armar o chito - tenham procurado entrar em polémica comigo. Excepto num caso, reconheço. Mas a esse, o que lhe sobra em intelecto, falta no resto.
Aos outros, os que vão passando regularmente por este espaço e em especial os que me honram com os seus comentários – concordando ou discordando daquilo que escrevo – prometo continuar a aborrecer. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Arte urbana. Um "Miró", quase.


Abstenho-me de especular acerca dos malabarismos que terão sido necessários para fazer com que o canito arreasse o calhau em cima do pilarete. Prefiro, antes, realçar a imaginação do artista javardola. Artista, reitero, porque pôr o cão a cagar em locais improváveis pode constituir uma nova tendência de arte urbana e, quiçá, revelar-se como um factor de atracção turística. Fica a sugestão.