sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Assim está melhor…

Poucos dias depois de ter publicado este post o espaço em causa apresenta agora um aspecto completamente diferente. Está, como é fácil de constatar, muito melhor. Merece, por isso, destaque aqui no Kruzes. Não por esse facto, porque esse devia ser o seu estado normal, mas sim pela pronta intervenção dos serviços responsáveis pela limpeza do espaço. No caso a Junta de Freguesia da respectiva circunscrição.
Para que nos entendamos e simultaneamente sossegar alguns apaniguados mais histéricos é bom que se perceba que escrever acerca daquilo que nos parece estar menos bem é, também, um acto de cidadania, o exercício de um direito – quiçá o cumprimento de um dever – e não pode ser encarado como maledicência ou, como frequentemente se pretende fazer crer, uma espécie de ataque pessoal, politico ou de qualquer outra natureza, às pessoas com responsabilidade na gestão da coisa pública. Apaniguado ou comentador que não entenda isto, há que dizê-lo com toda a frontalidade, é parvo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Homem do Bloco

Durante algum tempo o Homem do Bloco que, recorde-se, não é de esquerda, não escreve em jornais e não liga nenhuma a essa parvoíce dos blogues, foi protagonista de diversas histórias aqui pelo Kruzes. A identidade da criatura suscitou até, entre os leitores, uma inusitada inquietação e várias foram as tentativas de descobrir a verdadeira identidade do nosso herói. Todas frustradas, diga-se.
Para desgosto de alguns a personagem desapareceu das páginas do Kruzes. Eclipsou-se. Sumiu. Deu-lhe o amok concluíram outros. Errado. Nada mais errado. Contra todas as expectativas ele continua a andar por aí. Parece, pelo menos é o que garantem fontes geralmente muito mal informadas e quase sempre danadas para a brincadeira, que o dito cujo terá sido visto a introduzir-se à sorrelfa num bar muito frequentado. Infelizmente o repórter no local preferiu apontar a objectiva para a placa publicitária e por isso ainda não é desta que ficamos a conhecer o nosso Homem do Bloco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem não tem cão também vota...

Apesar de mensalmente serem enviados para incineração mais de duzentos quilos de cão, o que revela estar o serviço competente que cá pelo burgo trata destas coisas a ser mesmo competente, arrisco-me a calcular que idêntico peso em merda de canito é deixada ao abandono pelos espaços públicos da cidade em igual período de tempo. E se relativamente à captura e abate dos animais vadios tem sido dada uma resposta muitíssimo satisfatória já o mesmo se não pode dizer do triste espectáculo proporcionado por dezenas de estremocences que passeiam os seus cãezinhos – ou simplesmente os soltam – deixando passeios, ruas e espaços verdes pejados de dejectos.
Não penso que a solução passe por colocar a polícia atrás desse pessoal mal-educado nem, ainda menos, fazer campanhas de sensibilização ou qualquer outra coisa que apele ao civismo de gente porca. A solução passará inevitavelmente pelo agravamento significativo do preço a pagar pelas licenças e pelo registo nas juntas de freguesia, bem como por uma fiscalização séria do cumprimento destas obrigações por parte dos possuidores de animais.
Poderá alegar-se que as juntas de freguesia não terão meios humanos nem financeiros para promover toda esta actividade administrativa e fiscalizadora. Admito que não tenham. A solução teria de passar pelo recurso ao outsourcing, um conceito todo modernaço e já aplicado noutras áreas, inclusive por algumas freguesias.
Isso ou outra coisa qualquer. Porque eu, que não tenho cão, também voto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Contraditório ou talvez não...

Não constitui um hábito neste blogue responder aos comentários, aprovados ou não, que aqui vão sendo deixados pelos muitos visitantes deste espaço. Abro hoje uma excepção para dar resposta a dois leitores que suscitaram questões que considero pertinentes e relativamente às quais, embora por razões distintas, entendi exercer o meu direito de censura. Que é como quem diz, não publicar.
No caso da “Vizinha do 1º frente”, de facto, tudo o que escreve corresponde à verdade. No entanto, como deve calcular, há verdades inconvenientes. Nem que seja, como é o caso desta, por razões geográficas.
Quanto ao anónimo cliente da Vodafone com o IP 77.54.131.161 enquanto continuar a tecer considerações de teor racista, xenófobo e carregadas de ódio – assim uma espécie de campanha negra, feita de perseguição pessoal e comentarismo travestido – relativamente à comunidade residente nas Quintinhas, que no fundo é igualzinha a você – sendo que o contrário também se aplica – não poderei, como compreende, aprovar os seus comentários. Já na parte em que se refere à minha pessoa devo dizer-lhe que está enganado. A possibilidade de ser seu pai é muito, mas mesmo muito remota. É que nunca fui de frequentar prostíbulos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estacionamento tuga

Diversas vezes me referi neste blogue à forma despreocupada, para qualificar simpaticamente, como os condutores tugas abandonam os seus veículos em qualquer lado e de qualquer maneira. Ainda assim há sempre alguém que me consegue surpreender. Embora a foto não mostre, neste local os lugares de estacionamento - pagos é bom salientar - estão devidamente marcados no pavimento, nada me leva a crer que não tenham as dimensões adequadas e a manobra para arrumar a viatura dentro do espaço assinalado não se reveste de especial complexidade. Tal facto não obstou a que o condutor do veículo azul estacionasse como a imagem documenta e, pior, abandonasse o local com o carrito naquela posição.
Não aprecio vândalos nem suporto actos de vandalismo, mas lá que um gajo que deixa o automóvel assim está mesmo a pedir um bom risco na pintura lá isso está.

domingo, 9 de agosto de 2009

Procedimentos...

Todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar de esquemas mais ou menos manhosos para contornar a justiça. Desde súbitas e selectivas amnésias a caganeiradas monumentais que impedem o mais voluntarioso e pacato cidadão de comparecer em tribunal ou de cumprir as obrigações que a lei exige.
No Expresso desta semana, a propósito de uma polémica bem actual, conta-se uma estória deliciosa de um candidato às eleições legislativas que terá tido o terrível azar de lhe ter sido engessado um braço precisamente na véspera de um teste policial à sua caligrafia, que teria de realizar no âmbito de um processo em que era suspeito de práticas muito pouco transparentes. Ao que parece o clínico autor da “obra”, a acreditar no dito jornal, familiar do candidato em causa e especialista noutra área bem diferente da ortopedia, terá apenas, segundo a Ordem dos médicos, tido um procedimento médico inadequado. Ou então, mas isso sou só eu a dizer, tirou o curso por fax e fez exame a um domingo.
Tal “azar” não constituiu, no entanto, motivo bastante para o agora candidato deixar a vida política. Pelo contrário, garantiu-lhe um lugar em posição elegível nas listas partidárias e vamos, quase de certeza, vê-lo dentro de poucos meses no parlamento a esbracejar sem que seja visível qualquer sequela da mazela que o atormentou. Tal como o médico, que continuará a efectuar procedimentos. Adequados, espera-se.

sábado, 8 de agosto de 2009

Os túneis do nosso descontentamento

Sim, é verdade. A luz ao fundo do túnel é já perfeitamente visível. A entrada no próximo túnel está prevista lá para Janeiro.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Kruzes cultural

Sem que perceba muito bem porquê, está enraizada entre os leitores mais habituais do Kruzes a convicção que o autor deste blogue despreza profundamente tudo o que tem a ver com cultura e com actividades culturais. Nada mais falso. Embora, reconheço, os meus conhecimentos em termos artísticos sejam confrangedoramente reduzidos. Para provar que até me interesso por essas coisas publiquei ontem uma foto obtida numa espécie de manifestação de cultura popular e mostro hoje uma outra tirada numa exposição de “coisas”, provavelmente obras de arte, que podem ser vistas e apreciadas num espaço público da cidade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Macaquices

Certos argumentos, insinuações, conjecturas, divagações ou lá o que se lhe queira chamar, de tão rebuscados que são, a confirmarem-se, seriam o fim da macacada. Pelo menos da macacada tal como a conhecemos. É por isso que não acredito neles. Até porque macacos – verdadeiros macacões, nalguns casos – há cada vez mais. No meu nariz, por exemplo, habita uma verdadeira colónia. Mais pequena, ainda assim, da que reside em muitos sótãos. PS – (Pre)Texto sem nexo e (ainda) mais parvo do que o habitual para publicar estas fotos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Resort das Quintinhas

Pode ser apenas impressão minha mas à vista desarmada o Resort das Quintinhas, onde habita uma numerosa comunidade cigana, apresenta actualmente uma taxa de ocupação muito maior do que quando esta imagem foi obtida. Mesmo sabendo que a foto não é nova - é coisa para ter meia dúzia de anos – e conhecida a capacidade reprodutiva da espécie que ocupa o território, principalmente por isso constituir um elemento fundamental para a manutenção do seu estilo de vida, não deixa de ser preocupante o crescimento urbanístico e populacional do local em questão.
O sossego e a segurança do local, as condições em termos de infra-estruturas de que podem usufruir e os equipamentos, nomeadamente comércio e restauração, que se situam nas redondezas, parecem ser um factor decisivo para os habitantes demonstrarem uma especial apetência para se fixarem por cá. Para além, claro está, das elevadas prestações sociais que generosamente lhes são concedidas por um Estado sempre tão forreta a remunerar quem trabalha e mãos largas a distribuir benesses aos que pouco as justificam.
Para os mais pequenos a zona oferece também condições ímpares de diversão, graças à existência nos arredores de um amplo espaço alcatroado onde podem desenvolver diversas actividades lúdicas. Todas emocionantes e radicais. Podem, muitas vezes enquadrados e sob a supervisão dos progenitores, desenvolver técnicas de insulto, ameaça e, até mesmo, de extracção de bens a frequentadores ocasionais que tenham o azar de partilhar o local com os moradores do resort.
E as festas?! Consta que são uma animação e um verdadeiro espectáculo de som em altos berros, luz à borla, duram até às tantas e prolongam-se por vários dias. E noites. Quanto aos morfes são também do melhor. Parece que a especialidade é febra grelhada em carrinho de supermercado.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A má notícia

Sempre fez parte das minhas cogitações encerrar o Kruzes Kanhoto e dar por finda a minha participação na blogosfera nacional quando o todo-poderoso Google entendesse cancelar a minha conta do adsense. O que, conforme veio a suceder, podia acontecer a qualquer momento. Os senhores de Moutain View andavam de olho neste blogue, eram visita frequente da “casa” e por isso a exclusão não constituiu surpresa nem me apanhou desprevenido.
Apesar do que escrevi aqui, e mesmo sem saber se as alternativas entretanto encontradas justificarão o espaço que ocupam, o Kruzes Kanhoto manter-se-á activo e continuará a postar alarvidades e a emitir opiniões irrelevantes quase sempre desprovidas de fundamento. Pelo menos enquanto me apetecer e retirar desse facto algum prazer.
Esta é ela própria uma notícia irrelevante, um não acontecimento, algo que não interessa a ninguém e, também, uma alarvidade.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O contador não engana

Não sei os blogues tem ou não influência na formação da opinião e na escolha dos eleitores. Ignoro igualmente se esta nova forma de comunicar detém algum poder de condicionar a actividade política, as decisões dos políticos ou se constitui uma espécie de pressão sobre os diversos poderes. Como, pela minha parte, não pretendo influenciar, condicionar ou pressionar ninguém isso não é coisa que me preocupe ou, sequer, me interesse. Sei apenas, é uma constatação por demais evidente, que são muitos os que estão permanentemente alerta acerca do que se escreve na blogosfera, para de pronto reagirem a tudo o que considerem pôr em causa a genialidade dos líderes que seguem e a suprema razão das causas em que acreditam. Sejam eles e elas quais forem.
Há também quem garanta que os blogues não têm uma audiência significativa e que não chegarão a mais que meia dúzia de pessoas. Até pode ser. Dependerá com certeza dos blogues e da maneira como se escreve neles. Não se espere que escrita medíocre e temas desinteressantes mobilizem muita gente para a leitura diária deste tipo de espaços.
A título de curiosidade, esta imagem mostra o número de visitantes que durante a última semana visitaram este blogue. Quanto aos outros não sei mas o Kruzes é lido por muita gente.

domingo, 2 de agosto de 2009

Gorjetas

Numa daquelas reportagens próprias da sealy season um canal televisivo passou ontem, num serviço noticioso, uma reportagem onde era feita a apologia da gorjeta. O timming foi o mais apropriado para o fazer porque o sector de actividade escolhido como exemplo - a hotelaria - vive por esta altura do ano a sua época alta e nada como estarmos cientes que é de bom-tom presentear monetariamente quem nos presta um serviço que entretanto já pagámos. Parece até haver uma tabela oficiosa para estas gratificações e que terá como mínimo dez por cento sobre o preço oficial!!!!
Por mim não concordo. Não dou gorjetas ao empregado de um restaurante só porque me serviu cortesmente e o bife com batatas fritas não vinha acompanhado de nenhum pintelho, à camareira do empreendimento turístico onde passo férias porque deixa os lençóis exemplarmente esticados quando faz a cama, nem ao gajo da recepção que se desfaz em sorrisos enquanto me explica como encontro o apartamento que reservei. E que entretanto já paguei, recorde-se.
Não vejo porque motivo à hotelaria há-de ser concedido este privilégio. E porque não quando abastecemos o carro com cinquenta euros dar mais cinco ao empregado da bomba que, todo solicito, até abriu e fechou o depósito? Ou à caixa do supermercado que, irradiando simpatia nos meteu as compras no saco poupando-nos a tão complicada tarefa? E porque não à funcionária do Registo Civil onde fomos tirar o cartão do cidadão e que recolheu as impressões digitais sem nos partir um dedo ou conseguiu a fantástica proeza de tirar uma fotografia sem que ficássemos com aquele aspecto de assaltante de bancos?! Bom…se calhar neste último caso é melhor não. Ainda alguém ia pensar que era corrupção…

sábado, 1 de agosto de 2009

Quem não tem cão passeia o gato

Já tinha conhecimento, através de narrativas geralmente bem-humoradas, que algumas pessoas tentam passear presos por uma trela diversas espécies de animais de estimação, nomeadamente gatos, coelhos, ratos e até patos, como se de um cão se tratasse. Com pouco sucesso como seria de esperar. No entanto só um destes dias tive ocasião de presenciar ao vivo tão patética ocorrência. Um senhor de respeitável idade, pelo menos a suficiente para evidenciar uma dose de bom senso bastante superior aquela que exibia, fazia diversas tentativas para passear - rebocar é capaz de ser mais apropriado - um gato preso por uma trela. Ora acontece que, como seria de esperar, isso desagradava profundamente ao bichano que, por todos os meios, se tentava libertar do elo que o prendia ao dono e evitar tão humilhante situação.
A cena, apesar de divertida para quem assiste, que não para o gato, encerra em si muito de preocupante. Provavelmente muitos serão já os que assim procedem não se dando conta do ridículo do seu procedimento e de quanto anti-natural é o comportamento que querem forçar o animal a adoptar. Nisto, como noutras coisas, não há cá “novas realidades”, “cada um faz o que quer” ou “têm todo o direito de passearem o que quiserem”. É estupidez, parvoíce e o que mais se lhe queira chamar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

KK

Para aqueles - e também para aquelas porque eu não sou de discriminar ninguém – que pesquisam no Google, ou no Ask.com, que parece ser um motor de busca com alguma popularidade entre os comentadores deste espaço, fica mais uma vez o esclarecimento que o nome do blogue é KRUZES KANHOTO. Com dois Kapas.

"Boom" só se fôr de promessas

Ao contrário do que pensa o jovem comunista que revela dúvida quanto à democraticidade do regime que vigora na Coreia do Norte, acho uma boa ideia a intenção socialista de atribuir lá para 2011 um subsídio em forma de conta bancária a cada recém-nascido. Até porque, para quem já subsidia o aborto, esta medida mais não será do que repor um pouco de equidade na coisa. Pena, evidentemente, ser uma quantia irrisória. Mas como o dinheiro não chega para tudo há que ser rigoroso nas contas. Como é, aliás, apanágio deste governo.
Claro que esta medida não irá potenciar uma escalada de nascimentos, assim a modos que um baby-boom à portuguesa, porque a questão financeira não é o motivo principal que leva as pessoas a optarem por ter poucos filhos ou mesmo a não terem nenhum. Verifica-se aliás o inverso. A taxa de natalidade foi baixando na medida em que as condições de vida foram melhorando e, como é notório, é entre a população mais pobre que essa taxa é mais elevada. As pessoas não tem filhos porque são comodistas, egoístas talvez seja o termo mais apropriado, não querem ter chatices e cada vez mais encaram a paternidade como uma maçada. Começa inclusivamente a assistir-se ao surgimento de um fenómeno preocupante e altamente perturbador, em que presença de crianças em determinados espaços abertos ao público é encarada como prejudicial por algumas bestas que já se esqueceram que, em tempos, também foram crianças.
Seguramente que em matéria de incentivo à natalidade dever-se-á ir muito mais longe. Ainda que isso represente um significativo aumento da despesa pública, a subida do défice ou, até mesmo, um aumento de impostos. A começar, por exemplo, pela criação de um imposto sobre a posse de animais domésticos, sobre as viagens ao estrangeiro ou, como muito bem lembrou a dona Manela, sobre os iates. Claro que também podia sugerir o agravamento da carga fiscal sobre os casais que não tenham filhos, mas seria certamente acusado de promover a discriminação dos homossexuais ou, realmente grave, dos casais constituídos por pessoas normais que não conseguem assegurar descendência.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A cegueira, a azia e outras parvoices

Num comentário a este post um leitor aconselhava-me uma consulta de oftalmologia. Depois pensou melhor e recomendou-me os serviços da especialidade do Hospital de Santa Maria. Bem escolhido, sem dúvida. Embora receie que pouco possam fazer por mim dado o já avançado estado de cegueira que pareço evidenciar. É que junto aos triângulos ajardinados cujas fotos parecem ter estado na origem da recomendação que me é feita, existe ainda um terceiro espaço no qual eu não tinha reparado. Mas reparei agora. Depois de ver o comentário. Será que me fez bem à vista?!

Redes ditas sociais

Como qualquer um que dedique a estas coisas dos blogues gosto de ter visitantes. Muitos de preferência. E para os obter nada melhor do que seguir as recomendações dos mais experientes nesta matéria que, entre outras maroscas, recomendam a utilização das chamadas rede sociais como meio de divulgação do blogue a promover. É essa experiência que hoje partilho com quem tem a paciência de me ler.
Comecei por criar o meu hi5. Por mau jeito, inexperiência ou outra coisa qualquer, daí não resultou nenhum - nem um único! – visitante para o Kruzes. Surgiu, isso sim, o pedido de “amizade”, que prontamente aceitei, vindo de um partido politico que se revela incondicional adepto das novas tecnologias mas cujo nome não será aqui mencionado. A propósito aproveito para enviar aos militantes, simpatizantes, apoiantes e apaniguados em geral do partido cujo nome não será aqui mencionado, um grande bem-haja. Ou um valente saravah, se preferirem. Ter que ler idiotices como as que por aqui vou escrevendo não deve ser tarefa agradável, mas sempre vai, ao contrário do hi5, contribuindo para animar o contador de visitas.
A minha permanência naquela rede social foi, no entanto de curtíssima duração. Após o estabelecimento da tal “amizade” começaram a surgir novas propostas de “amigos” e, principalmente, “amigas”. Curiosamente todos de peso. Bastante peso, até. Pelo menos a julgar pelas fotos. Mas esse revelou-se o menor de todos os males. O pior, mau mesmo, é que todos eles pertenciam a essa imensa maioria que não lê blogues. Em consequência dessa constatação apaguei o meu hi5 e criei um espaço no Orkut. Mas isso será objecto doutro post…

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A "erva"

O que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. Trata-se de dois pequenos recantos que, como tive ocasião de enaltecer neste blogue, foram recuperados pela Junta de Freguesia após anos de abandono e desleixo. No entanto cada um teve um destino bem diferente. Um deles é cuidadosamente tratado pelos moradores da casa que lhe fica mais próxima e, como pode constatar-se pela imagem, apresenta um aspecto limpo e digno. Ao outro está reservado o papel de parente pobre. As ervas não são arrancadas, o espaço não é limpo e parece ter sido votado ao desprezo por quem tem a obrigação de cuidar dele.
Mas afinal o que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. A não ser que, nem num nem noutro caso, o espaço é cuidado com a frequência que se impõe por quem tem obrigação de o fazer.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os ricos que paguem a crise!

Seja qual for o resultado das eleições de Setembro próximo não acredito que 2010 nos traga nada de bom. Provavelmente assistir-se-á ao congelamento de salários e a uma subida generalizada de impostos. Para já, Teixeira dos Santos prometeu apenas que não haveria diminuição da carga fiscal e que para as famílias com um rendimento mensal superior a cinco mil euros deixariam de existir alguns benefícios fiscais.
Com este tipo de anúncios o governo volta a fazer o que melhor sabe. Constituindo as famílias a quem a medida se aplicaria uma relativamente pequena percentagem dos agregados familiares portugueses é natural que a proposta seja do agrado dos restantes que são, por exclusão de partes, a imensa maioria. Desde o inicio do seu mandato que os sentimentos de inveja, coisa normal em qualquer ser humano, tem sido habilmente explorados pelo executivo, levados a extremos nunca anteriormente vistos entre nós e, com o aproximar da campanha eleitoral, a tendência seja para continuar.
Apesar disso – e de outras coisas também - mesmo sem saber que tipo de benefícios serão abolidos, esta parece-me uma medida acertada. Primeiro porque não sou abrangido por ela, segundo porque não creio que vá afectar significativamente – e é pena - o rendimento disponível das famílias em causa e finalmente porque gramo à brava ver, ouvir e ler as justificações de uns quantos figurões, pseudo-entendidos nestas coisas da fiscalidade e afins, garantindo que medidas deste género não servem de nada e bom, mas mesmo bom, seria reduzir os vencimentos dos funcionários públicos. Isso é que era. Só não vê quem não quer - ou é burro - que ordenados escandalosos de quinhentos ou setecentos euros são incomportáveis para o país.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Requalificações

Não sei se existe, terá chegado a existir ou está nos horizontes daqueles que lideram ou se propõem liderar os destinos do concelho, algum projecto para a requalificação de toda a zona envolvente às muralhas de Estremoz. O que quase tenho a certeza, a julgar pelos precedentes a que já nos habituaram, é que mesmo que exista – o projecto, a vontade ou ambas as coisas - as entidades responsáveis por aquilo que chamam a defesa do património dificilmente permitirão a construção de estruturas com a grandiosidade das que foram erigidas nas encostas deste castelo de uma vila do interior beirão.
Provavelmente os entendidos nestas matérias asseguram tratar-se de um crime paisagístico e um atentado ao património histórico edificado. Talvez seja. Afinal eles é que são os conhecedores da verdade absoluta e detentores do bom gosto no que às questões patrimoniais diz respeito. Felizmente de vez em quando alguém os manda passear, ou então apanha-os distraídos, e comete destes crimes que, pasme-se, os comuns mortais não se cansam de aplaudir. Ignorantes!

domingo, 26 de julho de 2009

Direito à indignação

Tal como tive ocasião de referir aqui, aqui e aqui as alterações ao trânsito implementadas nos bairros da Salsinha, Quinta das Oliveiras e Monte da Razão, nomeadamente a imposição de sentidos únicos em todas as ruas à excepção das que dão acessos aos ditos bairros, desagradou a grande parte dos residentes – pelo menos aos afectados por esta nova sinalização - que assim são obrigados a percorrer distâncias bastante superiores para entrar ou sair das suas residências, com todos os prejuízos de carácter ambiental e económico daí decorrentes. Como mencionei nos posts acima linkados não deixa de ser estranho que, contraindo a louvável acção governativa no sentido de implementar uma acentuada diminuição do consumo de combustíveis fósseis, se obrigue os condutores residentes nesta área a gastar mais.
A indignação é um direito que assiste a todos cidadãos, como é amplamente reconhecido, e a contestação a medidas que os afecta constitui um elementar direito de cidadania que deve ser exercido dentro da lei e no respeito pelas opiniões alheias. A forma como está a ser usada pelos moradores poderá considerar-se demasiado radical e eventualmente vir a ter consequências bastante desagradáveis para quem a pratica mas, no entanto, o que está errado é, manifestamente, o sinal.

sábado, 25 de julho de 2009

A SENHORA NÃO SE VENDE

A SENHORA NÃO SE VENDE

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O regresso da esplanada CO2

Tal como já tive ocasião de referir há sensivelmente um ano, mais coisa menos coisa, esta é uma das mais fantásticas esplanadas de Estremoz e, quase de certeza, dos arredores. Nela se podem inalar os gases expelidos pelos escapes das viaturas paradas no semáforo, sentir a brisa provocada pela deslocação do ar dos que aceleram assim que avistam o “laranja”, enquanto se saboreia um prato de caracóis e beberica umas mines. Tudo entre os carros que entretanto vão estacionando. Ou seja, em harmonia com a natureza e paisagens urbanas nas quais se integra na perfeição.
O único senão é a falta de protecção contra os raios ultra violeta que durante a manhã incidem no local. Urge, por isso, a colocação de um chapéu de sol!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Autárquicas 2009

É de Coimbra que, via O sexo e cidade, chega este exemplo de como por lá um candidato independente procura angariar assinaturas para a sua candidatura à presidência do Município. Não se sabe se a coisa resulta ou não, mas que anima a malta isso anima.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Post de um fim anunciado

Quem cria um blogue fá-lo com um objectivo. Seja ele qual for. Reconheço que o meu é, talvez, de todos o menos nobre. Este e os outros Kruzes Kanhoto, no nireblog que já apaguei ou no sapo que há muito está abandonado, visavam apenas o lucro relativamente fácil que advinha da publicidade neles inserida. O esquema foi proveitoso, gerou lucros razoáveis atendendo à visibilidade dos blogues, mas hoje acabou. Os gajos do Google deram pela tramóia que ao longo destes anos fui urdindo e cancelaram-me a conta com a consequente exclusão do programa. Logo agora que esperava receber mais um pagamento. Represento, dizem eles num lacónico email, “um perigo para os anunciantes a quem posso prejudicar financeiramente”. Patifes!
Seja como for a coisa não correu mal de todo. Durou e rendeu bastante mais do que aquilo que eu esperava. No entanto o final do negócio, chamemos-lhe assim, coloca em causa a continuidade deste espaço. Apesar de alternativas ao adsense não faltarem por aí penso que nenhuma delas apresentará o mesmo nível de rentabilidade e, a ser assim, o Kruzes terá os seus dias contados. Durante mais algumas semanas testarei programas alternativos, mas caso os ganhos não justifiquem minimamente o tempo dispendido na sua manutenção este blogue deixará de ser actualizado. Ou descontinuado, como agora se diz.

Prestigiozinho...

Mais uma distinção concedida a este blogue. Desta vez foi a Naná, do Arrifanasea, que vá lá saber-se porquê acha o Kruzes um blogue maneiro. Por acaso eu também acho. E tenho razões para isso. Num país, e em particular numa cidade, onde ninguém lê blogues ter uma média diária de cento e vinte visitantes únicos constitui um nível de audiência bastante interessante. Bem mais interessante que o próprio blogue, diga-se. De resto o Kruzes é líder destacadíssimo no segmento “merda de cão” e é dos mais vistos entre os blogues que não dizem mal – nem bem – da Câmara cá do sítio.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Automóvel eléctrico

Não. Não estou a pensar em comprar, pelo menos nos tempos mais próximos, um automóvel movido a electricidade. Mas lá que acho boa ideia e mais uma excelente iniciativa no âmbito da exploração das energias alternativas e da protecção do ambiente lá isso acho. Também me parece apropriado que a sua aquisição seja financiada pelo Estado, quer através de subsídios ou de benefícios fiscais a quem, particulares ou empresas, demonstre intenção em adquirir um veículo desta natureza.
Embora muito longe de algumas posições mais cépticas que já por aí se fazem ouvir estou, no entanto, ligeiramente apreensivo quanto ao impacto destas medidas. Nomeadamente no Orçamento de Estado e, por via disso, nos bolsos dos portugueses. É que certamente vai ser necessário compensar o aumento das despesas com a atribuição de subsídios bem como a diminuição da receita cobrada pela concessão de benefícios de índole fiscal. Diminuição que se acentuará ainda mais quando os níveis de venda de combustível começarem a baixar, com a consequente quebra nas receitas do iva e do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos. Por mim já tenho até uma ideia de onde o governo é capaz de ir cortar para poder equilibrar as contas. E é isso, precisamente isso, que não me deixa nada tranquilo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Autárquicas 2009

Porto
Se antes a tarefa de destronar Rui Rio da Câmara do Porto se revestia de elevado grau de dificuldade, depois das várias trapalhadas que envolveram a bi-candidata Elisa Ferreira a coisa tornou-se praticamente impossível e só alguém com uma visão muita próxima à dos três pastorinhos da Cova da Iria poderá equacionar a possibilidade da eurodeputada socialista obter uma vitória na Invicta. Para piorar ainda mais o cenário negro e triste para a candidatura socialista, Pinto da Costa resolveu vir a público declarar-lhe o seu apoio. Claro que se podem fazer uma quantidade de associações, qual delas mais interessante e com alguma piada, entre o dirigente portista, políticos de vários quadrantes e derrotas em tudo o que envolva o voto popular. Mas nem vale a pena. Porque vistas a coisas da perspectiva de Rui Rio quem tem inimigos assim nem precisa de amigos.
Valongo
Por aqui candidata-se Tino de Rans. O calceteiro-Presidente de Junta que ficou conhecido por quase esmagar várias costelas ao engenheiro Guterres num congresso do PS tenciona ir a votos como independente. Não se lhe conhecem ainda promessas extravagantes mas, mesmo assim, o homem é capaz de cativar algumas simpatias. Pelo menos a julgar por este comentário de um bloguista lá do sítio: “Voto nele! Pelo menos sei que não tem hábitos esbanjadores e os amigos que se lhe conhecem, não parecem representar grandes riscos para as carteiras dos Valonguenses...Além do mais, o homem é calceteiro carago! o que significa que esta "panca" dos presidentes de Autarquias rurais desatarem a alcatroar caminhos e vielas onde anteriormente podíamos ver calçada rústica, talvez possa acalmar um pouco por estas bandas! É que já começamos a estar fartos de sermos corridos a alcatrão! Venha de lá pois o calceteiro TINO! “