terça-feira, 31 de março de 2015

É só fumaça...

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Por breves momentos cheguei a temer que o Estádio da Luz estivesse de novo a arder. Do lado contrário, desta vez. Mas não. Isso era quase uma impossibilidade. A lagartagem, enquanto claque organizada, não estava por perto.


O motivo para o elevado nível de fumo na atmosfera circundante era bem mais pacifico. Tratava-se, tão somente, de um adepto que ia fumando umas cenas enquanto a jogatana não se iniciava. Coisas que, fossem lá o que fossem, fumegavam mais que um comboio a vapor.


 


 

Burros borraram o Sátiro

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A figura pode até nem ser particularmente simpática. Isso, no entanto não justifica actos de vandalismo. Meninos rabinos a pintar coisas sempre houve e, de certeza, sempre haverá. Podiam era direccionar a veia artística noutras direcções. As paredes do quarto, por exemplo. Assim não tinham de partilhar connosco a notória falta de jeito que evidenciam para a pintura. É que isso de satirizar não é para todos e os autores desta borrada apenas conseguiram mostrar que são burros. Sem ofensa para os asnos.


 

segunda-feira, 30 de março de 2015

E uma estátua a homenagear a mãezinha, não?!

 


Regularmente a comunicação social vai-nos dando conta de obras que, na opinião dos autores das noticias ou das reportagens, são consideradas inúteis, desprovidas de sentido e que constituem exemplos flagrantes de desperdício de dinheiro. Quase sempre com razão. E, também, quase sempre naquilo a que os lisboetas têm a mania de chamar província.


Para encontrar obras parvas e maneiras idiotas de esturrar a pouca riqueza que por cá se vai produzindo não é preciso sair de Lisboa. Da civilização, portanto. É que parvos e esturradores há em todo o lado. Inclusive na capital. Onde, até, por força da maior concentração de pessoas, os pacóvios e esbanjadores terão de ser, forçosamente, em numero substancialmente mais elevado do que no resto do país.


Isto a propósito da edificação em Lisboa de uma estátua de homenagem ao corredor. Nada mais apropriado. Siga-se outra que homenageie quem caminha. Outra a quem ande de bicicleta. Mais outra aos que se deslocam de trotineta. Skate, até. O limite é a imaginação. Coisa que não escasseia a quem não tem problemas em gastar o que não lhe custa a ganhar.


 

sábado, 28 de março de 2015

Sacos de plástico continuam grátis!!! (E ainda bem)

 


Continuo a achar que o imposto sobre os sacos de plástico é uma parvoíce. Mas, reconheço, a minha é uma posição que não reúne muitos adeptos. Pelo contrário. A maioria parece concordar e - confesso o meu espanto – esta medida tem até defensores tão acérrimos quanto improváveis.


Hoje encontrei um deles. Uma, no caso. Foi no mercado semanal, onde os vendedores continuam a oferecer os sacos, que ocorreu a cena que descrevo:


 


Vendedor, dirigindo-se à Maria que acabava de adquirir produtos hortícolas em quantidade superior à expectável - Veja lá se quer um saquinho...


 


Maria – Pois... se calhar é melhor, já não tenho onde acondicionar a alface...


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Sacos?! Está a dar sacos?! Não pode. É proibido!


 


Enquanto Maria e Vendedor ignoram liminarmente a criatura, Eu a pensar baixinho – Cala-te senhora idosa, agora apelidada de sénior, filha de um marido encornado e de uma senhora que provavelmente prestava serviços remunerados de índole sexual.


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Fazem-se as leis e ninguém as cumpre. Por isso é que este país não avança...


 


Eu, novamente a pensar baixinho – Tem razão a senhora... e se ficou assim por causa do saco nem quero imaginar como vai ficar quando o homem não lhe passar factura.


 


Sim, porque DE CERTEZA pediu factura...





 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Merda de cão

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Isto é coisa que não falta no meu bairro. Nem nos outros. Da minha cidade e de todas as outras. É o resultado de existirem cada vez mais bichos a partilhar o mesmo espaço que os seres humanos em zonas urbanas. Acho amoroso ter um cão. Ou um gato. Mas não consigo entender que animais e pessoas partilhem uma habitação. Tive, enquanto vivi no campo, dezenas deles. Nenhum se atrevia a colocar uma pata dentro de casa. Ficavam no quintal ou andavam por onde muito bem lhes apetecia. Na cidade não acho jeito nenhum a isso.


Permitir isto em plena via pública é coisa que me revolta mesmo à séria. Que queiram ser pouco asseados dentro de casa é lá com eles. Na rua é com todos.


 

Populares...


Gosto de ouvir os populares a quem é dada oportunidade de dizer umas coisas para o microfone que lhes puseram à frente da boca. Por mais que haja quem deprecia a sua opinião, para mim, ela constitui uma fonte inesgotável de conhecimento. Ou, como alguém escreveu em tempos, “por mais comprida que seja a fita de um gravador nela não caberá a sabedoria popular”.


Isto a propósito do que proclamava ontem para uma reportagem televisiva, num mercado da Madeira, um peixeiro lá da ilha. Garantia o senhor que até à hora em que falava só tinha feito quinze euros, enquanto antes – antes do euro, provavelmente - já teria ganho setenta contos. Trezentos e cinquenta euros, portanto. Significa que, por essa época, o senhor ganharia o equivalente a sete mil euros por mês.


Solidarizo-me, naturalmente, com o popular. E com todos os que, tal como ele, sofreram tão dramática redução de rendimentos. Há, apenas, duas coisas que me inquietam. A primeira, tão intensa actividade económica não se ter traduzido em riqueza. A segunda. os impostos cobrados não corresponderem ao nível de ganhos que quase todos os comerciantes juram ter tido nesses, pelos vistos, saudosos tempos. Mas isto sou eu, que tenho a mania de dar importância às conversas dos populares...


 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pombos

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Cá a terrinha, como quase todas as outras sejam grandes ou pequenas, está cheia de pombos. O que não surpreende. Os gajos reproduzem-se como o caraças e, para ajudar à festa, há sempre uns javardões a tratar de os alimentar. Devem-lhes achar muita graça, eles. Ou, coitados, pensam que estão a fazer uma boa acção. Se a isso juntarmos a habitual e tão característica inércia das autoridades que deviam tratar disto e não tratam, temos a javardice perfeita.


 


 


 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Cada bala mata um...pelo menos!

 


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Vá lá saber-se porquê existe sempre gente disposta a viajar para países de onde a maior parte dos que lá vivem querem sair a qualquer custo. A Tunísia não será disso o melhor exemplo mas, ainda assim e até pelos acontecimentos mais recentes, talvez não seja o melhor destino turístico do momento. Quiçá por isso, as passeatas para aquele país do norte de África estão em promoção. Uma campanha que, por preços relativamente módicos, pretende aliciar os portugueses mais endinheirados e de espírito aventureiro – gente capaz de cumprir ambas as premissas é coisa que não falta – a passar uma semana em Djerba. Escusava era de se chamar Pim, pam, PUM...


 

Não tenho conta no BES...mas também voto.

O governo socialista obrigou os portugueses a pagar as ocorrências, chamemos-lhe assim, do BPN. Se, na época, ainda estivesse no poleiro o BES também teria sido salvo. Essa coisa da mão que lava a outra falaria mais alto e, por esta altura, estaríamos todos a suportar as tropelias daquele parceiro da Santíssima Trindade.


Ainda assim não é seguro que não o tenhamos de fazer. Para já o Partido Socialista afiança que, quando recuperar o poder, tratará de reembolsar os chamados titulares de papel comercial do GES. À conta dos nossos impostos, obviamente. Nada de surpreendente, pois esturrar o dinheiro dos contribuintes é o que os xuxas fazem melhor.


De realçar que os alegados vigarizados nunca pediram que fosse o Estado a ressarci-los. Exigiram – e muito bem – que quem abusou da sua ingenuidade, ganância ou desconhecimento, conforme os casos, se responsabilize pelo seu dinheiro. Não se percebe, por isso, a necessidade que o Presidente do PS sentiu de dar mais um tiro no pé. Há coisas que nem a proximidade das eleições justificam.

terça-feira, 24 de março de 2015

Ai aguenta, aguenta...

Os socráticos são pessoas de fé. Acreditam na inocência do seu ídolo e, até os que duvidam dela, desculpam-no. Outros afiançam que mesmo tendo escorrido uns milhões para os bolsos do engenheiro isso não será – a ter ocorrido - especialmente preocupante. Não terá sido, alegam, coisa que financeiramente os tenha afetado. Ao contrário do que tem feito o actual governo, concluem parvamente.


Esta admiração e este raciocínio, ainda que parvo, têm alguma lógica. Quem os desenvolve é, na sua maioria, reformado e gente que no reinado do prisioneiro quarenta e quatro não foi afectada pelas medidas de austeridade então tomadas. Poucos, de entre esses, se importaram que o abono de família tivesse sido roubado a quem ganhava a fantástica soma de oitocentos euros e o aumento dos impostos tivessem atacado os bolsos de quem trabalha.


Claro que quando os cortes lhes bateram à porta tudo mudou de figura. O outro que nada lhes tirou é que era bom e os que cortaram a todos é que são umas bestas. São desabafos desta natureza intercalados com relatos de cruzeiros, jantaradas e passeatas diversas pela estranja, que me levam a concluir que o gajo do “aguenta, aguenta” afinal tinha razão.

Cofres cheios...de dividas!

Como é possível não perceber que continua a não haver dinheiro nos cofres e que aquilo que por lá abunda são dividas?! Admito que pessoas iletradas idealizem cofres a transbordar de notas. Mas que alguém minimamente informado pense assim já é coisa difícil de conceber.


Parece-me redundante que os socialistas andem por aí a pregar a necessidade de repartir o conteúdo dos cofres, alegadamente a abarrotar de dinheiro, por velhinhos despojados das suas reformas, criancinhas esfomeadas, desempregados desesperados por um emprego e cidadãos, tramados pelas políticas socráticas, em geral. Pode, admito, parecer uma ideia altruísta. O pior, para nosso mal, é que já foi posta em prática. O recheio dos cofres há muito que foi repartido. Por todos nós. E estamos a pagar por isso. Só não percebe quem, cego por paixões políticas, não quer ver.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Nem se trata de uma vitória moral. Foi uma goleada!

Opiniões há muitas. Cada um tem direito à sua e, por mais parva que esta se revele e menos adesão à realidade que demonstre possuir, tem todo o direito a expressá-la. Até porque pode contribuir, como muitas vezes acontece, para nos divertir.


É o caso do autor de um blogue onde, por acaso, fui parar. Defende o ilustre pensador – português, diga-se - a rebuscada tese que o PS francês obteve ontem uma importante vitória eleitoral. Isto porque, sustenta, quem ganhou foi outro “partido republicano” - seja o que for que isso significa – e não a Frente Nacional da senhora Le Pen.


A criatura não percebe que os socialistas franceses tiveram uma derrota humilhante. Pode, naturalmente, ficar contente por um partido não ganhar. Mas isso não transforma os restantes derrotados em vitoriosos. Nem este tipo de pensamento me causa grande surpresa. Afinal socialistas a ver coisas que mais ninguém vê não faltam por aí...

domingo, 22 de março de 2015

Já vi este filme várias vezes...com o Benfica no papel principal.

É sobejamente conhecida a penúria financeira em que vivem os clubes portugueses. Todos. Grandes e pequenos. Por isso até eu, que não sou de intrigas, fico abismado com a repentina liquidez de tesouraria que permite a agremiações sem dinheiro para mandar cantar um ceguinho duplicar ou triplicar os prémios de jogo em caso de vitória se o adversário for o Benfica.


Recorde-se, aos mais distraídos, que os jogadores de futebol são profissionais. Ganhar faz parte do seu trabalho e uma vitória vale sempre três pontos. Seja contra o Glorioso ou outra equipa qualquer. Não me parece, por isso, que aumentar a recompensa nestas circunstâncias abone muito em favor do profissionalismo de jogadores e treinadores dessas agremiações.


E sim, estou ligeiramente indisposto com o resultado de ontem. Mas, se estivesse no lugar de quem arranjou a massa para pagar o prémio de jogo aos jogadores do Rio Ave ainda estaria muitíssimo mais. Foi dinheiro jogado fora. Para ganhar ao Benfica deste Sábado a promessa de uma bifana teria chegado como incentivo.

Com vinagre também se apanham moscas

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Não sei em que se baseia a crença popular quando decreta que não é com vinagre que se apanham moscas. Pois eu garanto que é. Moscas, mosquitos e outros esvoaçantes. Basta misturar um pouco de açúcar e é vê-los mergulhar em direcção à mistela previamente engarrafada. Donde, naturalmente, já não regressam.


 


 


 

sábado, 21 de março de 2015

Debaixo da ponte



Comovente a reportagem de uma televisão que nos deu a conhecer o drama de dois amigos que sobrevivem debaixo de uma ponte nos arredores de Lisboa. Motivou, como sempre acontece nestas circunstâncias, uma onda de solidariedade para com os dois homens. O que mais me intriga nesta história é que o cidadão cubano, protagonista da infeliz aventura, não manifestou, em nenhum momento, vontade regressar ao seu país onde, com toda a certeza, viveria feliz e o Estado zelaria pelo seu bem-estar. Não lhe deve ter ocorrido. Ou então, mal por mal, prefere ser livre.


 


 


 

Arte inútil

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Assim à primeira vista não estou a ver o objectivo de revestir árvores e mobiliário urbano com estas coisas. Deve ser uma espécie de arte. Ou uma mania qualquer. O que é, diga-se, mais ou menos o mesmo.


Boa ideia era fazer almofadas para os bancos. Seria juntar o útil ao confortável e continuava a ser arte.


 

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto

Mudança

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

terça-feira, 17 de março de 2015

Deve ser tudo rico...

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Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.


Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.


Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos.


 


 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Diz o roto ao nu...

António Costa sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. O Presidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e em mais um rol infindável de acusações que queira fazer ao primeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem com acontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece, por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçam não abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos. Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

Diz o roto ao nu...

AntónioCosta sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. OPresidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e emmais um rol infindável de acusações que queira fazer aoprimeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem comacontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece,por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçamnão abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos.Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Desemprego verde

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Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.


Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


 

Desemprego verde

Só um tonto acredita que o fisco vai arrecadar quarenta milhões de euros com a receita proveniente do imposto sobre sacos de plástico. Apenas um idiota não percebe que uma medida desta natureza terá, inevitavelmente, reflexos nos postos de trabalho das empresas do sector. Somente os ecologistas, que conseguem ser tontos e idiotas em simultâneo, pouco se importarão que mais uns quantos portugueses vão para o desemprego e vejam as suas vidas destroçadas por causa de meia dúzia de gaiatos que têm a mania de brincar com coisas sérias.
Para além dos ecologistas e do ministro com ar alucinado há muita gente a aplaudir este imposto que, na prática, determina a extinção dos sacos de plástico. Daí que, se calhar, ninguém se importe que umas quantas pessoas fiquem sem trabalho. Danos colaterais, dirão, em nome de um bem maior. Pois sim. Um dia sereis vós as vitimas da revolução verde.


domingo, 15 de março de 2015

Não vendo!


O sector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido ao crescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que se verificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possa começar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o que já foi. E ainda bem.

Vai havendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo, o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. A procura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisar publicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

Não vendo!


Osector imobiliário foi o mais afectado pela crise. Devido aocrescimento desmesurado durante anos a fio, era inevitável que severificasse um ajustamento. Acredito que, um dia destes, possacomeçar a recuperar mas nada nesta actividade voltará a ser o quejá foi. E ainda bem.

Vaihavendo, contudo, um ou outro sinal de retoma. Veja-se, por exemplo,o caso deste prédio situado no centro de uma capital de distrito. Aprocura deve ser tanta que o proprietário se viu forçado a avisarpublicamente que não está disposto a vende-lo. Ele lá sabe.

sábado, 14 de março de 2015

A culpa (também) é do PREC!

 

Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.

Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.

 

A culpa (também) é do PREC!

 


Há quem goste de culpar o Cavaco por tudo e mais um par de botas. Nomeadamente os que não reconhecem a responsabilidade dos governos socialistas por este triste estado de coisas. Para esses tristes quem rebentou o país não foram nem o Sócrates nem o Guterres mas sim Cavaco Silva que, dizem, terá destruído a agricultura, a pesca, a indústria e mais umas quantas cenas que, dependendo do que fumaram antes, na ocasião lhes ocorram.


Não gosto do Cavaco e odeio as politicas socialistas. Mas estes três estarolas, por mais trágica que se tenha revelado a sua governação, não passam de meninos de coro quando comparados com a tragédia provocada pelo Partido Comunista e seus sequazes durante o chamado PREC. Um processo criminoso contra a economia do país, que teve inicio em onze de Março de 1975 e acabou em 25 de Novembro do mesmo ano, cujas sequelas chegam até hoje. Disso, curiosamente, ninguém fala. Deve ser falta de memória. Ou ignorância.


 

Desenrasquem-se, pá!

Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o rabiosque ao seu rebento.

Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!

Desenrasquem-se, pá!

 


Porra, pá – que é uma bela de uma expressão que uso amiúde – esta gente quer tudo. Deve pensar que vive num país com dinheiro suficiente para pagar três dividas externas. Ou mais. Agora são os pais que – coitados – têm o gravíssimo problema de, nos espaço público, não ter onde mudar a fralda aos seus infantes. Isto por o fraldário, na maioria dos edifícios, estar na casa de banho das senhoras. O mesmo drama ocorre quando as piquenas necessitam de usar o WC e os papás as têm de levar aos lavabos dos homens. Reclama-se hoje, por isso, que o Estado olhe para o assunto e trate de arranjar condições para que todos - independentemente do género, como agora se diz - possa limpar o cagueiro ao seu rebento.


Será que os portugueses perderam aquela fantástica capacidade de, em qualquer circunstância, se desenrascarem?! Acham que se justifica o investimento neste tipo de coisas quando o Estado está falido e as empresas nem conseguem manter postos de trabalho?! Nomeadamente quando a tendência para um acentuado decréscimo dos nascimentos é cada fez mais evidente. Porra, pá. Desenrasquem-se e deixem de ser mariquinhas, pá!


 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Diz que foi uma espécie de greve

Hoje foi dia de greve na função pública. Presumo que a adesão, na perspectiva dos sindicatos, ronde uns avassaladores cento e dezanove por cento. Já na óptica do governo os funcionários que hoje faltaram ao trabalho não foram mais que dois. Ou três, se entretanto tiver morrido algum que ainda não tenha sido abatido ao efectivo.
O habitual, portanto. Embora os hábitos tenham mudado. E muito. As greves de hoje nada têm a ver com as de outros tempos. Nos anos seguintes ao vinte cinco do A e até aos anos noventa era predominantemente no sul, em particular no Alentejo, que os seus efeitos se faziam sentir. Agora, a julgar pelas noticias, é no litoral e também a norte que as greves terão uma maior adesão. Por cá não se dá por nada.
Entretanto tudo vai continuar como antes. Mário Nogueira vai, daqui a pouco, dizer coisas a que ninguém liga. Jerónimo de Sousa vai manifestar a sua solidariedade com a luta heróica dos trabalhadores e, mais uma vez, exigir a demissão do goverrrrrrrrno. Já António Costa garantirá que não pode anunciar medidas mas que, quando governar, vai satisfazer todas as pretensões de toda gente. Deve ser por isso que os alentejanos já não fazem greve...



Diz que foi uma espécie de greve


Hoje foi dia de greve na função pública. Presumo que a adesão, na perspectiva dos sindicatos, ronde uns avassaladores cento e dezanove por cento. Já na óptica do governo os funcionários que hoje faltaram ao trabalho não foram mais que dois. Ou três, se entretanto tiver morrido algum que ainda não tenha sido abatido ao efectivo.


O habitual, portanto. Embora os hábitos tenham mudado. E muito. As greves de hoje nada têm a ver com as de outros tempos. Nos anos seguintes ao vinte cinco do A e até aos anos noventa era predominantemente no sul, em particular no Alentejo, que os seus efeitos se faziam sentir. Agora, a julgar pelas noticias, é no litoral e também a norte que as greves terão uma maior adesão. Por cá não se dá por nada.


Entretanto tudo vai continuar como antes. Mário Nogueira vai, daqui a pouco, dizer coisas a que ninguém liga. Jerónimo de Sousa vai manifestar a sua solidariedade com a luta heróica dos trabalhadores e, mais uma vez, exigir a demissão do goverrrrrrrrno. Já António Costa garantirá que não pode anunciar medidas mas que, quando governar, vai satisfazer todas as pretensões de toda gente. Deve ser por isso que os alentejanos já não fazem greve...


 

Charters de autarcas


Excelentea ideia de envolver as autarquias nessa coisa dos vistos gold. Assimfica afastada a imagem de alegada corrupção que envolvia esseprograma e torna a captação de investidores muito maistransparente. Será, também, um mundo de oportunidades que se vaiabrir para as agências de viagens. Já estou a ver charters deautarcas a caminho da China...

Charters de autarcas


Excelente a ideia de envolver as autarquias nessa coisa dos vistos gold. Assim fica afastada a imagem de alegada corrupção que envolvia esse programa e torna a captação de investidores muito mais transparente. Será, também, um mundo de oportunidades que se vai abrir para as agências de viagens. Já estou a ver charters de autarcas a caminho da China...

O "consporco". Javardote, vá.

 


 


Presumo que, pelo menos desde o fim da escravatura, em todos os locais de trabalho existam meios de controlar a assiduidade e pontualidade dos trabalhadores. Ou, sejamos modernaços, dos colaboradores. Tal como este conceito, também a maneira de fazer o controlo é cada vez mais moderna. O que nem sempre é boa ideia.


Quando comecei a trabalhar – ou a colaborar, sei lá - era o livro de ponto. Com uma esferográfica presa por um cordel não fosse alguém mais distraído metê-la ao bolso. Não querendo partilhar, por não saber onde é que o colega que tinha assinado antes andou com as mãos, cada um podia assinar com o seu próprio material escrevente.


Veio, depois, o relógio de ponto. Os primeiros exemplares produziam, a cada utilização, uma chinfrineira do camandro quando se introduzia o cartão mas, no âmbito da promiscuidade, eram exemplares. Nada de misturas. Cada um só mexia no seu e não precisava de tocar na máquina. Muito menos na ranhura.


Mais tarde inventaram um mecanismo em que os colaboradores são identificados pelas impressões digitais. Uma javardice. Todos colocam o dedo no mesmo espaço de dois centímetros quadrados. Isto depois de o dito dedo ter passado sabe-se lá por onde. Há, até, quem o lamba – ao dedo – quando a máquina manifesta notórias dificuldades em o identificar.


Deve ser por isso, ou por outra razão parva qualquer, que existe sempre um outro colaborador mais intrépido que parte para a agressão ao mecanismo. Acredito que não obterá daí grandes proveitos mas, pelo menos, não o conspurca. Como o outro consporco.


 


 


 

quinta-feira, 12 de março de 2015

O consporco. Javardote, vá.

Presumo que, pelo menos desde o fim da escravatura, em todos os locais de trabalho existam meios de controlar a assiduidade e pontualidade dos trabalhadores. Ou, sejamos modernaços, dos colaboradores. Tal como este conceito, também a maneira de fazer o controlo é cada vez mais moderna. O que nem sempre é boa ideia.
Quando comecei a trabalhar – ou a colaborar, sei lá - era o livro de ponto. Com uma esferográfica presa por um cordel não fosse alguém mais distraído metê-la ao bolso. Não querendo partilhar, por não saber onde é que o colega que tinha assinado antes andou com as mãos, cada um podia assinar com o seu próprio material escrevente.
Veio, depois, o relógio de ponto. Os primeiros exemplares produziam, a cada utilização, uma chinfrineira do camandro quando se introduzia o cartão mas, no âmbito da promiscuidade, eram exemplares. Nada de misturas. Cada um só mexia no seu e não precisava de tocar na máquina. Muito menos na ranhura.
Mais tarde inventaram um mecanismo em que os colaboradores são identificados pelas impressões digitais. Uma javardice. Todos colocam o dedo no mesmo espaço de dois centímetros quadrados. Isto depois de o dito dedo ter passado sabe-se lá por onde. Há, até, quem o lamba – ao dedo – quando a máquina manifesta notórias dificuldades em o identificar.
Deve ser por isso, ou por outra razão parva qualquer, que existe sempre um outro colaborador mais intrépido que parte para a agressão ao mecanismo. Acredito que não obterá daí grandes proveitos mas, pelo menos, não o conspurca. Como o outro consporco.



quarta-feira, 11 de março de 2015

É cultura, estúpido!

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Esta magnifica, extraordinária e até mesmo sublime obra-prima esteve, no Verão passado, patente ao público numa exposição de…digamos… arte. Ou lá o que lhe queiram chamar. Trata-se de um livro de guias de remessa de uma firma de mármores onde, ao longo do tempo, os empregados de escritório foram emitindo os documentos que acompanhavam as mercadorias que a firma comercializava. Sem sequer desconfiar que estavam a produzir arte. E da melhor! Afinal quanta criação artística se pode transmitir através de uma guia de remessa, uma factura ou uma venda a dinheiro?! Muita, como se pode ver.

Dar bom uso à lingua

Tenho alguma dificuldade em perceber a razão pela qual muitas pessoas têm a necessidade imperiosa de, sistematicamente, fazer alusão à genitália humana nas suas conversas com os outros. Há mesmo quem, por cada três palavras pronunciadas, não resista a incluir pelo menos uma menção às partes pudibundas e ao uso que delas se faz.


Este mau hábito está a vulgarizar-se também na escrita. Muita gente usa essas palavras em frases onde não se justificam e que, quase sempre, podiam ser substituídas por outras. A generalidade das vezes com inequívoca vantagem. Até porque a língua portuguesa, para além de muito traiçoeira ou talvez por isso mesmo, é pródiga em sinónimos, cada um mais jeitoso que o outro, para designar quase tudo. Em especial os órgãos sexuais e funções afectas, sempre tão presentes na boca e nas mãos dos portugueses.

terça-feira, 10 de março de 2015

O tio-avô

Um tio-avô, falecido já lá vão muitos anos, quando algo de menos bom acontecia a algum familiar ou conhecido repetia invariavelmente a mesma frase: “Eu já sabia…” Não que a notícia lhe tivesse chegado em primeira mão ou que antes de o interlocutor lhe contar a novidade ele já tivesse conhecimento. Mas sim porque, queria dizer na dele, sempre calculara que as coisas se passariam da forma como acabavam por acontecer.


Ora para alguém como eu, então um teenager inconsciente, isso não fazia sentido nenhum. Pior. Se sabia devia ter era avisado e não ficar a gabar-se que possuía dotes de adivinho. Pior ainda. Só sabia das coisas más e era um perfeito nabo quando se tratava de adivinhar as boas. Nem sequer conseguia prever por quantos ganhava o Benfica na jornada seguinte. Sim, porque por esses anos o Benfica ganhava sempre e, geralmente, por muitos.


Claro que, com o passar dos anos, comecei a perceber melhor o funcionamento do sistema de previsões que o tio-avô usava para “adivinhar” o futuro e hoje dou comigo, muitas vezes a pensar e algumas a dizer, perante determinados acontecimentos, que “eu já sabia…” ou, como quase sempre acrescento, “pelo menos calculava…”.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A petição do lagartedo

Não constitui novidade para ninguém que na Internete fora dela também, mas isso agora não vem ao caso se publicam as maiores alarvidades. Este blogue é disso um bom exemplo. Mas, depois, há o resto. O que está para lá da parvoíce e, mesmo, da estupidez. Que deixa para trás qualquer réstia de lucidez e se aproxima da indigência moral e da inconsequência mental.
A patética petição dos alegados adeptos do Sporting, pretendendo que os adversários de outro clube não sejam expulsos, reúne todas essas características. Parece, apesar disso, que já contará com umas quantas assinaturas. Bem-visto o pior nem sequer é essa coisa da petição. Mau é que isto é gente que vota e tem os mesmos direitos das pessoas normais. E, desgraça das desgraças, respira.



A petição do lagartedo

Não constitui novidade para ninguém que na Internet – e fora dela também, mas isso agora não vem ao caso – se publicam as maiores alarvidades. Este blogue é disso um bom exemplo. Mas, depois, há o resto. O que está para lá da parvoíce e, mesmo, da estupidez. Que deixa para trás qualquer réstia de lucidez e se aproxima da indigência moral e da inconsequência mental.


A patética petição dos alegados adeptos do Sporting, pretendendo que os adversários de outro clube não sejam expulsos, reune todas essas caracteristicas. Parece, apesar disso, que já contará com umas quantas assinaturas. Bem-visto o pior nem sequer é essa coisa da petição. Mau é que isto é gente que vota e tem os mesmos direitos das pessoas normais. E, desgraça das desgraças, respira.

O bispote


Presumo que este utensílio domestico, vulgarmente conhecido como vaso de noite, tenha visto muita coisa. Umas boas outras nem tanto. Mas isso é, como diria o outro, da vida. Apesar de aparentar ainda um relativo bom estado a sua utilidade no campo sanitário terá chegado ao fim. Ou não. Dado que pouco tempo depois – e ainda antes do lixo ser recolhido - já não estava no local é possível que, por esta altura, esteja a contemplar outras paisagens. Numa feira de velharias qualquer, provavelmente.

O bispote

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Presumo que este utensílio domestico, vulgarmente conhecido como vaso de noite, tenha visto muita coisa. Umas boas outras nem tanto. Mas isso é, como diria o outro, da vida. Apesar de aparentar ainda um relativo bom estado a sua utilidade no campo sanitário terá chegado ao fim. Ou não. Dado que pouco tempo depois – e ainda antes do lixo ser recolhido - já não estava no local é possível que, por esta altura, esteja a contemplar outras paisagens. Numa feira de velharias qualquer, provavelmente.

domingo, 8 de março de 2015

Do Contra

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Não. Não vou fazer nenhuma piadola fácil sobre mouros. Ainda menos vou divagar acerca da maneira pouco ortodoxa que usam para comunicar com o seu deus. Nem, tão pouco, com o facto de tanta gente junta de cú para ar poder ser motivo de chacota. Hoje sinto-me particularmente multiculturalista e prefiro por isso homenagear a criatura que, entre tantos, consegue ser o único a acertar o ritmo da reza.

Mamocas

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Esta foto já tem uns anos. Meia dúzia, talvez. Mas, de cada vez que dou com ela nos meus arquivos, não deixa de me fazer “espécie” que a figura esteja bastante mais escura na zona dos seios. Dado que isso não se deve às características do material utilizado, interrogo-me acerca do que terá levado a esse escurecimento. Quiçá muita investigação pelo tacto por parte dos apreciadores de arte mais atrevidos. Ou ceguetas.

Xuninng fofinho

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O tunning é uma mania que consiste em fazer alterações de carácter mecânico, aerodinâmico ou outras, quase sempre para pior, aos automóveis. Algumas constituem verdadeiras afrontas ao gosto – que nem precisa de ser bom – e transformam carros relativamente jeitosos em aberrações do asfalto completamente insuportáveis.


Do carrito da foto não podemos afirmar que tenha sido vítima de tunning. Tratou-se apenas de um pequeno e amoroso retoque de um dono provavelmente apaixonado. E o amor, como quase todos sabemos, é uma coisa muito linda.


 

sábado, 7 de março de 2015

Metem dó estes urbano depressivos...


O que não falta por aí é gente a recalcitrar contra quem pede factura. Dizem que é bufaria, que “eles” o que querem é saber onde gastamos o dinheiro e mais um conjunto de desculpas parvas que me escuso de comentar. Curiosamente os novos deuses dos esquerdosos e urbano depressivos bem pensantes – os Siryzas, que mandam na Grécia – resolveram fazer mais ou menos a mesma coisa. Ou, provavelmente, pior. Mas, para a legião de fãs Siryzistas que abundam por estes lados não é nada que mereça um reparo, um dichote ou, pelo menos, uma piadola jocosa. Como aideia foi desse tal Varoufakis trata-se de uma coisa muito bem feita. É assim o pagode de esquerda. Mete dó.

Metem dó estes urbano depressivos...

O que não falta por aí é gente a recalcitrar contra quem pede factura. Dizem que é bufaria, que “eles” o que querem é saber onde gastamos o dinheiro e mais um conjunto de desculpas parvas que me escuso de comentar. Curiosamente os novos deuses dos esquerdosos e urbano depressivos bem pensantes – os Siryzas, que mandam na Grécia – resolveram fazer mais ou menos a mesma coisa. Ou, provavelmente, pior. Mas, para a legião de fãs Siryzistas que abundam por estes lados não é nada que mereça um reparo, um dichote ou, pelo menos, uma piadola jocosa. Como aideia foi desse tal Varoufakis trata-se de uma coisa muito bem feita. É assim o pagode de esquerda. Mete dó.

O relógio do chinês

Ciclicamente recorro a lojas de chineses para comprar aquelas inutilidades de que necessitamos quando menos se espera e não nos resta outra alternativa porque todos os estabelecimentos normais já encerraram. Foi assim quando precisei de um cronómetro e a chinesa me tentou impingir um “pito” ou quando, inesperadamente, os velhos chinelos entregaram a alma ao criador e, antes que os calos iniciassem uma jornada de protesto, comprei um par de calcantes de trazer por casa que exalavam um odor capaz de fazer parecer uma suinicultura um lugar de onde se libertam agradáveis fragrâncias.


Há poucos dias voltei a um destes espaços comerciais. A velha cebola deu por terminada a sua tarefa de medir o tempo e arrisquei experimentar um relógio de baixo preço e qualidade a condizer. Como quase tudo o que os comerciantes vindos da terra que já foi do Mao têm à venda. Ainda não me arrependi da compra e acho até que fiz um bom negócio. Aparentemente a máquina apenas tem um pequeníssimo defeito. Insignificante, quase. O ponteiro dos minutos demora trinta e um minutos a percorrer a distância entre o “ e o “12”. Com certeza é de ser a subir. Felizmente a coisa não tem grande importância porque na descida, entre o “ e o “6”, demora apenas vinte nove.

Obviamente já se devia ter demitido


Ninguém gosta de pagar impostos. Por isso mesmo é que há a necessidade do seu pagamento nos ser imposto. Se não fosse pela via da imposição, de certeza, não havia quem os pagasse. E o mesmo se aplica a todas as outras taxas, taxinhas e demais roubalheiras a que os governos têm de recorrer para alimentar o monstro.
Nisto se incluem também as contribuições para a segurança social. A não ser os que já estão reformados, poucos valorizarão este contributo cívico para o sustento dos que deixaram de trabalhar. Principalmente as novas gerações. Estas dão como adquirido que, no futuro, não terão os mesmos direitos dos actuais pensionistas e é com muito desagrado que olham para o esbulho que é feito aos seus parcos rendimentos. Exigir a um jovem recém-licenciado, pago a recibo verde, que dos seiscentos euros – ou menos – que aufere, retire cento e vinte seis para a segurança social - isto para além, claro, do IRS - se não é crime, não sei o que lhe chame.
Esperava eu que o caso do primeiro ministro servisse, entre outras coisas, para também debater esta problemática. Mas não. A guerrilha politica parece ser mais importante. Quanto ao resto, e como que quem manda tem de dar o exemplo, não tenho dúvidas que o homem já se devia ter demitido.





Obviamente já se devia ter demitido

Ninguém gosta de pagar impostos. Por isso mesmo é que há a necessidade do seu pagamento nos ser imposto. Se não fosse pela via da imposição, de certeza, não havia quem os pagasse. E o mesmo se aplica a todas as outras taxas, taxinhas e demais roubalheiras a que os governos têm de recorrer para alimentar o monstro.


Nisto se incluem também as contribuições para a segurança social. A não ser os que já estão reformados, poucos valorizarão este contributo cívico para o sustento dos que deixaram de trabalhar. Principalmente as novas gerações. Estas dão como adquirido que, no futuro, não terão os mesmos direitos dos actuais pensionistas e é com muito desagrado que olham para o esbulho que é feito aos seus parcos rendimentos. Exigir a um jovem recém-licenciado, pago a recibo verde, que dos seiscentos euros – ou menos – que aufere, retire cento e vinte seis para a segurança social - isto para além, claro, do IRS - se não é crime, não sei o que lhe chame.


Esperava eu que o caso do primeiro ministro servisse, entre outras coisas, para também debater esta problemática. Mas não. A guerrilha politica parece ser mais importante. Quanto ao resto, e como que quem manda tem de dar o exemplo, não tenho dúvidas que o homem já se devia ter demitido.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Então vá... onde?!

Há certas expressões no nosso vocabulário que, apesar de utilizadas no dia-a-dia por muita gente, não fazem sentido. Pelo menos para mim. E nem sequer estou a pensar no linguarejar mais do que esquisito que aquela malta toda javardola, de boné ao lado e calças ao fundo do cú, usa para comunicar entre si ou para se fazer entender pelas pessoas. O que, diga-se, quase sempre se revela uma tarefa difícil, quando não impossível, para ambas as partes.


Uma delas, talvez a que esconde os desígnios mais misteriosos e simultaneamente mais repetidas, é o célebre “então vá”. Quando no final de uma conversa alguém diz ao seu interlocutor “então vá” quer dizer exactamente o quê?! Que o outro “vá” a algum sitio impronunciável? Que, simplesmente, vá à sua vida? Ou é apenas algo que se diz quando já não há mais nada para dizer? Provavelmente esta última hipótese será a mais plausível, mas nem por isso a mais convincente para justificar o seu uso.


Prefiro, sem dúvida, o clássico “passe bem”. Pode argumentar-se que não difere muito e que o “passe” poderá esconder sub-repticiamente uma intenção de mandar alguém passear, no sentindo mais pejorativo da expressão. Até pode, mas, pelo menos, deseja-se que o faça bem.

Quase gaja. Nua.

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Como é reconhecido, este blogue não é um espaço de informação nem de debate. Tão pouco pretende ser uma espécie de serviço público - nem privado – para os leitores que assídua, ou ocasionalmente, por aqui vão passando. Não encontro uma forma fácil de o dizer mas, há que assumi-lo com toda a frontalidade, este blogue optou desde o seu início pelo culto do desagradável. E, sempre que possível, pelo inconveniente.


Raras são as ocasiões em que aqui se procura ir ao encontro dos gostos ou sugestões dos visitantes. Fazê-lo constituiria uma cedência intolerável e podia conduzir-nos por caminhos mais ou menos tenebrosos, até que um dia isto se tornasse num sítio razoavelmente agradável. Ou, pior ainda, com alguma “Qualidade”. Por “iso” não trilharei esse caminho.


No entanto hoje estou disposto a quebrar essa regra que impus a mim próprio. A foto que acompanha este post visa, na medida do possível, satisfazer os visitantes que insistentemente continuam a pesquisar no Google por “gajas nuas”, “gaijas nuas”, “mulheres peladas” e outras expressões assaz curiosas, que só não reproduzo por, apesar de tudo, pretender manter alguma dignidade neste espaço. Talvez não corresponda inteiramente às expectativas de quem faz este tipo de pesquisas, mas é o que se pode arranjar.


 

Os séniores

Tenho fundamentado receio de nunca chegar a ser velho. Não que tencione morrer cedo – antes das vinte e três horas não me dá jeito – ou acredite que a ciência vai descobrir qualquer coisa que me impeça de envelhecer. Nada disso. A mania do politicamente correcto vai encarregar-se de tudo e fazer com que eu daqui por uns anitos seja algo que, por enquanto, nem consigo imaginar.


Vejamos o que me leva a esta conclusão. Quando era miúdo, aos velhos chamava-se isso mesmo. Velhos. Num tratamento cordial podíamos apelidá-los de velhotes ou, mais ternamente, velhinhos e alguém menos educado chamar-lhe-ia, depreciativamente, velhadas.


No pós “vinte cinco do A” a intelectualidade de esquerda achou mal esta designação e, vai daí, passaram a ser a “terceira idade”. Mas como no singular não dava muito jeito desatámos a tratá-los por idosos. Ultimamente é ainda pior. Já não são nem uma coisa nem outra. São conhecidos agora como seniores.


Ora isto suscita algumas questões de carácter linguístico que considero assaz pertinentes. Por exemplo, o que devo dizer em lugar de velhinho?  Seniorzinho?! Não me parece.  Idosinho soaria ligeiramente melhor, mas demasiado demodé. E depreciativo? Não encontro pior do que veterano. E como se substitui o sempre simpático e afável velhote? Por qualquer coisa impronunciável, certamente… Era nestas coisas que os gajos que andam sempre a inventar estas mariquices deviam pensar antes de se porem com ideias.


Noutra perspectiva e vendo o lado positivo, reconheço algumas vantagens nesta nova semântica. Nomeadamente ao nível do piropo de andaime. Imagine-se um destes dias um trolha, perante uma senhora que apesar da idade mantenha ainda intactas algumas qualidades, a gritar: “Olha-me aquela sénior… toda jeitosa! Ainda fazia uma perninha nos juniores.”

quinta-feira, 5 de março de 2015

Afinal onde é que é a porra do churrasco?!

Acabo de ler num blogue que “Estremoz já está arder”. Ora sendo Estremoz a minha terra, esta afirmação deixou-me alarmado. Mesmo sem enxergar fumo a elevar-se aos céus nem o meu nariz sentir o cheiro a esturro não fiquei descansado sem descobrir que espécie de tragédia se estava a abater sobre a cidade.
Esmiuçando a noticia conclui-se que a mesma é manifestamente exagerada. Trata-se, afinal, de um alegado arrufo entre gajos que gostam de touros em que parte deles não terá gostado que a outra parte tivesse ficado a cagar estacas na praça onde torturam os ditos. Podemos, portanto, dormir tranquilamente. A cidade não vai ficar reduzida a cinzas. Duvido, até, que tão parva questiúncula seja capaz de, sequer, acender um fogareiro. Ninguém quer saber. Nem os bois, coitados.



Afinal onde é que é a porra do churrasco?!

Acabo de ler num blogue que “Estremoz já está arder”. Ora sendo Estremoz a minha terra, esta afirmação deixou-me alarmado. Mesmo sem enxergar fumo a elevar-se aos céus nem o meu nariz sentir o cheiro a esturro não fiquei descansado sem descobrir que espécie de tragédia se estava a abater sobre a cidade.


Esmiuçando a noticia conclui-se que a mesma é manifestamente exagerada. Trata-se, afinal, de um alegado arrufo entre gajos que gostam de touros em que parte deles não terá gostado que a outra parte tivesse ficado a cagar estacas na praça onde torturam os ditos. Podemos, portanto, dormir tranquilamente. A cidade não vai ficar reduzida a cinzas. Duvido, até, que tão parva questiúncula seja capaz de, sequer, acender um fogareiro. Ninguém quer saber. Nem os bois, coitados.







Os optimistas de serviço

Acho alguma piada àqueles que, por missão ou convicção, demonstram todo o seu optimismo garantindo-nos que o país é hoje um lugar melhor do que num passado não muito distante. Não mais distante que a duração da legislatura.


Este estado de espírito, ora optimista e confiante, ora pessimista e descrente, vai variando consoante o partido que apoiam – ou a que se apoiam - está no poder ou na oposição. Mesmo que as melhorias de que falam não sejam enxergáveis aos olhos de qualquer cidadão que não veja as coisas com a paixão da partidarite a toldar-lhe as emoções e o raciocínio.


Por mim, que já não tenho idade para acreditar em políticos mas que, obviamente, reconheço a infeliz impossibilidade de vivermos sem eles, divirto-me a assistir a este alternar de opinião e ao esforço, quase sempre inglório, que uns e outros vão fazendo para nos convenceram da sua razão. Ou para se convencerem a eles mesmo.


 

O papel (higiénico) da discórdia

A propósito da avaliação na função pública contaram-me recentemente uma história que terá ocorrido numa autarquia local e que ilustra bem a maneira como o sistema é encarado e, através de uma ironia e sentido de humor muito próprios, os portugueses tratam estas coisas. Ou seja, ao nível que elas merecem ser tratadas.


Ao que me contaram, para avaliação da equipa responsável pela limpeza do edifício sede da dita autarquia teria sido estabelecido entre outros objectivos  a redução em dez por cento relativamente ao ano anterior do número de rolos de papel higiénico consumidos no edifício. Compulsadas todas as fichas de monitorização preenchidas ao longo do ano e cruzados os dados obtidos com a documentação do armazém, ter-se-á constatado que o objectivo não teria sido atingido e, em consequência disso, a nenhuma das funcionárias terá sido atribuída a classificação de Muito Bom.


Obviamente insatisfeitas as funcionárias terão reclamado evocando, entre outros argumentos, o facto de cada rolo de papel higiénico ter um menor número de folhas do que os utilizados no ano que servia de comparação. Vários papéis, análises e reuniões depois, ter-se-á concluído que, em resultado de consulta promovida pelo Aprovisionamento, o fornecimento deste produto foi adjudicado a outro fornecedor que apresentou um preço mais favorável. E com menos folhas por rolo, também.


O imbróglio não terá ainda sido resolvido. O conselho de coordenação da avaliação lá do sítio, pese as muitas horas gastas a discutir tão delicado assunto, contam-me, parece hesitar na decisão a tomar. O que se compreende. Decisões fundamentais para o interesse público não se tomam de ânimo leve.