terça-feira, 31 de março de 2015

É só fumaça...

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Por breves momentos cheguei a temer que o Estádio da Luz estivesse de novo a arder. Do lado contrário, desta vez. Mas não. Isso era quase uma impossibilidade. A lagartagem, enquanto claque organizada, não estava por perto.


O motivo para o elevado nível de fumo na atmosfera circundante era bem mais pacifico. Tratava-se, tão somente, de um adepto que ia fumando umas cenas enquanto a jogatana não se iniciava. Coisas que, fossem lá o que fossem, fumegavam mais que um comboio a vapor.


 


 

Burros borraram o Sátiro

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A figura pode até nem ser particularmente simpática. Isso, no entanto não justifica actos de vandalismo. Meninos rabinos a pintar coisas sempre houve e, de certeza, sempre haverá. Podiam era direccionar a veia artística noutras direcções. As paredes do quarto, por exemplo. Assim não tinham de partilhar connosco a notória falta de jeito que evidenciam para a pintura. É que isso de satirizar não é para todos e os autores desta borrada apenas conseguiram mostrar que são burros. Sem ofensa para os asnos.


 

segunda-feira, 30 de março de 2015

E uma estátua a homenagear a mãezinha, não?!

 


Regularmente a comunicação social vai-nos dando conta de obras que, na opinião dos autores das noticias ou das reportagens, são consideradas inúteis, desprovidas de sentido e que constituem exemplos flagrantes de desperdício de dinheiro. Quase sempre com razão. E, também, quase sempre naquilo a que os lisboetas têm a mania de chamar província.


Para encontrar obras parvas e maneiras idiotas de esturrar a pouca riqueza que por cá se vai produzindo não é preciso sair de Lisboa. Da civilização, portanto. É que parvos e esturradores há em todo o lado. Inclusive na capital. Onde, até, por força da maior concentração de pessoas, os pacóvios e esbanjadores terão de ser, forçosamente, em numero substancialmente mais elevado do que no resto do país.


Isto a propósito da edificação em Lisboa de uma estátua de homenagem ao corredor. Nada mais apropriado. Siga-se outra que homenageie quem caminha. Outra a quem ande de bicicleta. Mais outra aos que se deslocam de trotineta. Skate, até. O limite é a imaginação. Coisa que não escasseia a quem não tem problemas em gastar o que não lhe custa a ganhar.


 

sábado, 28 de março de 2015

Sacos de plástico continuam grátis!!! (E ainda bem)

 


Continuo a achar que o imposto sobre os sacos de plástico é uma parvoíce. Mas, reconheço, a minha é uma posição que não reúne muitos adeptos. Pelo contrário. A maioria parece concordar e - confesso o meu espanto – esta medida tem até defensores tão acérrimos quanto improváveis.


Hoje encontrei um deles. Uma, no caso. Foi no mercado semanal, onde os vendedores continuam a oferecer os sacos, que ocorreu a cena que descrevo:


 


Vendedor, dirigindo-se à Maria que acabava de adquirir produtos hortícolas em quantidade superior à expectável - Veja lá se quer um saquinho...


 


Maria – Pois... se calhar é melhor, já não tenho onde acondicionar a alface...


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Sacos?! Está a dar sacos?! Não pode. É proibido!


 


Enquanto Maria e Vendedor ignoram liminarmente a criatura, Eu a pensar baixinho – Cala-te senhora idosa, agora apelidada de sénior, filha de um marido encornado e de uma senhora que provavelmente prestava serviços remunerados de índole sexual.


 


Cliente idosa, toda empinocada e a armar em ambientalista – Fazem-se as leis e ninguém as cumpre. Por isso é que este país não avança...


 


Eu, novamente a pensar baixinho – Tem razão a senhora... e se ficou assim por causa do saco nem quero imaginar como vai ficar quando o homem não lhe passar factura.


 


Sim, porque DE CERTEZA pediu factura...





 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Merda de cão

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Isto é coisa que não falta no meu bairro. Nem nos outros. Da minha cidade e de todas as outras. É o resultado de existirem cada vez mais bichos a partilhar o mesmo espaço que os seres humanos em zonas urbanas. Acho amoroso ter um cão. Ou um gato. Mas não consigo entender que animais e pessoas partilhem uma habitação. Tive, enquanto vivi no campo, dezenas deles. Nenhum se atrevia a colocar uma pata dentro de casa. Ficavam no quintal ou andavam por onde muito bem lhes apetecia. Na cidade não acho jeito nenhum a isso.


Permitir isto em plena via pública é coisa que me revolta mesmo à séria. Que queiram ser pouco asseados dentro de casa é lá com eles. Na rua é com todos.


 

Populares...


Gosto de ouvir os populares a quem é dada oportunidade de dizer umas coisas para o microfone que lhes puseram à frente da boca. Por mais que haja quem deprecia a sua opinião, para mim, ela constitui uma fonte inesgotável de conhecimento. Ou, como alguém escreveu em tempos, “por mais comprida que seja a fita de um gravador nela não caberá a sabedoria popular”.


Isto a propósito do que proclamava ontem para uma reportagem televisiva, num mercado da Madeira, um peixeiro lá da ilha. Garantia o senhor que até à hora em que falava só tinha feito quinze euros, enquanto antes – antes do euro, provavelmente - já teria ganho setenta contos. Trezentos e cinquenta euros, portanto. Significa que, por essa época, o senhor ganharia o equivalente a sete mil euros por mês.


Solidarizo-me, naturalmente, com o popular. E com todos os que, tal como ele, sofreram tão dramática redução de rendimentos. Há, apenas, duas coisas que me inquietam. A primeira, tão intensa actividade económica não se ter traduzido em riqueza. A segunda. os impostos cobrados não corresponderem ao nível de ganhos que quase todos os comerciantes juram ter tido nesses, pelos vistos, saudosos tempos. Mas isto sou eu, que tenho a mania de dar importância às conversas dos populares...


 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pombos

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Cá a terrinha, como quase todas as outras sejam grandes ou pequenas, está cheia de pombos. O que não surpreende. Os gajos reproduzem-se como o caraças e, para ajudar à festa, há sempre uns javardões a tratar de os alimentar. Devem-lhes achar muita graça, eles. Ou, coitados, pensam que estão a fazer uma boa acção. Se a isso juntarmos a habitual e tão característica inércia das autoridades que deviam tratar disto e não tratam, temos a javardice perfeita.


 


 


 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Cada bala mata um...pelo menos!

 


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Vá lá saber-se porquê existe sempre gente disposta a viajar para países de onde a maior parte dos que lá vivem querem sair a qualquer custo. A Tunísia não será disso o melhor exemplo mas, ainda assim e até pelos acontecimentos mais recentes, talvez não seja o melhor destino turístico do momento. Quiçá por isso, as passeatas para aquele país do norte de África estão em promoção. Uma campanha que, por preços relativamente módicos, pretende aliciar os portugueses mais endinheirados e de espírito aventureiro – gente capaz de cumprir ambas as premissas é coisa que não falta – a passar uma semana em Djerba. Escusava era de se chamar Pim, pam, PUM...


 

Não tenho conta no BES...mas também voto.

O governo socialista obrigou os portugueses a pagar as ocorrências, chamemos-lhe assim, do BPN. Se, na época, ainda estivesse no poleiro o BES também teria sido salvo. Essa coisa da mão que lava a outra falaria mais alto e, por esta altura, estaríamos todos a suportar as tropelias daquele parceiro da Santíssima Trindade.


Ainda assim não é seguro que não o tenhamos de fazer. Para já o Partido Socialista afiança que, quando recuperar o poder, tratará de reembolsar os chamados titulares de papel comercial do GES. À conta dos nossos impostos, obviamente. Nada de surpreendente, pois esturrar o dinheiro dos contribuintes é o que os xuxas fazem melhor.


De realçar que os alegados vigarizados nunca pediram que fosse o Estado a ressarci-los. Exigiram – e muito bem – que quem abusou da sua ingenuidade, ganância ou desconhecimento, conforme os casos, se responsabilize pelo seu dinheiro. Não se percebe, por isso, a necessidade que o Presidente do PS sentiu de dar mais um tiro no pé. Há coisas que nem a proximidade das eleições justificam.

terça-feira, 24 de março de 2015

Ai aguenta, aguenta...

Os socráticos são pessoas de fé. Acreditam na inocência do seu ídolo e, até os que duvidam dela, desculpam-no. Outros afiançam que mesmo tendo escorrido uns milhões para os bolsos do engenheiro isso não será – a ter ocorrido - especialmente preocupante. Não terá sido, alegam, coisa que financeiramente os tenha afetado. Ao contrário do que tem feito o actual governo, concluem parvamente.


Esta admiração e este raciocínio, ainda que parvo, têm alguma lógica. Quem os desenvolve é, na sua maioria, reformado e gente que no reinado do prisioneiro quarenta e quatro não foi afectada pelas medidas de austeridade então tomadas. Poucos, de entre esses, se importaram que o abono de família tivesse sido roubado a quem ganhava a fantástica soma de oitocentos euros e o aumento dos impostos tivessem atacado os bolsos de quem trabalha.


Claro que quando os cortes lhes bateram à porta tudo mudou de figura. O outro que nada lhes tirou é que era bom e os que cortaram a todos é que são umas bestas. São desabafos desta natureza intercalados com relatos de cruzeiros, jantaradas e passeatas diversas pela estranja, que me levam a concluir que o gajo do “aguenta, aguenta” afinal tinha razão.

Cofres cheios...de dividas!

Como é possível não perceber que continua a não haver dinheiro nos cofres e que aquilo que por lá abunda são dividas?! Admito que pessoas iletradas idealizem cofres a transbordar de notas. Mas que alguém minimamente informado pense assim já é coisa difícil de conceber.


Parece-me redundante que os socialistas andem por aí a pregar a necessidade de repartir o conteúdo dos cofres, alegadamente a abarrotar de dinheiro, por velhinhos despojados das suas reformas, criancinhas esfomeadas, desempregados desesperados por um emprego e cidadãos, tramados pelas políticas socráticas, em geral. Pode, admito, parecer uma ideia altruísta. O pior, para nosso mal, é que já foi posta em prática. O recheio dos cofres há muito que foi repartido. Por todos nós. E estamos a pagar por isso. Só não percebe quem, cego por paixões políticas, não quer ver.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Nem se trata de uma vitória moral. Foi uma goleada!

Opiniões há muitas. Cada um tem direito à sua e, por mais parva que esta se revele e menos adesão à realidade que demonstre possuir, tem todo o direito a expressá-la. Até porque pode contribuir, como muitas vezes acontece, para nos divertir.


É o caso do autor de um blogue onde, por acaso, fui parar. Defende o ilustre pensador – português, diga-se - a rebuscada tese que o PS francês obteve ontem uma importante vitória eleitoral. Isto porque, sustenta, quem ganhou foi outro “partido republicano” - seja o que for que isso significa – e não a Frente Nacional da senhora Le Pen.


A criatura não percebe que os socialistas franceses tiveram uma derrota humilhante. Pode, naturalmente, ficar contente por um partido não ganhar. Mas isso não transforma os restantes derrotados em vitoriosos. Nem este tipo de pensamento me causa grande surpresa. Afinal socialistas a ver coisas que mais ninguém vê não faltam por aí...

domingo, 22 de março de 2015

Já vi este filme várias vezes...com o Benfica no papel principal.

É sobejamente conhecida a penúria financeira em que vivem os clubes portugueses. Todos. Grandes e pequenos. Por isso até eu, que não sou de intrigas, fico abismado com a repentina liquidez de tesouraria que permite a agremiações sem dinheiro para mandar cantar um ceguinho duplicar ou triplicar os prémios de jogo em caso de vitória se o adversário for o Benfica.


Recorde-se, aos mais distraídos, que os jogadores de futebol são profissionais. Ganhar faz parte do seu trabalho e uma vitória vale sempre três pontos. Seja contra o Glorioso ou outra equipa qualquer. Não me parece, por isso, que aumentar a recompensa nestas circunstâncias abone muito em favor do profissionalismo de jogadores e treinadores dessas agremiações.


E sim, estou ligeiramente indisposto com o resultado de ontem. Mas, se estivesse no lugar de quem arranjou a massa para pagar o prémio de jogo aos jogadores do Rio Ave ainda estaria muitíssimo mais. Foi dinheiro jogado fora. Para ganhar ao Benfica deste Sábado a promessa de uma bifana teria chegado como incentivo.

Com vinagre também se apanham moscas

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Não sei em que se baseia a crença popular quando decreta que não é com vinagre que se apanham moscas. Pois eu garanto que é. Moscas, mosquitos e outros esvoaçantes. Basta misturar um pouco de açúcar e é vê-los mergulhar em direcção à mistela previamente engarrafada. Donde, naturalmente, já não regressam.


 


 


 

sábado, 21 de março de 2015

Debaixo da ponte



Comovente a reportagem de uma televisão que nos deu a conhecer o drama de dois amigos que sobrevivem debaixo de uma ponte nos arredores de Lisboa. Motivou, como sempre acontece nestas circunstâncias, uma onda de solidariedade para com os dois homens. O que mais me intriga nesta história é que o cidadão cubano, protagonista da infeliz aventura, não manifestou, em nenhum momento, vontade regressar ao seu país onde, com toda a certeza, viveria feliz e o Estado zelaria pelo seu bem-estar. Não lhe deve ter ocorrido. Ou então, mal por mal, prefere ser livre.


 


 


 

Arte inútil

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Assim à primeira vista não estou a ver o objectivo de revestir árvores e mobiliário urbano com estas coisas. Deve ser uma espécie de arte. Ou uma mania qualquer. O que é, diga-se, mais ou menos o mesmo.


Boa ideia era fazer almofadas para os bancos. Seria juntar o útil ao confortável e continuava a ser arte.


 

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto

Mudança

Agora é definitivo. Seja isso o que tempo que fôr. Resolvidos os problemas com a migração - que, afinal, até era uma coisa fácil - esta vai ser de agora em diante a nova e única morada do Kruzes Kanhoto. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

País de alarves!

Portugal está cheio de gente que se indigna facilmente. Mesmo que não perceba nada acerca do assunto causador da indignação. Hoje está tudo ofendido com a Ministra das Finanças. A senhora teve o desplante - o topete, quiçá - de partilhar com os seus concidadãos a satisfação por, segundo afirmou, o Tesouro ter os cofres cheios. A tugalhada, obviamente, não gostou. Prefere, como gente esperta que é,  ter os cofres vazios. Sem cheta. Assim é que é bom e bonito. Ter “algum” guardado é coisa de idiota, como todos sabemos.
Neste contexto não admira que as intenções de voto nos mesmos que esvaziaram os cofres estejam em alta. É isso que um povo ignorante - nomeadamente em termos financeiros - espera de um governante. Esperar que o conjunto de alarves a que se convencionou chamar portugueses perceba que “cofres cheios” significa ter assegurado as necessidades de financiamento para os tempos mais próximos é, manifestamente, pedir em demasia a criaturas que nem sequer percebem o motivo pelo qual se deve sempre pedir factura.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

Lista? Mas qual lista?!

Parece que afinal não existe nenhuma lista vip do fisco. Apesar disso demitiu-se o gajo que, caso a tal lista existisse, a poderia ter feito. Mas, mesmo não existindo a lista que toda a gente garante que existe, a sua demissão continua a fazer sentido. Ainda era gajo para a fazer. Caso, claro, isso fosse coisa que pudesse existir.  

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

E o crescimento, pá?!

Tenho dificuldade em perceber as criticas que li e ouvi em relação ao mega-edifício que vai, de hoje em diante, albergar a sede do BCE. Terá custado, ao que parece, mais de mil milhões de euros. Uma pipa de massa mal gasta, na opinião dos críticos da obra. E na minha, também.
Por mim acho que é um desperdício. Mas isso sou eu que também considero essa lengalenga do “investimento para o crescimento” uma estupidez do tamanho do mundo. Ora o que me intriga é serem precisamente os defensores dessa politica que criticam o dinheirão esturrado no prédio.
Estou a revelar inesperadas dificuldades em perceber a lógica dos argumentos da malta que defende a necessidade de “investir” para “crescer”. É que, tendo essa estratégia como boa para Portugal não estou a ver como pode ser má noutro lugar...

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

Blogger vs Sapo

Durante quase um mês testei os blogues do sapo. Tinha em vista uma eventual transferência para aquela plataforma nacional. Exceptuando a migração do conteúdo integral do blogue, que não foi possível realizar, a experiência até nem estava a correr mal. Mais visibilidade junto da restante comunidade, maior facilidade de edição e uma área de gestão bastante mais intuitiva, estavam a fazer com que me sentisse tentado a mudar a morada deste blogue. Como senão apenas as actualizações dos blogues favoritos. Lá não existe essa funcionalidade. Ficam os links e pronto, não há informação de cada vez que um deles é actualizado.
Ontem a fase experimental terminou. Abruptamente. Recebi um aviso do blogger informando-me que estaria a violar as directrizes desta coisa. O problema, comunicam-me, era o script a redireccionar os visitantes deste blogue para o Sapo. Que, avisavam, a continuar na altura do próximo rastreamento teria como consequência a eliminação do Kruzes. Um bocadinho ditatorial, acho eu. Mas se essas são as regras há que cumpri-las. Pelo menos por enquanto este espaço vai continuar por aqui...  

terça-feira, 17 de março de 2015

Deve ser tudo rico...

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Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.


Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.


Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos.


 


 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Então e essa coisa da vontade do freguês?!

Constitui para mim um mistério inexplicável que não se vendam computadores sem sistema operativo instalado. Se há, nunca os vi. Isto apesar de em inúmeras ocasiões e outras tantas lojas – grandes e pequenas – da especialidade, ter questionado os funcionários – colaboradores, vá – acerca do assunto. Sem sucesso, diga-se. Obtive apenas respostas parvas de quem não fazia a mais parva ideia acerca do eu estava a falar.
Não consigo entender que tenha de pagar por algo que não quero e que não pretendo usar. Recorde-se que a licença do Windows custará cerca de cento e cinquenta euros. Valor que está incluído no preço da máquina. Sendo utilizador do Linux, um sistema operativo gratuito, que inclui software para tudo o que preciso, não me parece razoável ter de pagar uma espécie de tributo à Microsoft. Para mais quando não vou usar nenhum programa produzido por essa empresa.
Por alguma obscura razão é tema que parece não preocupar ninguém. O Governo, a Deco ou o Bloco de esquerda, nomeadamente. Nem, mais estranhamente ainda, aos consumidores em geral. Devem ser todos ricos. 

Diz o roto ao nu...

António Costa sobre Passos Coelho: “Não aprendeu nada com o passado”. O Presidente da Câmara de Lisboa pode, até, ter razão. Nisso e em mais um rol infindável de acusações que queira fazer ao primeiro-ministro. Mas, antes de falar em termos de aprendizagem com acontecimentos idos, era bom que se olhasse ao espelho. Mas parece, por estas e por outras, que objectos reflectores de imagem pareçam não abundam lá para o Largo do Rato. Devem ter-se partido todos. Coisa para dar uns sete anos de azar. A nós, claro.