sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Uma chatice, essa cena dos arquivos...

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Com tanta gente a pretender reescrever a história, o passado está a ficar cada vez mais imprevisível. Ainda bem que existe uma coisa chamada arquivo. É que, se não fosse isso, até eu acreditava que o último resgate ao país tinha sido culpa de um tal Passos Coelho e que esse patife tinha tido o exclusivo dos cortes, da austeridade e de outras patifarias que os tipos que assinaram o memorando com a troika aceitaram fazer aos portugueses. Tipos esses que, também estava quase convencido, teriam sido os do bando do supra citado indivíduo. Só que não. O passado foi o que foi e não há volta a dar. Bom, haver há. É mesmo o que não falta por aí é quem queira dar a volta à história. Tótós a acreditarem nas patranhas desses malucos também não.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Rentabilização do espaço público

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Já em tempos dizia um ilustre socialista – quando havia socialistas ilustres e muitos ilustres eram socialistas – que apenas os burros não mudam de ideias. Eu, que não sou ilustre nem socialista e esforço-me por não ser burro, numa ou noutra circunstância também mudo de ideias. Sejam elas, as ideias e as circunstâncias, quais forem. Aconteceu-me agora, essa coisa de alterar o pensamento relativamente a um determinado assunto. As oliveiras em espaço urbano, no caso. Sempre achei horrível, idiota a bem dizer, esta recente mania de plantar aquela árvore em jardins, largos, praças ou outros recantos das localidades. Mas, reitero, mudei de ideias acerca disso. Estava errado e, confesso, não estava a ver bem a coisa. O que me fez mudar? Simples. O preço do azeite. Até acho que nesses mesmos lugares devia ser plantado um olival. Isso é que era. Ficava uma coisa toda catita e pagava-se o investimento num instante. Bom, tão depressa não digo, mas seguramente em menos tempo do que alguns, por mais errados que estejam, demoram a mudar de ideias.

domingo, 17 de dezembro de 2023

"Na terra do bom viver faz como vires fazer". Alguém que lhes ensine algo tão simples.

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O país precisa de mão-de-obra e se não há portugueses em número suficiente ou os que há não querem trabalhar, então, têm de vir trabalhadores estrangeiros. Parece simples, mas o chato da coisa é que por cá ganha-se mal. Gente com educação, bem-formada e com valores semelhantes aos nossos, como os cidadãos de leste que noutros tempos migraram para estas paragens, já não estão disponíveis para se deslocarem até aos confins da Europa. Preferem ficar mais perto de casa, nomeadamente nos países europeus que durante a governação socialista nos foram ultrapassando em matéria de riqueza gerada. Daí que sejamos actualmente invadidos por criaturas com princípios de vida substancialmente diferentes dos nossos - pior do que isso, que os rejeitam – e que fazem questão de exibir publicamente os seus, sem qualquer pudor ou respeito pela sociedade que os acolhe.


Por estes dias ocorreram dois crimes contra imigrantes oriundos da Ásia. As vozes a guinchar “racismo” foram mais que muitas. Inclusive de lideres partidários. Veio-se depois a saber que os alegados atacantes foram cidadãos portugueses de etnia cigana revoltados por os ditos imigrantes não respeitarem as regras praticadas por aquela comunidade e, vá lá saber-se porquê, a tese de racismo morreu logo ali. Tal como o assunto, diga-se. Nestes incidentes nada me surpreende. Nem o aproveitamento que determinados vermes procuram fazer destes assuntos nem, apesar de pouco noticiadas, as consequências deste choque cultural constituem grande novidade.


Deparar-me um destes dias, aqui no Alentejo, com um indivíduo em preparos idênticos aos da imagem é que para mim foi novidade. A primeira reacção foi pensar que se tratava de um fantasma. Mas não, os fantasmas não existem. De seguida ocorreu-me que já estaríamos no Carnaval. Mas também não, depressa me lembrei da data em que estávamos. Foi essa lembrança que me tranquilizou. Aquilo não se tratava de um invasor exibicionista. Se calhar era apenas um figurante de um qualquer presépio. Prefiro acreditar nisso.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Agricultura da crise

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Não é, como já escrevi noutras ocasiões, a melhor altura do ano para a agricultura da crise. Aqui pelo quintal da maison continuo sem provar o fruto – não sei que nome tem a coisa - da physalis que plantei no quintal. Apesar de lhe ter colocado um tutor aquilo não se aguenta. Os ramos são tão frágeis que partem com o peso das bagas e ficam irremediavelmente perdidos. Ainda nem um provei. Quando tiveram um aspecto apresentável – forem minimamente fotogénicos, digamos – irão aparecer por aqui.


Entretanto lá pela outra “agrária” estão a nascer as primeiras favas e ervilhas. Os alhos, que supostamente deviam ter pelo Natal o tamanho do bico de um pardal, já estão deste bonito tamanho. Na quadra natalícia, a continuar assim, deverão estar mais próximo do bico de uma cegonha. E é isto que a chuva, o frio, o inverno, as poucas horas de luz solar e outros assuntos relacionados com cenas que não vêm ao caso têm permitido fazer na agricultura da crise.

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Em terra de cegos...

Ouço a toda a hora que “o PSD não está preparado para governar”. Hilariante esta ideia. Principalmente vinda de gente que afirma sem se rir que um candidato a líder do PS, aquele alegadamente carismático, é um tipo preparadíssimo para assumir a governação do país. O homem, foi ministro nos dois últimos governos, é deputado, anda em campanha pela liderança do partido, quer ser primeiro-ministro e, pasme-me, confessou em directo numa entrevista à Rádio Observador que não sabe o valor actual do SMN e desconhece em absoluto o valor do IAS. Mas está preparado para governar e, quase de certeza, vai fazê-lo. Coisa que, a acontecer, diz muito mais acerca de quem vota nele do que acerca dele próprio. Até porque ele, honra lhe seja feita, não se importou de manifestar a sua ignorância, incapacidade e impreparação. Já a minha avó garantia que em terra de cegos quem tem um olho é rei. E é isso que o safa. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

O rigor da desinformação

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Eu cá não sou de intrigas, mas assim de repente desconfio que a SIC e de um modo geral a comunicação social já fizeram a sua escolha no que diz ao candidato a secretário geral do PS que querem ver eleito. Neste caso, em que se analisavam várias características dos dois principais oponentes, podiam ter optado por referir, sei lá, que José Luís Carneiro é o candidato mais ponderado, mais honesto, mais simpático, mais competente, mais experiente e mais preocupado com as pessoas. Mas não. Optaram por realçar que PNS é mais forte e frontal. Os únicos dois itens, em oito, onde leva vantagem. Nos outros perde em todos, mas isso não interessa nada. Escolhas. Devem ser os critérios editoriais, ou lá o que é. Estou mesmo a ver que caso o Benfica tivesse ganho seis a dois ao Farense na última jornada – coisa que podia ter acontecido se tivessem entrado metade das oportunidades de golo criadas por uma e outra equipa – a noticia seria “Farense marca dois grandes golos ao Campeão nacional”. 

domingo, 10 de dezembro de 2023

País de pedintes

A propósito desta tramóia em torno do tratamento das gémeas com o medicamento mais caro do mundo ficámos a saber, entre outras coisas, que os ministros têm assessores cujo único trabalho que fazem é apreciar os favores que os portugueses – e, pelos vistos, não só – pretendem obter do governo. Algo que, convenhamos, diz muito mais do povo que somos do que dos governantes que temos. A estes apenas fica mal, para além de condenável a todos os títulos, satisfazer a pedinchice que lhe é dirigida com o dinheiro dos impostos que alguns pagamos.


A este propósito recordo um caso, já com muitas décadas, envolvendo um pedido dirigido a Mário Soares, à época Presidente da República, por alguém que conheci e que toda a vida passou dificuldades da mais variada ordem. Daquelas mesma à séria. Na volta do correio, o então Presidente lamentou não poder solucionar os inúmeros problemas descritos na missiva que lhe tinha sido endereçada e juntou um cheque de cinco contos. Da sua conta. Outros tempos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Okupas e outros vermes

Em Espanha, mesmo aqui ao lado, a ocupação de casas por parte de máfias organizadas e meliantes de todas as origens e motivações é uma coisa corriqueira. Graças à legislação patrocinada pela esquerda e extrema-esquerda no poder, qualquer um que veja a sua propriedade ocupada pouco ou nada pode fazer para expulsar os delinquentes e retomar a posse daquilo que é seu. Não pode, sequer, mandar desligar a água, luz ou comunicações. Tem de continuar a pagar as contas, pois caso não o faça as operadoras recorrem à execução e o salário da vitima é penhorado num ápice. A maneira mais eficiente para estas pessoas recuperarem os seus imóveis tem sido o recurso às empresas de desocupação, mas até isso está na mira da esquerda espanhola que já tentou pela via legislativa terminar com esta actividade. Só não conseguiu por ainda haver, entre os deputados do PSOE, meia-dúzia de pessoas com bom senso que votaram contra esta intenção e evitaram a criação de uma maioria que aprovasse a lei. Nas últimas eleições já devem ter ficado fora das listas e por isso, mais dia menos dia, nem essa hipótese restará aos espanhóis.


Por cá, ainda que pontualmente, já vamos tendo noticias do incremento desta criminalidade. Embora apenas através de relatos partilhados nas redes sociais ou numa ou noutra publicação de meios de informação alternativos. Os média do regime se um dia derem conta destas coisas, tal como em Espanha os média locais, estarão do lado dos criminosos. A lei portuguesa, por enquanto, permite a rápida expulsão de qualquer intruso que invada propriedade privada. Não deve tardar a ser alterada. Por ora o mais parecido que temos com os okupas espanhóis são os inquilinos que não pagam a renda. Outra praga.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

As figuras geométricas estão pela hora da morte

O governo não precisava de mudar o logótipo. Não serve de nada. Bastava mudar o “tipo”, que o “lógo” não incomodava ninguém. Mas fê-lo, segundo informação oficial, para proporcionar uma imagem inclusiva, plural e laica. O que é uma óbvia estupidez. Um rectângulo verde, um circulo amarelo e um quadrado vermelho, ainda que todos juntos e por mais que olhe para eles, não me transmitem nenhuma dessas sensações. Antes pelo contrário. Não está lá o azul e isso, desconfio, exclui uns quantos que amam o que essa cor representa para alguns portugueses. O encarnado, quase de certeza, aborrece mais uns tantos. Principalmente porque é o dobro do verde. Uma mensagem subliminar, calculo.


Entretanto a empresa que fez aquela coisa abotoou-se com setenta e quatro mil euros à conta do trabalhinho. Não será tudo lucro, que aquilo deve ter consumido horas e horas de trabalho altamente especializado e, naturalmente, essas coisas pagam-se. O preço, ao contrário do que acontece com muita gente, não me choca. Até porque estou habituado a estes valores. São uma espécie de tabela. Os contratos de prestação de serviços para as administrações públicas – nomeadamente em matérias desta natureza e outras que envolvam especialidades técnicas – têm uma estranha tendência para ficarem ali a “raspar” os setenta e cinco mil euros. Os “trocos” que faltam para aquele valor devem ser para os envelopes. 

domingo, 3 de dezembro de 2023

A caminho da maioria absoluta...

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Ou seja, estamos a um pequeno passo da maioria absoluta dos serviços de urgência que não funcionam em pleno ou, até, nem funcionam de todo. Maldito Passos Coelho...isto com o PS é que é bom!


Curioso que com o Partido Socialista anda tudo à volta do número quarenta e quatro. Deve ser uma espécie de fétiche. Ou, então, é uma sina. Mas, seja uma ou outra coisa, faz sentido. Como diria a minha sábia avó, eles procuram-se uns aos outros. 


Por falar em fétiches, sinas e outras cenas esquisitas. O que levará um acérrimo apoiante de Sócrates - talvez o lider mais à direita que o PS alguma vez já teve - a apoiar agora entusiasticamente PNS  o provável secretário-geral mais à esquerda que aquele partido corre o risco de ter?! Coerência ideologica não será certamente. Deve, quiçá, qualquer coisa ao nível do pragmatismo, ou isso. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Isto anda tudo ligado

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1 – Ai anda, anda. Há muito que dei conta que os gajos do Facebook escutam as nossas conversas. Falamos de um produto qualquer e, vai daí, aparece-nos publicidade a uma qualquer marca que comercializa o dito produto. A foto, no entanto, ilustra uma coisa diferente. Aquilo não é publicidade. Nem truncagem. É apenas uma curiosa sequência na timeline daquela rede social. Mesmo muito curiosa. Só isso. Até porque, quase de certeza, não será aquela funerária a fazer – num dia que se espera longínquo – o enterro do velho peidoso.



2 - Garante um estudo qualquer que a “maioria dos portugueses (63%) aceitaria um aumento do imposto sobre os rendimentos para ajudar as pessoas com rendimentos mais baixos a suportar os custos da adaptação climática e transição energética”. É o que dá fazer estes inquéritos na fila para o RSI. Ou a quem ganha o SMN. Eu, se me perguntarem, também garanto que aceitaria com toda a bonomia do mundo o aumento dos impostos sobre o tabaco, a posse de animais de estimação ou, até, sobre o sushi.


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3 - Entretanto fiquei hoje a saber que graças ao “Livre”, pelo incrível preço de quarenta e nove euros mensais posso adquirir um fantástico passe ferroviário que me vai permitir viajar de comboio por onde me apetecer. Ou quase. Que aquilo não serve para todos os comboios. Nem para todo o país. Nem, muito menos, para todos os portugueses. O que me parece mais uma boa razão a juntar a todas as outras pelas quais não gosto de pagar impostos.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Cuidadinho com a língua

A malta lá do parlamento tem feito sucessivas tentativas para criminalizar o chamado discurso de ódio. Para combater a discriminação, justificam. Embora, como facilmente se percebe, a ideia seja restaurar a censura. A do bem, obviamente. Que isto de ter tento na língua é muito bonito e a esquerdalha aprecia, desde que concordemos com as parvoíces que propagandeia.


Ao que parece, desta vez pretendia-se ir ainda mais longe e alargar o conceito do discurso de ódio ao debate político e ideológico. Felizmente a proposta terá caído. Por enquanto. Deve estar a ser difícil encontrar uma maneira de criminalizar quem afirme que o “socialismo é doença mental”, sem fazer o mesmo a quem diga que os “tipos do Chega são doentes mentais”. Vai ser uma chatice criar o Ministério da Verdade num país onde até a língua é muito traiçoeira.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Preferia o tempo da "declaração amigável"...

Parque de estacionamento de uma superfície comercial cá do sitio. Dezoito horas, hora local. Um carro – um chasso, melhor dizendo – pára na faixa de circulação e o condutor olha em volta à procura de um lugar para estacionar. Atrás, outro condutor ao volante de outro chasso ainda mais chasso não trava a tempo e embate com estrondo na traseira do primeiro. Apesar do aparato não há estragos assinaláveis em nenhum dos chassos e, dos dois, apenas o condutor que bateu parece evidenciar alguma preocupação. Tanto assim é que o condutor da viatura abalroada arranca sem sequer se apear para verificar os danos e estaciona umas dezenas de metros depois. Trata-se de um casal de imigrantes de leste, que entretanto procura eventuais danos num para-choques que há uns trinta anos deve ter tido um aspecto aceitável. O segundo, o que bateu, logo que conseguiu estacionar dirige-se rapidamente aos primeiros: “Ó amigo, ó amigo, fui eu que bati...”. “ahhhh...sim”, resposta lacónica do homem enquanto a senhora saía rapidamente de cena em direcção à loja. “Pois”, continuou o azelha que bateu “mas você é que teve a culpa”. “Eu?!”, espanta-se o outro. “Sim”, garante aquele, “se não se tem metido à minha frente à má fila, ali na avenida do teatro, eu agora não lhe batia”. O imigrante encolheu os ombros, virou-lhe as costas e diz-me: “Viu? Maluco! Bateu-me e eu é que tenho culpa?! Maluco”. Tive de concordar. Estive quase tentado a explicar-lhe que este tipo de desculpa está muito em moda no nosso país. A culpa é sempre de qualquer coisa do passado. Mas não o fiz. Ele há-de habituar-se.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Condicionamentos

Pela primeira vez desde que me lembro – e já me lembro de muita coisa, dada a minha provecta idade – o serviço de urgência cá da terra vai estar condicionado. Um bonito eufemismo, mas todos sabemos o que isso significa. Por enquanto, ao que parece, essa coisa do condicionamento será apenas no dia um de Dezembro. Menos mal que nessa data, como manda a tradição, o pessoal da região que costuma frequentar este serviço básico de urgência ruma em grande número em direcção a Badajoz.


Mesmo assim estou plenamente convicto que nessa ocasião soarão genuínas e sonoras grandoladas à porta do centro de saúde. A comissão de utentes – deve existir uma cena dessas, digo eu – tratará de organizar um ruidoso protesto, uma marcha lenta ou outra forma igualmente original de reclamar contra a degradação do SNS. Os órgãos autárquicos de todos os concelhos afectados não deixarão de manifestar o seu mais vivo repúdio e veemente protesto contra o abandono das suas populações. Ou então, não. Afinal, vendo bem, um dia passa depressa e não podemos, como dizia o outro, estar a pôr em causa o que tanto nos custou a conquistar. Nem, acrescento eu, as conquistas que ainda faltam. A culpa é do Passos e não se fala mais nisso. Ou do Cavaco, se preferirem.

domingo, 26 de novembro de 2023

Pantomineiros

Depois de prometer contar todo o tempo de serviço aos professores, Luís Montenegro, provavelmente imbuído do espírito da Black Friday, prometeu fixar a reforma mínima em oitocentos e vinte euros. Não é que, quanto a esta segunda promessa, me pareça mal ou algo demasiado demagógico. Dado que neste país existem subsídios para tudo e mais um par de botas, até é coisa que se me afigura da mais elementar justiça distribuir também “algum” pelos pensionistas. No entanto, tal como acontece nas promoções da sexta-feira negra, o melhor é estar atento às letras miudinhas. Não vá lá estar escondido nas entrelinhas que a medida apenas se aplica a futuros pensionistas e que o direito à reforma apenas se atinge aos setenta e cinco anos de idade.


Entretanto o candidato melhor posicionado para liderar o PS já veio declarar a falta de credibilidade destas propostas. Concordo com o homem. Credibilidade à séria, daquela mesmo boa, é uma cena que apenas assiste ao partido que já foi chefiado por gajos como José Sócrates e António Costa e que, com elevada dose de probabilidade, vai ter em breve como líder um tipo com ar alucinado que foi secretário de Estado de Sócrates e ministro de Costa. Agora a sério. Por que raio é que esta gente reivindica para si o exclusivo da pantominice?

sábado, 25 de novembro de 2023

Nojo, nojo, nojo.

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1 - Garantia em tempos um ilustre socialista, infelizmente já desaparecido, que “há muita falta de memória na política e nos políticos”. Também já não existem pessoas ilustres naquela área politica, mas isso é outra história. Ou não. Seja como for, agora que por convicção ou conveniência muitos socialistas se tornaram simpatizantes da extrema-esquerda, importa recordar-lhes qual era a posição do PS sobre o Vinte Cinco de Novembro. Talvez eles já não se lembrem que, em tempos, aquele partido foi o garante da liberdade e da democracia em Portugal.


2 - Até há pouco tempo achava piada ao temor que o Chega suscita a muita gente. Já não acho. Estou como o outro, mudei a percepção que tinha sobre o assunto. Hoje tenho receio que, num futuro provavelmente mais perto do que agora imaginamos, a opção de escolha para governar este país se limite apenas a dois partidos igualmente radicais e extremistas. O PS e o Chega. O primeiro está a ser engolido pelos esquerdismo radical e o segundo a engolir a direita moderada.


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3 - A capa de hoje do “Record” é tudo menos inocente. Um nojo. Felizmente há muitos anos que não compro tal pasquim nem, enquanto me lembrar de tamanha javardice, voltarei a comprar. Tão pouco tornarei a visitar o site daquele monte de merda sob a forma de jornal, debaixo do qual está uma toca de lagartos esquerdalhos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Jornalismo incendiário

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A linha que separa a propaganda da informação é cada vez mais ténue. De tal forma que os órgãos de comunicação social já nem sequer se inibem de, em lugar de informar com isenção e rigor, propagandear as mais variadas causas promovidas por uma parte da sociedade mais desmiolada que convencionamos chamar esquerda. Pior ainda quando a manipulação da informação é praticada por entidades controladas ou de propriedade do Estado. Ou, dito de outra forma, quando pagamos para nos aldrabarem.


É o caso da agência Lusa que classifica os distúrbios ocorridos em Dublin, na sequência de mais um ataque terrorista em que foram esfaqueadas cinco pessoas por um invasor muçulmano, como obra de “marginais de extrema-direita”. Pode ser que sim. Contudo tal rigor noticioso não é aplicado noutras circunstâncias, nomeadamente quando se trata das causas fofinhas. Nesse caso são, invariavelmente, os activistas que protestam, pessoas que que se manifestam, militantes por isto e por aquilo ou defensores dos direitos seja do que for.


Divulgar notícias com este conteúdo não é, seguramente, jornalismo. É propaganda. E da piorzinha, porque produz o efeito contrário ao pretendido. Não sou eu que o digo. São os resultados eleitorais nas mais variadas latitudes onde se insiste nesta prática pouco inteligente.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Realidade é o que a cartilha ditar

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Uns dias sem prestar a devida atenção às noticias e um gajo fica completamente desactualizado. É que isto a realidade muda cada vez mais depressa e até mesmo o passado está a tornar-se demasiado imprevisível. Veja-se, por exemplo, o caso do IUC. Proclamava ainda há pouco um cavalheiro, num canal de TV, que o PS nos livrou de um aumento escandaloso daquele imposto. Uma atroz injustiça social, um verdadeiro assalto aos bolsos do portugueses, até, que alguém - vá lá saber-se quem, acrescento eu – se preparava para perpetrar.


Falava-se também de uma catadupa de apoios sociais que a direita se prepara para cortar mal chegue ao governo e dos aumentos generosos de reformas e vencimentos, que têm sido a prática corrente dos últimos seis anos, que levarão igualmente a inevitável tesourada quando os fascistas mandarem nisto. Uuuuhhhh, tenham medo, tenham muito medo. 


Perante isto, para além de visivelmente impressionado com o nível de “tranbalazanice” evidenciado pelos cartilheiros da organização mafiosa instalada no poder, estou assustadíssimo. As minhas perninhas tremem quase tanto como tremeram as dos banqueiros alemães quando ouviram o próximo capo e futuro querido líder delirar acerca da possibilidade do país deixar de pagar a divida externa.


Entretanto a imprensa fala de uma nova taxa. Dois por cento a mais na conta da luz para ajudar os desgraçadinhos a ter electricidade mais barata. Hoje. Amanhã o PS salva-nos de mais esta roubalheira. Quem é amiguinho, quem é?

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Artista ou artola?

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Os contentores do lixo ou os ecopontos espalhados pela cidade podem, por vezes, não apresentar um aspecto particularmente convidativo à sua utilização, mas são em número mais do que suficiente e estão estrategicamente colocados de modo a que não seja necessário percorrer uma distância demasiado longa mesmo para aqueles que têm dificuldades de locomoção. Daí que não é pelo facto dos chafarizes estarem tristemente vazios que devemos enche-los com os objectos de que nos queremos desfazer. Mas não. Há quem tenha gosto em conspurcar. Ou, então, é arte urbana, ou isso. Assim uma coisa modernaça para valorizar o património e eu, inculto confesso, é que não percebi. 

domingo, 19 de novembro de 2023

Não telefone, vá...

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Provavelmente já não serão muitos os que se recordam de Luís Montenegro, em dois mil e quinze quando ainda era líder parlamentar do PSD, ter proclamado que embora os portugueses vivessem pior o país estava melhor. Ou algo parecido. Na altura a esquerda aproveitou a frase para fazer a algazarra em que é costumeira. E bem, porque a alegada melhoria do país não se notava nas nossas carteiras. Hoje, por comparação com aquela época, os portugueses estão melhor, mas o país está muito pior sem que isso aflija muito a canhota. Ou a sinistra, como muito a propósito se diz em italiano.


De facto hoje quase todos têm mais dinheiro na carteira. Até pode valer o mesmo, mas ver um número maior de notas provoca sempre – ainda que injustificado - algum entusiasmo. Já o país está incomparavelmente pior. Os serviços públicos, nomeadamente, estão uma “desgrácia”. Por estes dias necessitei de ligar para a urgência de um hospital da região. Após duas horas a ouvir “a sua chamada é importante para nós, por favor aguarde”, a ligação foi interrompida por algum automatismo, de lá ou do meu telefone. Da segunda tentativa, ao fim de trinta ou quarenta minutos, lá me atenderam. Para me dizerem que, sete ou oito horas depois de ter entrado, o doente de quem procurava informações ainda não tinha sido atendido por um médico nem, sequer, sabia quando seria.


Nisto da saúde os propagandistas da esquerdalha encontram nomes para tudo o que lhes convém. O ministro da saúde do tempo do Passos – esse patife – era o “doutor morte”, apesar de nesse tempo o estado dos cuidados de saúde serem de excelência quando comparados com a verdadeira tragédia que são hoje. Também repetem, na falta de melhores argumentos para justificar o injustificável, que o socialista António Arnaut foi o “pai” do SNS. Uma paternidade unanimemente reconhecida, diga-se. Mas, por outro lado, recusam reconhecer que Marta Temido foi a “coveira”. Pelo contrário, até lhe vislumbram qualidades para, num futuro não muito distante, ser uma putativa candidata a líder do PS. Vendo bem é uma boa escolha. Apesar do esforço que têm feito nesse sentido ainda há muito para destruir. Capacidade para isso já ela mostrou sobejamente.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Azeitonas da crise

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Dado o elevado preço a que está ser paga, comparativamente a anos anteriores, suspeito que este ano não ficará muita azeitona por apanhar. Até as oliveiras que estão no espaço público - e que, portanto, são simultaneamente de todos e não são de ninguém - estão a ser apanhadas. Antes isso que as azeitonas ficarem para ali a estragarem-se.


Esta, proveniente do olival da família, não vai para o lagar. Fica cá por casa. Servirá para usos culinários, mordiscar nos entrementes ou acompanhar uma açorda. Se chegar para tanto...

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Carisma, ou lá o que é...

Muito tenho eu ouvido falar de carisma, nestes últimos dias. Ele é fulano que tem carisma pra dar e vender pra cá, ele é beltrano que não tem carisma nenhum pra lá ou então é sicrano que, apesar de ter carisma, não tem carisma suficiente pra acolá. Gajos com carisma é o que não tem faltado ao longo da história. Hitler estava cheio dele e Staline também. Mais recentemente carisma era coisa que igualmente não faltava a Hugo Chavez, ou a José Sócrates e é por demais conhecido onde levou tanto carisma. Conheço também um ou outro autarca a quem o carisma abundava e que acabaram por perder o mandato em virtude do seu comportamento, vá, carismático. Mas isso sou eu a dizer, os tribunais acharam que era mais prevaricação, imagine-se o topete. Todos estes alarves tinham - e ainda têm - uma infindável legião de apoiantes, admiradores e outros indigentes mentais a venera-los. Os mesmos, modo geral, que agora andam embevecidos com o carisma alegadamente evidenciado por alguns figurões que por aí se pavoneiam ansiosos por chegar, ou regressar, ao poleiro.

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

PS 4ever

Para muitos socialistas e cartilheiros ao serviço da causa, a recente demissão do primeiro-ministro deve-se a um golpe de Estado promovido pelo poder judicial contra o poder politico legitimamente eleito. Um boa desculpa, sem dúvida. A lembrar o “deixem-nos trabalhar”, do Professor Cavaco Silva. Mas mais fraquinha, que esta gente é de um nível significativamente abaixo.


Isto enquanto, simultaneamente, promovem um golpe constitucional que dará lugar a uma espécie de regime de partido único. Que será o que resulta da sua permanente reivindicação que o PSD garanta – se calhar por escrito e com assinatura reconhecida pelo notário - nunca governar com o apoio do Chega. O que garantirá ao PS, por não se lhe aplicar o mesmo princípio relativamente aos extremistas admiradores de terroristas e ditadores diversos do PCP e BE, que governará para todo o sempre. Ou seja, os portugueses deixarão de ter uma alternativa à governação socialista porque, como é óbvio, os sociais-democratas nunca conseguirão sozinhos a maioria absoluta. "PS forever" pode muito bem ser o slogan da próxima campanha dos xuxas. Não precisam de agradecer.


Já escrevi noutras ocasiões que o Chega é o melhor aliado do PS e o garante da permanência no poder de gente com suficientes provas dadas no âmbito das artimanhas de viver à conta da política. Daí que tudo façam para reforçar a votação naquele partido. Um dia vai correr mal.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Borrar a pintura

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Um canito arreou o calhau na alcatifa que os pintores de serviço estão a usar para proteger o pavimento das inúmeras pingas de tinta que vão sendo projectadas durante a pintura da parede. Ele lá soube porquê. Podia ter optado pelo terreno livre ali mesmo ao lado ou, se tivesse noção disso e a natureza não falasse mais alto, ter aguardado até pisar território propriedade dos donos. Mas é apenas um cão. Se não fosse, e tivesse de escolher um titulo para a foto diria que isto é “gozar com quem trabalha”. Ou que é “cagar no trabalho dos outros”. Ambos, convenhamos, demasiado óbvios e previsíveis. Tão óbvio e tão previsível como outras cagadas que outros cagões  vão fazendo noutras alcatifas.

domingo, 12 de novembro de 2023

Melros, ratos e outra bicheza

No PSD aquilo é cada tiro cada melro, seja quem for o dirigente daquele partido que abre a boca. Eles apenas governam se ganharem as eleições, não governam com o apoio do Chega em nenhuma circunstância e se perderem, ainda que a direita tenha a maioria, não governam na mesma. Ou seja, quase nos estão a dizer votem lá no partido das tramoias que a gente não se quer meter nisso da governação.


Hoje Luís Montenegro continuou a metralhar os pés. Assumiu que, na remota possibilidade de formar governo, iria satisfazer a reivindicação dos professores relativamente ao tempo de serviço. O homem não está bom. Pode ter ganho o voto do Nogueira e do outro com ar alucinado, mas irá perder o de muitos outros que por esta altura já estão a ver mais uma TAP para financiar.


Afinal já se sabe a razão do dinheiro estar escondido em livros e noutros locais improváveis, lá pelo gabinete da presidência do conselho de ministros. Ao que parece o advogado do dono da massa terá garantido que era apenas para evitar a chatice de ir banco. Confesso que, quando o causídico se começou a justificar, ainda pensei que era para a esposa do gajo não saber da existência do guito. Seria um argumento irrebatível. Mas isso era coisa para um génio. Ele é apenas um socialista a ser socialista.

sábado, 11 de novembro de 2023

Qual é a pressa?!

Por alguma razão que me está a escapar, anda por aí um clamor nacional a favor da aprovação do Orçamento de Estado antes que o governo vá abaixo. Assim de repente não estou a ver vantagens, em quantidade substancialmente maiores do que as desvantagens, para que se reclame tanta urgência. Ou, como perguntava o outro, qual é a pressa? Verdade que, por uma ou outra razão, o atraso na entrada em vigor do OE no dia um de Janeiro pode causar constrangimentos em algumas áreas de decisão. Mas, por outro lado, vejo uma série de motivos para considerar positivo o seu adiamento. Um deles seria a impossibilidade do Estado aumentar a despesa em relação ao ano em curso. O que, convenhamos, não teria mal nenhum. O outro seria, pelo menos enquanto não houvesse novo Orçamento, o salário mínimo nacional ficar sujeito a retenção na fonte. O que era excelente para que uma larguíssima franja da população ficasse a saber o que é essa coisa do IRS. Quando tantos enchem a boca com a necessidade de políticas que promovam a inclusão, essa seria uma medida do mais inclusivo que há. Até, acredito, sentiriam o seu espírito de cidadania muito mais reconfortado.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Quem nunca?

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Nas buscas até agora efectuadas, no âmbito da operação judicial que originou a demissão de António Costa, já terão sido encontrados dinheiro, vinho e droga. Que se saiba, porque se calhar ainda não sabemos tudo. Mas, obviamente,  para os apaniguados do regime e cartilheiros diversos ao serviço do PS, o problema é o comunicado das autoridades judiciais. Aquilo, garantem, é uma mão cheia de nada. Até podem ter razão. De facto os indícios conhecidos serão absolutamente irrelevantes. A mim também me acontece frequentemente esquecer-me das notas, que utilizo como marcadores, dentro dos livros. Garrafas de vinho lá no emprego isso então são mais que muitas, que isto nunca se sabe quando é que aparece alguém com um qualquer acepipe para o petisco. Já quanto à droga encontrada na casa do ministro igualmente nada tem de mal. Nem, sequer, é ilegal. Quando muito pode causar preocupação a possibilidade de aquela malta decidir coisas importantes – ou mesmo sem importância nenhuma como, sei lá, o destino do dinheiro dos nossos impostos ou isso – caídos de bêbados ou drogados. Circunstância que, a ter acontecido, pode explicar muita coisa…

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

O elefante na sala que ninguém quer ver...

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O conflito em curso, de que a guerra entre Israel e o Hamas é apenas uma pequena parte, não podia estar melhor ilustrado do que nesta imagem que ocupa parte da capa de ontem do Diário de Noticias. Se quisermos ver para lá do dramatismo aqui retratado, podemos enxergar o que está verdadeiramente em causa. Há quem tenha vistas curtas e enxote o problema para longe do campo de visão. Depois há os que berram nas ruas europeias, cegos pelo ódio a valores sem os quais não querem viver. Nem conseguiam, mesmo que quisessem. Nada disso minimiza a ameaça que paira sobre a civilização, a liberdade e a democracia nem a torna menos ameaçadora. Antes pelo contrário.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Gente pouco séria...

1 - Ao que proclama a imprensa, os certificados de aforro não reclamados pelos herdeiros dos aforradores defuntos renderam ao Estado, nos últimos cinco anos, a simpática quantia de dezoito milhões de euros. Ou seja, estamos perante mais uma evidência da pouca seriedade do Estado. Quando o finado deixa dividas ao fisco a máquina fiscal não revela grande dificuldade em identificar os beneficiários da herança nem, menos ainda, em reclamar o seu pagamento. O mesmo, naturalmente, devia fazer nestas circunstâncias. Que é como quem diz, devolver o que não lhe pertence aos legítimos donos. Mas não. Deve ser aquilo de não ter vergonha de se afiambrar aos rendimentos dos cidadãos, de que falou, nos tempos em que apoiava o governo da Geringonça, aquela mana Mortágua que será ministra das finanças quando Pedro Nuno Santos for primeiro-ministro. Deus vos livre, que eu já estou por tudo.


2 – A propósito de gente pouco recomendável… o PCP propõe o “Reforço do apoio do Estado português à agência da ONU de assistência aos refugiados na Palestina”. Daqui por uns tempos saberemos se foram convidados para a inauguração do “túnel Portugal”.


3 – Nisto do apoio ao Hamas e do ódio ao modo de vida ocidental faz-me espécie a quantidade de gajos com mania que são gajas que aparecem nas manifestações a apoiar os terroristas e a condenar Israel. Estão, obviamente, no seu direito. De valor, de valor e mesmo bom para a causa, era estes fulanos irem colocar uma bandeira palestiniana no telhado de um edifício de Gaza ou de um país não democrático dessa região. Têm muitos por onde escolher. Ide, que os tipos lá do sítio têm queda para tratar dessa malta.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Um diácono Remédios em cada teclado...

Porra, pá, que não há paciência para aturar esta gente. Parece que ninguém pode ser contrariado nem, sequer, deparar com opiniões diferentes das suas. Como se cada um não tivesse direito a expressar livremente aquilo que pensa sobre seja o que for, independentemente do cargo que ocupa ou das responsabilidades que tem atribuídas. E, ainda que o exercício desse cargo exija alguma reserva, nada impede que analisem os factos e emitam uma opinião ponderada que não desvirtue ou manipule os mesmos.


Há florezinhas de estufa que têm por hábito indignar-se. Indignam-se muito. Diria, até, que a indignação esse é o seu estado natural. Primeiro indignaram-se uns quantos por António Guterres ter afirmado que o ataque dos terroristas do Hamas não apareceu do nada. Agora irritam-se outros por Marcelo Rebelo de Sousa dizer que os palestinianos não deviam ter atacado. O pior primeiro-ministro de sempre, a caminho de ser o secretário geral da ONU mais insignificante que passou pelo lugar, apenas disse o óbvio. O presidente da república mais patético desde que há democracia, também. Qual é a dúvida? Um e outro não disseram o que os fundamentalistas de um e outro lado gostam de ouvir. Azarinho. Deles.