
O país precisa de mão-de-obra e se não há portugueses em número suficiente ou os que há não querem trabalhar, então, têm de vir trabalhadores estrangeiros. Parece simples, mas o chato da coisa é que por cá ganha-se mal. Gente com educação, bem-formada e com valores semelhantes aos nossos, como os cidadãos de leste que noutros tempos migraram para estas paragens, já não estão disponíveis para se deslocarem até aos confins da Europa. Preferem ficar mais perto de casa, nomeadamente nos países europeus que durante a governação socialista nos foram ultrapassando em matéria de riqueza gerada. Daí que sejamos actualmente invadidos por criaturas com princípios de vida substancialmente diferentes dos nossos - pior do que isso, que os rejeitam – e que fazem questão de exibir publicamente os seus, sem qualquer pudor ou respeito pela sociedade que os acolhe.
Por estes dias ocorreram dois crimes contra imigrantes oriundos da Ásia. As vozes a guinchar “racismo” foram mais que muitas. Inclusive de lideres partidários. Veio-se depois a saber que os alegados atacantes foram cidadãos portugueses de etnia cigana revoltados por os ditos imigrantes não respeitarem as regras praticadas por aquela comunidade e, vá lá saber-se porquê, a tese de racismo morreu logo ali. Tal como o assunto, diga-se. Nestes incidentes nada me surpreende. Nem o aproveitamento que determinados vermes procuram fazer destes assuntos nem, apesar de pouco noticiadas, as consequências deste choque cultural constituem grande novidade.
Deparar-me um destes dias, aqui no Alentejo, com um indivíduo em preparos idênticos aos da imagem é que para mim foi novidade. A primeira reacção foi pensar que se tratava de um fantasma. Mas não, os fantasmas não existem. De seguida ocorreu-me que já estaríamos no Carnaval. Mas também não, depressa me lembrei da data em que estávamos. Foi essa lembrança que me tranquilizou. Aquilo não se tratava de um invasor exibicionista. Se calhar era apenas um figurante de um qualquer presépio. Prefiro acreditar nisso.


















