
A malta dos bancos não é especialmente reconhecida pela sua generosidade. É mais de se coçar para dentro, como dizia a minha sábia avó. Nem sequer chega aquele nível dos que dão um chouriço a quem lhes dê um porco. Darão, quando muito, as unhas do bacorito. Mal comparado é o que fazem com as poupanças dos portugueses. Apesar dos sucessivos apelos para que aumentem as taxas de juro a que estão remunerar os depósitos, o resultado é o que se vê.
Claro que, se existisse um banco público, o Estado podia intervir no mercado dando indicações a esse banco para subir as taxas. E quem diz os juros diz, também, reduzir ou eliminar as comissões absurdas que são cobradas aos clientes. Se esse banco público fosse, por exemplo, o maior do sector e seguisse essas práticas, os restantes não teriam outro remédio senão fazer a mesma coisa. Mas não. Por culpa das políticas de direita, dos ultra-liberais, do Passos, do capitalismo em geral ou do que mais calhar o Estado não é dono de nenhum banco. Para chatices já lhe chega a companhia de aviação que comprou um ano destes para os meninos do PS brincarem aos aviões.





















