terça-feira, 3 de março de 2020

A virose que virou isto tudo

Uma loucura, isto do Covid-19. Está a deixar os portugueses à beira de uma ataque de nervos, o maroto. Com razão ou sem ela, não sei ao certo. O certo é que desinfetantes e máscaras foi um ar que se lhes deu. Varreram-se de supermercados, farmácias e, pasme-se, ao que consta até as do hospital de Elvas terão levado sumiço. Embora, a fazer fé nos especialistas da especialidade, esses artefactos não façam bem nenhum nesta luta contra o chato do coronavírus em causa.


Cá por mim não comprei nada dessas coisas. E, esgotadas que estão, agora também já não posso comprar. A sorte é que ainda para ali devo ter uma bagaceira. Deve ser boa para isso da desinfeção. Com a inegável vantagem de desinfetar por dentro e por fora. Para substituir a máscara podia usar uns garrafões, como fazem os chineses. Mas não. Optei por deixar crescer os pêlos do nariz. Com sorte deve chegar.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Activismo fofinho

Uns quantos activistas – um conceito muito em moda, que serve para tudo o que a intelectualidade bem pensante entende como valorizável – amarraram-se com correntes junto à Assembleia da República. Neste caso o seu activismo é pelos direitos dos animais. Defendem, entre outras coisas, que os animais não devem ser aprisionados. Vai daí acorrentaram-se. Bem esgalhado.


Tenho particular apreço por protestos em que a malta se barrica, acorrenta ou, simplesmente, se fecha em sítios. É porreiro. Não incomoda ninguém, não prejudica a vida aos demais e, sobretudo, diverte o pagode. Podiam era ter escolhido outro ponto ou objecto de amarração. A um deputado, por exemplo. Melhor. Uns acorrentavam-se à Isabel Moreira e outros ao Ferro Rodrigues. Teria sido uma diversão. Para todos.

domingo, 1 de março de 2020

Tempos modernos

Cavalos e cães com aumento superior a policias”. Não sei onde está o escândalo, o espanto nem, sequer, o motivo para a indignação que a noticia pretende suscitar. É perfeitamente normal que assim seja.


Já no meu tempo de tropa, há mais ou menos uns duzentos anos, me diziam que “maçarico” - o recruta, para quem não sabe – estava cem pontos abaixo de policia. Que, por sua vez, estava outros cem abaixo de cão e este, garantiam, estaria mais uns cem abaixo de gente. Do cavalo não reza a história. Não tenho, por isso, termo de comparação. Mas, se calhar, estará ao nível das outras bestas que mandam nisto tudo.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Preciso, logo deve ser grátis

Tampões e pensos higiénicos grátis. Será esta temática – não me devo enganar muito – o novo tema fraturante que os grupelhos que ditam a agenda mediática tratarão de levar à cena mal acabe esta coisa do vírus chinês. Por mim não é que ache mal. Nem bem. Antes pelo contrário. Ou, como costumo dizer nestas circunstâncias, estou inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária. É que esse argumento do “ah e tal nasci mulher não tenho culpa de precisar destes artigos” tem muito que se lhe diga. Também, por exemplo, ninguém escolhe estar doente – embora, reconheça-se, alguns se esforcem muito pouco por o evitar – e o tratamento, seja de que maleita for, não é à borla para toda a gente.


Depois este conceito do “gratuito” - pago pelo Estado, entenda-se – é algo que me deixa cheio de urticária. Como é que esta gente não entende que nada é gratuito?! Alguém o produz, alguém o paga. Parece fácil de entender. E se distribuir pensos e tampões às mulheres que deles necessitem até pode constituir uma causa simpática, desconfio que a maioria delas era capaz de ficar mais contente se lhes baixassem o IRS.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Interior?! Onde fica isso?

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Para quem, como eu, anda sempre a reclamar que o governo não faz nada pelo interior do país, aí está mais uma medida destinada a contrariar esses velhos do Restelo que, tal como o je, se fartam de rabujar contra a inércia governativa relativamente a dois terços do território. Descontos nas auto-estradas do interior. Ora tomem, embrulhem e vão buscar. Que é só para saberem quem se preocupa com vocês, seus maldicentes. Mas nada de alarvidades, que isto é só para alguns. E nem sempre, que é para não se habituarem mal. É só de vez em quando e para os que usam essas vias mais amiúde.


Fiquei, contudo, a saber que tenho andado estes anos a reclamar em vão. Que tenho eu a ver com isso do interior? Afinal nem moro lá. Nem, que eu saiba, no litoral. Que isto o Alqueva ainda é longe como o camandro. Confesso que me sinto meio perdido. Numa crise de identidade geográfica, quase. Não sei se mais alguém reparou mas, apesar desta coisa das portagens com desconto se destinar às auto-estradas do interior, a A6 não consta da lista. Logo, para o governo, toda a zona entre a Marateca e a fronteira do Caia não faz parte do interior. Faz, se mal pergunto, parte do quê? Só para ver se me oriento, que eu até prefiro a N4. Manias.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Os insondáveis designios da agenda mediática

Vi três policias em cima de uma menina no chão e corri para a abraçar”. Que comovente. Uma lágrima marota insiste em cair-me pelo canto do olho. Quanta bondade vai naquele coraçãozinho. E, já agora, no coração dos jornalistas que se dão ao trabalho de tentar dar credibilidade a gente desta. Ficam sempre assim quando lhes cheira a violência policial. Nem sei como não conseguem perceber o quanto estão a ser ridículos. Só faltou, perante o cenário de três chuis em cima de uma gaja deitada no chão, garantir que se tratava de um caso de violação em grupo por parte da policia.


Já o acidente na segunda circular, onde morreram três indivíduos que se passeavam a trezentos quilómetros à hora numa bomba de oitenta mil euros, a discrição dos jornaleiros tem sido mais que muita. Nem uma entrevista com os vizinhos das vitimas, a garantir que todos eles se tratavam de uma joias de meninos, nem outros pormenores que, nestas circunstâncias, costumam dar para larguíssimos minutos de telejornal. Nada. Nadinha. Népia. Não será, reconheço, assunto que mereça grande relevância. Mas, atendendo às consequências que podia ter tido dado o local da ocorrência, não deixa de ser estranhíssimo o silêncio mediático. Nomeadamente se compararmos com o chavascal que fazem sempre que alguém ligeiramente mais moreno se acha no direito de resistir à policia. Deve ser tudo uma questão de “agenda”...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Criminosos fofinhos

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Presumo que estes piratas informáticos, que fizeram manchete num jornal diário um destes dias, também sejam tipos muito sérios e cujas capacidades a Policia Judiciária, o Ministério Público, o governo e todas as autoridades em geral deviam tratar de aproveitar. Afinal a actividade a que se dedicam é a mesma do amiguinho – ou lá o que é – da Ana Gomes. Ou do Herman José, ainda não percebi bem.


Terão desviado, segundo a noticia, umas massas das contas bancárias de uns quantos incautos cidadãos. Desconheço, obviamente, se os assaltados farão parte da imensa legião de gente estúpida que considera o tal Rui Pinto um herói. Se sim, é muito bem feito. Se não, sugiro que arrefinfem um valente par de murros nos cornos do primeiro que apanhem a defender o larápio. A essa gente só se perdem as que não lhes esfacelem as trombas.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Remate kruzado

Muito se tem discutido acerca da alegada impunidade que se vive no futebol. Nomeadamente dentro dos estádios onde, garantem alguns, se podem praticar as mais diversas selvajarias sem que daí resultem consequências para ninguém.


Diz-se – e escreve-se – que aquilo da bola é um mundo à parte. Hesito quanto a isso. O clube de futebol do Porto, por exemplo, foi hoje castigado com um jogo à porta fechada. Parece que um adepto da agremiação terá atingido um policia com uma cadeira durante um jogo. Nada indica que alguém com responsabilidade no clube da fruta tenha dado ordens ao energúmeno para atingir o agente da autoridade. Mas, ainda assim, é a instituição a arcar com as consequências do acto praticado pelo idiota do adepto.


Ora, ainda não foi assim há tanto tempo que no Continente de Estremoz, durante uma altercação, um cigano atingiu um policia com um objecto idêntico. Uma cadeira. Cena tele-visionada pelo país inteiro, recorde-se. No entanto o dito estabelecimento comercial, ao contrário do fcp, não foi punido com um dia sem clientes. Nem, ao que se saiba, com outra punição qualquer.


Não sei, portanto, quem goza de mais impunidade. Se os clubes de futebol ou as superfícies comerciais, os adeptos ou os clientes desordeiros. Já, presumo, a diferença entre cadeiras não deve ser grande e o lombo dos policias atingidos também não será muito diferente.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

E a multazinha? Ou está tudo a coçar os tomates?

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Ainda sou do tempo em que na cidade os cães eram uma raridade. Excepto nas vivendas com logradouro, ninguém que morasse em meio urbano, tinha animais. Tirando, vá lá um gato ou um passarito. Viver com eles dentro de casa era uma javardice, toda a gente achava. Era e continua a ser. Aos amiguinhos da bicharada é que pouco importa. Mas que queiram viver com e como os bichos é lá com eles. Não têm é o direito de conspurcar o espaço público ou, pior, o espaço privado de cada qual. Impunemente, como se sabe e com a complacência das autoridades incompetentes. Que multas a esta gentinha não há quem passe.


Tenho visto por estes dias gente a partilhar daquelas frases feitas jurando “morrer a defender os animais”. Não desejo mal a ninguém. Mas, confesso, gostava que alguns tivessem a sorte de concretizar esse desejo. Nomeadamente aqueles que permitem aos seus animais que caguem à porta dos outros.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O racismo é por ser azul?

Não. Je ne suis cá Marega coisa nenhuma. E não é por causa disso do racismo mais do que evidente dos grunhos que insultaram o jogador da equipa do Porto. Não gosto é de indignações selectivas. Quem se indigna selectivamente é um filho da puta tão grande como os racistas que ontem fizeram aquela figura abjecta nas bancadas do estádio D. Afonso Henriques.


Pelo mesmo passaram outros jogadores. Desde Nelson Semedo a Renato Saches. Ou, convém ter memória, um jogador negro do Young Boys em setembro do ano passado no estádio do Dragão. Alegou, na altura, o clube da agora vitima para escapar à punição da UEFA, que estariam a gritar pelo símio que lidera a claque. Ou, indo ligeiramente mais atrás, aqueles que emitiam grunhidos (Hulk, Hulk. Hulk...) como os de ontem mas argumentavam estar a gritar pelo Hulk, então jogador da agremiação. Poder-se-á argumentar que nenhum abandonou o relvado. Pois não. Se calhar foram mais profissionais. Olha se todos os trabalhadores virassem costas ao local de trabalho quando são vitimas de um acto discriminatório ou de outra selvajaria qualquer...


Estranho, por isso, que apenas agora as virgens ofendidas tenham vindo a terreiro quando oportunidade para isso foi coisa que não lhes tem faltado. Lá saberão o que os move. Por mim estou como o outro atleta azul e branco - que por acaso também é negro - terá dito, num momento de irritação, ao seu treinador. A cada indignado selectivo recomendo que vá tomar em seu cú.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Deve ser para isto que querem o tal 1% para a cultura...

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Deve ser arte, isto. Refiro-me à peça a levar à cena por um grupo de teatro - pago com o dinheiro dos contribuintes, provavelmente - e que dá por este sugestivo nome. Será, certamente, cultura da melhor. Do mais valorizável que há. Já se, em lugar de fachos, à Catarina desse para limpar o sebo a comunas, nem quero imaginar o cagaçal que para aí estaria instalado. Desde grandoladas, manifs e horas de debate acerca da melhor maneira de travar a extrema-direita. Como a ideia é exterminar fascistas está tudo bem…


Há, contudo, uma dúvida que me atormenta. Será que matar ciganos, pretos ou homossexuais fascistas é igualmente belo? Ou, pior, um cão fascista? Sim, que também os há. Tive um – o Botas, belo canito – que detestava um vizinho comuna. Ele lá sabia.


 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

De mortes percebem eles...

Admiro a imaginação da malta de esquerda. A que está no poder e a outra. A que abana o chocalho a tudo o que a primeira diz, faz ou, simplesmente, sonha. Aquilo, a bem dizer, não sei se é apenas capacidade imaginativa. Às vezes desconfio que é demência. Nomeadamente quando em causa estão os temas fraturantes que só eles são capazes de colocar na agenda.


Agora é aquela coisa da eutanásia, ou lá o que é. Ainda há pouco, na televisão, uma tipa esganzelada guinchava entusiasticamente acerca do assunto. Uma tal de Isabel Moreira, acho eu. A magricela mal encarada até pode ter razão. Ou não. Que isso é tema que pouco me importa. O que me deixa basbaque é o entusiasmo que a morte lhe causa. Até dá a impressão que está mesmo mortinha por experimentar.


Quem parece não pretender entrar no ramo são os privados. Dizem eles agora. Nada que uma PPP ou um regime convencionado não resolva. Até porque, com tanta gente a defender a morte medicamente assistida, o SNS não daria conta do recado. A lista de espera seria enorme. Às tantas o pagode ainda morria à espera de ser eutanasiado.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Salário minimo nacional para todos, já!

É extraordinário como os portugueses aceitam pacificamente as canalhices da actual escumalha que nos governa. Ou, igualmente espantoso, como não partem os cornos à vasta corte de filhos da puta – também conhecidos como opinion makers – que os sustentam na comunicação social e noutros antros manhosos.


Veja-se, por exemplo, a chamada política de rendimentos. Nomeadamente da função pública. Há pouco mais de meia dúzia de anos um assistente operacional ganhava 450 euros e um assistente técnico 683,13. Uma diferença de mais de 233 euros. Hoje os primeiros ganham 635,07 e os segundos continuam a receber o mesmo. A distância entre uns e euros reduziu-se para 48,06 euros. Liquida ainda será bastante menor.


Trata-se de algo absolutamente inaceitável. Uma injustiça sem limites. Que merece, no entanto, o aplauso generalizado da esquerdalha. Percebe-se. Essa gente precisa de pobres. Que todos sejam pobres, de preferência. E, sobretudo, não entende aquela coisa do mérito, do trabalho qualificado e da valorização profissional. Nem a esquerda nem as pessoas de bem, pelos vistos.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Remate kruzado

Não percebo nada de bola. É por isso que me sinto tão à vontade para dissertar acerca do jogo de ontem. Aquele que envolveu uns quantos arruaceiros, dentro e fora do campo, mais uma quantidade de gente empenhada em manter a competitividade do campeonato. Aquilo teve de tudo. Antes, durante e depois do jogo. Menos futebol. Disso é que não vi nada. Apenas pancadaria e cenas parvas antes da partida, profissionais a praticar a arte errada durante a contenda e, depois, uns quantos patetas a comentar algo completamente diferente daquilo que a realização televisiva me mostrou.


O futebol é uma guerra. A norte sabe-se disso. E pratica-se com todo o empenho. Desde os bonecos na auto-estrada, às bolas de golfe nos estádios e a qualquer cena esquisita que faz certos praticantes da modalidade ver a canela do adversário – inimigo, para eles – estender-se até ao pescoço. Esta postura, ou lá o que é, às vezes resulta. O pior é a ressaca. Belenenses e Famalicão que o digam. Quanto ao FCP logo se vê para a semana.


Depois há os árbitros e aquela malta que pugna pela cena da competitividade. O SLB ontem, obviamente, não podia ganhar aquele jogo. A agremiação cuja claque apoia a equipa com impropérios aos adversários – coisa que deve ser única no mundo e que só revela a pequenez da instituição – jamais podia ficar a dez pontos do primeiro lugar. Estava-se mesmo a ver o que ia sair dali. Até eu adivinhei. Foram, à pala disso, os €€€€ mais fáceis de sempre de ganhar no Placard...

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Brincar aos comunistas

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Desconheço a origem desta magnifica peça. Um brinquedo deveras educativo como, diga-se, devem ser todos os que se destinam a ser ofertados a criancinhas de tenra idade. Que é para aprenderem desde pequeninas a admirar o querido líder, o grande timoneiro, ou outra palermice qualquer que o camarada ditador sanguinário lá do sitio se tenha lembrado de chamar a si próprio. E, claro, a não quererem nada com esses malandros imperialistas e capitalistas nojentos que inventaram a sociedade de consumo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

E o burro sou eu?!

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Sempre ouvi dizer – embora não esteja absolutamente convencido quanto a isso – que vozes de burro não chegam ao céu. Daí a total ausência de surpresa por ideias parvas, como limitar o transito em certos locais da cidade onde resido, não causarem especial simpatia. Nem entre as divindades nem, parece-me que ainda menos, entre as restantes alimárias. Devo estar errado, portanto. Mas depois, olhando para o resultado de algumas obras, salta à vista que, afinal, aquilo não foi feito para suportar a constante passagem de automóveis. Como, por exemplo, o local onde tirei esta foto. Apenas por ali deviam passar pessoas, reitero. E cães, vá.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O orçamento da bicharada

Ao contrário de outros anos, não tenho ligado nenhuma ao orçamento do Estado que, por estes dias, anda a ser discutido e aprovado no Parlamento. Não terei perdido grande coisa, ao que se diz. Um circo em torno da descida do IVA – que serviu para esconder, à custa do ruído que provocou, mais um enorme aumento de impostos – e pouco mais.


Quem está muito contente são os amigalhaços dos animais. Com aquilo do iva das touradas, nomeadamente. Agora que os bilhetes são à taxa máxima o touro sofre muito menos. Já quase não sente as bandarilhas no lombo, aposto.


Quanto à restante bicharada, não sei que benefícios lhes reserva este OE. Mas, pouco me espanta, se passar a considerar os animais de companhia como parte integrante do agregado familiar para efeitos do IRS, se o SNS comparticipar o preço dos medicamentos para os bichos e, espero que alguém tenha pensado disso, alargar o âmbito das baixas médicas a quem necessita cuidar do seu bichinho quando este fica enfermo.


Há, também, mais uma quantidade de impostos novos e aumento noutros. Como aquele sobre a carne. Que é, justificam, para a malta comer menos. É desta que vou engordar um porco no quintal. Sempre estou para ver quem é o alarve que se vai atrever a vir cobrar este tributo ridiculo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Velharias relativamente modernas

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Isto anda tudo muito moderno. É, a bem dizer, só modernices. De toda a espécie. Algumas até daquelas que não se podem mencionar aqui, que este é um blogue sério. Relativamente, pelo menos.


Uma das provas da modernidade que por aí vai é a própria feira de velharias cá da terra. Onde, entre coisas mais ou menos antigas e outras quase actuais, se pode comprar – ou apenas apreciar – toda uma panóplia de equipamentos de comunicação que ainda um dia destes constituíam o último grito em matéria de transmissão de mensagens de voz. O Sábado em que me vou deparar com um iphone ou um ipad não deve tardar...

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Cuidado com o que desejam...

Trabalho há vinte cinco anos e ganho mesmo de quem entrou ontem...” queixava-se uma manifestante, funcionária pública, a propósito dos motivos que a levaram a fazer greve e a participar na manifestação do sector. Bom, isto assim fica difícil de entender. Ainda não passaram meia dúzia de meses esteve no meu local de trabalho um sindicalista a incentivar-me a votar “nos partidos que constituem a actual solução de governo” que, dizia, era “essencial para isto não voltar para trás” e agora já estão zangados com a “solução” que quiseram manter? Anda, por outro lado, toda a gente a queixar-se da miséria que constitui a remuneração mínima nacional, das desigualdades salariais e dessas cenas assim mas, quando estamos a caminhar aceleradamente para ganharmos todos o mesmo e sermos todos iguais na pobreza, já não gostam? Oh pá, decidam-se!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

A fé é que nos salva...

Haverá, não sou gajo para duvidar de tal, uma bela de uma explicação cientifica para não controlar quem vem de fora nem, sequer, colocar em quarentena potenciais afectados pelo vírus da moda. Parece que umas quantas instruções em várias línguas nos aeroportos é o bastante. Por mim, que obviamente não percebo nada disso de vírus, contaminações e assim tenho a impressão que podíamos ir um pouco mais além. Não digo isolar compulsivamente as pessoas, à semelhança do que fazem países com costumes medievais e atrasados como a Austrália. Isso é cena de ditaduras e povos pouco evoluídos. Mas, que raio, pelo menos umas preces a Nossa Senhora de Fátima era o mínimo que devíamos fazer. Se ela nos safou daquele derrame de crude na costa da Galiza, muito mais facilmente nos safa desta.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Chega de Joacines e "Deus" nos livre de Venturas

Numa leitura ligeira – tão ligeira quanto o assunto merece – das diversas redes sociais, é fácil concluir que o tema Joacine vs Ventura constitui o assunto do momento. No Twitter e nos blogues a contenda estará, parece-me, mais ou menos empatada. Aparentemente os internautas dividem-se no apoio a um e a outro e comungam, quase todos, nas ofensas aos adversários.


Já no Facebook o Ventura vence por maioria absoluta. Mesmo com a política de bloqueio daquela coisa, que permite a quem é de esquerda escrever as barbaridades que lhe dão na real gana e persegue, segundo a melhor tradição da censura, quem manifesta opiniões fora do actual espectro do politicamente correcto e do marxismo cultural vigente.


Enquanto isso, na rua – a rede social que de facto importa – André Ventura ganha de goleada à criatura de quem o Livre se quer ver livre. Uma sondagem acerca do caso era capaz de dar um resultado parecido com o das eleições no FC do Porto. Quase idêntico, quiçá, ao da eleição de qualquer secretário-geral do PCP, tal é a popularidade das declarações do gajo do Chega.


Não sei se alguém já imaginou um hipotético cenário – esperemos que nunca passe disso – de um parlamento com maioria absoluta de Joacines. Ou de Venturas. Será que mesmo aqueles que se mostram encantados com estas criaturas gostavam de viver num país assim?. Se sim o melhor é marcarem já consulta. No privado, de preferência, que no SNS pode ser demasiado tarde.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O racismo é um negócio

Racismo é aquilo que a esquerda quiser. Tal como a xenofobia, a homofobia e mais uns quantos conceitos patéticos que, na ausência de alguma coisa útil para fazer, ocorreram a uns quantos palermas. Palermas é, claro, uma maneira de dizer. Que, vendo bem, os gajos são espertos na quinta casa. Se não veja-se, à conta dessas parvoíces, o dinheiro que os contribuintes gastam alegadamente a combate-las. Só em comissões, observatórios, direcções-gerais, secretarias de estado, grupos de trabalho, institutos, subsídios às mais variadas instituições e tudo o que anda associado as estas temáticas presumo que seja uma conta calada.


Devem ser uns milhares de criaturas a viver da discriminação. Daí que lhes interesse que exista muita. Só assim há lugares para distribuir por gente que nada sabe fazer na vida para além de viver do dinheiro dos contribuintes. Eles estão-se nas tintas para as dificuldades dos negros, dos ciganos ou de quem for. O que lhes interessa é o rendimento que aquilo a que chamam discriminação lhes dá. E, mesmo não sabendo quando, desconfio que é muito. Seguramente muitíssimo mais do que o racismo contra o qual estão sempre a berrar, os idiotas.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Criminosos com punhos de renda

De repente palavras como “alegado” ou “alegadamente”, usadas sempre que jornalistas e comentadores diversos se referiam a eventuais crimes e a potenciais criminosos, quase desapareceram do vocabulário jornalístico e televisivo. Afinal os meliantes são mesmo uns patifes e o hacker é mesmo hacker. Falta-lhe, ainda, é ser herói nacional. Mas está quase. Gente a tratar disso é coisa que não falta. Já se sabia que alguns crimes compensam e agora ficámos a saber que alguns, para além de quase legítimos, até são muito valorizáveis.


Por mim nunca tive grande apreço por criminosos, meliantes ou patifes de qualquer espécie. Detesto também, em igual medida também, os justiceiros. Aquela cena das milícias populares para combater os delinquentes, por exemplo, nunca lhe achei piada. E, usando o mesmo principio de guerra ao crime, se todos começarmos a invadir os computadores alheios para descobrir os podres uns dos outros, à caça de eventuais praticas criminosas, também vamos ser heróis? Será muito diferente de andar com uma moca atrás de ladrões? Ou o uso de um teclado legitima o crime? Se calhar, sim. Afinal gente fina é outra coisa.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Para baixar o IRS seriam capazes de fazer o mesmo?

Numa sessão pública de uma assembleia municipal um grupo de cidadãos que assistia aos trabalhos forçou – de forma pacifica, diga-se - um determinado número de eleitos a repensar a sua posição, após a primeira votação não ter produzido os resultados que os ditos cidadãos desejavam. Em causa estava autorizar uma das mais endividadas câmaras do país a contrair um empréstimo com o intuito de recuperar o centro histórico em ruínas de uma aldeia praticamente deserta.


Não questiono – nem me interessam - a bondade do investimento, as contas da autarquia em causa, a legitimidade dos cidadãos fazerem ouvir a sua voz nem, sequer, o direito a cada um mudar de opinião e alterar o sentido de voto. Há, apenas, duas coisinhas de nada que me apoquentam. A primeira é que continuamos a apreciar a ideia de esturrar à tripa forra o dinheiro que não temos. A segunda, é que quando se trata de baixar impostos ninguém é capaz de fazer o mesmo. Não sei qual delas a pior.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

IRS - Infectados, roubados e sovados

Depois dos duques não sei do quê na outra semana, esta andou sempre à volta da Isabel dos Santos e de um vírus manhoso. Houve, também, aquela cena de pancadaria na Amadora. Racismo, berram uns quantos. Os do costume, no caso. Em relação à pancadaria, bem entendido, que o vírus ataca toda a gente e a empresária angolana – ou russa, sei lá - é rica demais para essas coisas. Tudo temas que pouco me importam. Nem, acho eu, merecem o destaque que lhes tem sido dado. Mas, por aquilo que me apercebo, entusiasmam quase todos.


Acabei a semana a olhar para a declaração de rendimentos auferidos e de retenções de irs, referentes ao ano findo, que a minha entidade patronal hoje me entregou. Tal como, suponho, deve ter acontecido ou irá acontecer por estes dias à generalidade de quem trabalha por conta de outrem. Ocorreram-me, enquanto olhava para a prova do crime, uns quantos pensamentos envolvendo vigaristas, gente a precisar de tratamento urgente e malucos diversos. A todos, confesso, me apeteceu partir os cornos. Mas não posso. Entre governantes, apoiantes fervorosos e pessoal que não se importa de ser roubado são mais que muitos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Pobreza socialista

Aumentar o salário mínimo nacional pode ser uma medida muito simpática. Agradável, vá. Nomeadamente para quem o recebe. Para os restantes trabalhadores, que ganham igualmente uma miséria e veem a sua remuneração cada vez mais perto do SMN, não tem piada nenhuma. Constitui um factor de desagrado, desmotivação e, mais do que tudo isso, a degradação do seu vencimento e das suas qualificações.


Este crescimento dos salários mais baixos, a par da estagnação de todos os restantes níveis salariais, é particularmente escandaloso na função pública. A uniformização a que se está proceder faz com que, por exemplo, um assistente operacional acabadinho de chegar aufira, em termos liquidos, praticamente o mesmo do que um assistente administrativo com vinte anos de trabalho. Quando, como decorre das funções de cada um, o nível de especialização e de responsabilidade que são exigidos a um e a outro nada tenham de comparável. Convém recordar que antes destes malucos tomarem conta do poder, a diferença entre ambos rondaria valores na ordem dos trinta a quarenta por cento.


Com esta política, há cada vez mais gente a ganhar o SMN. Duvido que isso constitua um factor de progresso, de coesão social ou de seja lá o que for. Do que tenho a certeza é que este igualitarismo salarial não trará, a médio prazo, nada de bom. Para ninguém.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Se isto é refrescante prefiro o aquecimento global...

Desconfio sempre das “lufadas de ar fresco”. Nomeadamente quando elas são anunciadas de forma entusiástica e apresentadas como potenciadoras de gerar uma espécie de admirável mundo novo. Dá, invariavelmente, mau resultado. Em termos políticos a coisa foi experimentada nas autarquias, com a eleição de dezenas de movimentos independentes para os governos locais. Era, dizia-se, a abertura do poder a gente descomprometida dos partidos, dos interesses instituídos e, só faltou dizer, a chegada do puros aos centros de decisão. O resultado é conhecido. As diferenças é que não.


O mesmo acontece com os novos partidos que chegaram, em Outubro, ao parlamento. Veja-se o caso da senhora deputada do Livre. Mal educada, com um discurso agressivo, segregacionista e, como se viu por estes dias, agarrada ao lugar. Ao tacho. Aquilo é como dizia a minha avó. Se queres ver um pobre soberbo dá-lhe a chave de um palheiro. A intervenção dela no congresso do partido é disso um bom exemplo. Faz, quase, lembrar os discursos do Hitler. Se não no conteúdo – não percebo nada de alemão – pelo menos na forma. Nada de surpreendente. As lufadas de ar fresco normalmente dão em borrasca.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Ventura populista

O patriarca da comunidade cigana de Borba pronunciou-se publicamente, em entrevista a um órgão de comunicação social, acerca dos acontecimentos que envolveram alguns membros daquela comunidade e os bombeiros locais. Entre justificações para o ocorrido e outros lamentos relativamente à forma como a dita comunidade é tratada – ou destratada, na sua opinião – pela restante população e diversas entidades publicas, o cavalheiro refere a certa altura que “vêm os pretos, os chineses, os coreanos, seja lá quem for, dão-lhes todas as condições”.


Só não digo que se tratam de afirmações populistas porque, tal como eu, o homem nem saberá o que é essa cena do populismo. Mas cheira-me aqui a um discurso xenófobo. Daquele próprio de gajos como o André Ventura e que é necessário erradicar da nossa sociedade por constituírem um perigo para a democracia. Vai daí, o facto do dito patriarca e autor destas declarações ser de apelido Ventura pode não ser mera coincidência...

domingo, 12 de janeiro de 2020

"Deixem-se de ser hipócritas!"

Dos muitos textos que já se escreveram e publicaram acerca da trágica morte do jovem cabo-verdiano em Bragança, retive este excerto de um deles. Publicado, se calhar apenas por acaso, por alguém que se afirma ideologicamente de esquerda. “Mas alguém tem alguma dúvida de que se fossem 15 jovens negros a espancar um jovem branco e, como consequência, este morresse, com culpa ou não daqueles, nesse mesmo dia ou no seguinte esse assunto encheria os jornais e telejornais?! Já lá vão mais de dez dias! Deixem-se de ser hipócritas”.


Não posso estar mais de acordo. Mas, a fazer fé nos inúmeros relatos do que alegadamente se terá passado, nunca a coisa podia encher telejornais. Não seria politicamente correcto. Daí a censura, a desinformação e a manipulação da opinião pública. Estes acontecimentos apenas constituem motivo para largas horas de debates, reportagens, declarações de ministros ou abraços presidenciais quando os agressores não integram qualquer espécie de minoria. Étnica, sexual ou outra. Pois, como toda a gente sabe, apenas ao homem branco, heterossexual e que não faça parte de nenhum grupo minoritário com opções esquisitas assiste essa coisa do racismo. Fazendo minhas as palavras do esquerdista, deixem-se de ser hipócritas!

sábado, 11 de janeiro de 2020

Que saudades de uma grandolada...

Insisto. O banco público – a tal vaca sagrada que não pode ser privatizada – sacar cinco euros e quinze cêntimos por mês da conta de um cliente é um roubo. Uma vergonha, como diria o outro. E mais vergonha é o silêncio ensurdecedor que vem das bancadas parlamentares do BE e do PCP. Vergonhoso é igualmente a ausência de qualquer espécie de reacção por parte da sociedade. As saudades que eu já tenho de ouvir o velho Jerónimo, as esganiçadas malucas e a camaradagem em geral a malhar na banca, nos banqueiros e a manifestar a mais veemente preocupação pelos roubos que a toda a hora eram praticados por aquele maléfico governo de direita. Agora estão todos mais calados que uns ratos. Nem um protestozinho ou uma grandolada ou, ao menos, uns dichotes parvos a sugerir a nacionalização da banca. Ah, espera, a Caixa Geral de Depósitos é do Estado. Está ao serviço do povo, portanto. Ainda bem que não deixámos o Passos Coelhos privatizá-la. Ufa, do que nós nos livrámos...