terça-feira, 22 de julho de 2014

Só há estas. São para mim!


Diz que a melancia, para além de outras igualmente benéficas, possui propriedades afrodisíacas. Poderá ser essa a explicação para o açambarcamento que este freguês tratou de fazer do, alegadamente, miraculoso fruto. Ou isso ou a despensa lá de casa estava mesmo a precisar de reabastecimento no âmbito da melancia. Seja como for, o certo é que o gajo levou o stock todo. Assim do género: “Só há estas. São para mim!”. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Uma campanha que me faz ter saudade do tempo em que os animais não falavam

Ponto prévio, declaração de interesses ou o que lhe queiram chamar. Durante os mais de vinte e cinco anos que vivi no campo, mesmo à beira de uma movimentada estrada nacional, foram mais que muitos os cães e gatos abandonados que adoptei. Perdi-lhes a conta de tantos que foram. Não admito, por isso, lições de moral de ninguém acerca de como se tratam os animais. Muito menos da escória urbano depressiva, auto proclamada amiguinha da bicharada.
Isto para dizer que considero completamente estúpida, abjecta e de manifesto mau gosto a actual campanha contra o abandono de animais. Desejar a outrem a morte ou uma série de tragédias qual delas a pior, mesmo que esse outrem tenha cometido um crime - e abandonar um animal é disso que se trata, de um crime - não é digno de quem se proclama civilizado ou inteligente. Gente, diga-se, quase sempre tão tolerante relativamente a outros crimes que por aí se vão praticando.
Curiosamente ninguém reclama da dita campanha, continuando a mesma, despudoradamente, a ser emitida. O que, convenhamos, constitui um precedente deveras preocupante. Um destes dias será perfeitamente legitima a emissão de uma campanha nestes moldes – ou noutros muito piores, por serem crimes mais graves - contra a violência doméstica, a pedofilia, os homicídios ou o abandono de idosos.
Não pode valer tudo. Apesar de os animais terem voltado a falar, isto ainda não é a selva!

Deixem trabalhar o homem, pá! Que é dos gajos que esturram dinheiro à fartazana que a malta gosta!

Rondão de Almeida, seja lá qual for o papel que desempenha na Câmara de Elvas, tem uma longuíssima legião de admiradores naquela cidade. O resultado está à vista. Reeleições sucessivas, maiorias esmagadoras e, como sempre sucede relativamente a estas pessoas, gente capaz de por ele, como dizia a minha avó, dar o cú e mais cinco tostões. Entre os quais alguns eleitores de localidades vizinhas, manifestamente impressionados com a obra que o fulano ergueu na cidade raiana. Onde – prova da evidente modéstia do senhor – tudo se chama “Rondão de Almeida”. Desde faraónicos “coliseus” a parques de estacionamento. Passando, talvez, por algum sanitário mais catita.
Quando a lei travou a sua eternização no poder, inconformado com tamanha injustiça, o homem tratou de arranjar um delfim. Que agora, ao que rezam as crónicas, se aborreceu do seu papel. Secundário, ao que parece, pois o principal continua, alegadamente, a pertencer ao outro. Mas a busca de maior protagonismo por parte do presidente eleito não foi pacifica. Zangaram-se com ele por não se limitar a desempenhar o lugar sem aborrecer quem trabalha. Realmente não se compreende que um presidente eleito tenha o desplante de pretender mandar alguma coisa.
O que também não se compreende é o silêncio do líder do Partido Socialista relativamente a esta questão. Nem um pio do Tozé. Quando, acho eu, muito havia para explicar. A começar pelo facto de ter permitido a inclusão do antigo presidente – impossibilitado de se candidatar ao lugar – na lista de candidatos à Câmara. Só um cego não viu que o resultado, mais cedo do que tarde, ia ser este.

domingo, 20 de julho de 2014

Tuning rural


Algum motivo, que nem me atrevo a questionar, terá o dono desta carrinha de caixa aberta para assim a ornamentar. Achará que lhe fica bem, que chama a atenção ou, até, a torna mais bonita. Deve ser uma espécie de tuning, ou lá o que é que chamam a essa coisa de transformar veículos normais em aberrações com rodas. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quem te avisa...



Há quem considere que as lojas dos chineses não vendem artigos de qualidade. Eles, os chinocas, também. Fazem, até, questão de nos informar disso mesmo nas embalagens. Ainda bem. Assim, se acontecer algum acidente doméstico relacionado com a cortina da banheira ou do chuveiro, ninguém pode alegar que eles não avisaram que o produto era uma peva. A cem por cento.  

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Se é para indignar tem de ser a sério.

Tenho visto nos últimos dias muitas reacções indignadas por, num hospital publico, terem morrido dois doentes alegadamente por causas que – ao que tem sido noticiado - terão a ver com procedimentos médicos que não terá sido possível realizar em consequência das restrições orçamentais a que o estabelecimento hospitalar está sujeito. Á semelhança, como se sabe, de todo o serviço nacional de saúde e de, como será suposto, toda a administração pública.
A ser assim é, de facto, revoltante. Principalmente quando, no mesmo país, não há restrições de carácter orçamental, financeiro ou, sequer, de bom senso que travem os espectáculos, a construção de centros culturais ou a instalação de relvados sintéticos. A mim, para além da indignação que me causam as mortes pelo alegado motivo, indigna-me muitíssimo mais que ninguém se indigne – mas daquela indignação mesmo à séria – de cada vez que o dinheiro público, que podia servir para salvar vidas, seja esturrado em coisas que, comparadas com a vida humana, valem zero. Quantos, de entre os que se indignam com as mortes em questão, já se indignaram por o Toino Carreira ir repetidas vezes cantar às festas da terrinha?! Ou pela construção do décimo quinto espaço cultural do seu concelho?! Ou pela instalação do relvado sintético na aldeia cuja equipa joga na quinta divisão distrital?!
Pode-se sempre argumentar que isso são “peanuts”. Que o BPN, as PPP's ou os juros da divida é que nos levam o couro e o cabelo. Será. Mas, quando me começaram a cortar o ordenado, a primeira coisa onde cortei foi no segundo café do dia...Quero eu dizer na minha, para quem não me entende, que se deve começar sempre pelas coisas mais pequenas. Se não for assim nunca chegaremos às maiores. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"Mata-os bem mortos". Como prometia um slogan publicitário dos anos setenta...

Há uma espécie de paranóia qualquer em relação aos animais. Não se lhes pode tocar. Um dia destes esmagar uma lesma constituirá um crime de gravidade quase ao nível de um homicídio. Vivi metade da minha vida no campo e, por isso, não admito que uns quantos urbano-depressivos me dêem lições acerca da maneira como tratar a bicharada.
A passarada, por exemplo. Nem um estúpido pardal se pode matar. Ou melro, que até há pouco tempo era – e bem – uma espécie protegida por estar quase em vias de extinção mas que hoje constitui uma verdadeira praga. Agora, pasme-se, nem os ratos – acham algumas bestas – se devem matar. A solução que propõem é apanhá-los de forma que não lhes cause sofrimento e libertá-los no campo... Como um dia destes – garanto que é verdade – exemplificavam num programa televisivo.
A minha tolerância para este tipo de gente é muito limitada. Que é como quem diz, não tenho paciência para os aturar. Daí que, só para os aborrecer, deixe uma sugestão de combate a invasores de pequeno porte. Esta cola, uma vez pisada por uma osga, um rato ou um pardal, vai deixá-los bem colados ao chão. E nem precisamos de os matar. Eles morrem de exaustão a tentarem libertar-se.  

terça-feira, 15 de julho de 2014

Eu apoio Israel!

Estar do lado dos árabes no conflito que estes mantém com Israel deve ser coisa de bom tom. Aquilo a que se chama de politicamente correcto. Talvez, até, sinal de inteligência superior, elevados conhecimentos de politica internacional e de uma invulgar capacidade de análise da estratégia de combate e da luta dos povos contra os opressores. Seja lá o que for que tudo isso signifique.
Sem esquecer, claro, os direitos humanos. Postos em causa, invariavelmente, pelos israelitas. Uns malandros que se fartam de matar civis indefesos. Civis esses que, diga-se, até são avisados uns minutos antes para evacuarem a área a limpar. Já os cobardes que se escondem, a eles e às armas, entre a população e que impedem os habitantes de dar frosques antes que os misseis caiam, não merecem nenhuma espécie de culpa e são, para muitos, uns heróis.
Respeito quem assim pensa. Se são felizes assim, é lá com eles. Apesar de a achar a ideia do mais parvo que há. Mas respeitava muito mais se, tal como fazem os talibans ocidentais, fossem para lá lutar aos lado dos que defendem. Servir de escudos humanos a terroristas ansiosos por lhes rebentar o canastro. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A sério que ainda não aprenderam?!

Acho deveras curioso que, quando se fala de edifícios degradados ou em risco disso, surja sempre alguém a sugerir, quase à laia de obrigação, que o dito prédio seja comprado pelo Município. O país, autarquias incluídas, não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Os portugueses não se cansam de reclamar – e com toda a razão – do enorme saque fiscal a que estão sujeitos. O Estado – logo, também, as autarquias – são financiadas com o produto do enorme rombo que as finanças provocam nas nossas algibeiras. Mas, ainda assim, há quem insista na tese que cabe aos municípios comprar tudo o que está a cair. Pois que caia. Ou, como sabiamente diz o povo, que se vão os anéis e fiquem os dedos. No caso, que caiam essas “relíquias” mas fiquem as pessoas.
Há, ainda, quem acene com fundos comunitários para que, mesmo sem dinheiro, as câmaras desatem a comprar e restaurar tudo o que é ruína urbana. Não sei se sabem, mas o financiamento europeu ao desbarato já foi chão que deu uvas. E, mesmo que seja obtido, resta sempre a componente nacional. Para a qual não há graveto. Nem quem o empreste. Em boa hora a banca nacional foi impedida de financiar as autarquias...

domingo, 13 de julho de 2014

Perdão?!

Anda por aí meio mundo – talvez mesmo mais – a exigir a renegociação da divida do país. Não sendo especialmente entendido nesta questão, nem nos assuntos dela derivados – sou tão ignorante, aliás, como a maioria dos que sobre ela opinam - há, no entanto, duas ou três questões que quando ouço falar no perdão do calote da república me deixam ligeiramente inquieto.
Uma delas – a principal, diga-se – é saber quem vai ficar a arder. Ao que parece parte significativa da divida portuguesa estará nas mãos dos bancos nacionais, da segurança social e dos portugueses que nela investiram com a esperança de rentabilizar as suas poupanças. Muitos talvez nem sejam gananciosos capitalistas. Quiçá apenas reformados ou funcionários públicos a quem o governo roubou, entre cortes e aumentos de impostos, três ou quatro meses de reforma ou ordenado por ano.
Nada que preocupe os iluminados que, despudoradamente, sugerem que o país não cumpra as suas obrigações perante os que emprestaram o dinheiro que manteve esta merda a funcionar. O deles, provavelmente, estará na Suíça ou num offshore qualquer, daí que não se importem de perdoar tudo e mais um par de botas. O que me admira é haver quem, entre os cidadãos mais ou menos normais, vá na conversa. 

sábado, 12 de julho de 2014

Estacionamento tuga


Palavras para quê... É um estacionamento tuga e está tudo dito. No caso em versão duas rodas, mas com o dobro da petulância.  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Impostos verdinhos

Hesito quanto a isso da fiscalidade verde. Ainda que me agrade a ideia de aumentar os impostos onde a possibilidade de fuga seja menor, visando – supostamente, é claro – reduzir o IRS. Que, como se sabe, é aquele imposto que apenas é pago pelos que a ele não podem fugir. E hesito porque duvido que à criação de novas taxas e ao aumento das que já existem – para proteger o ambiente, dizem eles – corresponda uma redução de qualquer outro imposto.
Daquilo que se tem dito e escrito sobre o assunto retive, essencialmente, a ideia de cobrar, a título de imposto verde, dez cêntimos por cada saco plástico. Compreendo a intenção. Pelo menos faço um esforço nesse sentido. Se não aplaudo a iniciativa é, apenas, porque de fora ficarão, a julgar por aquilo que foi noticiado, uma série de situações que, em minha opinião, deviam ser igualmente taxadas. Porquê os sacos e não os copos, as garrafas ou as “pancartas” que, tanto ou mais que os sacos de plástico, poluem as nossas cidades? Ou, ainda no âmbito de coisas poluentes que demorarão uma eternidade a decompor-se, porque não taxar igualmente os pensos higiénicos, as fraldas e os preservativos?
Mas o que mais lamento e me decepciona nesta deriva ambiento-fiscal-esverdeada, é a ausência de referência à poluição causada pelos canídeos na via pública. São muitas as toneladas de merda de cão espalhadas por aí, cuja remoção custa muito dinheiro e que colocam em causa a saúde pública. Contudo ninguém se lembrou de agravar substancialmente as taxas sobre a posse de cães. Pelo contrário. O parlamento está até, por estes dias, a discutir uma petição visando tornar dedutível em sede de IRS as despesas de saúde dos bichos de estimação!!! Coisas de gente doida, é o que é. Ou, então, o louco sou eu. Mas se for, perante uma realidade destas, tanto melhor.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O rebanho


Não sou muito dado à observação das incidências da vida campestre. Mas, ainda assim, estou em crer que não deverei andar muito longe da verdade se considerar a ovelha como um dos animais mais estúpidos que podemos encontrar nas nossas deambulações campesinas. Deve ser pelas náuseas que me causam os comportamentos de rebanho. Coisa que nós, cá pela tugolândia, somos especialistas em adoptar. O que faz um, fazem todos. Ou quase. E, normalmente, só muito tarde damos conta que fizemos mal. Exemplos? Ora, ora...são tantos que ia passar aqui mais tempo a enumerá-los do que as viúvas e divorciadas no facebook.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pagar?! A dividir por todos custa muito menos...

Diz que nunca se deveu tanto ao banco. Consequência, presumo eu que não sou de intrigas, de nunca se ter pedido tanto dinheiro emprestado à banca como nos anos mais recentes. Nomeadamente os que antecederam aquilo a que chamamos crise. Ou seja: fomos – os que foram, claro – pedir empréstimos como se não houvesse amanhã e hoje não temos dinheiro para pagar os desvarios que cometemos ontem. Mas não tem mal nenhum. Agora andemos de Audi e semos uns verdadeiros trota-mundos. E um dia, quando a tal politica de crescimento for decretada, vamos lá sacar mais uns trocos. Qu'isto a vida são dois dias e temos de nos adevartir. Samos mesmo espertos...

terça-feira, 8 de julho de 2014

Alguém que os tem no sitio...

Só não tiro o meu chapéu ao Presidente da Câmara da Vidigueira por que não uso. Mas talvez passe a usar só para o poder tirar. O ilustre autarca merece. Não é qualquer um que tem coragem de correr com os habitantes indesejáveis, párias e causadores de conflitos permanentes com a restante população. Por mais popular junto do seu eleitorado que a iniciativa se revele. Tanto não é fácil que o seu exemplo não frutifica. Infelizmente.
Claro que afastar esta malta provoca uma imensa comichão na intelectualidade bem pensante e naqueles, que não sendo propriamente intelectuais nem bem pensantes, têm a mania que o são. Aquele tipo de gente que aprecia imenso as qualidades da minoria em causa e que não hesita em tecer uma quantidade de comentários banais acerca dos sentimentos racistas de quem, vivendo por perto ou sendo obrigado a conviver, não gosta de ser ofendido, roubado, agredido ou simplesmente incomodado por essa espécie.
A solução para a urticária desses alarves é muito simples. Levem-nos para casa. Deixem-nos montar as “barrecas” no quintal. Ou melhor, cedam-lhes os montes, que alguns desses moralistas têm no Alentejo, para eles viverem. E, já agora, ponham os filhos nas mesmas escolas. Depois disso, então, falem ou escrevam sobre as maravilhas da convivência com esse pagode. Até lá o melhor é não mandarem bacoradas sobre o que desconhecem, nem fazerem juízos de valor acerca de quem tem a fatalidade de ser obrigado a aturar aqueles energúmenos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Coisas que m’atormentam

Relativamente ao resort cá do sítio há coisas que me deixam inquieto. A começar pelo número inusitado de jovens grávidas e/ou com uma prole extremamente numerosa. São mais que muitas. Todas miúdas que aparentam não ter mais de dezassete ou dezoito anos. Algumas, mesmo sem lhes ver os dentes, quase sou capaz de garantir que não terão mais do que treze ou catorze. Embora a quebra da natalidade constitua um problema sério, não acredito que isso seja motivo de preocupação para aquele pagode. Deve ser mais trabalhar para o rendimento.
Ainda que a comunidade residente no resort seja constituída por várias centenas de elementos, raramente se dá conta da morte de algum deles. Mesmo com o aumento da esperança média de vida, da estadia forçada que alguns entre os mais velhos farão em locais mais recatados, não deixa de ser estranho que apenas muito esporadicamente – tão esporadicamente que ninguém, entre aqueles a quem perguntei, se lembra do último - se dê conta da realização de funerais de pessoas ali residentes. Coisa que, dada a exuberância que caracteriza da cerimónia fúnebre, dificilmente passaria despercebida. Estranhíssimo, sem dúvida…
Não menos estranho, também, o modo anormalmente calmo e pacifico com que umas quantas habitações do dito resort foram demolidas. Nem um protestozinho acompanhado das lamurias habituais nestas circunstâncias… Será que têm a promessa de ir para um sítio melhor?! 

sábado, 5 de julho de 2014

Tralha!


Desta manchete do Correio da Manhã podem ser tiradas várias ilações. De natureza diversa, também. As positivas é que o homem se está a esforçar por combater o desemprego. Ou, se quisermos ver o copo meio cheio, que em vez de trinta podiam ser ainda mais os bois socialistas na autarquia lisboeta. A bem-dizer até são poucos.
Olhando a coisa pelo lado negativo facilmente concluímos que este é igualzinho aos outros. O que contraria o messianismo que para aí vai em redor da criatura. É mais um que faz exactamente a mesma merda que os demais. Na Câmara agora, no governo depois. 
Finalmente a justificação para as nomeações:“Filiação partidária não pode lesar pessoas”. Dificilmente se encontra explicação mais estúpida. Podiam ter argumentado que para os lugares a desempenhar são, aqueles, os mais competentes ou que dão melhores garantias quanto ao desempenho do lugar e que o facto de serem socialistas é apenas mera coincidência. Até podiam justificar que escolheram aquelas pessoas apenas porque sim. Porque lhes apeteceu. Ou, simplesmente, porque todos fazem o mesmo. Mas não. Tinham de se armar em espertos. Estamos bem entregues, estamos. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Vêm aí os mouros…outra vez!

Um bando de criminosos organizados, que se auto intitulam Estado Islâmico do Iraque e do Levante, divulgou um mapa com os seus desejos de conquistas para os próximos cinco anos. Nele, para além de vastas áreas do norte de África e do leste europeu, estabelece-se como objectivo a ocupação da península ibérica.
Ao assunto, tanto quanto me apercebi, não foi dada grande importância. Excepto um pequeno apontamento num telejornal do segundo canal da RTP e uma ou outra breve referência nos jornais, o tema não suscitou interesse à comunicação social lusa. Fossem os protagonistas Putin, Le Pen ou Berlusconni e teríamos caso para abertura de telejornais durante dias seguidos e garantidas horas de debate com os mais variados especialistas em coisas. Critérios. Ou medo de ferir a susceptibilidade da malta da toalha enrolada aos cornos. Que, como se sabe, é um pessoal muito sensível.
Acredito que, mais ano menos ano, tudo isto vai ficar entregue a esses bichos. Mas, se aquela escumalha for paciente, não será necessário disparar um único tiro. Nem precisam de para cá mandar javordolas todos armadilhados. A demografia fará o seu trabalho. Ainda bem que até lá temos tempo suficiente para destruir o que resta do país…



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cuidado com as carteiras!

Culpar os municípios pelo incumprimento do défice parece-me manifestamente abusivo. Verdade que os autarcas são, por natureza e de uma forma geral, gastadores compulsivos que adoram distribuir dinheiro pelos eleitores esturrando dinheiro como se não houvesse amanhã. Mas há excepções. Ainda que possam não ser muitos, há municípios que têm as contas equilibradas graças a uma gestão, do ponto de vista financeiro, mais ou menos previdente.
Quanto aos outros – aos gastadores - não vale a pena. São um caso perdido. Ninguém, mas mesmo ninguém, os consegue controlar. Por mais legislação que se produza arranjam sempre maneira de lhe dar a volta. E se agora é assim, imagine-se o dia, não muito distante, em que um actual autarca, por sinal de uma das mais endividadas Câmaras do país, for o primeiro-ministro. Preparemos, pois, as carteiras. Comparado com o que, então, vai ser preciso, o actual saque fiscal não passa de coisa de meninos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Barata de sangue azul



Este bicharoco – uma barata, no caso – sofreu um ligeiro acidente. Uma coisa de nada, quase. Digamos que se tratou de uma intersecção espaço-temporal com um sapato da qual resultou o seu esmagamento. Em função disso as entranhas da Blattodeadiz que é esse o nome fino do rastejante – espalharam-se pelo pavimento. Em tons de azul, como demonstra a imagem colhida instantes após a ocorrência. O que suscita diversas e inquietantes questões acerca dos hábitos alimentares do bicho. A menos que se trate de uma barata com ligações à realeza. No entanto as testemunhas ouvidas no local contrariam esta tese, inclinando-se mais para um eventual desvio comportamental do insecto que o terá levado a ingerir alimentos pouco adequados à sua dieta tradicional. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uns malvados, esses banqueiros manhosos...

Tenho dificuldade em aceitar que muitos dos que estão hoje mega- endividados sejam pessoas com fraca literacia financeira. Umas vítimas da voracidade do sistema bancário como, quase sempre que se fala nestes assuntos, nos pretendem fazer acreditar. Mas não são nada disso. Antes pelo contrário, sabem-na toda.
A evidência do seu esclarecimento acerca destes assuntos manifesta-se pelo recurso a financiamento junto de instituições financeiras que a generalidade dos cidadãos nem desconfia que existam. Algumas nem sequer fazem publicidade em Portugal. Eu, que não me considero mal informado de todo quanto a estas matérias, nunca ouvi falar de sociedades de crédito que, com inusitada frequência, aparecem a reclamar as dividas deste pagode. Como a AOF4 sarl, por exemplo.
Convenhamos que, para iletrados financeiros, estão muito bem informados quanto às opções de mercado. Um conhecimento, em muitos casos, inversamente proporcional à vontade de pagar.

domingo, 29 de junho de 2014

Estacionamento tuga


Como se não bastassem as horríveis barracas de lata, que vá lá saber-se porquê uns quantos totós insistem em considerar típicas, tornou-se moda recente estacionar nesta zona pedonal. Como se num domingo, na buliçosa cidade de Estremoz, não houvesse lugar para estacionar o chaço. É por estas e por outras que me apetece dizer: Volta “Sandokan”, estás perdoado! 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

De uma ou outra forma será sempre uma espécie de matadouro...


Não gosto de touradas. Por nada de especial. Simplesmente não gosto. Mas detesto muito mais os anti-taurinos. E em relação a esses tenho muitos motivos para os detestar.
A juntar a todos as outras deram-me, por estes dias, mais uma razão para desprezar a actuação dessa gente. Não se cansaram, na época, de manifestar o seu gáudio pela decisão do parlamento catalão de proibir as touradas. Consideraram, até, estarmos perante um avanço civilizacional. Contudo, estranhamente, ninguém os ouve protestar contra a transformação da praça de touros de Barcelona numa mesquita. A maior da Europa, ao que se diz. Nem, provavelmente, encaram isso como um retrocesso da civilização ocidental. O mais certo é nem se importarem.
Vão ver, algumas activistas da causa anti-touradas, sempre tão preocupadas com o que acontece aos bois, até terão alguma compreensão pela forma como os islâmicos tratam as mulheres. Ou, pelo menos, olham para o tema com indiferença. Trata-se de algo que acontece lá longe e, portanto, acharão que não lhes diz respeito. Por enquanto. O pior é que eles estão aí. À nossa porta.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

E depois há crise, pá....


Por altura dos santos populares a sardinha – daquela fresca, acabada de pescar - chegou a ser transaccionada em lota a vinte cinco euros o quilo. Também a congelada atingiu valores dignos de peixe realmente bom. Presumo que esta súbita carestia tenha a ver com a inusitada procura ou a eventual escassez. Mas, seja um ou outro o motivo, isso traduziu-se na venda ao público, nos muitos arraiais populares, a valores médios de um euro e meio a unidade. Ainda assim vendeu-se tudo. O que quererá dizer, mas isso sou eu a especular, que se calhar a crise, a austeridade, a perda de poder de compra e, em suma, a desgraça, não são exactamente o que por aí se pinta...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Crime, disserem eles. Uns quantos socialistas, no caso.

Numa tirada à “Capitão Obvious”, um grupo de notáveis socialistas, conhecidos pelas criticas que teceram ao governo de José Sócrates, divulgou um manifesto onde consideram que o regresso ao poder dos mesmos que conduziram Portugal para o desastre seria um crime contra a nação portuguesa.
Verdade que o criminoso volta sempre ao local do crime. Tão verdade como a tralha socrática e guterrista estar toda a posicionar-se para o assalto ao pote. Mas, se tal ocorrer como eu acredito que aconteça, os “criminosos” não serão apenas os que regressarem ao poder. Serão todos os que contribuírem para os eleger.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Querem "escala"?! Eu digo-lhes onde podem arranjá-la...

Considero-me um gajo tolerante relativamente ao disparate. Até porque, reconheço, sou um exímio praticante da arte de disparatar. Mas perante opiniões disparatadas de gente que tem a sua própria opinião em grande conta – como se fosse a detentora da verdade e todos os outros uma cambada de parvos – os meus níveis de intolerância disparam para valores que se aproximam perigosamente da vontade de ver o opinador falecer.
Vem isto a propósito de umas quantas criaturas que defendem a extinção dos municípios com reduzido número de habitantes. A quantidade de habitantes, abaixo da qual não se justifica a existência desta unidade administrativa, vai variando de acordo com a forma, mais ou menos radical, que o defensor da ideia olha para o assunto. Dez mil parece ser um número vagamente consensual.
Admito que, num ou noutro caso, até podem ter razão. Haverá, concedo, vários municípios com tão pouca população que podiam perfeitamente ser agregados ao concelho vizinho. Embora a poupança daí resultante fosse meramente residual. Se essa gentinha quisesse poupar à séria tratava era de propor a fusão, por exemplo, do Porto e Gaia, ou Porto e Matosinhos, ou Amadora, Odivelas e Loures, ou Barreiro, Montijo, Seixal e Alcochete ou Cascais, Oeiras e Sintra. Isso é que, sem prejuízo absolutamente nenhum para as respectivas populações, gerava essa coisa da escala ou lá o que é. Lixava era “tachos” como o caraças. O que seria uma chatice. Até para certos opinadores.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estacionamento tuga


Tuga que se preza estaciona onde muito bem lhe apetece. Incomode ou não os outros. Nem isso do transtorno que possa causar é coisa que suscite no tuga qualquer preocupação. Desde que fique mais perto do local de destino, por ele, tudo bem. Claro que, para manter a boa forma, é gajo para vestir o fato de treino e caminhar sem destino que nem um maluco. Mas isso é quando não tem que ir ali despachar umas sardinhas ou uns coiratos e emborcar umas “mines”. Nesse caso o carrinho fica onde mais dê jeito. Ao tuga, claro. Porque eu, se quiser sair com o meu popó, que me desenrasque!

domingo, 22 de junho de 2014

Carnaval? Verão? Gajas? Humm... hesito.

Reconheço com facilidade a minha ignorância em assuntos carnavalescos. Daí que não consiga entender o conceito de “Carnaval de Verão”. Mas isso, admito, talvez se deva ao fraco entendimento que manifesto em relação a Carnavais de uma maneira geral.
Ainda assim levantei o rabo do sofá e, feito alarve, fui dar uma olhadela ao alegado corso que ontem desfilou pelo Rossio cá do sitio. Com a secreta esperança que desta vez é que havia gajas nuas. Mas não. Nada de moçoilas desnudadas. No meio da escuridão, a minha falta de vista apenas me permitiu descortinar uns vultos fantasmagóricos – pareciam uns pássaros, de tantas penas que ostentavam - com umas vestes, digamos, mais ligeiras. E nem posso garantir que todos eram gajas...

sábado, 21 de junho de 2014

Não é por nada, mas...


Chamem-me o que quiserem, mas este barbeiro não punha uma navalha de barbear no meu pescoço...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

E os juniores, ficam à porta?!

A ideia de um ginásio municipal parece, já de si, suficientemente parva. O negócio dos ginásios é coisa de privados e as autarquias não têm de meter aí o bedelho. A menos que pretendam entrar pelo caminho da concorrência desleal e rebentar com a iniciativa daqueles que procuram fazer pela vida.
Mais parvo que a ideia anterior só criar um ginásio sénior municipal. Destinado apenas, suponho, a uma determinada faixa etária. Pago provavelmente, que isto não há almoços grátis, com o dinheiro de todos. Satisfazer os eleitores é uma coisa muito bonita. Dar graxa aos velhinhos, também. Eles são muitos e se tiverem passeios, almoçaradas, festas e – a iniciativa que faltava – ginásios para tratar do esqueleto, vão ficar muito contentes. E continuar a votar na malta, claro.