O
dono deste veiculo pesado quer livra-se dele. Provavelmente já não
é útil à sua actividade, pretende realizar algum capital ou,
então, terá uma qualquer outra razão que não vem ao caso para o
colocar à venda. É lá com ele. Está no seu direito e não temos
nada a ver com isso. Principalmente quando – obviamente também é
coisa que nem questionamos – terá pago todas as licenças que o
habilitam a ter um bem em venda num espaço público.
O
que já me parece questionável é a necessidade da viatura estar
ali. Precisamente ali. Não mais à frente, ao lado ou mais atrás,
mas exactamente naquele local que antes era ocupado por uma
inoportuna pernada da árvore. Entretanto removida, como se pode ver
na imagem, para dar lugar à camioneta que alguém pretende vender. Ramo esse que, como se pode constatar, nem se deu ao trabalho de colocar em local que pudesse ser recolhido pelos serviços de limpeza. Foi, como é visível, direitinho para a berma da estrada nacional.
Pertinente
é, igualmente, o sentimento de impunidade que permite a alguns terem
este tipo de comportamento. São muitos e muitos anos a cometer todo
o tipo de tropelias impunemente. Danificar propositadamente uma
árvore, plantada na via pública, com o intuito fútil de estacionar
um camião pode ser coisa pouca. Constitui, no entanto, uma atitude
reprovável e bem elucidativa do que, até nos mais pequenos pormenores, é hoje a bandalheira em que se
tornou o nosso país.
















