sexta-feira, 14 de março de 2008

Donos danados

Assim que anunciada para breve nova legislação sobre a posse e, em última análise a própria existência em Portugal, de cães de raças consideradas perigosas, logo um coro de protestos se levantou. Criadores, treinadores e até associações de defesa dos animais vieram a público contestar esta intenção governativa que, parece ao cidadão comum, do mais elementar bom senso. Por mais que me façam desenhos não consigo perceber a utilidade deste tipo de animais ou, ainda menos, a razão porque tanta gente os possui. Não se trata de um artigo de primeira necessidade, calculo que a manutenção de uma fera daquelas seja extremamente dispendiosa e não estou a ver que tipo de satisfação possa alguém retirar de ter um animal perigoso como companhia. Excepto, talvez, qualquer tipo de distúrbio mental. Ainda menos entendo que seja nos bairros sociais e nos locais mais degradados das grandes cidades que muitos destes cães estejam alojados. É-me difícil de entender que gente, alegadamente a viver em condições económicas e sociais de extrema dificuldade ainda encontre recursos para sustentar um cão. Segundo se diz serão utilizados para actividades pouco licitas e essa é mais uma boa razão para acabar de vez com a existência dessas raças. Também por cá existem uns canitos destas marcas. É mesmo frequente ver os seus donos em passo acelerado, puxados energicamente pela fera de estimação, a passeá-los em locais públicos e onde, à mínima distracção, podem provocar uma tragédia como aquelas que são frequentemente noticia. Algumas dessas pessoas são conhecidas pelo seu estado de carência económica, razão pela qual ainda é mais de estranhar a posse de tão dispendioso animal. Seria, certamente, um interessante caso de análise para as chamadas autoridades competentes e uma boa oportunidade para mostrarem que verdadeiramente o são...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Cartões e outras complicações

São cada vez mais os municípios que oferecem aos seus munícipes mais jovens ou mais idosos os chamados “cartão jovem municipal” e o “cartão municipal do idoso”. A estes cartões estão normalmente associados descontos, mais ou menos generosos, na aquisição de bens ou serviços prestados pela autarquia e outros, praticamente insignificantes - ridículos seria mais exacto - que podem ser obtidos junto de empresas e instituições de carácter privado.

A proliferação destes cartões vem, quanto a mim, contrariar todas as regras que o tão falado programa governativo “Simplex” pretende instituir na administração pública portuguesa e constitui apenas mais uma perda de tempo, desperdício de recursos e que merece uma avaliação claramente negativa para os serviços que o promovem. Uma não conformidade, se quisermos ser modernaços.

Parece óbvio que, caso uma autarquia ou qualquer outra instituição pretenda conceder um desconto a alguém cuja idade se enquadre dentro de determinados parâmetros previamente estabelecidos para o efeito, bastará pedir o Bilhete de Identidade. Deste documento consta, normalmente, a data de nascimento e o concelho de residência - acabo de o confirmar através da visualização do meu próprio B.I – e essa seria prova suficiente para a obtenção do desconto ou beneficio estipulado para a respectiva faixa etária.

No entanto, e já que se entrou nesta moda de cartonização (eu sei que a palavra não existe mas ainda assim apetece-me escrevê-la, até porque o blog é meu e por isso dou os pontapés na gramática que muito bem me apetecer) para quando o “cartão municipal do cidadão de meia-idade”? Ou, para que a coisa seja mais exacta, o “cartão do munícipe quarentão”, e o “cartão municipal dos cinquentinhas” ?!

sábado, 8 de março de 2008

Algo verdadeiramente útil

No mercado de velharias que semanalmente se realiza no Rossio Marquês de Pombal, em Estremoz, é possível encontrar de tudo um pouco. Livros, móveis antigos, arte sacra e toda uma panóplia de inutilidades, merecem a curiosidade dos muitos visitantes que percorrem o espaço e, embora aparentemente não sejam muitos os compradores, o negócio parece não correr mal de todo se o avaliarmos pelo número crescente de vendedores que ali colocam os seus “produtos” à venda.

Por estranho que pareça ainda ninguém se lembrou de certificar a “qualidade” e a “origem” do que está exposto, embora se saiba que grande parte são peças recuperadas do lixo jogadas fora pelos seus proprietários. Possivelmente será o caso desta fatiota de padre, proveniente da limpeza de uma qualquer igreja.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Achmed the dead terrorist

Achmed é um simpático terrorista que, coitado, sofre de explosão precoce. Acontece aos melhores, uma vez por outra, e aos piores quase sempre. Um video a ver, agora legendado em português.

quinta-feira, 6 de março de 2008

O deserto anunciado

Enquanto o país dos governantes se preocupa com avaliações e outras coisas realmente importantes, o outro país, o real, vai aos poucos acabando. É certo que não serão muitos os que se importarão com isso, entretidos que estão em assegurar o seu bem estar e em garantir que os recursos da nação sejam distribuídos, entre si, de forma equitativa e justa. Será uma questão de somenos importância, até porque são cada vez menos os eleitores afectados, mas o fenómeno da desertificação é, quanto a mim, o maior dos problemas com que o país se debate e preocupa-me que não sejam tomadas medidas sérias e a sério para o resolver. Só entre 2001 e 2005 Estremoz perdeu 608 habitantes, passando de 15.672 para 15.064 residentes no concelho, o que representa uma quebra de 3,9% da sua população. Apesar disso, ainda não é dos concelhos onde o problema se põe com maior acuidade. Devemos, contudo, pôr as "barbas de molho" porque as noticias que quinzenalmente enchem uma das últimas páginas do "Brados" não auguram nada de bom. É por isso tempo de todos começarmos a perceber que cada um dos habitantes de Estremoz é importante. E, já agora, percebamos também que é essencial que aqui permaneça.

terça-feira, 4 de março de 2008

Avaliações

Desde alguns anos para cá parece que descobriram a necessidade de todos nos avaliarmos uns aos outros. São empresas especializadas que avaliam o grau de satisfação dos clientes, chefes que avaliam os seus subordinados, chefes que avaliam outros chefes, directores que avaliam tudo e mais alguma coisa e por aí fora até onde a imaginação nos queira conduzir.

Promovem-se reuniões, congressos, seminários, simpósios, criam-se fichas de avaliação, inquéritos, modelos, instruções para preencher os inquéritos, os modelos e as fichas de avaliação, consomem-se horas infindáveis de trabalho, esbanjam-se recursos e energias a debater, estudar e analisar esta recente necessidade de avaliar o próximo e, pergunto eu que gosto muito de perguntar coisas, para quê?! Dir-me-ão que a resposta é óbvia. Para que muita gente ganhe dinheiro com esta novel arte de avaliar.

Revolta-me pensar em todo o tempo que passei, de forma completamente gratuita, a avaliar os atributos físicos, as formas constitutivas e outras qualidades menos visíveis das moçoilas com quem me cruzava. Parvo. Devia ter-lhes apresentado a conta.

domingo, 2 de março de 2008

Autárquicas 2009

Cá pelo Kruzes vamos estar atentos às movimentações que por aí se começam a ensaiar tendo em vista as próximas eleições autárquicas. Candidatos esquisitos, propostas mirabolantes, coligações improváveis ou simplesmente ideias parvas, terão aqui o devido e merecido destaque. Para já, temos o anúncio de Francisco Louçã de que o Bloco de Esquerda não vai fazer coligação com o Partido Socialista para a Câmara de Lisboa. O que se compreende. Afinal, desde que fez o acordo com a actual maioria que governa a capital, o protagonismo do homem do bloco lá do sítio nunca mais foi o mesmo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sinalização

Enquanto alguma sinalização apenas serve para complicar a vida aos cidadãos, a opção por colocar sinais como este, pelo contrário, seria de extrema utilidade. Especialmente em zonas residenciais, onde os cães a deambular são seguramente mais que os automóveis a circular e onde é muito mais provável - e perigoso - cruzarmo-nos com uma bosta no passeio do que com um carro na rua.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A importância da "Qualidade"

Desde 2004 a PT é uma empresa com certificado de qualidade. Algo que está na moda, dá muito dinheiro a ganhar e fica sempre bem. Ao que a própria PT anuncia a certificação resulta da implementação de um sistema de gestão da qualidade tendo como referência a Norma ISO 9001:2000 e representa a preocupação da empresa em melhorar continuamente a prestação de serviços aos seus clientes, constituindo um passo significativo no caminho da excelência.
Esta imagem - em Estremoz, mas podia ser em milhares de outros locais - é bem elucidativa disso mesmo. Apesar de obtida hoje, o poste e o respectivo "acrescento" já lá estão há vinte anos. O que revela a qualidade e a excelência da madeira de que são feitos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Diz que não...Diz que não...

Esta distinção foi atribuida pelo blog Poeta da Fermelã . A Fermelã é uma freguesia do concelho de Estarreja e o seu autor é alguém interessado e preocupado com os problemas da sua terra e da região em que vive. É, sem dúvida, um blog a visitar. Quanto às minhas escolhas para este prémio são as seguintes:

José Maria Martins. Blog do conhecido advogado que dispara em todas as direcções. Leitura obrigatória.

Estremoz em Debate. Talvez o mais antigo blog de Estremoz e que, apesar de nos últimos tempos revelar baixos indices de actividade, continua a ser uma referência na blogosfera estremocense.

Alentejanices. Ser o melhor blog de Estremoz é justificação mais do que suficiente...

Alto da Praça. Blog bem informado e com muita informação acerca de Borba.

Estremoznet. Se tirar os "enfeites" que tornam o blog pesadissimo fica melhor...

CFE - Natação. Porque há coisas que merecem ser divulgadas.

O requerimento é idiota. Até pode ser. Mas o blog não é.

Regras: 1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários. 2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blogue”, deve escrever um post: Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blogue; A tag do prémio; As regras; E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio. 3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blogue, de preferência com um link para o post em que fala dele. 4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Um ano

Esta versão do "KruzesKanhoto" completou hoje um ano. Ao longo destes 365 dias foram publicados 265 posts que foram vistos por 11.469 visitantes que, aproveitando a estadia, deram uma vista de olhos por 16.929 páginas. Que tenham recuperado plenamente e que da visita não guardem qualquer sequela é o que desejo a todos!
Para além destes números não faço qualquer outro tipo de balanço, nem promessas de continuar como até aqui ou, até mesmo, de tentar melhorar. Isso todos fazem e, normalmente, nenhum cumpre. Se continuar a marcar uma certa agenda, ou bloco se preferirem, já me dou por satisfeito.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ao fim da tarde

Infelizmente esta é a imagem tipica das nossas cidades ao final da tarde. Não têm filhos, aliás detestam crianças, e em alternativa passeiam o cãozinho que mija e caga nos locais onde outros cidadãos irão passar.
Será no entanto um amor de pouca dura. Quando crescer, deixar de ser carrocho e perder a graça, abandoná-lo-ão num lugar suficientemente longe de casa para que o bicharoco não tenha qualquer veleidade de voltar.
Tal como o animal que agora estimam, também eles serão abandonados quando já não tiverem utilidade nem para passear um cão.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Desertificação dos centros urbanos

Enquanto se assiste a um ritmo de construção de novas habitações quase alucinante na periferia das cidades, a desertificação dos centros urbanos é uma preocupante realidade. Muitos são os factores que têm contribuído para isso entre os quais se podem destacar, em minha opinião, os seguintes: - Legislação sobre o arrendamento, nomeadamente os sucessivos congelamentos das rendas, que não tem incentivado os proprietários dos prédios a investir na sua recuperação; - Juros historicamente baixos o que origina encargos com empréstimos bancários substancialmente mais baratos que os preços praticados pelo mercado de arrendamento; - Elevado número de prédios que não reúnem as condições de conforto e de salubridade para os potenciais candidatos a residentes; - Interesses diversos aliados a uma elevada especulação imobiliária que tem levado à aprovação de loteamentos nos locais mais improváveis em detrimento da recuperação das zonas históricas das cidades.
A construção e o crescimento urbano nas periferias, embora façam entrar nos cofres das autarquias receitas significativas provenientes do licenciamento e dos impostos relacionados com a construção civil e a habitação, tem associados custos não menos importantes para as contas públicas, pois embora a construção das infra-estruturas fundamentais seja geralmente da responsabilidade do promotor imobiliário, a sua posterior manutenção e conservação é da competência do Município respectivo. Tal como acontece com todos os equipamentos sociais que mais tarde acabam por ter de ser construídos para garantir as necessidades básicas dos novos habitantes. Escolas, centros de saúde, infantários, parques infantis ou jardins são apenas alguns exemplos.
Ora, normalmente, tudo isso existe no centro da cidade. No entanto por muitas razões, algumas das quais já apontadas nas linhas anteriores, a opção não tem passado pela aposta na valorização destes espaços cada vez mais desertos, degradados e em muitas cidades à beira da ruína. Pelo contrário. Nos últimos anos alguns municipios criaram taxas que penalizam a construção na malha urbana, cobrando valores astronómicos por aquilo que alegam ser a "utilização de infraestruturas já existentes". Penso que o caminho devia ser precisamente o inverso. É que nestas coisas deve-se sempre negociar de espirito aberto e de carteira fechada.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Campismo selvagem

Um acampamento de dimensões consideráveis foi erigido a escassos quilómetros de Estremoz, numa zona conhecida como Entre-Àguas, mesmo junto à Estrada Nacional 4. Como toda a gente sabe, inclusivé consta que a GNR também saberá, o campismo selvagem é proibido, pelo que armar barraca só é possivel nos espaços reservados para o efeito. O que não é o caso.
A coisa é tanto mais perigosa porque juntamente com as tendas vieram inúmeros animais, muitos deles com quatro patas, que se passeiam junto a uma via de trânsito intenso o que, obviamente, poderá causar algum acidente desagradável. Alguém ficar com o carro espatifado por exemplo, o que é sempre chato.
Lamentavelmente não posso documentar o post com uma foto do acontecimento. Duas fortes razões o impediram. A primeira porque passei no local ao "lusco fusco", que é uma hora pouco propícia para tirar fotografias e a segunda porque acabei de vir do dentista e não quero estragar já o servicinho que me tem custado os olhos da cara.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tradições

Nos jornais locais leio sempre com especial antenção as diversas colunas de opinião. São, por norma, textos interessantes com os quais nem sempre me identifico mas que gosto de ler pela clarividência e desassombro com que os autores transmitem as suas ideias.
Um destes colunistas, no último número do Brados do Alentejo, relativamente ao bairro das Quintinhas em Estremoz, manifestava a sua mágoa por os cidadãos que ali habitam levarem uma vida de ócio, subsidiada pelo Estado e de nem sequer aproveitarem a água em abundância, que tal como a electricidade lhes é fornecida gratuitamente pela autarquia, para cultivarem o terreno circundante à sua "habitação".
É, de facto, lamentável que recursos de toda ordem, energéticos, financeiros e humanos, estejam ali a ser desbaratados. No entanto o povo cigano tem uma relação inconciliável com o trabalho. A aversão ao trabalho faz mesmo parte da sua cultura, das suas tradições. E as tradições devem, a todo o custo, ser preservadas. Coisa em que o país investe anualmente muitos e muitos milhões de euros. Basta lembrar a tradição de proteger o lince da Serra da Malcata...
Por mais bucólica que se afigure a imagem de uma familia cigana a plantar couves ou a sachar batatas, a perda da sua identidade cultural teria consequências bem piores. Para além de toda a criação artistica que a figura do cigano preguiçoso inspira, intelectuais de esquerda e assistentes sociais perderiam a sua principal referência...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Ratomóbil II

Leitor atento, esclarecido e igualmente informado, esclarece-nos e informa-nos que o "ratomóbil" não é mais que uma viatura de uma empresa que, desta forma original, publicita os seus serviços. Publicidade que, convenhamos, não faz sentido nenhum. Se a ideia é exterminar pragas, ratos por exemplo, não faria mais sentido algo que lembrasse um gato?!

Coisas com sentido

A propósito da nova sinalização dos Bairros da Salsinha, Monte da Razão e Quinta das Oliveiras em Estremoz, lamentava-me eu, alarvemente, sobre a inusitada profusão de sinais de sentido único - todas as ruas têm um - quando o único morador satisfeito com a nova sinalética me chamou a atenção para a genialidade da coisa, rebatendo um a um todos os meus argumentos e acrescentado novas e insuspeitas vantagens às recentes normas de circulação.
Vejamos os argumentos contra, os meus, e pró, os do único morador satisfeito.
Contra - As muitas centenas de metros que a maioria dos residentes tem agora de percorrer em cada deslocação para chegar ao mesmo local;
Pró - Possibilidade de gastar mais gasolina e, assim, ir ainda mais vezes a Espanha encher o depósito e aproveitar para fazer as restantes compras no Carrefour;
Contra - Andar desnecessariamente, armado em parvo, às voltas pelo bairro; Pró - Ir cumprimentar os vizinhos, coisa que raramente temos ocasião de fazer; Contra - Inexistência de acidentes, ou sequer pequenos toques, nestes locais; Pró - Há que inverter este estado de coisas; Contra - Ruas com 6,70 metros de largura com trânsito num só sentido?!Hum... Pró - Só?! Vou já propor o sentido único à volta do Rossio. Contra - Mais um motivo para as pessoas dizerem mal... Pró - Excelente ocasião para exercitar o vocabulário de impropérios. Perante tão eloquentes argumentos fiquei convencido da qualidade desta alteração. Garanto que já nem estou sentido com ela. Afinal tudo passa. Nem que seja em sentido contrário.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ratomóbil

Acho piada aos automóveis todos artilhados que de vez em quando se vão vendo por aí. Era incapaz de fazer uma barbaridade destas, ou mesmo de outras, ao meu pequeno meio de transporte mas lá que acho piada, isso acho.
No caso da foto nem se trata de maior aerodimanismo ou de qualquer modificação relacionada com um certo xunning, tratar-se-à antes de uma personalização da viatura, de marcar a diferença ou, simplesmente, dar nas vistas. Mas está jeitoso. Dentro do estilo, claro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval 2008

Todos os que dão algum do seu tempo de forma desinteressada em prol da comunidade são merecedores do meu respeito e admiração. É graças a eles - e não a fulanos como eu que só sabem dizer mal - que organizações como a do corso carnavalesco se realizam. Muita gente ali investiu muito do seu tempo de lazer e independentemente de o terem feito com a intenção de se divertir, também o fizeram com o intuito de contribuir para uma organização que prestigiasse a sua terra. Conseguiram-no e parabéns por isso.
Como já vem sendo hábito no Carnaval de Estremoz, mais uma vez a irreverência e a sátira politica ou social ficaram de fora. O que, para mim, que pouco ou nada percebo de Carnaval, é como futebol sem bola ou tourada sem boi. Não creio que falte imaginação e todos sabemos que motivos para chalacear também é coisa que não escasseia. Só não se percebe é porque falta a vontade.
Havia também quem lamentasse a ausência de gajas nuas, mas já nem vou por aí...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Desvios

Qual é a palavra que o sinal "STOP" esconde? E não, não é a que dá título ao post. No entanto se os condutores pararem no sítio certo conseguem ler facilmente, até porque a distância entre os sinais deve rondar os cinquenta centimetros!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Porque hoje é Sábado...

...É dia de limpeza, arrumações e pequenos retoques aqui no blog. Vão desaparecer alguns links e surgir outros que pela sua qualidade - muito superior à deste sítio, obviamente - merecem destaque no Kruzes Kanhoto.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O homem do bloco III

É sabido que não há duas sem três. Pelo menos até determinada altura. E quem diz duas, diz quatro, nove ou todas. Mas isso é outra história que não é para aqui chamada. O que realmente interessa é que após este e mais este post teria de, forçosamente, surgir um terceiro sobre o nosso homem. O homem do bloco. Já se sabe que o homem do bloco não é de esquerda, embora hoje em dia isso seja um conceito muito relativo, nem escreve em qualquer jornal conhecido ou até mesmo desconhecido e, embora não haja razoáveis certezas sobre isso, também se pensa que não lê blogs, o que revela estarmos em presença de alguém com juizo que não perde o seu tempo com parvoices. Quanto ao que escreve no seu inseparável bloco permanece um enigma. Pelo menos até ao próximo post acerca deste tema...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Para deitar cedo e tarde erguer boa companhia se há-de ter

O que leva alguém a levantar-se às seis da manhã para passear o canito na relva em redor do Rossio? O animal estar com uma valente dor de barriga é uma forte hipótese. Insónia do dono ou má companhia na cama são outras causas bastante prováveis. Aproveitar a escuridão e a ausência de olhares reprovadores que este tipo de comportamento provoca, é igualmente uma hipótese a não descartar. Seja como for não deixa de ser curioso encontrar a hora tão matutina, enfrentando estoicamente o frio da madrugada, tanta gente (uma meia dúzia de pessoas pr'aí) a passear o seu fiel amigo. O que constitui uma irrefutável prova de amor ao próximo. Mesmo que este tenha quatro patas e uma vontade madrugadora de cagar. Como dos meus escritos é frequentemente feita uma leitura que nem sempre corresponde ao que pretendo transmitir, fica desde já o esclarecimento que os/as transeuntes apenas passeavam o cão… e a uma distância bastante razoável uns dos outros.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tá supimpa, sim senhor!

O arranjo de pequenos espaços deve ser da responsabilidade das Freguesias. São elas que estão mais próximas dos habitantes e sabem por isso melhor do que qualquer outra entidade as suas aspirações e necessidades. É o que sucede, e bem, no nosso concelho. Este recanto, tal como outros recentemente alvo de uma intervenção por parte da Junta de Freguesia cá do sítio, está agora muito mais catita. Até mesmo a zona em areia, que supostamente irá funcionar como cagatorium para canídeos, está muito bem pensada.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Alterações ao trânsito em Estremoz

Vão em breve entrar em vigor as alterações ao trânsito nos bairros da Salsinha, Quintas das Oliveiras e Monte da Razão propostas pela Comissão Municipal de Trânsito. Embora desconheça a composição desta comissão, nem isso seja relevante para o caso, creio que será composta por pessoas sensatas, conhecedoras da realidade local e competentes quanto a esta matéria. A prová-lo estão diversas alterações, ainda que pontuais, à circulação que tem sido feitas em vários locais da cidade. Também desta vez me parece que acertaram. Excluo, todavia, a opção pela circulação em sentido único na generalidade das ruas que é, em minha opinião, negativa. Em primeiro lugar porque a largura da maior parte das ruas não justifica tal restrição e, em segundo lugar, numa altura em que se apela à redução do consumo de combustível e das emissões de CO2, não é compreensível que se force os moradores a percorrer distâncias bem maiores para chegar ao mesmo local. Refira-se, a titulo de exemplo, que este escriba vai andar de carro, em cada deslocação ao centro da cidade, mais trezentos metros. Ou seja um quilómetro e duzentos metros por dia. Ou quatrocentos e trinta e oito por ano. Isto multiplicado pelo número de moradores é só, como dizia o outro, fazer a conta. Parece legitimo concluir que terá havido uma sensibilidade quase nula quanto ao impacto ambiental que estas alterações irão provocar. Quanto ao resto é sem dúvida uma medida positiva, necessária e com que todos estarão de acordo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

...Onde é que eu errei?!

Tenho constatado de algum tempo a esta parte que este blog está a ser levado a sério. O que é coisa que me preocupa, desagrada e decepciona. Tudo ao mesmo tempo, o que é ainda mais preocupante, desagradável e decepcionante.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Um dia na piscina

Infelizmente a nova piscina municipal coberta de Montemor-o-Novo não reúne as condições que se esperariam de uma obra desta envergadura e recem inaugurada. Espaços interiores exíguos, que obrigam os atletas a sair da zona aquecida para se deslocarem entre a bancada e o local da prova e um piso altamente escorregadio, porque molhado em consequência dessa movimentação, são apenas alguns dos reparos que se podem fazer a esta infraestrutura. Para já não falar que nem sequer existe um bar de apoio... Montemor-o-Novo está dotado de excelentes instalações desportivas, de recreio e de lazer que fazem inveja à generalidade dos concelhos vizinhos, mas no caso concreto da piscina ou o projecto escolhido não foi o melhor ou então o projectista não sabia o que estava a projectar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Estacionamento tuga

Não sou especial apreciador das barracas de lata, inexplicavelmente ainda não encerradas pela ASAE, que servem de mercado em frente ao edifício da Câmara Municipal, no entanto prefiro-as aos veículos que volta e meia por ali vão estacionando. Num Domingo à tarde há centenas de lugares de estacionamento a poucos metros deste local mas, ainda assim, é sempre bom estacionar no passeio. Senão para que serve ter um todo o terreno?!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Eles "andem" aí!

Segundo rumores que se vão ouvindo aqui e ali o número de paneleiros por habitante está a atingir níveis altamente preocupantes. Que é como que diz panascas, rabetas, picolhos, larilas, bichas, rotos, invertidos e maricas que gostam de abafar a palhinha ou arrecadar a costeleta são cada vez mais. Ou então sempre cá estiveram e começam agora a sair do armário... PS - Cada um com o respectivo cú cada um faz o que muito bem entende e ninguém tem nada a ver com isso. PS outra vez - Se alguém gosta tão pouco do seu "besugo" que resolve mandá-lo à merda também ninguém tem nada a ver isso. http://kruzeskanhoto.blogs.sapo.pt http://kruzeskanhoto.nireblog.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Estamos cá para (pre)ver...

Normalmente erro todas as previsões. No entanto por vezes fico satisfeito por não acertar. Foi o caso do post, datado de 1 de Janeiro, em que manifestei a minha dúvida, praticamente certeza, quando ao (in)cumprimento da nova lei sobre a proibição de fumar em diversos locais, nomeadamente nos cafés. Enganei-me. Salvo raríssimas excepções a lei está a ser cumprida o que constitui um motivo de orgulho para todos. Fumadores e não fumadores. Quanto às minhas previsões vou continuar a fazê-las. Estou até mesmo convicto que o Benfica ainda vai ganhar este campeonato e que é desta que o governo acerta com a taxa de inflação.