A expressão “Alentejo profundo” utilizada quase sempre sem nexo, por ignorantes armados ao pingarelho, irrita-me solenemente. Aborrece-me, desagrada-me e é uma coisa que me chateia.
Mais uma vez, a propósito de um estudo recentemente divulgado e que associa a pobreza à desertificação, é dado o exemplo, em várias análises que se fizeram ao dito trabalho, de “S. Bento de Ana Loura freguesia do concelho de Estremoz, lá no Alentejo profundo...”.
Desconheço que unidade de medida é utilizada por estas bestas para medir a “profundidade” de um determinado local ou região do país, desconfio no entanto que, seja ela qual for, não está normalizada. Ou então nunca foi utilizada em zonas como o Bairro do Cabrinha, Musgueira, Chelas, Cova da Moura, Quinta do Mocho e outras lá para os lados da Lisboa profunda...

