Ninguém é obrigado a ser coerente. Todos mudamos de ideias e, ao longo da vida, vamos alterando o modo como olhamos para determinados assuntos. Faz parte, sempre assim foi e sempre será enquanto andarmos por cá.
O que me irrita é a indignação selectiva. A de hoje tem a ver com o caso daquela turista que estava a comprar pasteis de nata - na seguríssima capital de um dos mais seguros países do mundo - e levou com um balázio. O autor do disparo, depois de presente a juiz, ficou em liberdade. Afinal, o desgraçado tem de ganhar a vida e maneira como, alegadamente, a ganhará não é compatível com a clausura. De resto, ao que referem algumas fontes, pertencerá até a um selecto e exclusivo grupo de excelsos cidadãos que estarão dispensados de seguir escrupulosamente os ditames da lei.
Houve quem se indignasse com a decisão judicial. Entre eles o presidente da Câmara de Lisboa. Outros indignaram-se com a indignação do Moedas. Os mesmos indignados que condenaram, no momento e ainda antes de conhecerem os contornos da ocorrência, aquele policia que abateu um cavalheiro com antecedentes criminais, que desobedeceu às ordens das autoridades e que resistiu à ordem de detenção. Não é que esta “indignaçãozinha do bem” me surpreenda. Eles estão sempre, mas sempre, do lado do criminoso. É um padrão típico entre uma certa corrente absolutamente minoritária na sociedade, mas amplamente dominante nos média e nas ruas. Ide indignar-vos para o c*****inho, mazé...

Muito bem explicado amigo!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Não consigo é ter explicação para a estranha mania das pessoas de esquerda defenderem sempre os bandidos e nunca se preocuparem com as pessoas comuns. Depois admiram-se com os resultados das eleições...
EliminarCumprimentos
Não entendo o desfecho da coisa.
ResponderEliminarNem a senhora comeu os pastéis de nata, nem o cretino que a alvejou foi por isso castigado.
Veio a lume que os disparos foram feitos por engano. Ora aqui está outra coisa que me deixa de boca aberta.
Sugiro aos bandidos da treta que identifiquem atempadamente quem querem fuzilar.
O Moedas deveria ter outra postura, digo eu. Mas não teve. Por falta de capacidade ou de vontade?
Cumprimentos, caro KK.
O Moedas também é dos que só se indigna quando lhe convém. No entanto isto da segurança há muito que ultrapassou aquilo das percepções. E só tende a piorar.
EliminarCumprimentos, caro António.