quinta-feira, 11 de junho de 2015

Histerias ou o elogio da loucura nacionalizadora de 1975!

Tenho manifesta dificuldade em perceber esta histeria em torno da privatização da TAP e de todas as outras privatizações ou concessões a privados que foram ocorrendo ao longo dos últimos três ou quatro anos. Logo agora que temos, ao que se diz, a geração melhor preparada de sempre em termos académicos. Surpreende-me que eles – e os que contribuíram para a sua preparação, que também não devem ser parvos de todo – não saibam ou não se recordem que, neste país e não noutro planeta qualquer, já houve um tempo em que todas essas empresas eram privadas. O que não as impedia de funcionar nem de criar riqueza. Foi assim até uns quantos malucos tomarem o poder de assalto e arrasarem o tecido produtivo nacional. Por mais estranho que possa parecer, nessa altura, os transportes privados ou concessionados funcionavam e transportavam pessoas, os bancos privados cumpriam a missão para que foram criados e as fabricas privadas produziam o que tinham a produzir. Quase sempre melhor do que hoje, diga-se. Mas, admito, isto é capaz de constituir um conceito um bocado esquisito para quem acha que Portugal só “nasceu” em Abril de 1974 e que os outros oitocentos e quarenta e seis anos de história não passam de um imenso buraco negro.


 

Onde estão os gatos quando precisamos deles?!

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Não, não me tornei observador de pássaros. Até porque isso afigura-se-me como actividade pouco conceituada e própria de gente de gostos pouco recomendáveis. Também não nutro grande simpatia pela passarada. Especialmente por serem muitos. Em demasia. É tudo uma questão de equilíbrio e neste, como em muitos outros aspectos, já estamos muito para lá do ponto do dito. Este, armado em equilibrista, faz parte do bando que trata de devorar tudo o cresce no meu quintal. Pior. Nem as sementes escapam. Já aquilo que tento oferecer-lhes nem sequer provam, os manhosos.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Badalhocos!

Há muita falta de memória na politica e nos políticos. Uns não se lembram do que disseram e outros não se recordam do que fizeram. O curioso é que os que não se recordam do que fizeram não se esquecem do que os adversários disseram e os que esquecem rapidamente o que dizem estão sempre a recordar as práticas dos que os antecederam. Uma badalhoquice, é o que é, esta espécie de memória selectiva que afecta a classe politica. E também os portugueses em geral, diga-se.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ainda alguém se lembra das gorduras do Estado?

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Provavelmente poucos, hoje, se lembrarão daquela coisa das gorduras do Estado. Foi uma espécie de bandeira eleitoral, uma causa que resolveria todos os males e que, se devidamente reduzidas, evitariam cortes mais dolorosos.


Como era de esperar não aconteceu nada disso. Nem podia. Aos governantes não dava jeito, a oposição preferiu calar-se e os tugas, por mais que se queixem, ficariam possessos se o seu clube, banda de música ou o festival da morcela lá da terrinha deixasse de ser devidamente subsidiado.


Em 2013 foram atribuídos pelo Estado subsídios no valor de 4,38 mil milhões de euros. Justificados ou justificáveis na sua maioria. Outros nem por isso. Tudo, no seu conjunto, representa quase um BPN todos os anos. Ou quatro meses de vencimentos de toda a função pública. Coisa de nada.


Só por curiosidade veja-se neste link, entre as páginas 39 a 65, quanto despendeu a Direcção Regional da Juventude e Desporto da Madeira a subsidiar a actividade desportiva regional. Surpreendam-se.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Incendiários...

Com a chegada do Verão volta a lengalenga da limpeza dos terrenos e dos proprietários – esses patifes - que não os limpam convenientemente. Ou não os limpam, de todo. Esquecem-se é que muitas propriedades pertencem a pessoas idosas. Quase todas sem condições físicas para os limpar e sem recursos financeiros para o mandar fazer. Sim, porque a limpeza paga-se. Por mais estranho que esse conceito possa parecer a certos opinadores. E, para os que não sabem, é cara. Muito cara. Demais para o rendimento que se obtém da terra, da reforma ou de um ordenado médio. A menos que se tenha a sorte de ser a Câmara lá do sitio a encarregar-se do servicinho. Como, alegadamente, farão algumas Câmaras do norte a certos terrenos privados.

domingo, 7 de junho de 2015

Tantos nas manifestações e tão poucos a votar...

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Sabe-se que às manifestações do Partido Comunista – mais daquela coisa chamada PEV que ninguém sabe ao certo o que é – vai gente aos magotes. Ontem, garantem, foram cem mil almas. A mim, que não sou de intrigas, o que me deixa intrigado é que depois isso não se traduza em votos. Claro que se pode sempre colocar a hipótese – remota, convenhamos – que votantes de outros partidos também por lá andem, mas, ainda assim, continua a fazer-me espécie. Se o número de ontem estiver correcto significa que vinte cinco por cento dos eleitores comunistas estiveram lá. O que, quem sabe, até pode ter acontecido. Para quem já meteu um milhão de pessoas no Terreiro do Paço tudo deve ser possível...

sábado, 6 de junho de 2015

Crise de identidade

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Afinal em que ficamos?! São Syriza ou não são Syriza? Foram, deixaram de ser ou antes pelo contrário?

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Não votar neles é uma questão de sabedoria!

Um dos sábios que participou na elaboração das propostas do PS, referindo-se à redução da TSU, garantiu que a mesma não terá qualquer impacto nas pensões. Sendo assim gosto da ideia. Nem sei, sendo tão boa, como é que ninguém se lembrou antes. O efeito nas reformas, acrescentou, ocorrerá apenas lá para 2027. Fico muito mais descansado. Afinal, segundo o simulador da Caixa Geral de Aposentações, é só em Outubro desse ano que me posso aposentar…

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Pássaros estúpidos a esvoaçar..."

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A passarada tem uma predilecção especial pelo meu quintal. Cagam-me o carro, devoram a já de si fraca produção hortícola e, não raras vezes, a chilreada é de tal ordem que me desperta ainda mal a madrugada chegou ao fim. Gostam tanto que houve até uma familia - pelo menos uma, mas desconfio que há mais -  que se mudou para cá. E arranjaram descendência, os desenvergonhados.


É, tudo isto, consequência de não haver rapaziada como havia antigamente. A dar-lhes caça. Seja com a fisga no bolso de trás ou a pressão de ar debaixo do braço. Coisas que hoje devem ser altamente condenáveis, vistas como sinais de uma profunda ignorância e próprias de um estado civilizacional próximo da barbárie, suponho.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Não é para desanimar os sportinguistas mas apesar de o homem se chamar Jesus não faz milagres...

Tenho manifesta dificuldade em perceber a alegria dos sportinguistas e a tristeza de alguns benfiquistas pela mudança de Jorge Jesus para o outro lado da segunda circular. Relativamente aos primeiros faz-me espécie a convicção que, com ele, vão voltar os tempos de glória a Alvalade. Nem sei o que os leva a acreditar nisso. Se o homem é treinador há trinta anos, passou por uma dúzia de clubes e não ganhou nada, por exemplo, no Belenenses, Guimarães ou Braga, porque raio é que há-de ser campeão no Sporting?! Deve ser uma questão de fé.


Quanto aos benfiquistas, mesmo reconhecendo os excelentes resultados obtidos nas duas últimas temporadas, convém não esquecer as três épocas que as antecederam. Nomeadamente quando, de forma perfeitamente inglória e incompetente, se perdeu tudo numa semana. Apesar disso a maioria dos adeptos do Glorioso estará grata a Jesus. Ganhou muita coisa, recolocou o clube no lugar que merece mas, como tudo na vida, o seu ciclo terminou. Por mim é sem saudade que o vejo partir. Até porque outras alegrias se aproximam. A começar pela diversão que, seguramente, a dupla Jesus-Bruno de Carvalho nos vai proporcionar...




Ainda a propósito dessa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico...

Como era expectável essa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico está a dar em nada. Nada de receita para o Estado, o que constituía o objectivo fundamental da marosca, nada de bom para as empresas que produziam os sacos e tudo de mau para os trabalhadores que, à conta desta palermice, perderam o emprego. A tudo isso some-se o lixo despejado à balda nos caixotes e o consequente acréscimo de custos que isso acarreta, nomeadamente ao nível da recolha, da provável diminuição da reciclagem e da desinfecção dos contentores. Tudo coisas boas, portanto.


Sugerir, como já por aí vi escrito, multas para quem não use sacos daqueles que próprios para o lixo que se vendem nos supermercados é, parece-me, mais uma alarvidade. Daquelas que nem eu, alarve convicto, me atrevo a sugerir. Obrigar-nos a gastar vinte ou trinta euros por anos em sacos de plástico faz pouco sentido. Menos ainda quando, os mesmos, criticam o governo pela alta fiscalidade e pela ausência de dinheiro nos nossos bolsos.


Este é mais um daqueles exemplos em que é preferível não fazer nada. É por estas e por outras que cada vez mais acredito que o melhor era nem termos governo. Provavelmente éramos todos mais felizes. E dificilmente estaríamos pior.

terça-feira, 2 de junho de 2015

E as minhocas, pá?! É uma crueldade o que os pescadores fazem com elas...

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Gosto de pessoas que dão a cara por causas. Por mais parvas que sejam ambas as duas. As causas e as pessoas. É por isso que admiro a meia dúzia de patetas que decidiram manifestar publicamente a sua solidariedade com o sofrimento dos caracóis e as agruras que os gastrópodes passarão durante o processo de cozedura.


Todos já fizemos, numa ou noutra ocasião, figura de parvo. Involuntariamente, a maior parte das vezes e, quase sempre, nos envergonhámos do nosso comportamento. São raros os que optam por, voluntariamente, se armarem em totós e que o fazem com um à vontade desconcertante.


Estas criaturas dos caracóis, no âmbito da parvoíce, estão no topo da pirâmide. Era relativamente fácil protestar contra o arremesso de gatos das varandas. Apesar de vagamente estranho seria compreensível reclamar daqueles que gostam de virar os cagados de patas para o ar. Lutar contra o estigma do lobo mau, embora mais esquisito, ainda vá que não vá. Mas sair em defesa dos caracóis cozidos vivos é outro patamar. É elevar a estupidez a nível difícil de igualar. Depois disto só, talvez, a causa das minhocas espetadas nos anzóis.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Porra!

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Não conhecia esta porra. Cuidava, até – mas ninguém me manda ser a porra de um ignorante - que porra não fosse uma porra que se comesse. Numa próxima ocasião hei-de comer uma porra destas. Mesmo que seja cara como a porra. Desta vez não deu. O almoço tinha-me caído mal como a porra. 

sábado, 30 de maio de 2015

Podemos não saber o que queremos...mas nós, cidadãos, já não damos para esse peditório.

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Vai por aí um inusitado entusiasmo com os resultados eleitorais obtidos pelos movimentos políticos alternativos, constituídos por cidadãos alegadamente fartos dos partidos tradicionais, nas recentes eleições espanholas. Também já assim foi com o Siryza. Mesmo que a chegada ao poder daqueles malucos não tenha trazido nada de novo. Nem, sequer, conseguiu surpreender aqueles – entre os quais me incluo – que sempre acharam que aquilo ia dar, ainda mais, para o torto.


Admito que possa ser o meu cepticismo a escrever mais alto mas, por mais que me esforce, não consigo lobrigar motivo para tanto entusiasmo. É que nós - em alguma coisa havíamos de ser pioneiros - já passámos por idêntica experiência. Há trinta anos, mais coisa menos coisa, tivemos o PRD. Um partido que teve o alto patrocínio do general Eanes, então Presidente da Republica, com uma retórica muito semelhante à destes “cidadãos” que tantos desejam ver replicados por cá. Deu no que deu. Ou seja, em nada. Daí que o país real, aquele que não anda pelas redes sociais e se está cagando para a intelectualidade bem pensante, não ligue peva a essa malta. Eles que vão fumando umas brocas enquanto discutem entre si se os unicórnios voam ou não. Nisso, reconheço, são bons e estão muito acima do comum dos mortais.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Comove-me tanta generosidade

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O Facebook é um lugar de indignação. Toda a gente se indigna por tudo e mais um par de botas. Parece assim uma espécie de doença contagiosa. Ontem foi a vez de um destacado militante socialista, ex-ministro e comentador residente de uma televisão, se manifestar indignado por um quadro famoso, obra de um não menos afamado pintor, ter sido vendido em leilão.


Defendia o senhor que o dono da pintura, em lugar de se ter abotoado com os trezentos e cinquenta mil euros que o novo proprietário lhe pagou, devia ter cedido o quadro a um museu onde pudesse ser apreciado pelo povo. Generoso, o homem. É notável o desprendimento da criatura relativamente aos bens materiais. Nomeadamente em relação aos que não são de sua propriedade. Como quase todos os socialistas, afinal.


Curioso é a quantidade de apoiantes que a causa granjeou em pouco tempo. Bem que podiam passar das palavras aos actos e tratar de, entre todos, fazer uma “vaquinha” para comprar o quadro e ofertá-lo a um qualquer museu. Ou, melhor ainda, sugerir que uma fundação dessas que se fartaram de receber apoios do Estado o compre. Isso sim, é que era uma boa malha!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A mania que esta gente tem de fazer estudos sobre minorias...

Um desses estudos que agora aparecem todos os dias a propósito de tudo e de nada, garante que os casamentos mais felizes são aqueles em que o homem é cinco anos mais velho que a mulher e menos inteligente do que esta. É capaz. Ou não, sei lá. Mas isso, para o caso, é o que menos importa. Ao ler a noticia o que mais me apoquentou é os homofóbicos dos estudiosos se terem esquecido, aparentemente, de estudar as parelhas do mesmo sexo. Se, com este estudo, todos – pelo menos aqueles e aquelas que estão no mercado – ficaram a saber quem escolher para ter uma relação feliz, é uma crueldade que a rapaziada seguidora de outra cartilha fique sem orientações claras quanto ao parceiro ideal. Uma discriminação inqualificável. Não se faz. De certeza que um qualquer deputado já estará a tratar de fazer aprovar uma lei a proibir este tipo de estudos por atentatórios à liberdade de desorientação sexual de cada um...

Destaque!

Este post sobre as pensões e a segurança social esteve hoje em destaque no Sapoblogs. Se outro motivos não houvesse – e houve uns quantos – já valeu a pena a mudança para esta plataforma. Obrigado Sapo!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um dia a esplanada vem abaixo...

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As arribas da costa algarvia, tal como o país, ameaçam desmoronar-se a qualquer momento. O perigo de derrocada está devidamente assinalado e quem, ainda assim, ousar colocar a vida em risco, nomeadamente abancando nas imediações, está sujeito a ser penalizado com uma coima que é para não se armar em infractor. Mas isto, ao que parece, é só para quem fica por baixo. Por cima, a julgar pela esplanada, a segurança estará garantida apesar de situada sobre a zona assinalada como sendo de potencial risco. A menos que se acredite que, em caso de desmoronamento, a parte superior fica incólume. Ou isso ou o red bull é à descrição...

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sinto-me um benfeitor...

Era inevitável. A questão das reformas teria de vir, mais cedo do que tarde, de novo à discussão. Pena é que não se consiga fazer de forma séria e que uma questão desta natureza seja tratada como mera questiúncula politica. Lamentável, igualmente, que os cidadãos não percebam o que está em causa e, menos ainda, aceitem que o sistema está prestes a colapsar.


Particularmente irritante – pelo menos para mim – é a retórica politicamente correcta, que vai da direita mais à direita até à esquerda mais à esquerda, que não se pode cortar nas pensões. Como se não fosse o que tem andado a ser feito nos últimos anos. A minha reforma, a que hei-de ter daqui por uns anos, já foi mais do que retalhada. Mas essa parece que não faz mal. Pode-se cortar à vontade. Nas de quem se reformou com a idade que tenho agora – e mais novos, até – é que não se pode tocar. Ou seja, sou triplamente penalizado. Desconto mais, trabalho muitos mais anos e, no fim, tenho uma reforma mais baixa. Isto para garantir o conforto de quem trabalhou menos, descontou menos e recebe uma pensão maior. Estranho conceito de justiça social, este.





 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A importância do camaleão

Aquilo das construções clandestinas nas ilhas da Ria Formosa, lá para os Algarves, tem a sua piada. Primeiro pela ideia genial de uns quantos em construir ali uma casinha, num terreno que não é seu – deles – e, depois, por acharem que têm um qualquer direito divino a ocupar a aquele espaço. Mas, ainda assim, o mais engraçado nem é isso. Piada tem mesmo essa coisa dos camaleões. Enquanto se tratou de expulsar pessoas não houve problema, mas quando se descobriu que andavam por lá esses pequenos bicharocos – provavelmente introduzidos no local por algum dos indivíduos a escorraçar – é que foi uma chatice. É a confirmação que nos estranhos tempos que vivemos - de ainda mais estranhas leis e esquisitas mentalidades – os bichos são muito mais importantes que os homens. Assim vamos longe, vamos.

domingo, 24 de maio de 2015

Envergonhar a natureza

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Por pior e mais parva que seja uma ideia para entreter velhotes, animar a juventude ou outra maneira qualquer que envolva esturrar o dinheiro dos portugueses, ela é, quase no imediato, replicada por este país fora. Agora é esta coisa de vestir as árvores. Manias. Neste caso, nem vou sugerir que há piores. Esta é suficientemente má. É por isso que aguardo ansiosamente pelo dia em verei esta aberração a cobrir – de vergonha – todas as árvores que ladeiam o Rossio cá do sítio.

sábado, 23 de maio de 2015

Compreendi-te...

Segundo António Costa o PS propõe-se aumentar a despesa e, simultaneamente, baixar a despesa. Garante também o mesmo personagem – e sem se rir – que as ideias socialistas para a governação passam igualmente por fazer crescer a receita e, em simultâneo, diminui-la. Percebi tudo. É mais ou menos o mesmo que dizia o outro. Aquele do BES que financiava isto tudo. “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Ou o contrário, não sei ao certo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O gato, a professora e os papás totós...

A escola mudou muito desde os meus tempos de aluno. Para pior, receio. E, ao contrário do que muitas vezes parece que se quer fazer acreditar, não é por culpa dos alunos. Os pais são muito piores. Veja-se o caso do gato. Um exercício onde o autor pretendeu colocar uma pitada de humor, virou quase um drama nacional. Ou da professora toda jeitosa que dançava em cima de uma mesa enquanto se esfregava pelos alunos. O que, presumo, não terá afectado negativamente a rapaziada. E se afectou algum é porque qualquer coisa nele não funciona lá muito bem.


Ver os esparveirados dos papás preocupados com estes assuntos faz-me perder a esperança na humanidade. Afinal que receiam eles? Que comecem a chover pequenos felinos das varandas, colocando em causa a integridade pública dos transeuntes? Que alguma docente mais fogosa se estique para o lado dos seus “inocentes” meninos? É isto que preocupa o país?! Porra, pá. Tratem-se mas é...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As cerejas da crise

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Alguns prognósticos mais pessimistas apontavam para a impossibilidade de me engasgar com os frutos desta árvore. Seria, digo eu, uma maneira de insinuar que poucas ou nenhumas cerejas daqui iria colher. Mas, contrariando esse vaticínio, tudo aponta para que este ano, mais uma vez, as previsões acerca da esterilidade da cerejeira cá do quintal tenham sido manifestamente exageradas.


Uma ameaça alada paira, no entanto, sobre a colheita. Melros. Mais que muitos. Uns quantos, desconfio, com ninho instalado nas cercanias. É o que dá a parónia, actualmente em voga, acerca da alegada protecção de tudo o que esvoace, rasteje ou tenha pernas e não seja humano. A continuar assim, pouco me admira que um dias destes o cenário daquele celebre filme do Alfred Hitchock se concretize.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Fica-lhe bem a franqueza!

A coerência e a honestidade ficam bem a toda a gente. Nomeadamente ao políticos. Que, como se sabe, são uma espécie a quem estes valores não dizem grande coisa. Por contrariar esta prática e dizer com toda a convicção ao que vem, o líder parlamentar do PS mostrou claramente que a seriedade também pode existir na politica. Garante o senhor que defende para Portugal – e o partido que representa também, parece licito concluir – os mesmos princípios e os mesmos valores que defendia há quatro anos. Ou seja, o que contribuiu para a intervenção da troika, a falência do país e, em suma, tudo o que nos trouxe até este triste estado de coisas. Ainda bem que avisa. Não é que não desconfiássemos mas, assim, apenas os distraídos  – daqueles mesmo muito distraídos – é que vão votar do Partido Socialista.

Eles andem n'aí

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Há mesmo necessidade de levar o cão para a praia? Ou é só uma estranha forma de exibicionismo?

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Estou como o outro da estória da batata frita. Cada coisa no seu lugar. E o lugar dos cães não é na praia em ameno convívio com as pessoas como se fossemos todos da mesma espécie. Por alguma razão é proibido, sendo que essa proibição é bem visível nos acessos a todas as praias. Nada que importe a umas quantas bestas. Lá por entre eles e os bichos ser tudo ao molho e fé em Deus, não quer dizer que no espaço público tenha de ser assim. Mas destes não querem as autoridades saber...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A idade do pombo

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Duas noticias das últimas horas deixaram-me particularmente inquieto. Ambas envolvem idosos e retratam duas situações de penúria.


Uma refere-se às dificuldades de um velhote inglês que, coitado, teve de recorrer ao trafico de bebidas alcoólicas - que alegadamente revendia aos outros utentes do lar de idosos onde estava instalado – para conseguir suportar os encargos com as prostitutas que, amiúde, contratava. Para ele e para os amigos. Generosidade que a direcção do lar não apreciou e que o levou a ser expulso da instituição.


Outra elucida-nos acerca do montante que auferirá de reforma um conhecido maestro português. Duzentos e oitenta e oito euros mensais. Uma vergonha. De tal forma que o senhor terá de sair para “caçar” se quiser sobreviver nesta “badalhoquice” de país. Não se faz, de facto, uma coisa destas a tão grande vulto da cultura nacional.


No primeiro caso é de elogiar o dinamismo revelado pelo velhote. Precisava de algo que não conseguia pagar mas, não desistiu, foi à luta e obteve aquilo que pretendia. Um exemplo que as gerações mais novas deviam seguir. Ainda que, evidentemente, dando melhor uso aos proveitos obtidos.


O segundo é mais um exemplo da lusitana lamechice. As reformas são proporcionais ao que se desconta e para receber uma quantia tão irrisória é porque também não descontou grande coisa. Prática muito comum entre os chicos-espertos. Um bom exemplo, também, daquilo que não se deve fazer. E depois o “badalhoco” é o país...


 

domingo, 17 de maio de 2015

Alegrai-vos despesistas!

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Depois de uma paragem de cerca de três anos voltaram as obras ao IP2 entre Évora e Castro Verde. Para gáudio dos que acham que o país deve ser um estaleiro permanente, daqueles para quem betão e desenvolvimento são sinónimos e dos despesistas em geral. Não digo que, num ou outro ponto do referido itinerário, a interrupção decretada há quatro anos não tenha criado situações de potencial perigo para os automobilistas e que a sua conclusão se impunha por questões de segurança. O pior é que, na generalidade dos casos, as intervenções iniciadas no tempo do delirante governo socialista pouco ou nada acrescentam à qualidade da estrada. Vamos ter, isso sim, é muito mais quilómetros de vias paralelas e viadutos a desnivelar entradas e saídas de e para lugar nenhum.

sábado, 16 de maio de 2015

Este peixe lembra-me alguém...

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Promessas. Mais que muitas. Parece, até, que saiu um mega-hiper jackpot do euromilhões e agora não se sabe onde gastar tanto dinheiro. E nós, feitos parvos, a ir na conversa do tubarão...