segunda-feira, 18 de maio de 2015

A idade do pombo

100_4152.JPG


 


Duas noticias das últimas horas deixaram-me particularmente inquieto. Ambas envolvem idosos e retratam duas situações de penúria.


Uma refere-se às dificuldades de um velhote inglês que, coitado, teve de recorrer ao trafico de bebidas alcoólicas - que alegadamente revendia aos outros utentes do lar de idosos onde estava instalado – para conseguir suportar os encargos com as prostitutas que, amiúde, contratava. Para ele e para os amigos. Generosidade que a direcção do lar não apreciou e que o levou a ser expulso da instituição.


Outra elucida-nos acerca do montante que auferirá de reforma um conhecido maestro português. Duzentos e oitenta e oito euros mensais. Uma vergonha. De tal forma que o senhor terá de sair para “caçar” se quiser sobreviver nesta “badalhoquice” de país. Não se faz, de facto, uma coisa destas a tão grande vulto da cultura nacional.


No primeiro caso é de elogiar o dinamismo revelado pelo velhote. Precisava de algo que não conseguia pagar mas, não desistiu, foi à luta e obteve aquilo que pretendia. Um exemplo que as gerações mais novas deviam seguir. Ainda que, evidentemente, dando melhor uso aos proveitos obtidos.


O segundo é mais um exemplo da lusitana lamechice. As reformas são proporcionais ao que se desconta e para receber uma quantia tão irrisória é porque também não descontou grande coisa. Prática muito comum entre os chicos-espertos. Um bom exemplo, também, daquilo que não se deve fazer. E depois o “badalhoco” é o país...


 

1 comentário:

  1. carneiro3:18 p.m.

    Fico surpreendido por ele não ter descontado no tempo em que esteve como adido cultural em Viena de Austria a ganhar pipas de massa, ao mesmo tempo que acumulava com os honorários de produtor, realizador e intérprete de programas musicais para a RTP. O tipo na época era milionário.
    Obviamente que sabemos que gastou tudo em whisky e que as sinfonias que compõe não valem um peido - como os benfiquistas perceberam no próprio pelo.
    Os 288 fazem parecer que ele até estará a receber por um regime não contributivo, o que a confirmar-se significa que nunca descontou.

    ResponderEliminar