Nem todos, obviamente, temos as mesmas prioridades. Mal seria se tivéssemos. Podíamos era ter, até por respeito aos outros, algum bom senso. Vem isto a propósito das habituais opiniões dos populares sobre a crise e as dificuldades da população, nomeadamente da jovem, a que a televisão gosta de dar palco nestas quadras festivas.
Num desses comoventes momentos televisivos lamentava-se uma jove que, mesmo tendo emprego, não conseguia reunir dinheiro bastante para viajar ou jantar fora. Longe de mim questionar as opções da criatura. São tão legitimas como a da outra que ambicionava ter malas e sapatos às centenas. Ela está é a confundir tudo. Não ter dinheiro para viajar ou ir a uma casa de pasto, não é crise. É falta de poder de compra por não ganhar o que, eventualmente, merecia auferir. Crise é não ter dinheiro para comer, pagar a casa, a saúde ou a educação dos filhos. O resto são balelas de gente que se convenceu que era rica.
Tal e qual e mais nada!!!!
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