Como era expectável essa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico está a dar em nada. Nada de receita para o Estado, o que constituía o objectivo fundamental da marosca, nada de bom para as empresas que produziam os sacos e tudo de mau para os trabalhadores que, à conta desta palermice, perderam o emprego. A tudo isso some-se o lixo despejado à balda nos caixotes e o consequente acréscimo de custos que isso acarreta, nomeadamente ao nível da recolha, da provável diminuição da reciclagem e da desinfecção dos contentores. Tudo coisas boas, portanto.
Sugerir, como já por aí vi escrito, multas para quem não use sacos daqueles que próprios para o lixo que se vendem nos supermercados é, parece-me, mais uma alarvidade. Daquelas que nem eu, alarve convicto, me atrevo a sugerir. Obrigar-nos a gastar vinte ou trinta euros por anos em sacos de plástico faz pouco sentido. Menos ainda quando, os mesmos, criticam o governo pela alta fiscalidade e pela ausência de dinheiro nos nossos bolsos.
Este é mais um daqueles exemplos em que é preferível não fazer nada. É por estas e por outras que cada vez mais acredito que o melhor era nem termos governo. Provavelmente éramos todos mais felizes. E dificilmente estaríamos pior.