Acabar com feriados e impor as quarenta horas de trabalho na função pública nada tem a ver com austeridade. É, mais, parvoíce. Daí que propor a reposição da situação anterior nada tenha de especial, nem constitua uma benesse. Apenas bom senso. O país nada ganhou com o fim dos quatro feriados e só perdeu com as cinco horas semanais que acresceram ao horário dos funcionários públicos. Concluir o contrário apenas estará ao alcance de uma imaginação delirante.
Não sei, no entanto, se esta promessa socialista não constitui mais um tiro no pé. Há quem aprecie as medidas, sejam elas quais forem, que tramem os funcionários públicos. Neste caso as vozes contra já começaram a destilar veneno. A qualidade da argumentação é vários pontos abaixo de sofrível e resume-se quase a um elucidativo “por que sim, seus filhos da puta”. Mais ou menos o mesmo que fazem os velhinhos que se sentam nos bancos do largo cá do sitio e que regozijam por nos verem cumprir o horário vigente.