segunda-feira, 2 de março de 2015
Eu pagava, tu pagavas, ele pagou agora...
Eu pagava, tu pagavas, ele pagou agora...
A doutrina divide-se. Para uns terá sido um lapso. Para outros um esquecimento. Por mim prefiro somar. A essas duas desculpas apetece-me juntar mais duas. Manivérsia e vigarice. Isto a multiplicar por cinco. Que terão sido os anos que o senhor se esqueceu de subtrair a devida contribuição para a segurança social aos seus rendimentos. Tudo isto alegadamente, claro.
Mistérios na agricultura da crise
Mistérios na agricultura da crise
Há coisas estranhas a crescer no meu quintal. Estas, que as imagens documentam, nomeadamente. Assim, ao primeiro olhar, quase sou tentado a pensar que se tratam de cabelos. Alguém que, por exemplo, após remover as pilosidades excessivas as tivesse depositado no espaço reservado à minha lavoura. Que, esclareça-se, de momento está em pousio. Mas não. Analisado mais de perto aquilo não são resquícios de depilações. Minhas ou alheias. Fica o mistério. Ou a ignorância quanto ao que efectivamente é esta coisa.
domingo, 1 de março de 2015
Tradições
Nos jornais locais leio sempre com especial atenção as diversas colunas de opinião. São, por norma, textos interessantes com os quais nem sempre me identifico mas que gosto de ler pela clarividência e desassombro com que os autores transmitem as suas ideias.
Um destes colunistas, no último número do Brados do Alentejo, relativamente ao bairro das Quintinhas em Estremoz, manifestava a sua mágoa por os cidadãos que ali habitam levarem uma vida de ócio, subsidiada pelo Estado e de nem sequer aproveitarem a água em abundância, que tal como a electricidade lhes é fornecida gratuitamente pela autarquia, para cultivarem o terreno circundante à sua "habitação".
É, de facto, lamentável que recursos de toda ordem, energéticos, financeiros e humanos, estejam ali a ser desbaratados. No entanto o povo cigano tem uma relação inconciliável com o trabalho. A aversão ao trabalho faz mesmo parte da sua cultura, das suas tradições. E as tradições devem, a todo o custo, ser preservadas. Coisa em que o país investe anualmente muitos e muitos milhões de euros. Basta lembrar a tradição de proteger o lince da Serra da Malcata...
Por mais bucólica que se afigure a imagem de uma família cigana a plantar couves ou a sachar batatas, a perda da sua identidade cultural teria consequências bem piores. Para além de toda a criação artística que a figura do cigano preguiçoso inspira, intelectuais de esquerda e assistentes sociais perderiam a sua principal referência...
Publicado originalmente aqui.
Para deitar cedo e tarde erguer boa companhia se há-de ter.
O que leva alguém a levantar-se às seis da manhã para passear o canito na relva em redor do Rossio? O animal estar com uma valente dor de barriga é uma forte hipótese. Insónia do dono ou má companhia na cama são outras causas bastante prováveis. Aproveitar a escuridão e a ausência de olhares reprovadores que este tipo de comportamento provoca, é igualmente uma hipótese a não descartar. Seja como for não deixa de ser curioso encontrar a hora tão matutina, enfrentando estoicamente o frio da madrugada, tanta gente (uma meia dúzia de pessoas pr'aí) a passear o seu fiel amigo. O que constitui uma irrefutável prova de amor ao próximo. Mesmo que este tenha quatro patas e uma vontade madrugadora de cagar. Como dos meus escritos é frequentemente feita uma leitura que nem sempre corresponde ao que pretendo transmitir, fica desde já o esclarecimento que os/as transeuntes apenas passeavam o cão… e a uma distância bastante razoável uns dos outros.
Originalmente publicado aqui.
A pato "dado"...Ou a estória de um dado pato.
Desde a abertura do Modelo em Estremoz, dentro do espírito concorrencial que move estas coisas, que o Pingo Doce "oferece" um produto, previamente anunciado, a quem efectuar compras superiores a determinado montante, normalmente 25 ou 30 euros. Uma iniciativa simpática e que já distribuiu pelos clientes bacalhau, polvo ou bolo rei. Hoje, a promoção do dia era pato congelado. Dentro da arca frigorífico acomodavam-se patos de vários tamanhos, a maioria tipo Gastão ou Peninha, o meu herói preferido e ao qual obviamente me estava a afiambrar. Mas, como tenho tanta sorte para estas coisas como o Donald, acabei por trazer um do tipo Zézinho. O que é muito bem feito, diga-se, para não me armar em Patacôncio e desatar a encher o carrinho só para trazer a ave. Que nem sequer é Maria. Como sempre, quem tem razão é o Patinhas que protege as suas moedas destas bruxarias.
Publicado originalmente aqui.
Austeridade e falta de memória (II)
Austeridade e falta de memória (II)
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Austeridade e falta de memória
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Colinho e palmadas no rabiosque
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Pois que não posso crer!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Foi bonita a festa, pá...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Se bem me lembro a culpa era do lucro dos bancos...
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Socialistas syrizados
sábado, 21 de fevereiro de 2015
A taxinha dos sacos de plástico (V)
Exportar está dificil...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Afinal essa coisa do amor à pátria é só para exibir à janela...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
E a sátira, pá?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
A taxinha dos sacos de plástico (IV)
domingo, 15 de fevereiro de 2015
A taxinha dos sacos de plástico (III)
A taxinha dos sacos de plástico (II)
sábado, 14 de fevereiro de 2015
A taxinha dos sacos de plástico
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Vejo-me grego para entender esta gente...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Aquela coisa da mulher de César é capaz de fazer algum sentido...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
E o cuzinho lavado com água das malvas, talvez...
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Finórios e outros patifes.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Descubra as diferenças
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Os críticos da austeridade de hoje são os seus apoiantes de ontem...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Prefiro ser solidário com as vitimas. É daquelas coisas inexplicáveis que não lembram a ninguém.
São feios, porcos e maus. Umas bestas, mesmo. E o pior é que são cada vez mais. Multiplicam-se que nem ratos de esgoto – no fundo não são muito diferentes – fazendo disso modo de vida o que a breve prazo irá provocar, nomeadamente em localidades de reduzida e envelhecida população, conflitos cuja dimensão não é difícil prever. Mas, claro, ninguém faz nada. O que está na ordem do dia são os apoios sociais. Isso é que é bonito e fica bem. Depois, quando num dia não muito distante vos forem para as trombas, admirem-se.





