Com maior ou menor índice de jocosidade, as piadolas acerca da prisão do Sócrates são já mais do que muitas. Os momentos de pura diversão, proporcionados mais por protagonistas ridículos do que pela situação em si, têm-se sucedido a uma velocidade vertiginosa e, ou muito me engano, a comédia a puxar à risota ainda vai durar uns dias.
Hoje foi Mário Soares a contribuir para a hilaridade geral. Aquilo teve piada. Tanta que, por breves momentos, me arrependi dos nomes que lhe chamei – e, até, dos que ainda lhe hei-de chamar – quando pretendo estacionar na rua onde o gajo mora e a viatura oficial que lhe é destinada está estacionada “ao atravesso” a ocupar dois lugares de estacionamento em espinha. Isto perante o olhar condescendente – e de profundo aborrecimento, também – do policia que lhe guarda a porta.
Para além do anedotário nacional, a economia pode igualmente sair beneficiada com a detenção do individuo que governou – há quem insista em continuar a achar isso – o país durante sete anos. Para já é o senhor do café do outro lado da rua. Mas, ao fim de semana, se o tempo ajudar aquilo é capaz de animar. Auguro uma espécie de romaria. O que é bom. Nomeadamente para o gajo das castanhas ou para o dinâmico empresário que se lance no mercado das t-shirts. É que, confesso, estou um pouco desapontado por ainda não ter visto ninguém com uma camiseta a dizer “Free Sócrates! Libertem o novo Mandela.” Já foi feito com o Zico e resultou.








