quarta-feira, 18 de junho de 2014

Temos homem! Ai temos, temos.

António Costa proclamou ontem que o país não está condenado à austeridade. Há, garante o próximo primeiro ministro, outra via. Aumentar a riqueza. Não sei como é que até agora, tantos e tantos bitaites mandados ao ar sobre a melhor maneira de sair da crise, ainda ninguém se tinha lembrado disso. Lembrou-se ele. Que é, para o caso, o que importa.
Assim de repente não sei ao certo – pior, nem ao incerto – o que significa, no contexto de solução para o actual estado de coisas, isso de aumentar a riqueza. Não sei nem me interessa muito. Mas gosto. Bastante, até. Posso afiançar que estou quase, quase, convencido que a ideia – repito, seja lá o que for que ela represente – está prestes a tornar-me num indefectível apoiante do homem. Essa coisa de me aumentar a riqueza está mesmo a entusiasmar-me, o que é que querem...

terça-feira, 17 de junho de 2014

O rebanho está à espreita


A existência de um saldo de gerência próximo do zero ou de vários milhões, no final de um exercício orçamental, não significa grande coisa acerca do que foi a gestão de um município durante o período em questão. Tanto pode ter sido excelente como péssima. Mas, tratando-se de Rui Rio, inclino-me mais para a primeira hipótese. Embora sem grandes certezas, dado que a maneira como muitas autarquias – e também a do Porto - publicam as contas nos respectivos sites, não permite o acesso fácil e intuitivo às mesmas. Até parece que têm algo a esconder. Ou então sou eu que não tenho jeito para procurar este tipo de informação.
Já a reacção do PS aos números do saldo da gerência da Câmara do Porto - não do “resultado” como aparece na noticia, por que isso é outra coisa – nada tem de surpreendente. Toda a gente conhece a veia gastadora do Partido Socialista. Estamos todos a pagá-la. Mesmo ao nível das autarquias, se alguém tiver dúvidas, basta ver a lista de municípios alegadamente em dificuldades financeiras, recordar quem esteve no poder nos últimos anos nessas câmaras municipais e depressa deixará de acreditar em coincidências.
Não são precisos grandes dotes adivinhatórios para prever qual vai ser o nosso futuro assim que o Costa de Lisboa chegar a primeiro-ministro. O rebanho, que tem andado meio escondido, começa a espreitar. Está ansioso por se chegar à gamela dos milhões e desatar a esturrá-los. Façamos-lhes a vontade. Assim como assim já rebentámos a vida dos nossos filhos, por que não rebentar também com a dos nossos netos?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Caça ao proprietário. Não devia ser ao incendiário?!

Chegou o calor a sério e, com ele, a época de incêndios. O que suscita, como habitualmente, o costumeiro rol de acusações contra os malvados proprietários que não limpam os seu terrenos. Uns malandros, esses campónios, que deviam ser severamente punidos, garante a malta das cidades.
Ora aí, nisso da punição, é que bate o ponto. Era competências das Câmaras Municipais aplicar a multazinha a quem não procedesse à limpeza dos terrenos de sua propriedade. Era, mas já não é. E deixou de ser porque – diz – nunca ninguém foi multado. Por causa disso – a inoperância municipal - vai agora ser outra entidade qualquer a apresentar a conta a quem não tiver o mato devidamente cortado.
Por mais diligente que a nova autoridade se revele, é capaz de ser problemático encontrar a quem apresentar a multa. Muito me engano eu se, num número astronómico de casos, os proprietários não tiverem já quinado. E, bem assim, os herdeiros. E, às tantas, até os herdeiros dos herdeiros já se lhes juntaram. “Ah, e tal, multa-se a herança”. Pois, Deve ser, deve... Mas, ainda que assim seja, cobrar a “respectiva” é capaz de constituir outra dor de cabeça. O melhor para todos, parece-me, seria nessas circunstâncias o Estado ficar com o terreno. Assim uma espécie de reforma agrária. Era um alivio para os actuais “donos” e passava a andar tudo num “brinquinho”. Era um gosto ver. Aposto.

sábado, 14 de junho de 2014

Coisas aparentemente não relacionadas




Entre este dois acontecimentos decorreram trinta e nove anos. Daí que nada os ligue um ao outro. Nada. A não ser o calor. E terem acontecido no Verão. Ah, e envolver despedimentos e isso. Mas no primeiro caso foi completamente diferente. Estava lá o coiso do nobel, nomeado para chefe daquilo pelo primeiro ministro do melhor governo de todos os tempos. E único verdadeiramente democrático, já ouvi dizer. Portanto foi uma coisa bem feita. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A vida de deputado é lixada. A sério.

Ao contrário do que não raras vezes somos levados a acreditar, a vida de deputado não deve ser fácil. Nem estou a pensar nas inúmeras secas que, coitados, têm de aturar aos seus pares mais palradores. Ou, tão pouco, da sua incapacidade de tocar em supostos interesses instalados sem que, como muito bem lembrava um cavalheiro que já terá exercido a função de representante do povo, alguém venha tornar públicos aspectos da vida privada de quem se atrever a afrontá-los.
Estou, quando reconheço a dificuldade do cargo, a lembrar-me das coisas que ninguém – ainda que deputado – devia ter de aturar. Como esta petição, por exemplo, que pretende instituir o “Dia nacional dos sonhos”, esta outra que pretende restringir a realização de obras entre as as dez e as dezassete horas ou, ainda, esta que pretende tornar impenhoráveis os bens de família.
Não sei, assim a bem escrever, por que raio dizemos dos nossos representantes o que Maomé não se atreveu a dizer do toucinho. Afinal eles representam na perfeição um povo sonhador, apreciador do sossego e exímio em encontrar razões para se escapar ao pagamento das dividas que contraiu. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Encerramento de escolas. Ou como o interesse das crianças não interessa nada.

Quando leio as preocupações que vão sendo manifestadas acerca do encerramento, por falta de alunos, de escolas do ensino básico, não consigo evitar uma gargalhada. Não que o fecho de serviços públicos, nomeadamente no interior do país, constitua motivo para risota. Ou que a desertificação, de que o fechar da escola é apenas uma consequência, me dê vontade de rir. Pelo contrário. São assunto sérios. A gargalhada que solto é de escárnio pela falta de seriedade com que são tratados.
Usa-se, quase sempre, como argumento contra o encerramento das escolas das pequenas localidades do interior a distância que, no futuro, as crianças vão ter de percorrer até à escola mais próxima. Normalmente na sede do concelho. Omite-se - provavelmente porque pensam que somos todos parvos e que toda a gente come o que lhe põem na gamela – que em vários pontos do país, nomeadamente onde existem escolas em risco de encerramento, é feito o transporte escolar em sentido inverso. Isto é, os municípios estarão a transportar alunos residentes nas sedes de concelho para as escolas das aldeias apenas para as manter abertas. Não vou sugerir que quem o faz está a delapidar recursos públicos. Nada disso. Mas já quanto ao argumento do alegado transtorno provocado às criancinhas... sou capaz de o achar um bocado parvo.
Há, depois, outras questões relacionadas com os recursos humanos afectos a esta área. Ao que parece – embora não tenha confirmação e me custe a acreditar na veracidade da coisa – existirão escolas onde serão, entre professores e auxiliares, quase tantos os funcionários como os alunos. Mas isso já será outra história. Quase tão misteriosa como aquela onde se conta que, apesar de já terem encerrado um número imenso de estabelecimentos de ensino, o número de trabalhadores afecto a este sector terá continuado a aumentar. Alegadamente, claro. Se calhar são apenas histórias da carochinha.
Não estou com isto a defender o encerramento de coisa nenhuma. Gostava apenas que se falasse verdade aos eleitores contribuintes portugueses. Manias.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Eleições ou reciclagem?

Acho um piadão à malta que anda por aí a berrar por eleições antecipadas. Aos do PS ainda percebo. Sentem falta dos “lugares” e estão desejosos de voltar a meter a mão no pote. Já quanto aos outros - os cidadãos anónimos que revelam essa vontade seja em manifestações, à mesa do café, nos blogues, no fuçasbook ou nos mais variados espaços onde podem exprimir opinião – tenho, confesso, manifesta dificuldade em perceber esse desejo. Querem eleições para quê? Para se abster violentamente? Para voltar a colocar no poder aqueles que antes era maus, não serviam para governar, que queriam pôr na rua, mas que agora já são bons e que desta vez é que vão governar mesmo, mas mesmo, muito bem? Sim, por que outros, que não os que estiveram lá antes e nos conduziram a esta estratégia, não estou a ver que possam ir para o governo. Os mesmos que já reafirmaram estar orgulhosos do que fizeram antes e que, portanto, irão fazer o mesmo. De novo.
Esta foto foi obtida em Évora. Num dia em que o Sócrates e um batalhão de ministros do seu governo ali se deslocou. Não me recordo se António Costa, aquele que agora parece ser uma espécie de D. Sebastião, fazia ou não parte da comitiva. Tem, portanto, já uns anitos. Mas podia ter sido tirada ontem. E daqui por mais um tempo, após as tão ansiadas eleições, continuará a estar actual. Tão certo como, também nessa altura, não faltar quem continue a reclamar por eleições antecipadas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Gozar com as doenças dos outros é coisa de gente mal-educada. Pelo menos era, dantes, quando éramos todos umas bestas.


A propósito do desfalecimento do Presidente da República não tardaram a surgir piadolas e frases mais ou menos ordinárias acerca da ocorrência. Apeteceu-me seleccionar uma. Que nem é das piores, diga-se. Mas que ainda assim fica mal a quem a escreve. Militante do partido comunista e, pelo menos era até há pouco tempo, dirigente regional daquela agremiação. Não é verdade senhor ex-presidente da câmara? Ou devo dizer ex-múmia?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um país de borboletas

Receio não ter ouvido bem. Algures neste país uma aldeia esteve sem uma estrada que encurtasse em treze quilómetros a distância até à sede do concelho por causa de uma espécie de borboleta?! Ainda sim, agora que finalmente se vai fazer a dita via de comunicação, a mesma apenas vai poder ser utilizada pelos moradores?! E a obra apenas avançou, após anos de vetos por parte de associações ambientalistas, porque se dignaram a ceder com a condição de por lá apenas circularem os residentes na aldeia?!
Está tudo parvo. Só pode. Como é que um país que deposita na mão de alegadas associações de defesa do ambiente a possibilidade de chumbarem a realização de obras que claramente beneficiam as pessoas se pode admirar que um Tribunal chumbe normas que as prejudicam?! Já estou como diz o outro. Há que escolher melhor as pessoas que vão para essas associações ambientalistas. Ou, talvez, mudar a lei. 

domingo, 8 de junho de 2014

Uma chatice isso de pedir factura e dar dinheiro a esses malandros...

Quando ouço, ou leio, alguém a lamentar-se dos impostos elevados que somos obrigados a pagar e, logo a seguir, menosprezar - e mesmo criticar - quem exige a factura nos serviços de restauração, constitui motivo para, de imediato, lhe reconhecer um elevado grau de indigência mental. O beneficio fiscal atribuído por pedir factura com NIF é, de facto, muito limitado. Ainda assim não dá trabalho nenhum a obter ou se paga mais por isso. Nem, sequer, é preciso guardar os papeis.
Para mim, que ainda continuo a ter a noção do valor do dinheiro, um euro é um euro. Duzentos escudos, para os mais desatentos. Foi assim que no ano passado, à conta da minha insistência em pedir factura, paguei menos nove euros e noventa e três cêntimos de IRS. Quase dois contos, portanto. Isto apesar de, confesso com alguma vergonha, apenas ter começado a exigir – literalmente, em alguns sítios – a facturazinha apenas na parte final do ano.

sábado, 7 de junho de 2014

Via canina


A imagem acima foi obtida na suposta ciclovia. Que é como quem diz, zona reservada a quem se desloca de bicicleta na avenida Rainha Santa Isabel. Cá no burgo, para quem não saiba. Ou seja: a quase totalidade dos leitores do Kruzes, porque os de cá preferem o facecoiso. Mas isso, para o caso, não interessa nada. O que importa agora é referir que a alegada ciclovia serve para tudo menos para os ciclistas. Por tudo entenda-se gente a correr, a caminhar, estacionada a conversar ou a passear os cães. E também para gente a olhar embevecida enquanto os seus canitos arreiam o calhau. Já isso das bicicletas que vão pelo passeio ou pelo alcatrão. Mai nada. 

Selfies...


Gosto de selfies. De algumas. De outras nem tanto. Esta, se tivesse de a classificar, classificá-la-ia como inquietante. Não pelo facto de o auto-fotografado ter escolhido um cenário envolvendo um cadáver. Quanto a isso nada de estranho. Está sempre a acontecer as pessoas tirarem selfies em funerais. Agora perturbador, mas perturbador mesmo a sério, é a morta estar de óculos...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A mutualização da queca. Perdão, da dívida.

Foi hoje aprovado pelo Conselho de Ministros o tal FAM – Fundo de Apoio Municipal – ansiosamente esperado por uns quantos municípios em notórias dificuldades para continuar a fazer a vidinha de sempre. Segundo o comunicado divulgado o O fundo terá uma dotação inicial de 650 milhões de euros, capital que deverá ser realizado pelo Estado e pelos municípios ao longo de cinco anos, a partir de 2015. Garante-se assim a solidariedade entre Estado e municípios e de todos eles entre si”.
Quer isto dizer que todos os portugueses vão ser chamados a pagar as maluqueiras, de toda a espécie, que se andaram por aí a fazer. Mais aquelas que ainda, apesar de não terem um cêntimo furado, insistem em continuar a praticar. Significa, igualmente, que mesmo os municípios bem geridos irão ficar privados de receitas próprias que serão transferidas para aqueles que estariam à beira da falência caso pudessem falir. Na prática o IMI que pagamos pelas nossas casas vai servir para algumas Câmaras, entre outras coisas igualmente parvas, pagarem as quecas que, alegadamente, os autarcas de outros concelhos terão andado a dar pelo país e por esse mundo fora. Bonito! E de constitucionalidade duvidosa, talvez.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

E viva o nosso "Presedente" que nos leva a passear e nos enche a "barreguinha"!


Diz que há por aí uma espécie de crise. Gritam os autarcas que não têm dinheiro e que, mais dia menos dia, não vão conseguir pagar salários. Acusa-se o governo de asfixiar financeiramente as autarquias locais em consequência das sucessivas diminuições das transferências do Orçamento do Estado. Dinheiro, contudo, parece não ser problema quando em causa estão os reformados e os idosos. Atente-se o caso da imagem que acompanha esta publicação. Se necessário for até se freta um autocarro para levar os eleitores a passear. E depois há crise... e há passeios, sardinhas e porco no espeto!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Ah, ganda Xico!

Sou pouco dado aos mistérios da fé. Não sei rezar, raramente entro numa igreja e se sou católico é apenas para efeitos estatísticos. No entanto gramo à brava este novo Papa. O Xico. Por muitas razões. Nomeadamente por ter a coragem de ser politicamente incorrecto. E sabe-se o quanto isso é difícil a uma figura pública.
Não vão faltar criticas às declarações que hoje proferiu relativamente à necessidade de os casais terem filhos em lugar de cães e gatos. Nem interpretações manhosas de gente com comportamentos desviantes. Mas, por mais argumentos que se procurem, toda a gente de bom senso reconhecerá facilmente que o homem tem razão. Nem o que disse constitui qualquer espécie de novidade. Até eu estou farto de o dizer!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Na DGES não há nada para fazer?!



Funcionários públicos sem fazerem a ponta de um corno são aos pontapés. Gente inútil que, em lugar de cortes de vencimentos que apanham todos por tabela, devia ser despedida. É o caso de um visitante assíduo deste blogue. Tão assíduo quanto impertinente. A criatura trabalha – bom, trabalha é uma maneira de dizer – na Direcção-Geral do Ensino Superior e passa grande parte do seu dia, em horário de serviço, a visitar e a comentar nos blogues.
Por estranho que possa parecer não são os temas relacionados com a função pública que o preocupam. Nada disso. Para o zeloso funcionário o que importa são as criticas aos donos dos cães. Presumo que seja um deles. Dono, talvez. Porco, quase de certeza.
Palhaços como este vão aparecendo por aqui de vez em quando à procura de protagonismo. Escolheram o gajo errado. Não dou palco a imbecis armados em espertos que pensam que “fazem acontecer”. Seja lá o que for que querem dizer com isso. Claro que este parvo e outros que ciclicamente me visitam são sempre bem-vindos, mas as polémicas em que me envolvo sou eu que as escolho. Portanto, pá, trata mas é de trabalhar e de justificar minimamente o ordenado que os portugueses te pagam!

Finalmente alguém de acordo!

Quando dos primeiros cortes de vencimentos – ainda no tempo do Sócrates, só para recordar os mais esquecidos e os manifestamente eufóricos com a perspectiva do regresso dos socialistas ao poder – argumentei vezes sem conta que o produto liquido das reduções salariais seria meramente residual. Isto porque, como era óbvio, a menor vencimento corresponderiam menos impostos. Provenientes do consumo e, sobretudo, dos descontos. Daí que, apesar dos cortes, os impostos e os descontos não tenham parado de aumentado. Porque seria?!
Este meu argumento foi, entre os que se dignaram retorquir, quase sem excepção liminarmente recusado. Alguns interlocutores fizeram mesmo questão de mostrar, quase fazendo um desenho, que a minha posição estava profundamente errada. Outros limitaram-se a chamar-me asno. Houve até um brilhante blogueiro - escreve num dos blogues mais lidos da blogosfera nacional - que me alertou para um facto deveras perturbador: “Os funcionários públicos não pagam impostos!”. Proclamou, então, a besta.
A questão dos cortes dos vencimentos na função pública nada tem a ver com o défice, com o equilíbrio orçamental nem com a redução da despesa pública. É, apenas e só, uma questão ideológica. Daí que, tal como argumentei para a redução o inverso também é verdadeiro, a agora decretada reposição salarial em muito pouco vá beneficiar os trabalhadores atingidos pelo roubo. Vai ser como o Benfica do outro ano. Perde-se tudo nos descontos...

domingo, 1 de junho de 2014

O que é que este gajo anda a fumar?!


Eu cá não sou de intrigas mas, ocorreu-me agora se o descalabro financeiro da Câmara de Gaia também será culpa do Tribunal Constitucional. Eu, reitero, não sou de intrigas. Mas não consigo levar a sério um ex-vice presidente daquela autarquia – uma das mais endividadas do país – quando este se pronuncia sobre o rigor das contas públicas. Principalmente quando o faz sem se rir. 

Taxa sobre os animais de companhia em estudo no Parlamento Europeu


Querem uma alternativa ao chumbo do Constitucional? Aqui têm uma. E mais do que justa, parece-me. 

sábado, 31 de maio de 2014

Decidam-se, porra!

Até quase às vinte horas de ontem, a julgar por aquilo que se escrevia nas diversas redes sociais e se dizia na rua, o governo não passava de um grupo de bandalhos. Daqueles mesmo do piorio. Roubava ordenados, aumentava impostos e impunha austeridade sem demonstrar um pingo de sensibilidade social.
De ontem para hoje tudo mudou. Agora os malandros da pior espécie são os juízes do Constitucional. O governo esse, coitado, não tem outro remédio senão aumentar o IVA para poder pagar os brutos ordenados aos malandros dos funcionários públicos. Uma vergonha, portanto, essa decisão do Tribunal. Coisa, até, para colocar de novo em perigo o equilíbrio orçamental que o Passos Coelho - um santo homem, só falta acrescentar - tanto se esforçou para conseguir.
É bom que os portugueses se decidam acerca do que querem. Se é que conseguem. O mais provável é nem saberem ao certo o que desejam. Tirando aquela parte de acharem que devem ser os outros a pagar a crise.

Garrafões muito irrequietos

Ao contrário do que alguns preconceitos pretendem fazer crer, cá pelo Alentejo nada é mais lento do que em qualquer outro lugar, nem os seus habitantes revelam menor vontade de se mexer do que os restantes compatriotas. Quem disser o contrário é parvo e não conhece o Alentejo nem os alentejanos.
O mercado semanal de Estremoz - realiza-se todas as manhãs de Sábado - é disso um bom exemplo. Tanto assim é que chega a haver necessidade de acorrentar alguns produtos às bancas. Presumo que o procedimento se deverá à estonteante velocidade a que os ditos serão capazes de desaparecer. Ou de mudar de sitio.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Se querem ficar mesmo com azia sigam o link do final do post...

Vai por essa Internet fora uma chinfrineira desgraçada por causa das decisões do Tribunal Constitucional. A azia de uns, a maioria, é mais que muita e o regozijo dos restantes, muitos menos, não se fica atrás. Aos aziados, há que dizê-lo com toda a frontalidade, não passam de um bando de imbecis. Quanto aos que hoje estão felizes deixo um alerta. Esperem pela pancada.
Não dou para este peditório. Não vale a pena. Mas isso não me impede de ler as bacoradas que se vão escrevendo nos blogues, nas caixas de comentários dos jornais on-line ou no facecoiso. Entre outros. É um exercício interessante. Nomeadamente para quem quiser publicar uma enciclopédia de disparates. Já relativamente ao dinheiro que se vai esturrando em distribuição de empregos disfarçados de aquisições de serviços, em coisas tão importantes como centros de interpretação do mundo rural e outras obras faraónicas de interesse mais que duvidoso, disso, ninguém reclama. Por muitíssimos milhões que isso custe. A todos. Até aos que por esta altura destilam fel sobre as decisões do Tribunal Constitucional.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Aumentozinho de impostos?!

Voltar a aumentar a taxa máxima de IVA, agora para vinte cinco por cento, parece ser a carta que o governo tem na manga para minorar os estragos orçamentais causados pelo chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes nos vencimentos da função pública.
Uma péssima ideia, vão achar a generalidade dos que trabalham no sector privado, os desempregados, os reformados com pensões de miséria e todos os que trabalham para o Estado mas que, por ganharem abaixo dos seiscentos e setenta e cinco euros, não viram os seus vencimentos sofrer qualquer quebra. Os funcionários públicos, por seu lado, vão ficar radiantes. Momentaneamente, pelo menos. Assim, argumentarão, os sacrifícios são distribuídos por todos.
Por mim desagrada-me tudo. Os cortes e o aumento de impostos. Não havia necessidade. Bastava pôr a pagar quem foge aos impostos e combater à séria a economia paralela. Mas isso, como está amplamente demonstrado, os portugueses não querem. Preferem andar, feitos parolos, a atirar culpas uns aos outros.
Uma sugestão que já deixei no email de vários deputados – ainda mais pertinente se o IVA subir de novo – seria tornar dedutível na sua totalidade, em sede de IRS, todo o IVA suportado na restauração. Teria duas inegáveis vantagens. Acabava-se a lamuria dos taberneiros e o rendimento por eles declarado subia em flecha...Com todas as consequências daí decorrentes.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Coisas que m'atormentam

Não é bem atormentar. É mais ter manifesta dificuldade em perceber. Problema meu, de certeza, mas não consigo vislumbrar a razão dos motivos de preocupação que por aí vão com o crescimento da votação nos partidos da extrema-direita. Principalmente quando, vá lá saber-se porquê, não existe idêntica inquietação quanto aos votos, que também aumentaram em alguns países, nas forças politicas identificadas com a extrema-esquerda. Deve ser por a esquerda ser uma coisa chique ou algo parecido. Assim tipo aquilo da superioridade moral. Só pode.
O entusiasmo suscitado pelo anúncio da disponibilidade de António Costa para se candidatar a líder do Partido Socialista, também me atormenta um bocadinho. Comove-me ligeiramente, até. Embora, de certa forma, me divirta ver tanta gente ingénua a depositar tanta esperança na criatura. Parece que já ninguém se recorda que o homem é um ex-ministro de Sócrates. Pior. Só deixou de o ser para ir para Presidente de Câmara. Características pouco conciliáveis com alguém que deve governar com rigor, convenhamos. Apesar disso não falta quem veja no fulano uma espécie de salvador da pátria. Um D. Sebastião dos tempos modernos, provavelmente. Ou, mas isso sou eu armado em velho do Restelo, alguém capaz de nos trazer a troika de volta mais depressa do que o diabo esfrega um olho.  

terça-feira, 27 de maio de 2014

Brigada do croquete.


Percebo as dificuldades que os presidentes de junta de freguesia sentem no desempenho do seu cargo. Nomeadamente daquelas terras onde os eleitores são quase todos idosos. Deve ser uma coisa lixada. Isto porque os velhos são uns chatos e as velhas umas gaiteiras. Querem é comezainas e passeatas. Tudo à borla. Os pobres autarcas não têm outro remédio, mesmo sem dinheiro, senão fazer-lhes a vontade. Ainda que tenham outras ideias – geralmente melhores – para dar uso aos parcos recursos de que dispõem. Ai deles que não os passeiem e lhes encham a pança. Caso não o façam da próxima não são eleitos. E é assim que vamos cantando, pulando, comendo e passeando. Mesmo com isso da crise, ou lá o que é.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Não votam, não pedem factura...e depois queixam-se!

Estas facturas têm apenas um dia de intervalo. Sensivelmente vinte e quatro horas de diferença. Foram emitidas por um espaço de restauração numa movimentada zona comercial, situada no centro de Albufeira, mas onde os clientes são, maioritariamente, portugueses. E muitos.
Como se pode constatar pela numeração dos documentos retratados na imagem acima, para além de mim apenas outro consumidor pediu factura com número de contribuinte.
Somos um povo que se abstém de votar, que colabora com a fuga aos impostos e que, ainda assim, passa a vida a lamentar-se. De tudo. Temos o que merecemos. Ou quase. Porque, se calhar, ainda merecíamos pior. 

domingo, 25 de maio de 2014

Realidade, ficção ou publicidade enganosa?!


Não é que se trate de uma questão particularmente inquietante. Nada disso. Será, quando muito, mais um daqueles casos em que a ficção se confunde com a realidade. Ou nos confunde. Fica, no entanto, a dúvida. Que, se calhar, pode nem ter razão de existir. Às tantas esta publicidade é tão real e paga os mesmos impostos a que estão sujeitos os papéis com o “vende-se”, nos automóveis, ou “dão-se explicações”, nas montras das lojas. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Estamos inteiramente de acordo e somos simultaneamente de opinião contrária

Nem vale a pena continuar a bater no ceguinho. Tudo, desde o primeiro dia, revela que nada aprendemos com os erros cometidos. Pelo contrário. Continuamos a achar que fizemos tudo certo, que estávamos no bom caminho e que, quanto antes, devemos voltar ao velho e bom modo de governação que nos desgraçou.
No entanto, simultaneamente, achamos muitíssimo bem que se cortem os vencimentos aos funcionários públicos. Esses malandros com mais privilégios que o resto da população. Também nos parece relativamente justo que se diminuam as reformas. Isso de haver velhos a auferirem milhares de euros de pensão à custa dos novos que nunca irão saber o que é a condição de reformado tem de acabar. É o que garantem os trabalhadores mais novos. E os sucessivos aumentos dos descontos para a ADSE? Bom, disso nem é bom falar… A tal ADSE que um destacado socialista já garantiu ser para extinguir.
Defendemos – enquanto povo, obviamente – a austeridade e o seu contrário. Que é como quem diz: Não sabemos o que queremos. Só isso pode explicar que nos preparemos para voltar a eleger aqueles que se orgulham de ter rebentado com o país e com as nossas vidas. As tais que pretendemos ter de volta.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O Mau, o Vilão e o Palito

Apesar das dificuldades financeiras que afectarão o município de Gaia – pelo menos a fazer fé nas notícias veiculadas pela comunicação social – aquela autarquia continua a “colaborar” com o clube sediado na outra margem do Douro. Ontem terá sido assinado mais um protocolo visando a cooperação com a citada agremiação. O que, em linguagem comum, todos sabemos o que significa.
Curiosas e simultaneamente enigmáticas foram as declarações alegadamente proferidas pelos intervenientes no final na cerimónia. Ao que parece terão estado de acordo quando à necessidade da existência de ídolos a norte. E, também, contra o centralismo. Seja lá o que for que, na deles, isso queira dizer. Mas que, curiosamente, vem a terreiro sempre que a coisa corre mal ao nível do futebol.
Quando à parte dos ídolos, a solução poderá estar já encontrada. A julgar pela recepção que os populares nortenhos que se juntaram à porta do Tribunal dispensaram ao tal Palito. Aquele maroto que andou fugido depois de ter disparado uns tiros certeiros e outros nem tanto. O personagem poderá dar um óptimo candidato ao lugar de ídolo. Assim como assim é tão bom como outro qualquer. Até prova em contrário. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Eu vi, eu vi...



Pronto. Vá lá isso. Não é merda de cão mas serve na mesma. Acredito que os dois figurantes do desfile em fatiotas medievais não me estavam a chamar a atenção para a cagadela de tamanho quase épico. Nem precisavam. Era lá coisa que se me escapasse...