Um dia depois de fechadas as urnas e contados os votos parecem ainda subsistir algumas dúvidas acerca de quem ganhou as eleições de ontem. Dúvidas legítimas e absolutamente normais que se colocam sempre que se realizam eleições em Portugal e os intervenientes nas mesmas desatam a analisar, da maneira que mais lhes convém, os números daí resultantes.
Sendo as autárquicas não um, mas trezentos e oito actos eleitorais, parece óbvio que o vencedor será aquele que conseguir vencer o maior número dessas eleições. Ou seja, conquistar o maior número de Municípios. Há, no entanto, quem insista em considerar que não. Porque, para alguns, o que conta é o número de votos obtidos mesmo que num só município votem mais pessoas do que em cem todos juntos. Ou, noutra versão, ainda que um partido tenha ganho um maior número de Câmaras que o segundo, pode ser considerado perdedor se tiver deixado fugir umas quantas para os adversários. Lógico e bem visto. Acho eu.
Mas deixemo-nos de política e tratemos de coisas mais sérias. De futebol, por exemplo. Será que o Sporting, campeão nacional em título, deve despedir o Paulo Bento?! Se calhar é melhor não. Depois de em 2007/2008 ter ficado a catorze pontos do Porto, este promissor técnico conseguiu a brilhante proeza de, em 2008/2009, levar os leões à conquista do campeonato após ter ficado apenas a quatro pontos dos dragões e agora querem pôr o homem na rua?! Tá mal, pá.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
IP2 novamente chumbado
O traçado alternativo para a variante a Estremoz do IP2 apresentado pelas Estradas de Portugal foi, tal como já havia acontecido com a primeira versão, chumbado devido ao impacto ambiental negativo e irreversível que produziria na zona que iria atravessar.
Tenho o maior respeito pela natureza. Sou, até, incapaz de arrancar uma florzinha ou esmagar um caracol. Gosto igualmente do sossego e desagrada-me ter centenas de automóveis a passarem a poucos metros do meu quintal. Compreendo por isso que alguns se sintam igualmente incomodados com a perspectiva de terem relativamente perto da sua habitação - seja ela a primeira, a segunda ou a terceira - todo o desassossego causado por uma via de trânsito, verem destruídas umas quantas flores – lindíssimas de certeza - e arrasado o habitat natural de uns quantos rastejantes raros e amorosos. Percebo ainda melhor que eventualmente - e nem estou a dizer que o façam - se movimentem junto de todos os seus conhecimentos e amizades com o intuito de preservar a sua qualidade de vida que, calculo, não lhes tenha saído barata. Tal como não sairá a sua manutenção, presumo.
Continuaremos, assim, a ter durante mais alguns anos um volume de trânsito elevadíssimo junto a escolas, centro de saúde e parque desportivo, onde diariamente passam milhares de pessoas sem que isso constitua preocupação de maior para quem tem de decidir estas coisas ou para aqueles que a elas se opõem. Que interessa o transtorno de tantos e o risco de vida de muitos se a alternativa é estragar o "meu" sossego?! Principalmente quando "eu" tenho dinheiro para o pagar.
sábado, 10 de outubro de 2009
Reflexões irreflectidas para reflectir no dia de reflexão
Hoje é dia de reflexão. Mais um. Pela terceira vez num curto espaço de três meses somos chamados a reflectir. Embora a reflexão seja um exercício importante a insistência na sua prática parece manifestamente exagerada. Repetitiva, até. Daí que, tal como acontece quando escrevo os outros posts, não tenha reflectido grande coisa acerca do tema sobre o qual me irei debruçar. Assim sendo as opiniões que aqui expressar continuarão a ser pouco sérias, por consequência não deverão ser levadas a sério por gente séria e, acima de tudo, continuarão a revelar-se completamente irrelevantes e desprovidas de qualquer fundamento.
Terminada a campanha eleitoral no nosso concelho e apresentadas todas as propostas, cabe agora aos estremocenses decidir o que querem para o nosso futuro. Por mim lamento apenas que ninguém se tenha referido ou apresentado ideias para combater aquele que é “O” problema de Estremoz e, de um modo geral, de todo o interior. A desertificação humana. Temos uma cidade e um concelho com qualidade de vida e onde temos tudo o que é exigível a uma terra com a nossa dimensão. Falta-nos apenas o essencial. Gente. Pessoas, porque sem elas podemos ter políticos genialmente brilhantes ou uma cidade espectacular, que de pouco servirá.
Claro que esse é um problema que nenhum dos candidatos pode resolver - todos eles até já contribuíram para a sua minimização – porque este é um daqueles casos em que a culpa recairá, quanto a mim, muito mais nos cidadãos do que nos políticos. A baixa natalidade, a continuar a tendência das últimas décadas, provocará num futuro não muito distante o desaparecimento de muitas localidades, tenham elas ou não infra-estruturas fantásticas. Por isso o meu desafio, mesmo que irreflectido, é que os eleitores e as eleitoras aproveitem o dia de reflexão – e também a noite – para reflectir sobre este assunto e, principalmente, agir. Vocês sabem do que eu estou a falar…
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Aprendizes de burlão
O roubo de identidades, aparentemente o intuito deste estratagema, é um problema sério, muito em voga e que pode trazer consequências bastante complicadas para a vítima. Analisando a relação risco/lucro pode dizer-se que este é um tipo de crime onde o risco de ser apanhado é baixíssimo, quase desprezível, enquanto os proveitos obtidos dependem apenas dos limites que o criminoso impuser à sua ambição.
No caso em concreto, embora o plano não pareça mau, a competência demonstrada deixa muito a desejar e revela claramente que o meliante é aprendiz ou burro. Quando se pretende ludibriar alguém deve sempre partir-se do princípio que o potencial ludibriado não é parvo de todo e que prestará o mínimo de atenção a alguns detalhes. Logo haverá que evitar erros crassos como, para citar apenas um, o português empregue na elaboração da mensagem. Era capaz de não ser má ideia a criatura frequentar mais umas aulas de língua portuguesa. Dessas que agora por aí há para estrangeiros.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Promessa eleitoral que falta fazer
Tal como seria de esperar, até porque é o hábito em período eleitoral, todos os partidos e outros candidatos às centenas de Câmaras e milhares de Juntas de Freguesia prometem nos seus programas a realização de obras para todos os gostos e a tomada de medidas em todas as áreas a que a nossa imaginação nos possa conduzir. Seja o que for que nós pensemos que possa ser feito, de certeza que já alguém pensou antes e aparece escarrapachado no programa de algum candidato a alguma coisa.
Prometem espalhar infra-estruturas de toda a índole por todo o território que, no interior pobre e desertificado, não terão num futuro próximo qualquer utilidade por não haver pessoas para as usufruir e que no litoral superpovoado servirão apenas para atrair ainda mais gente e diminuir, por consequência, a qualidade de vida.
Prometem uma generosa distribuição de dinheiro por determinados grupos, modernamente apelidada de apoios sociais, que na prática servirá para estimular o mercado da droga e da venda de armas. Ou, num segmento mais específico, dinamizar o mercado da prostituição e aumentar o fluxo de remessas monetárias para o Brasil.
Para pagar todas essas promessas será necessário muito dinheiro. Isto se partirmos do princípio que quem as faz tenciona pagá-las – o que em muitos casos, a ocorrer, constituiria uma surpresa – mas quanto a isso os programas eleitorais nada dizem. É, no entanto, bom que se tome consciência que aquilo que os aspirantes a políticos pretendem construir ou as verbas que prometem entregar aos mais pobres, como gostam de dizer, vão sair do bolso de alguém. No caso de todos os que pagam o IRS, o IMI e o IUC que, apesar de pagos longe das instalações municipais, constituem a principal fonte de financiamento da maioria dos municípios portugueses.
É por isso que a pergunta se impõe. Será assim tão difícil prometer não fazer nada?! Para além de ser uma promessa relativamente fácil de cumprir, em muitos casos daria reeleição quase garantida.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ataques de verborreia
Já escrevi inúmeras vezes e devia por isso ser conhecido de quem visita este espaço, que o Kruzes Kanhoto não versa sobre a politica local. Embora possa tratar – e já o fez muitas vezes – de assuntos relacionados com a cidade e o concelho, a luta partidária não teve, não tem e nunca terá lugar por aqui. Afinal o blogue é meu e sou eu que decido quanto a isso, independentemente de haver quem ache que tal actuação pode configurar uma qualquer espécie de asfixia democrática.
Comentários ofensivos – nem elogiosos, acrescente-se - acerca dos candidatos, seus apoiantes ou como sucedeu mais recentemente em que eram mencionados alguns funcionários municipais, não serão obviamente aqui publicados. Mesmo sabendo-se que, por esta altura, as emoções entre os apaniguados das diversas candidaturas estarão ao rubro, que o anonimato proporcionado por estes novos meios tecnológicos potencia uma coragem inaudita e uma fraqueza pouco vista na apreciação das qualidades e defeitos alheios, um pouco de juízo e bom senso não fariam mal a ninguém. Até porque, recorde-se, um homem – ou uma mulher – só não muda de clube...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
As tripas da Elisa
Costumam ser os pequenos partidos a apresentar as propostas eleitorais mais esquisitas. Até porque, sabem à partida, não terão a responsabilidade de cumprir tudo o que de anormalmente estranho prometerem durante a campanha eleitoral. Causa-me por isso alguma surpresa que seja a candidata do Partido Socialista à Câmara do Porto a prometer dar tripas - o típico e simultaneamente asqueroso prato da cidade – a quem visitar a Invicta caso venha a ser, como não se espera, eleita para a presidência daquela autarquia. A proposta, para além de ridícula, apenas é viável mediante uma interpretação deveras generosa do complicado processo legislativo que rege as autarquias.
A Elisa, que até parece ser simpática e acredito pudesse ser uma boa Presidente se tivesse sido eleita há vinte anos, não goza de grande popularidade entre os eleitores locais. A estratégia de colagem ao velhote badalhoco que preside aos destino do clube que joga no Estádio do Ladrão já provou noutras ocasiões ser errada e afasta mais potenciais votantes do que aqueles que poderá cativar. Estranho é que dentro do PS ninguém perceba que enquanto os seus candidatos tiverem o alto patrocínio do presidente do clube de futebol do Porto nunca ganharão eleições naquela cidade. É, aliás, esse distanciamento que tem dado e continuará a dar sucessivas vitórias a Rui Rio.
Ninguém, pelo menos fora do Porto e do PS, percebe do que estarão à espera os dirigentes locais e nacionais para promoverem de vez o afastamento entre o partido e o dito velhinho. A menos que ambos tenham tanto em comum que uma separação se torne mais difícil do que separar gémeos siameses.
domingo, 4 de outubro de 2009
Para que querem um blog se não sabem escrever?!
Não conheço o individuo da foto de lado de nenhum. Sei apenas que se chamará Bo@avid@ Pires e que será editor de um blogue a que deu o sugestivo nome de “Cú de Oeiras”. Esta criatura merece hoje um lugar de destaque no “Kruzes Kanhoto” porque, descobri recentemente, usa os textos que aqui escrevo para, sem qualquer referência ao autor ou ao local de onde os roubou, publicar no seu patético blogue como se fossem seus. Provavelmente todos os outros posts que por lá estão publicados tê-los-à ido também gamar a outro lado qualquer. Inclusivamente a outros blogues de Estremoz. É só procurar que está lá tudo...
Mas não é o único. Tal como já havia feito o autor do pró-comunista "Rotundas e Encruzilhadas" relativamente à minha prosa acerca da asfixia democrática, um auto-intitulado “Patrulheiro da GNR” resolveu adoptar este post como sendo de sua autoria. Para alguém, que por aquilo que escreve ou copia, diz ser militar da Guarda Nacional Republicana parece-me um comportamento pouco ético e revelador de uma formação pessoal que deixará muito a desejar em alguém que é pago para fazer cumprir a lei.
Existe ainda uma outra classe de plagiadores. Os que vêm até aqui e copiam, no todo ou em parte, os textos que escrevo e enviam como comentário anónimo para outros blogues. Tal como os anteriores revelam uma baixeza de carácter de meter dó e um comportamento intelectualmente indigente.
Todas estas situações suscitam-me algumas questões para as quais não encontro resposta. O que leva alguém que não sabe alinhavar meia dúzia de baboseiras sob a forma de texto, a ter um blogue?! Ou, pior, havendo tanta coisa jeitosa e bem escrita por essa internet fora, porquê escolher as alarvidades manhosas que vou escrevendo no Kruzes?
Finalmente, para estes dois “senhores”, a que acima fiz referência, fica a sugestão. Copiem este post e colem nos seus blogues. Estão autorizados a fazê-lo. Se tiverem integridade para isso, publiquem-no. Na integra.
sábado, 3 de outubro de 2009
Segurança...ou não.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Aqui há gato!
O Bloco de Esquerda é um partido de causas. Perdidas e parvas quase todas mas, ainda assim, causas. Na falta de ideias melhores, ou por influencia de algum militante mais idiota, os gatos parecem ser a nova paixão dos Anacletos. De tal forma assim é que no Porto o programa eleitoral do BE àquela autarquia lamenta “a ausência de protecção para o gato de rua” e propõe-se criar a figura do “gato comunitário”, para o qual defende um “estatuto de protecção”. O que, presume-se, poderá ser o primeiro passo para a nacionalização dos pequenos felinos.
Faça-se, no entanto, alguma justiça à coerência destes fulanos. Esta causa está plenamente integrada naquilo que tem vindo a ser o percurso e as opções estratégicas deste partido ao longo dos últimos anos. É por isso que depois de defenderam veementemente as causas das bichas, não constitui grande surpresa que venham agora defender a dos bichanos.quinta-feira, 1 de outubro de 2009
"Xuning" ecologico
Volta e meia ouvem-se noticias que dão conta do roubo de combustível dos depósitos de viaturas estacionadas na cidade e, até mesmo, de outras recolhidas em instalações das empresas a que pertencem. Nada de muito surpreendente. Por um lado o elevado preço dos combustíveis transforma o precioso liquido que faz mover o mundo num bem extremamente apetecível para os amigos do alheio e, por outro, é conhecida a tendência dos automóveis de gama alta e dos furgões de grandes dimensões para consumirem uma quantidade apreciável de combustível a cada cem quilómetros. O que constitui, para os automobilistas que são forçados a possuir viaturas deste tipo, um verdadeiro drama tantas vezes incompreendido pelos fanáticos do abastecimento nas bombas de gasolina.
Desconheço se será por essa ou por qualquer outra razão que o proprietário deste carrito resolveu substituir o fecho do seu depósito por uma rolha de cortiça. Para além de ecológico é muito mais fácil de remover do que o equipamento de série, muito mais barato e apresenta ainda a inegável vantagem de proporcionar ao meliante que tenha de proceder à recolha do conteúdo a possibilidade de deixar tudo como encontrou sem necessidade de provocar estragos.
Claro que pode ser apenas para desenrascar porque a outra tampa se estragou ou, simplesmente, porque se trata de um chasso e o dono não está para investir mais dinheiro naquilo. Seja como for está original. quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Um dia o resort virá abaixo...
Sempre que escrevo acerca do resort das Quintinhas despoleto a ira de uns quantos visitantes que não se coíbem de manifestar a sua indignação e intolerância perante as posições por mim expressas acerca do assunto. Embora, diga-se, goste de receber por aqui gente indignada e intolerante não é por isso que hoje volto ao tema. É apenas porque me apetece.
Para este local está prevista a construção de um lar de terceira idade, no terreno delimitado pela vedação, do quartel da Guarda Nacional Republica e, provavelmente, passará também por ali uma futura ligação à zona industrial. Estes investimentos aliados à magnifica localização do terreno, situado junto a uma zona comercial, perto do acesso ao IP2, a curta distância do centro da cidade e de equipamentos como o centro de saúde, escolas e parque desportivo, farão com certeza disparar o seu valor podendo proporcionar ao Município e aos proprietários dos terrenos vizinhos igualmente prejudicados pela existência do resort, um significativo encaixe financeiro ou, se não for essa a opção, a utilização para outra qualquer finalidade que contribua para elevar a qualidade de vida dos habitantes de Estremoz ou para a elevação da riqueza produzida no concelho.
Por esta altura já alguns, poucos reconheça-se, espumarão de raiva enquanto se interrogam quanto ao destino a dar aos que por ali resolveram construir a sua habitação, armazém ou sede do seu negócio. Sinto-me tentado a dizer que não se faria nada e que cada um fosse à sua vida. Mas não o farei. Existem muitos edifícios devolutos dentro da cidade que serviriam na perfeição para acolher aqueles residentes e que os actuais proprietários seguramente não se importariam de vender a preços mais ou menos em conta. Quase ao preço de um Audi...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Semasiologia...
Apesar de ter feito a tropa - Paulo Portas apenas haveria de ser Ministro da Defesa e desobrigar os jovens portugueses dessa tortura que era o serviço militar obrigatório vinte anos mais tarde – sempre detestei armas, nunca suportei comportamentos militaristas e ainda hoje detesto alguma linguagem mais belicista que de vez em quando é empregue mesmo em situações que pouco tem a ver com a “arte” da guerra.
Claro que também não sou nenhum pacifista. Pelo menos daqueles que, entre um e outro charro, espatifam montras ou correm policias à pedrada nas cidades onde se realizam as cimeiras do G8, do G20 ou de outra coisa qualquer que envolva lideres políticos ocidentais. Que, como se sabe, são os grandes responsáveis por tudo o que de mau acontece no planeta.
Defendo, isso sim, que algumas expressões que envolvem um potencial conteúdo bélico deviam ser eliminadas do nosso vocabulário. “Contar espingardas” é uma delas. Usa-se quando alguém, ou uma organização, pretende conhecer os apoios de que dispõe e com que pode contar numa qualquer disputa. Reparem como evitei usar as palavras batalha, peleja ou contenda e façam-me o favor de não me recordar que quem disputa não mede bem as palavras...
É por isso que faço questão de saudar as forças politicas que ultimamente tem organizado almoços, jantares, lanches, ceias ou seja lá o que for que envolva comezaina. Por mais discussão que o numero de comensais presentes em cada um dos repastos suscite entre os apaniguados, pelo menos num aspecto estamos já a dar uma lição ao mundo. Por cá não se contam espingardas. Fazemos algo de muito mais saudável, civilizado e que, ou muito me engano, ficará na história. Contamos talheres.
domingo, 27 de setembro de 2009
Euforia socialista
Afinal, tendo em conta as projecções de resultados eleitorais avançadas pelas diversas televisões e as reacções eufóricas a que assistimos, pode concluir-se facilmente e sem qualquer margem para erro que até os militantes, apoiantes e dirigentes do partido socialista estavam fartos da maioria absoluta agora, tudo o indica, morta e enterrada.
Festeje-se pois - e os socialistas já o estão fazer - o fim da maioria absoluta.
Apaixonado(a) anónimo(a)
Na paisagem urbana os contentores de resíduos sólidos indiferenciados são bastante procurados para fazer passar as mais diversas mensagens. Cartazes a anunciar grandiosas corridas de touros, propaganda partidária e publicidade a bruxos capazes de operar milagres daqueles verdadeiramente milagrosos, de tudo é possível encontrar colado a estes objectos.
É-me no entanto difícil imaginar um local mais improvável para escrever uma declaração de amor. Apesar de o amor ser uma cousa muito linda e um sentimento capaz de ultrapassar inúmeras barreiras, não me parece que declara-lo num contentor do lixo seja das atitudes mais românticas. Pior ainda. Esta mania de andar por aí a fazer declarações de amor anónimas é altamente condenável e só revela o baixo nível de quem as faz. Uns palermas é o que é. Quase tanto como os gajos que escrevem em blogues e não assinam por baixo. Ou inventam nomes parvos. Os palhaços.
Mesmo assim espero que a FiFi – ou o FiFi, sabe-se lá – tenha lido, identificado o autor da mensagem, nem que para isso tivesse sido necessário recorrer a sofisticados testes de caligrafia, e correspondido com idêntico ímpeto sentimental. E que vivam felizes para sempre. Ou pelo menos até começarem a reciclar.
sábado, 26 de setembro de 2009
Reflexões
Hoje é dia de reflexão. Reflictamos pois. Não tanto sobre o que se passou nos últimos quinze dias, ao longo dos quais se desenrolou uma campanha desprovida de interesse que para além da má educação de alguns candidatos e apaniguados das forças em presença em nada terá contribuído para alterar o sentido de voto da esmagadora maioria do eleitorado, mas sim acerca do que foram os quatro anos e meio que durou a legislatura.
Reflictamos se, tal como o outro que alegadamente terá acabado os seus dias pregado numa cruz, vamos perdoar o mal que nos fizeram e oferecer a outra face. Reflictamos também na situação profissional que vivíamos há quatro anos e na que vivemos hoje, nos vínculos que então possuíamos e nos que temos agora ou, para não perdermos muito tempo com reflexões, reflictamos apenas se o país em que vivemos é, nesta data, melhor do que era há quatro anos atrás.
Em caso de dúvida, ou de desempate, façamos o nosso exercício reflectivo na companhia das últimas declarações de irs. É capaz de ser esclarecedor para os mais indecisos.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
As ideias parvas de uma certa esquerdalha
Quando leio ou ouço a maioria das propostas eleitorais de uma certa esquerda pós modernaça, evoluída e cheia de conceitos fundamentais e determinantes – seja lá isso o que for – sinto-me meio assarapantado. Um turbilhão de sentimentos contraditórios percorre-me a mente e é com esforço que consigo evitar que sejam revelados nas páginas deste blogue.
Há, de facto, ideias que não lembram a ninguém. Nacionalizar a banca e mais umas quantas empresas ditas estratégicas será uma delas. Principalmente quando nada se diz do que se faria com os milhares de pequenos accionistas que investiram as suas poupanças na compra de títulos das sociedades que pretendem nacionalizar. É que, por mais que custe a alguns que parecem ter um bloco de qualquer matéria no lugar da cabeça, são muitos os trabalhadores, os reformados e os pequenos e médios aforradores que seriam atingidos por uma medida tão escabrosa como a que é proposta.
Os planos poupança reforma são outro alvo da fúria de uma certa esquerdalha. Para essa cambada a poupança fiscal conseguida é vista quase como um crime e o montante com ela conseguido, em lugar de permanecer no bolso dos contribuintes, deveria passar através do Estado para essa malta do rendimento mínimo que certamente saberia muitíssimo melhor como o aplicar. Nomeadamente em droga, que parece ser coisa do agrado da maralha que propõe estas coisas.
Mesmo nas questões mais comezinhas não se coíbem de igualmente explanar as suas teorias. Só para não ficarem calados. Porque se realmente acreditam naquilo que nos querem fazer crer então o caso não terá tanto a ver com a habitual demagogia politica mas antes com um qualquer problema do foro psiquiátrico. É por isso que acho que existem certos candidatos e candidaturas que nem se deviam apresentar às eleições. Não vale a pena. Além de não terem nada de interessante ou sequer coerente para transmitir ao eleitorado, face aos resultados que obtém – com sorte o quarto lugar – nem vale a pena ocuparem um tempo de antena que podia estar ao serviço da população e da massificação do acesso aos meios de comunicação social.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
"Vamos votar"
O Rossio Marquês de Pombal é utilizado por muitos caravanistas como local de pernoita ou mesmo de aparcamento durante um ou dois dias enquanto aproveitam para visitar a cidade. Seja qual for o caso dos ocupantes desta auto-caravana, a mensagem toscamente pintada no veículo parece não deixar dúvidas que estão a caminho do local onde pretendem exercer o seu direito de voto e que fazem questão de – ao intento – o partilhar connosco. Porque quanto ao voto isso é lá com eles.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Pequenas preocupações com ordenados ainda mais pequenos
As pequenas e médias empresas despertam entre todas as forças políticas concorrentes ao próximo acto eleitoral uma inusitada paixão. Por alguma estranha e obscura razão há quem acredite que fazer promessas de apoio aquele sector da economia sob a forma de benefícios fiscais e benesses de vária índole constituirá uma forma de garantir a simpatia de um segmento do eleitorado bastante significativo.
Por mim desconfio. É bom recordar que estamos a falar dos pequenos e médios empresários que, como todos sabemos, não são propriamente conhecidos – na sua imensa maioria, porque alguns haverá que contrariam esta ideia – pela gestão transparente, lisura de processos e honestidade fiscal e mesmo pessoal com que gerem as suas empresas. Tenho por isso dúvidas mais que fundamentadas se entregar dinheiro público, de todos os contribuintes, a este tipo de gente será uma opção inteligente porque exemplos de utilização de incentivos em benefício próprio são coisa que, alegadamente, não falta.
Já em relação aos pequenos e médios ordenados não parece haver igual preocupação entre as forças em campanha. Graças ao novo Código Contributivo, a partir de Janeiro do próximo ano, os trabalhadores portugueses vão ver os seus vencimentos reduzidos por força do desconto para a Taxa Social Única que vai passar a incidir sobre remunerações até agora excluídas do âmbito desta tributação. Nomeadamente o subsídio de refeição, abono para falhas, despesas de representação ou outras gratificações e prémios. Mas isso não interessa nada. Afinal são apenas pequenos e médios detalhes.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Vale-esmola
Eu não queria ser negativista. Juro que não queria. Mas “eles” não me deixam outra alternativa. É que quando alguém gasta na aquisição de uma prótese dentária umas centenas de euros, outro tanto na compra de um par de óculos e passados seis meses recebe da Administração Regional de Saúde uma compensação pela despesa efectuada no valor de um euro e sessenta e cinco cêntimos, não sou capaz de encarar isso como um facto positivo ou olhar de forma positiva para as politicas de saúde que se praticam no meu país. E, para que conste, quem adquiriu estes bens não o fez por vontade de ficar mais belo, por vaidade pessoal, não gostar dos dentes de origem ou achar que o uso de óculos o tornaria mais charmoso. Fê-lo porque não conseguia mastigar nem enxergar em condições compatíveis com uma qualidade de vida minimamente aceitável.
O desprezo pelos utentes, ou vergonha pela quantia irrisória enviada, vai ao ponto de nem sequer comunicarem a que se deve tão generosa comparticipação. Não sabe assim o utente se a esmola é para a prótese dentária, para os óculos ou para as duas. A ARS limitou-se a meter um vale de correio num envelope e a despacha-lo para a morada do utente. Simplex e baratex.
Argumentarão alguns, os do costume, que tem sido feito um elevado esforço financeiro para comparticipar estas e outras despesas de saúde e que tempos houve em que o Estado nem um cêntimo comparticipava em situações como esta. Até pode ser verdade. Acredito piamente que estejam a fazer um esforço mas, das duas uma, ou se esforçam mais ou o melhor é irem descansar…
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Questões pertinentes
Ao contrário do que se possa pensar a leitura dos programas eleitorais dos partidos políticos nem sempre constitui um exercício maçador e desagradável. Por vezes é também penoso. Mas, quando menos se espera, é possível encontrar algo que pode deixar o leitor surpreendido. Nomeadamente quando em lugar das aguardadas promessas se encontram perguntas pertinentes. Como as que constam deste excerto retirado do programa eleitoral do PND.
Uma coincidência: a imigração islâmica e a sua dinâmica demográfica:
A par do declínio demográfico do Ocidente, ocorre a imigração islâmica para a Europa com uma dinâmica demográfica que terá, e nalguns países (Alemanha, França Holanda, Bélgica, Reino Unido) já começa a ter, consequências sociais e políticas que não podemos ignorar.
Do ponto de vista político levantam-se questões pertinentes já conhecidas em países de maioria muçulmana, pelo impacto que o islamismo tem na ordem política e na lei civil: como será o poder político e a lei, daqui a 10, 20, 30 anos, quando as comunidades e as lideranças islâmicas sentirem que podem tomar o controle político de territórios europeus? E os europeus, como vão sobreviver nessa ordem política? Não poderão alguns países europeus transformar-se num Líbano, numa faixa de Gaza, num Irão, num Iraque, num Egipto, numa Líbia ou numa Argélia, num Hezbollah ou num Hamas?
Soluções para a ordem política do Ocidente:
Garantir que o poder político permanece em mãos ocidentais.
Garantir que as comunidades imigrantes aceitam a ordem política e os princípios do Direito vigentes no Ocidente.
domingo, 20 de setembro de 2009
Plagiadores
Deparo-me de vez em quando com textos publicados no “Kruzes Kanhoto” reproduzidos noutros blogues sem que seja feita qualquer menção ao seu autor ou à fonte de onde foram recolhidos. Pelos vistos há quem goste tanto do que eu escrevo – isto há gostos para tudo – que não resiste a publicá-lo no seu próprio blogue e a assinar por baixo assumindo-o como seu.
O último a fazê-lo foi este blogue pró-comunista, de Alpiarça ou lá perto, que deve achar ser um elementar direito democrático de qualquer aprendiz de blogueiro apropriar-se dos escritos dos outros e publicá-los como sendo de sua autoria. Assim uma espécie de nacionalização ou de apropriação colectiva dos meios blogosféricos.
Provavelmente ao “Primo do Tomé” faltarão temas acerca dos quais possa dissertar. Ou então atravessa uma preocupante crise de inspiração. Experimente fazer um pequeno esforço e vai ver que basta um pouco de imaginação, uma pitada de inteligência – não abuse neste ponto não vá mudar de partido - e sobretudo estar atento ao que nos rodeia, para que as coisas fluam facilmente. Sem necessidade de copiar posts alheios. E se tiver de copiar escolha daqueles bem escritos e não a primeira parvoíce que vê na net.
P.S - Para que não existam duvidas acerca de quem plagia quem, atente-se no tipo de letra utilizado num e noutro blogue, nas horas a que foram feitos os comentários ou nos antecedentes daquele blogue…
Autárquicas
A proximidade de datas entre os dois actos eleitorais tem, muito por culpa dos média, retirado protagonismo às eleições autárquicas de onze de Outubro. O que é pena. Enquanto nas primeiras eleições os candidatos com hipótese de chegar ao poder são tão deploravelmente parecidos que até chateia, nas segundas teremos, pelas características muito peculiares de que se revestem, uma panóplia de candidaturas capazes de animar o país pelas suas propostas mirabolantes, projectos de deixar qualquer um de queixo caído ou ideias parvas que não são capazes de guardar apenas para si. Pelo menos é o que se espera e deseja.
Enquanto no acto eleitoral de Setembro escolheremos entre candidatos cinzentos, sem graça e que a julgar pelo discurso parecem que nunca estiveram no poder, em Outubro teremos o país real, os candidatos exóticos, esquisitos e capazes de nos animar quer pelo comportamento exuberante ou o discurso entaramelado. Poderemos apreciar a ingenuidade de alguns que, coitados, ainda têm idade para pensar que são capazes de mudar o mundo e a manhosice de outros que sabem muitíssimo bem ao que vão. Isto a par de muitos, quero acreditar a maioria, que estão genuinamente dispostos a dar tudo pelas suas terras e a contribuir para o progresso e desenvolvimento das mesmas.
Claro que num blogue pouco dado a coisas sérias como este serão os únicos – os exóticos e afins - a ter destaque. Contudo as coisas não estão correr nada bem. Por mais que pesquise não encontro propostas verdadeiramente revolucionários, sequer inovadoras, nem mesmo ideias daquelas tão estapafúrdias que nos deixam cheios de inveja pela capacidade imaginativa que revelam os seus autores. Não consigo esconder a minha decepção por, a título de exemplo, ninguém ter inscrito no seu programa eleitoral autárquico, em nenhuma autarquia do país, a construção de um espaço de acolhimento aos visitantes de outros planetas. Considero deplorável e fortemente criticável que os aspirantes a autarca estejam a negligenciar uma vertente que muito podia contribuir para o progresso das suas terras e, nomeadamente no interior do país – no Portugal profundo, vá – constituiria um importante factor de desenvolvimento. Para além de até poder dar azo à constituição de mais uma empresa municipal que se encarregaria de gerir as relações intergalácticas e promover eventuais geminações com outras autarquias do espaço sideral.
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Incómodos
Na ausência de melhor assunto – e também de pior, diga-se – regressemos hoje ao tema da merda de cão. Foi graças a ele – tema – ou a ela – merda - que este blogue ganhou fama, ainda que má como toda a gente sabe, havendo por isso que não descurar a abordagem a uma temática tão sensível quanto esta. Principalmente quando se trata da matéria através da qual este espaço ganhou notoriedade. Há, em resumo, que manter o nível. Baixo, como convém.
Claro que este é um assunto que divide opiniões. Um ou dois leitores aplaudem e consideram que é uma óptima ideia mostrar a javardice que vai pelas ruas das nossas cidades. Uns quantos ficam indignados, porque afinal os cães gozam do direito de cagar onde muito bem lhes apetece e os malandros dos técnicos de limpeza urbana estão lá para limpar porque é para isso que lhes pagam. Outros, mudam de blogue e enviam pelo menos dez comentários a enaltecer o candidato da sua preferência ou a denegrir o da sua antipatia, na esperança vã de influenciar o resultado dos próximos actos eleitorais.
O Kruzes Kanhoto, muito mais que um simples blogue local, sem que isso envolva qualquer desconsideração para os que o são, é um sítio visitado por leitores de todo o país e até do estrangeiro. Teve, inclusivamente, uma vez um visitante de Badajoz. Assim sendo não faria sentido não mostrar o comportamento de donos de cães de outras localidades que, reconheça-se, são tão porcos quanto os estremocenses que têm canitos. A demonstrá-lo o exemplo desta “senhora” que passeava dois belos exemplares caninos, um deles de grande porte, sem que evidenciasse qualquer preocupação em recolher os cagalhões que os bicharocos iam largando. A única coisa que pareceu incomodar a criatura foi a presença de uma máquina fotográfica. De tal maneira que se posicionou sempre de forma a que não lhe fotografasse a cara. O que conseguiu. Mas também não se perdeu grande coisa.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Rendimentos
Paulo Portas tem manifestado com exuberância a sua oposição relativamente à atribuição do rendimento social de inserção de forma indiscriminada a um largo sector da população que se especializou em viver à conta de todos sem despender esforço maior que ir levantar o cheque à estação dos Correios mais próxima. Trata-se, na esmagadora maioria dos casos conhecidos, de um subsídio à preguiça e, por mais que a malta do social conteste esta designação e argumente a favor do actual estado de coisas, é uma prestação social causadora de injustiças relativamente a quem trabalha e que recebe o salário mínimo enquanto muitos dos seus beneficiários arrecadam montantes significativamente superiores sem “bulirem uma palha”.
Apesar de a intenção que esteve na criação do Rendimento Mínimo Garantido ser louvável, a generalização que se seguiu desvirtuou e descredibilizou o que podia constitui uma excelente medida de combate à pobreza e exclusão social. Hoje são de todos conhecidos exemplos, nomeadamente em terras pequenas como Estremoz, de pessoas que ou vivem em exclusivo desta prestação ou a utilizam como meio para complementar os rendimentos que obtém em actividades – de vária ordem – que exercem à margem do sistema fiscal. De positivo apenas que estas pessoas não são de guardar o que recebem debaixo do colchão e depressa o “investem” no bar do supermercado Modelo e noutros estabelecimentos similares, o que sempre vai contribuindo para dinamizar a economia local e simultaneamente promover a animação da cidade.
Pena que o líder do CDS-PP não manifeste igual indignação acerca dos agricultores, a sua espécie protegida, ou empresários que utilizam os subsídios estatais e comunitários em benefício próprio em lugar de os aplicarem no desenvolvimento e modernização das suas explorações agrícolas ou empresas. Estranho sentido de coerência o deste magano.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Asfixia democrática
A expressão "asfixia democrática" entrou recentemente no léxico nacional e - de forma injusta quanto a mim - está a ser associada a atitudes consideradas mais ou menos cobardes de quem, detendo algum poder sobre outrem ou alguma coisa, o utiliza para pressionar e intimidar com o intuído de daí tirar proveito pessoal - a maioria dos casos - ou para a causa que professa. O que no fundo é praticamente o mesmo.
Não posso estar mais em desacordo com este conceito. Acho até uma injustiça admitir que quem o faz se trate de um cobarde. Considero mesmo que a actividade de pressionar, intimidar e ocupações correlativas não está suficientemente valorizada e, em meu entender, constitui um verdadeiro acto de coragem. Já alguém pensou na dose de valentia que é necessário reunir numa só pessoa – que apesar de deter algum tipo de poder até pode ser um lingrinhas – para chegar junto de outro, suponhamos um calmeirão, e dizer-lhe de forma determinada e ameaçadora que não deve dizer ou escrever isto ou aquilo sob pena de ter umas quantas chatices?! Convenhamos que não é coisa para qualquer um.
Sabe-se que a generalidade das pessoas, excepto talvez meia-dúzia, não gosta de ser pressionado nem intimidado e a esmagadora maioria não aprecia a ideia, mesmo que vaga, de uma eventual asfixia. É até coisa para reagir mal. Principalmente se for um matulão e o candidato a asfixiante não passar de um reles magricela.
Por estas e por outras tenho alguma dificuldade em acreditar no muito do que por aí se publica, nos mais variados meios de comunicação, acerca de pressões asfixiantes. Seja onde for ou venham elas de onde vieram. Ou então somos um país de cobardes. A haver tantos “pressionadores” porque é que ainda não há notícia de algum já ter sido pendurado ou, no mínimo, ter levado um murro nos cornos?!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Só os burros não mudam de ideias
No último debate televisivo Sócrates tentou por diversas ocasiões confrontar Manuela Ferreira Leite com aquilo que considerou serem alterações da sua posição consoante o seu partido está no governo ou na oposição. Pena a senhora, com manifesto mau jeito para debater seja o que for, não ter recordado ao candidato socialista a célebre tirada de Mário Soares quando este, confrontado com as suas próprias incoerências, afirmou que apenas os burros não mudam de ideias.
Durante o debate Sócrates não se cansou de repetir que “nós sempre propusemos…”, “nós sempre defendemos…” Ou seja nunca alterou o rumo ao seu pensamento como, aliás, tivemos ocasião de constatar ao longo dos últimos quatro anos e meio em que governou o país. O que não deixa de ser surpreendente. Principalmente quando se vê por aí tanto asno a converter-se a outros ideais e a mandar às urtigas o exemplo de coerência do agora amado líder.
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