A merda de cão continuará a ser um tema recorrente deste blog. Pelo menos enquanto alguns javardões não tiverem a consciência cívica necessária para evitar que imagens como esta sejam uma constante nas nossas cidades. Desta vez não vou sugerir que o autor do monumental cagalhão, que se pode visualizar na fotografia, é o cão da Dª. Ro… ou da Dª Ma… I… Sequer refiro que possa ter sido o “Robin”. Por hoje fica apenas a questão: Que porra é que andam a dar ao cão?!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Chinesices
Desde que uma chinesa ousou pensar que eu lhe queria comprar um “pito”, quando eu só pretendia adquirir um cronómetro - estória que conto aqui - não voltei a entrar numa loja dos chineses. Até ontem. E em má hora o fiz. Comprei uns chinelos que, ainda antes de neles introduzir os pés, exalam um odor insuportável e que impede qualquer ser vivo de respirar num raio de vinte metros em seu redor. Coisa perfeitamente normal se já os tivesse calçado, mas não para uns chinelos novinhos em folha.
Por mais que me questione quanto ao material que terão usado para fabricar os ditos andantes, não obtenho resposta para tão intrigante mau cheiro. É que apesar de durante horas terem permanecido mergulhados em várias infusões, mesmo assim, o estranho pivete continua a poluir a atmosfera circundante aos chinelos. Ainda lhes mijo em cima e devolvo-os ao cabrão do chinês.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Pré-aviso
Provavelmente este e os outros blogs “Kruzes Kanhoto” vão entrar em greve. Embora este post constitua apenas uma aviso, melhor um pré-aviso, que nesta coisa de greves é sempre bom cumprir as normas legais devidamente estabelecidas, a paralisação destes espaços é uma possibilidade real.
A efectivar-se, constituirá uma forma de protesto contra certas e determinadas situações. E contra algumas coisas, também. Entre elas a ausência de colaboração e falta de solidariedade por parte dos leitores que, embora me honrem com um número relativamente simpático de visitas, revelam uma decepcionante falta de solidariedade para com as causas divulgadas neste conjunto de blogs. E estes, como todos sabem, são blogs de causas.
domingo, 1 de junho de 2008
A viajar é que a gente se entende
O Presidente da Câmara do Alandroal proporcionou a quatrocentos dos seus eleitores mais idosos uma viagem, a preços módicos, aos Açores. Fez bem. São pessoas que ao longo da vida passaram por inúmeras dificuldades, com rendimentos extremamente baixos e que de outra forma dificilmente poderiam usufruir, com alguma qualidade, do muito tempo livre que agora dispõem dada a sua condição de aposentados.
Por outro lado o turismo é hoje um dos mais importantes sectores de actividade económica e iniciativas deste género podem revelar-se como um importante meio de dinamizar a economia do país. Para isso seria necessário que muitos mais autarcas tivessem estes lampejos de lucidez e a audácia suficiente para os pôr em prática, levando os seus eleitores a fazer turismo pelos quatro cantos do país.
Mais parvoíces em:
sábado, 31 de maio de 2008
Vestidos para inaugurar
Os jovens vestidos de branco, com poses esquisitas que hoje deambulavam entre os frequentadores do mercado semanal não eram, ao contrário do que sugeriam alguns passeantes menos informados acerca da actualidade local, agentes da ASAE disfarçados de jovens vestidos de branco com poses esquisitas a deambular entre os frequentadores do mercado semanal. Afinal eram apenas jovens vestidos de branco com poses esquisitas e faziam parte da animação que envolveu a inauguração da “Casa de Estremoz”, obra que recuperou as antigas instalações da Rodoviária Nacional. E que está uma coisa porreira, pá.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Roulotes
domingo, 25 de maio de 2008
Publicidade
sábado, 24 de maio de 2008
A "barreca"
O que leva um cidadão, não sendo o Kadahfi, a escolher para si e para os seus residir numa barraca? E porque será que não deposita o lixo, que ele próprio faz, no contentor mais próximo, ainda que este fique a 50 metros? Queixa-se o mesmo cidadão da lama no Inverno, dos mosquitos no Verão e das cobras e ratazanas todo ano mas, no muito tempo livre de que dispõe dada a sua condição de reformado ou desempregado, nada faz para melhorar o ambiente do local onde está instalado. Queixa-se igualmente da falta de água e de electricidade que, coitado, se vê forçado a puxar do poste mais próximo. Uma chatice. Apesar de “alguém” pagar a conta da energia eléctrica que abastece o local e de uma torneira debitar, generosa e ininterruptamente, muitos metros cúbicos de água que, obviamente, também “alguém” paga.
Não se sabe se, no interior da aparentemente precária habitação, o cidadão em causa possui ou não jacuzzi, ar condicionado, ou um plasma onde sintonize os canais televisivos que a sua parabólica lhe permite captar. Isso é lá com ele. Mas, a julgar pela viatura topo de gama estacionada nas imediações da “barreca”, é bem capaz de se dar a esses pequenos luxos.
Assim sendo, o que leva um cidadão, não sendo o Kadahfi, a escolher para si e para os seus residir numa barraca? Talvez a tranquilidade e a segurança que o local lhe inspira. Pode ali receber as visitas dos parentes afastados e serão poucos, ou mesmo nenhuns, os abelhudos que vão meter o nariz nos negócios com que vai arredondando o “Rendimento”. Entretanto, muito de vez em quando, vai pedindo uma casinha. Mas bom, mas mesmo, mesmo bom, era arranjarem a estrada. Um carro de cinco mil contos não é para andar naqueles buracos.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Vinte anos depois...
terça-feira, 20 de maio de 2008
Blogueadores
Fujo como o diabo da cruz, ou maomé do toucinho, de blogues carregados com toda a espécie de mariquice. Ele são contadores com dados para todos os gostos (desconfio que ainda vão inventar um que nos informe qual é a cor das cuecas dos últimos dez visitantes), templates com florzinhas ou bichinhos de ar apalermado e ainda mais umas quantas inutilidades que podem ir desde uma merda qualquer que transforma o dispositivo apontador vulgarmente conhecido como rato numa abelha, ou coisa ainda pior, até algo que faz uma irritante imitação de uma estação rádio. Tudo com a finalidade suprema de bloquear os computadores daqueles que tiveram a infeliz ideia de os visitar.
E se há coisa que eu não gosto é de ver o computador bloquear. Chateia-me, aborrece-me e dá-me vontade de escrever um post a manifestar a minha indignação.
sábado, 17 de maio de 2008
Visitas na sala
terça-feira, 13 de maio de 2008
O eco-ponto não morde
Consequência, quiçá, da estreita abertura dos eco-pontos ou de qualquer patologia indeterminada, há quem prefira deixar, armado em javardo, os sacos do lixo no chão.
Revela-se igualmente assaz difícil, do interior de uma viatura, introduzir o saco no contentor. Tal habilidade, por alguns tentada, requer um elevado grau de perícia, principalmente se o candidato a Michel Jordan do lançamento de resíduos for o condutor.
Vamos lá ter juizinho e colocar o lixo no sítio certo. Ai, ai, ai....
sábado, 10 de maio de 2008
Prestigiozinho
Num curto espaço de tempo foi este blog por três vezes citado na imprensa local. No Brados do Alentejo, que primeiro citou este post, mais tarde este e, recentemente, no jornal Ecos onde um habitual e conceituado colunista menciona a persistente luta que aqui se tem feito contra a merda de cão.
Nada mau, portanto. Principalmente se tivermos em conta que este é um espaço cinzento, sem graça e que eu próprio não hesitaria em adjectivar como qualquer coisa entre o relativamente idiota e o totalmente desinteressante. No entanto é sempre bom saber que alguém nos lê. Até porque, como dizia o outro (já repararam que o “outro” é o gajo que mais vezes é citado em Portugal?!) um blog sem leitores não passa de um acto de masturbação intelectual.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Conversas na via pública
Sempre me questionei acerca da necessidade de um condutor interromper a marcha para, em plena faixa de rodagem, ficar na conversa com um transeunte seu amigo, conhecido ou com outro grau de afinidade qualquer, impedindo a passagem dos veículos que seguem na sua retaguarda. É algo que me irrita e para que só encontro justificação na má formação cívica, falta de educação e ausência de respeito para com os outros utentes da via pública.
Este tipo de situação sucede em Estremoz a toda a hora. É ver curvas mais ou menos bem delineadas debruçadas para o interior de um automóvel, proeminentes barrigas encostadas à chapa ou, se a conversa se faz a uma distância um pouco maior, bocas e narizes fora dos vidros debitando esganiçados decibéis. Tudo para falar de coisas importantes, presumo.
Em locais como as ruas Brito Capelo e 31 de Janeiro a coisa chega a atingir níveis absurdos. Na primeira porque os comerciantes estão sempre à porta, o que potencia a possibilidade dos automobilistas terem qualquer coisa para lhes dizer e, sendo esta uma rua que apenas permite um sentido de trânsito provoca, no caso de alguém parar, o bloqueio da circulação.
Na 31 de Janeiro assisti hoje ao facto curioso de, em simultâneo e quase lado a lado, dois automobilistas terem tido a súbita necessidade de falar com peões. E, por azar, cada um com um peão diferente o que, obviamente, impediu o normal fluir do trânsito enquanto decorreu a animada conversa. Menos mal que, num dos casos, as curvas não eram más.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A osga
Está oficialmente aberta a caça à osga. Com a chegada dos dias quentes, ou apenas ligeiramente mais quentes, estes irritantes e asquerosos répteis deixam os seus refúgios de inverno e desatam a passear-se pelas paredes. Aparentemente estes bicharocos são inofensivos e, de alguma forma, úteis porque alimentam-se de insectos, nomeadamente mosquitos e melgas, esses sim prejudiciais para o ser humano.
No entanto a presença das osgas provoca um alarido e uma algazarra entre os circunstantes que, fatalmente, só termina com a certeza da morte do pequeno rastejante. Foi o que aconteceu ao primeiro exemplar desta espécie que uma destas noites teve a ousadia de percorrer desajeitadamente as paredes do meu quintal. Para igualar o record do ano passado só faltam quarenta e nove.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Estou indignado!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Estacionamento modelo
sábado, 26 de abril de 2008
Estremoz está (ainda) mais bonita
A requalificação da entrada norte da cidade e da zona junto às Portas de Santa Catarina, onde em tempos esteve um depósito de sucata, constituem um exemplo do caminho que deve ser seguido em matéria de investimento autárquico. Aqui ou noutro local qualquer. Mais que a construção de infra-estruturas megalómanas de rentabilidade duvidosa, ou privilegiar a expansão urbana para a periferia das cidades, importa preservar e requalificar o património arquitectónico e paisagístico existente. É também por aqui que passa a qualidade de vida de uma comunidade.
No entanto, escassos dois ou três dias depois da conclusão da obra, alguns dos equipamentos já se encontram destruídos e vandalizados. Provavelmente pelos tais jovens, fonte de preocupação do Presidente da República, que desconhecem quantos países constituem a União Europeia a vinte e sete. O que não é de espantar em quem é tão burro que nem sabe escrever “amo-te”. Mas isso não será certamente importante nos empregos que, se tiverem sorte, o futuro lhes reserva. Lavar sanitas não requer propriamente grande nível de conhecimentos.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
O cão da senhora R...
A senhora R… é, praticamente, minha vizinha. E como não podia deixar de ser tem um cão. Diariamente, pela manhã e pela tardinha, a boa da senhora R… (boa é apenas uma força de expressão, que não quero ser inconveniente com a senhora) solta, que é como quem diz expulsa, o seu cãozinho do quintal para que o dito vá fazer as suas necessidades à rua. Pode o desgraçado do bicharoco reclamar, implorar até, o seu regresso ao doce lar mas, enquanto a senhora R… não tiver a certeza que o seu amiguinho fez aquilo que a natureza impõe, longe do seu quintal, não lhe abre o portão.
Este estranho comportamento leva-me a concluir que a senhora R… não gosta do seu cão e exerce sobre ele uma forma de violência que, como todas as formas de violência, é inaceitável. Para além de atentar contra os direitos do animal. Sim, que diria a senhora R… se o seu marido não a deixasse cagar em casa e a obrigasse a fazer isso na via pública?
terça-feira, 22 de abril de 2008
Quando o verde não é a cor da esperança
sábado, 19 de abril de 2008
Sniper's
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Rendimento Minimo
terça-feira, 15 de abril de 2008
O "silêncio"
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Zona livre de merda de cão (por agora)
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Bisbilhoteiro!!!
sábado, 5 de abril de 2008
Sondagens e outras questões
Foram dezoito os leitores que participaram na “sondagem” onde pretendia saber se era só eu que desconhecia a existência das associações de Estremoz mencionadas neste post. De entre os votantes apenas quatro conhecem pelo menos uma delas. O que, valendo estas coisas o que valem - ou seja muito pouco - não deixa no entanto de ser sintomático quanto ao dinamismo e manifesto interesse para a comunidade das actividades que algum movimento associativo vai desenvolvendo. Ou não.
Entre as cerca de cem “associações” dadas como existentes no concelho, conforme se pode constatar em diversos sites mais ou menos oficiais, constam algumas que não são mais que meros grupos de amigos ou, pior, empresas de carácter familiar e que apenas existem enquanto “associações” para beneficiar das vantagens que esse estatuto lhes proporciona. É um estratagema perfeitamente legal mas bem revelador da capacidade tuga para o xico-espertismo sempre pronto a aproveitar cada nesga que o legislador, intencionalmente ou não, deixa aberta.
À escala nacional este fenómeno assumirá certamente proporções assinaláveis e representará em termos financeiros valores significativos, quer do lado da receita através dos impostos que não são cobrados, quer do lado da despesa pelos subsídios que lhes são concedidos enquanto “associações” ou outras entidades com denominações manhosas. Mas isso pouco importa aos arautos do rigor orçamental e do controlo da despesa pública. Preocupante, mas mesmo preocupante, é o vencimento do malandro do funcionário público que recebe a exorbitância de 500 euros por mês.
