Esta retórica dos imigrantes a salvar a segurança social já aborrece. Cheira a lavagem cerebral. É óbvio que, face à paupérrima taxa de reprodução dos portugueses, necessitamos de importar gente que garanta que este território vai continuar habitado. Também é por demais evidente que se não for a mão-de-obra estrangeira a economia do país, tal como a conhecemos, colapsará a curto prazo.
A Segurança Social estará a ter lucro imediato por existirem mais contribuições. O que é bom, mesmo que lá mais para diante tenha de pagar mais pensões de reforma. Agora só falta pôr os desempregados profissionais e beneficiários de subsídios à preguiça a trabalhar. Aí o lucro seria ainda mais significativo, pelo efeito duplo da coisa.
O que me parece igualmente evidente é que a chegada de tantas pessoas tem consequências. Boas e más. Evidenciar as primeiras até à exaustão e negar as segundas, acaba por contribuir para a desvalorização das boas e não resolve as más. Pior do que isso, acaba a criar uma divisão imbecil entre os que apenas olham para cada um lados da questão. E o facto das auto intituladas elites intelectuais urbanas acharem que quem não pensa como elas é atrasado mental, não augura nada de bom.
