sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A trapaça disruptiva

 


Em muitos negócios a diversificação de mercados ou produtos constitui um factor importante para o crescimento do lucro. O que é bom. Nada tenho contra a diversificação nem, menos ainda, contra o lucro. É por isso que olho para a evolução recente do negócio da burla com um certo respeito académico. É cada vez mais visível a aposta dos empresários do ramo da trapaça na modernização, na inovação e em sair da sua zona de conforto. Estão a apostar também na expansão e  na disrupção do modelo tradicional de engano ao próximo. Já não oferecem heranças nigerianas, nem se fazem passar por príncipes exilados. Agora são gestores de conta da Via Verde, esse símbolo máximo da modernidade portuguesa que nos permite passar portagens sem parar. Enviaram-me – e, se calhar, a muita gente -  esta mensagem a informar-me de que foi registado com sucesso um pedido de alteração do email da minha conta. Tudo muito profissional, bem escrito e convincente. A tentativa, assim à primeira vista, tem tudo para resultar. Contém apenas uma falha. Pequena e quase irrelevante. Um detalhe mínimo, por assim dizer. Não me chamo Agripino Silva.

3 comentários:

  1. Nunca tive e não pretendo ter!

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    1. Procuro sempre evitar as auto estradas com portagens, mas quanto tenho mesmo de as utilizar dá muito jeito.

      Nestas tentativas de burla os bandidos mandam para todos os endereços de email que tenham caçado, tenha o seu titular via verde ou não.

      Cumprimentos

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  2. A Via verde tem muitas vantagens, mas é absurdo a taxa anual que nos impuseram há dois anos. É absurda porque quando pagamos os serviços, já está inerente o serviço da Via Verde. É tudo uma forma de nos ir ao bolso.

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