Dia vinte seis do mês passado encomendei um item num desses sites em que podemos comprar quase tudo. O objecto, um cabo para carregamento de um aparato electronico, chegou hoje e foi entregue à minha porta. Vindo da China. Paguei por ele quarenta e cinco cêntimos, que incluem oito cêntimos de Imposto sobre o valor acrescentado que revertem para o Estado português. Os portes foram grátis. Desconfio da capacidade de produzir e transportar até ao outro lado do mundo seja o que for por trinta e sete cêntimos. Por maior que seja a quantidade de itens produzidos e transportados, parece-me que será necessária uma estratégia muito bem urdida para conseguir este milagre. Neste negócio terá sido a AT quem mais lucrou. Quase dezoito por cento do custo final do produto entrou nos cofres do Estado. Provavelmente nem o empresário, o Estado Chinês ou os CTT obtiveram um lucro daquela grandeza com esta transacção. Como é que se chama mesmo quem se aproveita do trabalho dos outros?
O objectivo inicial do post era apenas salientar a velocidade com que os bens circulam pelo mundo e a facilidade com que podemos comprar aquilo que precisamos. Deve ser a globalização, ou isso. E também a eficiência do capitalismo. Ou então, já que em causa está a China, do verdadeiramente verdadeiro comunismo. Aquele que está sempre ao lado e pronto a servir o povo consumidor.






















