Para a opinião publicada – coisa muito diferente da opinião pública, como demonstram os sucessivos resultados eleitorais – amplamente dominada pela esquerdalha e tolhida pelo medo de ser politicamente incorrecta, apesar dos dezassete assassínios perpetrados pelos terroristas islâmicos, o grande perigo continua a ser a extrema direita. Nomeadamente a hipótese da madame Le Pen ficar a beneficiar da conjuntura e ganhar as próximas eleições. Um problema, garantem.
Já a possibilidade da extrema esquerda chegar ao poder na Grécia não suscita o mesmo tipo de apreensão. Pelo contrário. É, pasme-se, motivo de antecipado júbilo. Critérios. Como se os extremistas de um lado fossem melhores do que os do outro e os ditadores não fossem todos detestáveis. Como se Estaline fosse mais humanista do que Hitler ou Pol Pot mais adorável do que Pinochet.
A mania de uma certa superioridade intelectual que os fazedores de opinião – paineleiros diversos e meretrizes ocasionais - papagueiam por aí e uns quantos idiotas úteis replicam na Internet é profundamente nojenta. A sorte é que o povo não lhes liga nenhuma. Está ocupado a ver a Casa dos Segredos ou a partilhar receitas de culinária no fuçasbook. E ainda bem.







