Esta coisa da agricultura
nunca foi a minha praia. Daí que a produção do meu exíguo e maltratado quintal não
se possa comparar à conseguida por outros hortelões que, apesar de igualmente
recém iniciados nestas lides agrárias, dispõem de outras condições logísticas
e, principalmente, de jeito para a actividade de amanhar a terra. Que, diga-se,
é uma expressão um bocado manhosa mas que agora veio mesmo a calhar.
Cá pelo quintal –
logradouro, vá – depois das favas e das ervilhas da crise, é agora a vez do
feijão verde. A sementeira foi um destes dias e, surpreendentemente, as plantas
apresentam já este aspecto. Magnífico, atendendo ao seu curto período de
existência. O único senão, por enquanto, continua a ser a bicharada que vai devorando
as folhas e para a qual não estou a conseguir desenvolver um método eficaz de
combate. Se relativamente às lesmas foi possível diminuir de forma significativa
a população residente, o caso da passarada parece mais bicudo. Meia dúzia de
baixas infligidas constitui um resultado insignificante face ao esforço de
guerra envolvido, ao contingente do inimigo e aos estragos provocados pelos
invasores.
Noutro recanto, que um
destes dias merecerá igualmente destaque, crescem – pelo menos assim espero -
pepinos, courgettes, batatas e morangueiros. Com sorte o único morango que
conseguiu vingar será comido em breve.



