As burlas a empresários do ramo imobiliário por parte de cidadãos de etnia cigana, a que comunicação social tem vindo a dar eco nos últimos tempos e que resultou na recente detenção de duas pessoas dessa comunidade, não são novas e há muito que circulam estórias, mais ou menos rocambolescas, acerca dessa actividade.
É verdade que nenhum dos grupos envolvidos é conhecido pela lisura de processos ou pela transparência quanto à maneira como os rendimentos que sustentam o seu modo de vida são obtidos. Talvez por isso este tipo de crime não tenha ainda motivado por parte da opinião pública uma onda de indignação. Nem é crível que venha a suscitar. O mais provável é mesmo é este modus operandis vir a ser adoptado por outros bandos e o numero de burlados crescer significativamente.
Neste caso apenas me surpreende o facto de o SOS Racismo, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e outros defensores de causas parvas e totalmente desprezíveis, ainda não terem tomado posição quanto a esta matéria. Nomeadamente para reclamarem o direito inalienável dos ciganos a burlar seja quem for e condenarem veementemente a ganância de empresários sem escrúpulos que se querem encher de dinheiro à custa de uma minoria socialmente desfavorecida, estigmatizada e injustamente discriminada no acesso aos mais básicos meios de subsistência.





















